A Câmara de Soure adjudicou à empresa Biopower a empreitada de regularização, desobstrução e limpeza do rio Arunca, por danos provocados pela tempestade Kristin, em janeiro, num investimento de cerca de 575 mil euros.

O contrato, realizado por ajuste direto, foi publicado na quarta-feira no portal de contratação pública Base e visa a regularização do rio Arunca no troço de Soure Urbano a Vila Nova de Anços e a execução de trabalhos de desobstrução e limpeza do rio, por danos provocados pela passagem da tempestade Kristin.

A Câmara de Soure, no distrito de Coimbra, fundamentou o recurso ao ajuste direto com a ausência de recursos próprios.

O preço contratual da empreitada é de 575.254 euros, acrescido de IVA, com um prazo de execução de 90 dias.

Em declarações à agência Lusa, a vice-presidente da Câmara de Soure, Teresa Pedrosa, explicou que a intervenção no rio Arunca (afluente do Mondego) é decorrente do contrato-programa que foi assinado com o Ministério do Ambiente resultante da tempestade Kristin e das cheias, em janeiro e fevereiro deste ano, que afetaram o concelho.

“O leito do rio Arunca ficou com muita madeira, a necessitar de uma limpeza maior do que aquela que já necessitava antes”, afirmou esta quinta-feira a vice-presidente, referindo que a limpeza do leito do rio será feita desde o limite do concelho até à ponte de Mucate.

De acordo com Teresa Pedrosa, será feita uma intervenção de “retirada de lenha que ficou depositada desde essa altura no leito do rio” e de limpeza das margens, bem como uma melhoria relativa à questão ambiental e preservação dos ecossistemas.

“É uma intervenção urgente e necessária a fazer, porque o objetivo é não só resolver a questão agora, mas também prepararmo-nos e fazermos uma prevenção daquilo que poderá ser uma situação semelhante que possamos viver, para evitar novo risco de cheia com a dimensão que tivemos”, acrescentou.

Relativamente ao ajuste direto e à sua fundamentação, a vice-presidente disse que os recursos exigidos para fazer uma intervenção daquela natureza são de maquinaria pesada e acompanhamento técnico especializado, “que o município não tem condições, por si só, para fazer”, não obstante ter “reforçado significativamente” a sua capacidade em termos de maquinaria, desde o início do mandato.