O grupo empresarial espanhol ligado a Emilio Vázquez Blanco, arguido no processo Operação Imergente — que visou no final de maio o PS, diferentes ligações empresariais e contratos suspeitos —, teve contratos de prestação de serviços com a Câmara Municipal de Braga, liderada pelo PSD desde 2013. Está em causa um valor total de 283.935 euros por nove contratos entre a autarquia bracarense e o grupo Cecubo, dos quais cinco foram por ajuste direto e quatro na modalidade de consulta prévia.
Fonte oficial da Câmara de Braga assumiu ao Observador que não tinha depositado no arquivo da autarquia os relatórios que comprovam a atividade do grupo Cecubo. Ricardo Rio, anterior presidente da autarquia que contratou o grupo empresarial espanhol, garante que tais relatórios foram entregues.
Já Ricardo Gomes, ex-diretor de comunicação da Câmara de Braga que acompanhou a execução dos trabalhos do grupo Cecubo com a autarquia, fez um post na sua página na rede social LinkedIn que comprova que colaborou posteriormente com aquele grupo empresarial. “Um privilégio trabalhar com esta magnífica equipa da Cecubo Group”, escreveu Gomes na sua página do LinkedIn.
Nos quatro procedimentos abertos pela Câmara Municipal de Braga, o Grupo Cecubo também teve como concorrente uma outra empresa chamada Siete Blanco, cujo administrador e sócio único é Boris Gayoso. Gayoso foi precisamente o interlocutor espanhol de Ricardo Rio e de Ricardo Gomes nos trabalhos realizados pelo grupo Cecubo.
Também a Siete Blanco veio ganhar vários contratos com a Câmara de Braga, o que faz com que o valor total de serviços adjudicados à Cecubo e à Siete Blanco tenha alcançado a soma total de 371.245 euros por 16 contratos entre 2016 e 2025.
Como começou a ligação do Grupo Cecubo a Braga
A ligação durou quase uma década, entre 2016 e 2025, e acompanhou os mandatos do ex-autarca Ricardo Rio, com a atual liderança autárquica — também do PSD — a decidir não renovar o contrato. “Relativamente à decisão de não renovação do contrato, a mesma foi tomada pelo atual presidente João Rodrigues no quadro da revisão de prestações de serviços, logo no início do atual mandato autárquico”, esclareceu ao Observador fonte oficial da CM de Braga.
De acordo com os dados do Portal Base, o primeiro contrato remonta a 4 de abril de 2016 e teve um custo de 14.220 euros. Com um prazo de execução de 45 dias e formalizado através de ajuste direto, este contrato visou a “elaboração de um estudo da presença da Marca Braga nos meios de comunicação espanhóis”. Seguir-se-ia mais um contrato nesse ano, com data de 7 de outubro, pelo mesmo valor e execução durante 120 dias para que fosse produzido o “relatório do impacto da divulgação dos eventos promovidos anualmente”.
Posteriormente, foram efetuados contratos com uma periodicidade praticamente anual: novembro de 2017, junho de 2018, outubro de 2019 — estes três por 14.180 euros cada —, março de 2021, novembro de 2022, maio de 2024 e julho de 2025, sempre em torno dos mesmos serviços, designadamente, monitorização mediática do impacto dos eventos da Marca Braga, a sua expressão no mercado espanhol (com hemeroteca digital da atividade do Município no país vizinho) e desenvolvimento de planos estratégicos de promoção e comunicação.
Porém, há duas diferenças importantes durante este intervalo de tempo: a partir de 2021, os procedimentos públicos assentaram na modalidade de consulta prévia e os valores contratualizados entre a autarquia bracarense e o grupo Cecubo subiram substancialmente: 68.160 euros (2021), 40.100 euros (2022), 74.195 euros (2024) e 30.500 euros (julho 2025).
