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Fonte: Observador

Morreu a princesa Astrid, irmã de Harald V da Noruega

Aos 94 anos, era o membro da realeza europeia mais velho ainda a representar a coroa. Esteve na passada quarta-feira no funeral do rei Harald V, que morreu no final de agosto, aos 89.

Entre 1954 e 1968, depois da morte da mãe, a princesa Martha, Astrid assumiu uma função equivalente à de uma “primeira-dama”, sendo a anfitriã oficial do Estado e representante da Casa Real ao lado do avô, Haakon VII, do pai, Olav V e do irmão, o então príncipe herdeiro Harald
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▲Entre 1954 e 1968, depois da morte da mãe, a princesa Martha, Astrid assumiu uma função equivalente à de uma “primeira-dama”, sendo a anfitriã oficial do Estado e representante da Casa Real ao lado do avô, Haakon VII, do pai, Olav V e do irmão, o então príncipe herdeiro Harald

▲Entre 1954 e 1968, depois da morte da mãe, a princesa Martha, Astrid assumiu uma função equivalente à de uma “primeira-dama”, sendo a anfitriã oficial do Estado e representante da Casa Real ao lado do avô, Haakon VII, do pai, Olav V e do irmão, o então príncipe herdeiro Harald

Morreu esta sexta-feira, 11 de setembro, aos 94 anos, a princesa Astrid da Noruega, irmã mais velha de Harald V, o monarca que morreu aos 89 anos no final de agosto. Era o membro da realeza europeia mais velho e ainda ia a eventos a representar a coroa, sempre numa cadeira de rodas e na companhia da cadelinha Wilma. Na passada quarta-feira, 9 de setembro, esteve presente durante o funeral do irmão, realizado em Oslo com a presença de membros da realeza de todo o mundo.

“Sua Majestade o Rei recebeu com grande tristeza a notícia do falecimento da Princesa Astrid. A Princesa faleceu hoje, sexta-feira, 11 de setembro, aos 94 anos de idade”, comunicou a Casa Real norueguesa. Haakon VIII decidiu ainda que as bandeiras da varanda do Palácio Real serão hasteadas a meio-mastro.

“Ao longo de sua longa vida, a princesa Astrid representou a Casa Real de maneira afetuosa e dedicada. Aos 22 anos, assumiu o papel de primeira-dama após a morte da minha avó, a princesa herdeira Märtha. Em seu trabalho, a princesa Astrid sempre se preocupou particularmente com o cuidado e a inclusão dos mais vulneráveis da sociedade. Era muito leal e sempre desempenhou suas funções com comprometimento, presença e um espírito contagiante”, disse o Rei, citado no comunicado oficial. “A tia Astrid foi um importante apoio para o rei Harald e para o resto da família. Aprendemos muito com ela e ela não tinha medo de dizer o que pensava. A sua partida é uma grande perda para nós. Sentiremos muita saudade dela. A minha família e eu enviamos nossos mais sinceros pêsames aos amigos mais próximos da tia Astrid”, assinalou Haakon VIII.

“Querida mãe, querida princesa Astrid. Obrigada por ser a melhor mãe que poderíamos ter. Ao longo da sua vida, esteve presente para nós – com amor e sabedoria, carinho e bom humor. Esteve presente para o avô, o Rei Olav, e para o tio, o Rei Harald – sempre presente, leal e dedicada. E, além disso, para aqueles que precisavam de um pouco mais de atenção, sempre demonstrou genuíno carinho”, assinalaram os seus filhos, Cathrine, Benedikte, Alexander, Elisabeth e Carl-Christian Ferner.

Também o primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre, emitiu um comunicado a lamentar a morte de Astrid. “Em nome do Governo, gostaria de agradecer à princesa Astrid por suas contribuições à Noruega ao longo de sua longa vida. Recordamo-nos dela com tristeza e gratidão”.

▲ A princesa Astrid da Noruega em 1958

S. A. Sturlason, The Royal Court Photo Archive

Astrid Maud Ingeborg nasceu a 12 de fevereiro de 1932 em Oslo e recebeu um nome em homenagem à tia, a Rainha Astrid dos Belgas, e às duas avós, Maud da Noruega e a princesa Ingeborg da Suécia. Foi a segunda filha de Olav V e da princesa Martha, e devido à regra de primogenitura agnática, que foi alterada apenas nos anos 1990, não entrou na linha de sucessão ao trono norueguês. A 12 de agosto de 1940, aos oito anos, acompanhou a mãe e os dois irmãos, a princesa Ragnhild e o príncipe Harald, na fuga para os EUA durante a ocupação nazi na Noruega. A família viveu um tempo na Casa Branca, a convite do Presidente Roosevelt, e depois passou os cinco anos seguintes numa residência em Pook’s Hill, nos arredores de Washington.

Durante o exílio, os príncipes receberam educação em casa, mas com o regresso à Noruega em 1945 Astrid entrou para a Nissen, a mais antiga escola para raparigas do país. Depois, a princesa estudou Economia e História Política na Universidade de Oxford. Ao mesmo tempo, Astrid aprendeu a costurar e cozinhar em escolas na Noruega e fez um curso de cerâmica com uma artista local.

Entre 1954 e 1968, depois da morte da mãe, a princesa Martha, Astrid assumiu uma função equivalente à de uma “primeira-dama”, sendo a anfitriã oficial do Estado e representante da Casa Real ao lado do avô, Haakon VII, do pai, Olav V e do irmão, o então príncipe herdeiro Harald. Na altura, a irmã mais velha, a princesa Ragnhild, não podia assumir o posto porque vivia com o marido no Brasil. Entretanto, a situação mudou em 1968, quando Harald se casou com Sonja. Mesmo assim, Astrid continuou a desempenhar funções oficiais de representação da coroa até à morte.

Em maio, Astrid foi hospitalizada devido a um problema de coração. A princesa foi internada dias depois do seu último compromisso oficial, quando foi ao evento de aniversário da Associação Sanitária Blindern e Vinderen, que faz parte da Associação Norueguesa de Saúde das Mulheres, da qual era patrona. Frequentava os eventos numa cadeira de rodas, e sempre acompanhada da cadelinha Wilma ao colo. “É bom e divertido ser útil”, disse Astrid, numa entrevista à estação pública NRK, na ocasião do seu aniversário de 93 anos. “Uso uma cadeira de rodas, mas é porque as minhas pernas falham, mas não a minha cabeça. Lembro-me de tudo e posso estar envolvida nas atividades. Faço isso há anos”, assegurava na altura.

▲ Astrid usava uma cadeira de rodas e estava sempre com a cadelinha Wilma ao colo

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