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Uma, duas, três. Pela terceira e última vez em cerca de 30 horas, a 23.ª edição do Campeonato do Mundo teve mais uma cerimónia de abertura. Depois de Cidade do México e Toronto, foi a vez dos EUA abrirem a competição que decorre, essencialmente, no seu território e, como não podia deixar de ser, as horas que antecederam o duelo entre a seleção da casa e o Paraguai foram marcadas pela festa, o glamour e um espetáculo como só os norte-americanos sabem dar. 32 anos depois do célebre penálti falhado de Diana Rossa na abertura do Mundial-1992, em Chicago, o certame deslocou-se para Los Angeles, a capital mundial do entretenimento, e foi apelidado de “Cerimónia de Abertura All-Star”, contando com diversos nomes planetários do mundo da música.

O SoFi Stadium, que é o estádio mais recente neste Mundial, serviu de palco de uma inédita cerimónia de abertura, já que a competição nunca tinha tido três eventos de abertura. A estrela do pop, Katy Perry, foi a grande atração do espetáculo, atuando ao lado do rapper Future no estado em que nasceu. Tyla, que esteve na cerimónia do Azteca, deslocou-se esta sexta-feira para Los Angeles e começou por cantar Game Time com Future. Depois, a tailandesa Lisa, o nigeriano Rema e a brasileira Anitta entoaram Goals. Já na antecâmara do pontapé de saída, o primeiro momento da segunda parte da cerimónia foi a exibição de um vídeo com as diferenças entre o soccer e o futebol, que nos EUA se refere ao futebol americano. Depois, Jason Sudeikis, o ator de Ted Lasso, subiu ao relvado para dar início à cerimónia de entrada das 48 bandeiras no relvado, com destaque para o Irão, que foi assobiado depois de ter sido apresentado.

Katy Perry deslocou-se para o centro do relvado, onde já estavam as 48 bandeiras, para cantar Wonder ao lado do menino Tius Luka, numa altura em que as bancadas já estavam bem mais compostas. Antes do pontapé de saída no quarto jogo deste Campeonato do Mundo, o duo Dan + Shay, composto por Dan Smyers e Shay Mooney, entoou o hino dos Estados Unidos, intitulado de The Star-Spangled Banner, ao passo que os Purahéi Soul ficaram responsáveis pelo Paraguayos, República o Muerte, o hino do Paraguai.

Esta cerimónia de abertura em Los Angeles representa a dimensão extraordinária que o Campeonato do Mundo de 2026 vai assumir. O alinhamento de artistas reflete a diversidade cultural dos Estados Unidos e a vitalidade das suas numerosas diásporas, destacando a rica influência do país na música, no entretenimento e na cultura pop, ao mesmo tempo que mostra o poder da música para unir as pessoas em todo o país”, explicou Gianni Infantino, presidente da FIFA, que, naturalmente, marcou presença no SoFi Stadium.

As portas do estádio localizado em Los Angeles abriram quatro horas antes do início do jogo, ao passo que a cerimónia começou 90 minutos antes, numa altura em que o sol ainda se fazia sentir na Califórnia. Os adeptos acabaram por ter um papel importante em todo o evento, segundo a FIFA, algo que acabou por não ser visível através da transmissão televisiva. Houve ainda espaço para apresentações visuais em grande escala, com narrativas imersivas e fortes apresentações ao vivo. A cerimónia de abertura foi produzida pela FIFA em parceria com o Balich Wonder Studio, que procurou capturar a identidade, a ambição e a energia criativa da cidade e do país.