Câmara sem arquivo dos trabalhos e o prémio internacional ganho pela Cecubo
Instada nas últimas semanas a fornecer evidências do trabalho prestado ou relatórios que tenham sido arquivados, a autarquia de Braga assumiu não ter documentos da atividade efetuada pela Cecubo (que tem a designação formal Strategy and Analytics Estancia C3 SL) ao longo desses anos e apontou para uma relação direta entre a empresa espanhola, o ex-presidente Ricardo Rio e Ricardo Gomes, antigo diretor de comunicação da autarquia bracarense.
“O circuito de informação relativo a este contrato, incluindo a receção de relatórios e demais entregáveis, era estabelecido diretamente entre a empresa e a anterior presidência da Câmara, e presumivelmente através do anterior diretor de comunicação, Ricardo Gomes”, referiu Nuno Almeida, atual diretor de comunicação da autarquia.
O mesmo responsável enviou, entretanto, documentação somente relacionada com a execução mais recente do contrato — o Plano Estratégico de Promoção da Marca Braga de 2025, os relatórios apresentados e a plataforma de monitorização contínua. “Relativamente à documentação referente aos anos anteriores, o presidente João Rodrigues contactou o anterior presidente da Câmara, Ricardo Rio, para solicitar os relatórios entregues no âmbito dos contratos celebrados desde 2016. Essa documentação ainda não foi recebida”, acrescentou a mesma fonte oficial.
Em paralelo, Nuno Almeida, que assumiu funções no final de 2024 e apenas ficou associado ao último contrato formalizado em 2025, salientou que “foi dada a continuidade” a uma ligação que já vinha de trás e defendeu que os relatórios, “provavelmente, eram enviados para o presidente da altura, Ricardo Rio, ou para Ricardo Gomes”. “Acredito e tenho a convicção que quem recebeu sempre foi o presidente”, disse.
A Cecubo chegou a ganhar um prémio internacional em 2022 nos AMEC Awards, organizados pela Associação Internacional para a Medição e Avaliação da Comunicação, pelo trabalho produzido pela sua análise da marca da cidade de Braga no contexto da candidatura a Capital Europeia da Cultura (nomeação que viria a perder para Évora).
Ricardo Rio destaca avaliação “muito positiva”
Contactado pelo Observador, Ricardo Rio assegurou que foram apresentados “relatórios mensais de acompanhamento de todos os canais de informação”, os quais, segundo o ex-autarca, não se limitavam ao clipping das notícias sobre o município bracarense. “Eram emitidos com uma análise qualificada em cima disso, era uma análise crítica, com relatórios de cerca de 15 páginas”, afirma, sublinhando ainda a produção de “outros trabalhos de acompanhamento estratégico do mercado espanhol”.
Quanto ao registo desses trabalhos produzidos pela Cecubo, Ricardo Rio, que liderou a Câmara de Braga entre 2013 e 2025, assumiu não ter ficado com grande parte da informação que recebia no seu email profissional e que o mesmo foi descontinuado após deixar a presidência, remetendo esses elementos para o departamento de comunicação da autarquia.
“Não sei se estão em arquivo… Eram instrumentos de trabalho corrente e que não justificavam uma consulta posterior. Provavelmente, fui apagando depois de consultar. O presidente estará a tentar obter alguma cópia”, vincou.
Sublinhando já não se recordar de como chegou à empresa espanhola na qual Emilio Vázquez Blanco é diretor, por tal já ter sucedido “há mais de 10 anos”, o ex-presidente da CM Braga assinalou apenas que foi efetuada “uma apresentação” à autarquia e que essa iniciativa levou a um trabalho conjunto do qual faz uma apreciação que “só pode ser muito positiva”.
Já em relação ao arguido espanhol do processo Operação Imergente, cujo envolvimento no caso foi avançado pelo Observador, Ricardo Rio disse que Emilio Vázquez Blanco “chegou a estar presente numa ou noutra ocasião” na Câmara de Braga, mas que veio sempre acompanhado por Boris Gayoso, identificado publicamente como fundador e, segundo o perfil no LinkedIn, sócio-diretor do grupo Cecubo. Seria Gayoso o principal interlocutor da empresa nesta prestação de serviços ao longo dos anos à CM Braga.
