O dia anterior tinha fechado com recordes nacionais para os três atletas. Diogo Ribeiro conseguiu bater o seu próprio recorde e encurtou o tempo para nadar 50 metros em mariposa de 22,77 para 22,68 segundos. Depois, Camila Rebelo fez o mesmo que Diogo Ribeiro: bater o seu próprio recorde e estabelecer uma nova fasquia nacional. Nos 200 metros costas, a nadadora encurtou a sua marca de 2:08,95 — em Belgrado, em 2024 — para 2:08,48, agora em Paris. Não havia duas sem três. Francisca Martins também bateu a sua própria marca e estabeleceu um novo recorde nacional no seu percurso individual de estafeta de 4x200m, com 1:57,80, já qualificada para a final de 800 metros livres para esta terça-feira.
Esta terça-feira, as expectativas sugeriam a glória. O silêncio antes da partida atribuía importância ao que ocorreria cerca de dois minutos depois. Camila Rebelo esteve à altura do cenário. A nadadora portuguesa conquistou a medalha de prata com um tempo de 2:07,62, apenas atrás da britânica Katie Shanahan, que conquistou o ouro ao percorrer os 200 metros em 2:06,13 minutos. A atleta portuguesa renovou, uma vez mais, o recorde nacional para entrar novamente na história. A medalha de bronze ficou reservada para a francesa Pauline Mahieu, a fazer mais dois segundos e meio do que a portuguesa.
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Camila Rebelo sagrou-se vice-campeã da Europa nos 200 metros costas, com um novo recorde nacional de 2.07,62, em Paris ????#EquipaPortugal pic.twitter.com/WaEXDmuSxo
— Comité Olímpico de Portugal (COP) (@COPPORTUGAL) August 11, 2026
Aos sete anos, Camila Rebelo entrou na água em competição, num torneio de Natal em Paião, e nunca mais saiu. Vinte e três anos depois — e enquanto frequentava o curso de Medicina em Coimbra, onde os dias começam às 5h45 com duas horas de treino antes das aulas, revelou a atleta ao Público em 2024 —, Camila Rebelo chegou a uma final de Europeus em Paris como campeã europeia em título e saiu de lá com a história a voltar a passar pelo pódio.
O grande momento tinha chegado em Belgrado, em junho de 2024. Camila tinha ido aos Europeus sem estar no seu melhor e disse-o abertamente — a ambição inicial era chegar a uma final. Chegou, ganhou em 2:08,95, novo recorde nacional, e tornou-se a primeira nadadora portuguesa da história a sagrar-se campeã europeia. “Chegar aqui, fazer recorde nacional, ser campeã europeia — não tenho palavras”, disse à saída da piscina. Semanas depois, estava nos Jogos Olímpicos de Paris. A cidade ficou na memória; a medalha olímpica ficou por chegar.
Paris voltou a surgir no calendário, desta vez com outro rótulo, e Camila Rebelo voltou mais rápida do que tinha sido quando ganhou: nas meias-finais destes Europeus, baixou o recorde nacional para 2:08,48, terminando como a segunda mais veloz a entrar na final. Chegou à final entre as candidatas e foi fiel a essa condição, subindo ainda mais alto a fasquia do recorde nacional. Portugal tem uma vice-campeã europeia de 200 metros costas.
Pouco depois de Camila Rebelo, foi a vez de Diogo Ribeiro saltar para a piscina. Numa disputa mais renhida pelo ouro, o nadador terminou os 50 metros mariposa em quinto lugar, com apenas mais 0,23 segundos do que o medalhado de ouro Egor Kornev, que terminou os 50 metros em 22,52 segundos. A medalha de prata foi entregue ao francês Maxime Grousset (+0,02 segundos) e a de bronze ao bielorrusso Hryhory Pekarski (+0,16 segundos).
Francisca Martins fechou a prestação portuguesa na final feminina de 800 metros livres com o oitavo lugar. A nadadora terminou a prova em 8:41,50, mais 25,95 segundos do que a medalha de ouro, a italiana Simona Quadarella. Nos segundo e terceiro lugares ficaram as alemãs Isabel Gose e Maya Werner, respetivamente.
*texto atualizado às 19h10, depois da prova de Francisca Martins
[O espião português suspeito de vender segredos à Rússia voa para Roma e as autoridades estão determinadas a não o deixar escapar. Na capital italiana, Carvalhão Gil é seguido pelos inspetores e vai mostrar que todos os anos passados ao serviço do SIS o tornaram mestre na arte da contravigilância. Quando recebem a confirmação de que o espião russo também acaba de aterrar em Roma, as autoridades têm a certeza de que vai acontecer um novo encontro entre os dois. A grande questão é: onde? Já pode ouvir o terceiro episódio do novo Podcast Plus “A Vida Dupla do Espião Traidor” no site do Observador, no Apple Podcasts, no Spotify e no YouTube.]