A 7.ª edição do Festival Apura, que começa na quinta-feira em Coimbra, vai reunir mais de 100 artistas, com propostas construídas em rede que serão desenvolvidas em quatro palcos e outros espaços na cidade, anunciou esta segunda-feira a organização.

Promovido pela associação cultural Apura em coorganização com a Câmara Municipal, o festival tem como tema, este ano, “Bairro dos Ofícios II – Uma Bruma Sonora”, dando especial ênfase ao conceito de “brumas sonoras que existem no território local e nacional, colocando Coimbra como ponto de encontro para a sua escuta”, assinalaram os promotores em nota de imprensa enviada à agência Lusa.

Para além dos quatro palcos designados de alternativos – localizados no Pátio e no Jardim de São Bernardo e no Centro de Artes Visuais, todos na Baixa da cidade, junto à Rua da Sofia, e na República estudantil do Bota-Abaixo, na Alta coimbrã – o festival mantém o acesso livre e gratuito “como um ponto central das propostas desenvolvidas”.

O evento aposta ainda no “reforço na intervenção em espaço público e em parceria com equipamentos municipais, colocando a premissa de apresentações de obras e artistas emergentes e independentes, propondo diversas colaborações, apresentações e criações inéditas para o festival”.

No total, a 7.ª edição do Apura conta com 47 propostas artísticas (23 concertos, 18 dos quais em estreia em Coimbra), 12 propostas de criação, onde se incluem instalações artísticas – metade em formato de residência e outra metade de instalações visuais e sonoras -, três momentos de “apresentação ou de roda de conversa” e o convite a 15 artistas para estarem presentes na República do Bota-Abaixo.

Apesar de o festival estar anunciado para decorrer durante três dias, até sábado, os promotores avisam que só termina, afinal, no domingo. Em parceria com a associação Linha de Fuga, promotora de um laboratório de criação e de um festival de artes performativas, o Apura irá acolher “as valiosas propostas desenvolvidas através do projeto Fuga para a Aldeia, que colocou três residências artísticas a serem desenvolvidas em regiões rurais da região de Coimbra”.

Assim, sob o lema “A Aldeia vem à Cidade”, serão apresentadas três iniciativas culturais, adaptadas “especificamente ao centro urbano da cidade”, constituídas por dois percursos artísticos na Baixa e uma proposta no Jardim Botânico.

“Este encontro, também entre estruturas, presente neste laço com a Linha de Fuga, representa a importância do trabalho em coletividade, da necessidade de promover encontros e cruzamentos entre expressões artísticas, acessíveis a todas as comunidades”, observaram os promotores do Apura.

O festival conta ainda com o “apoio central” do Centro de Artes Visuais e da Escola da Noite, assim como da Real República do Bota-Abaixo, Linha de Fuga, Teatro Académico de Gil Vicente, Rádio Universidade de Coimbra, Jazz ao Centro Clube e a produtora Blue House.