“Nem sabia que ele [Emilio Vázquez Blanco] estava envolvido nesse processo. Vi as notícias sobre o caso, mas não em detalhe. Pareceu-me um profissional normal, não houve nada na relação que tivemos que pudesse indiciar qualquer comportamento [suspeito]”, observou o antigo autarca, que enfatizou o “trabalho qualificado e útil do ponto de vista do desenvolvimento da estratégia de comunicação” e a “relação normal, competente e sempre disponível”.
A avaliação positiva da Cecubo foi também partilhada ao Observador por Ricardo Gomes, ex-diretor de comunicação da CM de Braga (abandonou as funções em 2024, já na reta final do último mandato de Ricardo Rio). “Era um serviço, para nós, bastante útil. Reconheço o mérito daquele serviço. Era a análise da comunicação pública através da ciência: se estávamos a impactar os cidadãos bracarenses de forma correta ou não, como é que o nome Braga estava a ser projetado… era uma ferramenta importante”, indicou.
Ricardo Gomes considerou igualmente que sobre os trabalhos efetuados ao longo de “alguns anos” pela Cecubo teria de ser o município a “dar todos esses esclarecimentos” e que a autarquia “terá seguramente esses relatórios”.
Reiterando também que Boris Gayoso era o principal ponto de contacto com a Cecubo, o antigo responsável da comunicação da autarquia disse não ter “memória” de Emilio Vázquez Blanco enquanto “pessoa associada à Cecubo”.
Ricardo Gomes e Emilio Vázquez Blanco surgem juntos e identificados numa fotografia publicada na rede social LinkedIn, há cerca de quatro meses, a propósito de uma formação sobre redes sociais, medição de resultados e perceção digital, realizada na Assembleia da República. “Um privilégio trabalhar com esta magnífica equipa da Cecubo Group”, escreveu Ricardo Gomes na sua página do LinkedIn.
As ligações cruzadas com o grupo Cecubo
Nos nove contratos públicos firmados com o grupo Cecubo, a CM Braga estabeleceu cinco por ajuste direto e quatro por consulta prévia, uma modalidade na qual se apresentam outras entidades para formalizar propostas. E é esta variante de procedimento que está, precisamente, na origem de algumas das suspeitas centrais do processo Operação Imergente, com um concurso em que se apresentaram a empresa Diálogo Emergente, do ex-assessor do PS Duarte Moral, a empresa Cidade Etérea, de Rute Reimão (mulher de Duarte Moral), e a empresa BMD Comunication, Unipessoal, Lda, de Emilio Vázquez Blanco, anteriormente designada como Cecubometrics.
Vázquez Blanco foi deputado e vice-porta-voz do PSOE no Parlamento da região da Galiza, mas está radicado em Portugal há vários anos, tendo uma empresa de comunicação de marketing político. O socialista espanhol é suspeito de ter sido cúmplice de Duarte Moral na alegada manipulação das regras da contratação pública, tendo ambos sido detidos no âmbito da Operação Imergente e posteriormente libertados, após a aplicação das medidas de coação.
Desta feita, nestes quatro procedimentos com a CM Braga, os intervenientes são outros, mas vislumbra-se um universo comum: nos quatro concursos conquistados pela Cecubo estava sempre uma outra empresa espanhola presente, a Siete Blanco, cujo administrador e sócio único é Boris Gayoso.
Ou seja, o mesmo responsável apontado por Ricardo Rio e Ricardo Gomes como o interlocutor no grupo Cecubo, no qual Emilio Vázquez Blanco surge também identificado no respetivo LinkedIn como diretor.
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Mais: a Siete Blanco não se limitou a figurar nestes quatro procedimentos, uma vez que a empresa conseguiu outros sete contratos — todos por ajuste direto — com a Câmara Municipal de Braga entre 2016 e 2019. Esses sete contratos traduziram-se numa prestação de serviço no valor global de 87.310 euros, sempre na esfera de “serviços de desenvolvimento de plano estratégico para promoção e comunicação” e “aquisição de serviços de hemeroteca digital da atividade publicitária da Câmara Municipal de Braga”.
