A nova edição de O Poeta Nu, que reúne a poesia de Jorge Sousa Braga, de 68 anos, inclui os mais recentes títulos, A Matéria Escura (2020) e A Flor Cadáver (2024), abrangendo os seus 40 anos de atividade literária.
O Poeta Nu é o mais recente volume da coleção “Documenta Poética”, da Assírio & Alvim, que publicou também os seus dois recentes títulos.
O poema “História Trágico-Marítima” (1981) abre a antologia de mais de 300 poemas incluindo, entre outros, “A Greve dos Controladores Aéreos” (1984) e o livro Matéria Escura e Outros Poemas.
Sobre Matéria Escura, como afirma Sousa Braga numa nota, alguns dos poemas “foram construídos com base em notícias do jornal” e outros “foram desinseridos do contexto, esperando o autor que possam sobreviver sozinhos”.
O livro Matéria Escura é constituído 36 poemas, 12 deles de uma primeira parte que dá título ao livro, “E os Restantes Poemas”, a segunda parte, que inclui poemas como “Meditação sobre a Guerra”, “Poema Recuperado do Caixote do Lixo” e “Como Matar um Peixe”.
Esta nova edição, afirma a chancela do Grupo Porto Editora, propõe “uma visão abrangente da evolução de uma escrita que, desde cedo, recusou convenções e procurou uma relação direta, inventiva e profundamente livre com as palavras“.
“Ao longo destas páginas, encontramos o poeta dos poemas breves e fulgurantes, da sátira e do aforismo, do diálogo com as notícias, com a arte, com a ciência e com o corpo”, acrescenta a Assírio & Alvim.
Sobre o poeta, nascido em 1957 em Cervães, Vila Verde, no distrito de Braga, afirma a editora que “construiu uma obra poética inconfundível, marcada pela liberdade imaginativa, pelo humor, pela capacidade de surpreender e por uma permanente reinvenção da linguagem“.
“Entre o lirismo e a ironia, entre a observação do quotidiano e a contemplação da natureza, a sua poesia abriu caminhos próprios no panorama literário português”, remata.
Jorge Sousa Braga é licenciado em Medicina, desde 1981, pela Universidade do Porto, é especialista em Obstetrícia/Ginecologia, tendo iniciado a carreira clínica no Hospital de Santo António, no Porto.
Paralelamente, é autor de uma vasta obra poética, com participações em diferentes antologias, como organizador e/ou tradutor, e tem-se dedicado à escrita de livros infantis.
Em 2022, venceu o Prémio Literário Fundação Inês de Castro, por Matéria Escura e Outros Poemas, e o seu livro Herbário valeu-lhe, em 1999, o Grande Prémio Gulbenkian de Literatura Infantil.