Há inclusivamente registo de um contrato da CM de Braga para cada uma das empresas assinado no mesmo dia: 25 de setembro de 2019. Enquanto o contrato com a Siete Blanco foi assinado por Boris Gayoso, o contrato com a Cecubo foi assinado por Carlos Correa Paz, identificado como representante legal e que é igualmente fundador e sócio-diretor da empresa, tal como Gayoso. Aliás, há até contratos disponibilizados online no portal Base da Siete Blanco nos quais é possível ver parte do carimbo da Cecubo junto das assinaturas.
A existência de administradores comuns em empresas que concorrem a um mesmo concurso público não é necessariamente ilegal, mas, de acordo com as regras de contratação pública, exige um maior escrutínio das ligações, sob pena de poder ocorrer apenas uma simulação de concorrência.
Isso mesmo está previsto no artigo 114.º, que define as regras de convite de pelo menos três entidades para apresentarem propostas num procedimento de consulta prévia: “As entidades a convidar nos termos do número anterior não podem ser especialmente relacionadas entre si, considerando-se como tais, nomeadamente, as entidades que partilhem, ainda que apenas parcialmente, representantes legais ou sócios, ou as sociedades que se encontrem em relação de simples participação, de participação recíproca, de domínio ou de grupo”.
Esta disposição resulta de uma alteração recente na lei, tendo entrado em vigor apenas em 21 de junho de 2021. Como os quatro procedimentos por consulta prévia ocorreram em março de 2021, novembro de 2022, maio de 2024 e julho de 2025, tal quer dizer que apenas o primeiro procedimento estava conforme a legislação anteriormente vigente. Ou seja, os últimos três procedimentos não deveriam ter decorrido nos moldes em que decorreram, com a participação de entidades especialmente relacionadas.
Assim, entre 2016 e 2025, as duas empresas espanholas (Cecubo e Siete Blanco) lograram um total de 16 contratos com a autarquia de Braga, cujo montante ascendeu a 371.245 euros.
Questionado sobre estas circunstâncias nos procedimentos de consulta prévia da CM Braga durante os seus mandatos, Ricardo Rio começou por dizer que “nunca soube de qualquer procedimento de contratação que não cumprisse as normas de contratação pública, muito menos que as manipulasse”, e assegurou não ter conhecimento do processo de seleção de empresas para apresentarem propostas aos concursos.
“Não faço ideia de quem ou como escolheu os concorrentes dos procedimentos (aliás, deste ou de qualquer outro, porque nunca estive envolvido nessas tramitações), mas admito, por princípio geral, que fossem empresas que pudessem prestar o mesmo tipo de serviço”, referiu.
O ex-autarca bracarense assumiu também o desconhecimento dos mecanismos técnicos destes processos de contratação pública ao nível do escrutínio das ligações empresariais. “Por não acompanhar tecnicamente esses processos, não sei qual é o procedimento formal das entidades contratantes (incluindo a CM Braga) para verificar a inexistência de ligações, mas creio que assenta para processos desta ordem de valores em declarações voluntárias dos concorrentes. Sendo entidades estrangeiras, nem sei se os serviços da câmara teriam acesso à informação societária por outras vias”, observou.
Já em relação às duas empresas espanholas com ligações cruzadas nos seus representantes, Ricardo Rio limitou-se a apontar a uma das entidades: “Sempre ouvi falar da marca Cecubo e não de qualquer outra empresa pelo que não conheço a outra designação [Siete Blanco]”.
Gayoso afasta Cecubo de Emilio Vázquez Blanco e rejeita “manipulação” de contratos
Com as ligações de Emilio Vázquez Blanco à Cecubo e as ligações da Cecubo a estes contratos da Câmara de Braga, Boris Gayoso garante ao Observador uma total autonomia e distância entre o arguido espanhol do processo Operação Imergente e a empresa que fundou com Carlos Correa Paz. De igual modo, recusou que possa ter havido uma eventual manipulação da contratação pública junto da CM Braga com o envolvimento da Siete Blanco, da qual é administrador, e defende que a Cecubo não é uma empresa sua, apesar de ser o seu contacto que está identificado no site oficial da empresa.
“Não é uma empresa minha, mas colaboro. É uma empresa com a qual colaboro em Espanha e Portugal”, refere, desvalorizando as informações que constam da própria página profissional no LinkedIn e que o apresentam como “sócio-diretor” da empresa desde 2011: “Isso no LinkedIn não está correto, não sou sócio da Cecubo. Não há relação societária, nem de grupo com as empresas. Uma coisa é a título pessoal eu trabalhar com diferentes empresas… Não entro no LinkedIn há anos. Eu colaboro há muitos anos com a Cecubo e com outras agências de comunicação”, afirma Boris Gayoso.
Questionado sobre os procedimentos de consulta prévia da CM Braga que incluíram a Cecubo e a Siete Blanco, Boris Gayoso defendeu que “havia diferentes coisas nos contratos e diferentes serviços”, apontando o ex-diretor de comunicação Ricardo Gomes como principal ponto de contacto com a autarquia.
Em paralelo, rejeitou qualquer estranheza por estas duas empresas se apresentarem aos mesmos procedimentos. “Não acho estranho, também não tenho noção clara das regras das câmaras portuguesas… É normal que vão ao Google e pesquisem empresas, neste caso em Espanha e na região da Galiza. São empresas totalmente independentes”, enfatizou. Gayoso notou igualmente que a sua empresa própria, a Siete Blanco, “está desativada”.
E perante a informação de contratos da Siete Blanco com carimbos da Cecubo firmados no documento, o consultor espanhol mostrou-se surpreendido e considerou não ser nada mais do que uma “confusão”. “Não tenho ideia, podem ter confundido. Deve ser uma confusão. É a única resposta que encontro, acho que pode ser por aí, por terem confundido as firmas. Essas coisas acontecem. Na CM Braga nunca me falaram desse erro. Não estive envolvido em nenhuma manipulação”, declarou.
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Boris Gayoso admitiu não ter uma recordação precisa de como se estabeleceu o contacto entre a Cecubo e a CM Braga, mas indicou a possibilidade de ter ocorrido na sequência de um “evento comercial” com empresários de Braga e enalteceu as capacidades da empresa: “A Cecubo tem uma ferramenta de análise e a estratégia era potenciar a marca de Braga em termos turísticos (em Espanha). A Cecubo tem muitos clientes em diferentes países”.
Por último, quanto à relação com Emilio Vázquez Blanco, Boris Gayoso insistiu haver apenas uma “colaboração de trabalho” pontual entre o arguido da Operação Imergente e a Cecubo, uma vez que Blanco teria criado a sua própria companhia em Portugal, depois de sair de Espanha. De acordo com os registos oficiais, essa primeira empresa chamava-se Cecubometrics, sendo depois renomeada para BMD Comunication. O Observador já tentou chegar ao contacto com Emilio Vázquez Blanco, mas até ao momento não foi possível obter uma resposta.
“O Emilio tem uma empresa que estava a trabalhar com o PS em Portugal. Eu, Boris Gayoso, não tenho nenhuma relação com a empresa de Emilio Vázquez Blanco. Não é uma relação societária ou de negócios, é uma relação de utilização pontual de uma marca grande. São colaborações pontuais, mas não quer dizer que seja uma relação empresarial. Nem eu nem a Cecubo temos qualquer tipo de relação com o que se passou em Portugal com Emilio [Vázquez Blanco]. É injusta qualquer relação” entre a Cecubo e Emilio Vázquez Blanco, sentenciou.
(Artigo atualizado às 11h20 com o esclarecimento sobre a alteração do artigo 114.º do Código dos Contratos Públicos e a sua aplicação aos procedimentos por consulta prévia entre a CM Braga e a Cecubo)