O ministro da Educação, Fernando Alexandre, disse esta terça-feira, em Portimão, que 54 alunos aguardavam na segunda-feira colocação nas escolas de todo o país, garantindo que novos pedidos “são processados e resolvidos” em 24 horas pela administração educativa.
Fernando Alexandre falava aos jornalistas à margem da cerimónia de assinatura do contrato-programa entre a Câmara de Portimão e a Universidade do Algarve (UAlg) para a construção do Campus Universitário do Barlavento, que decorreu na zona do Barranco do Rodrigo, local onde vai ser construída a futura estrutura universitária.
Segundo o ministro, dos 54 alunos que, na segunda-feira, ainda aguardavam colocação, mais de 30 tinham efetuado a inscrição na sexta-feira à tarde, não sendo possível concluir o processo de colocação no próprio dia.
O governante explicou que “continuam a surgir diariamente novos pedidos de inscrição”, situação que, segundo alegou, ocorre há vários anos e ao longo de todo o ano letivo.
“Aquilo que nós estamos a fazer é a garantir que em 24 horas os alunos todos são colocados”, afirmou o ministro, notando que muitos dos alunos que aguardam colocação “são estudantes que mudaram de residência ou saíram do ensino privado”.
O ministro indicou ainda que uma parte significativa dos alunos por colocar é estrangeira.
As declarações foram feitas no contexto do início do ano letivo 2026/2027, marcado também por alterações ao processo de colocação de docentes, que passou a ter procedimentos diários a partir de 18 de setembro, para acelerar o preenchimento de horários disponíveis.
O titular da pasta da Educação escusou-se a falar de outros problemas que marcam o início do ano letivo, como a falta de professores, remetendo “todas as respostas e explicações” para quarta-feira na Assembleia da República.
Na quarta-feira, o plenário da Assembleia da República tem como único ponto de agenda um debate de atualidade, requerido pelo grupo parlamentar do PCP, sobre o “início do ano letivo”.
Na cerimónia em Portimão, Fernando Alexandre destacou também a importância do futuro Campus Universitário do Barlavento para a qualificação da população e para a diversificação da economia algarvia, defendendo uma maior ligação entre o ensino superior, a inovação e as necessidades do tecido económico regional.
O ministro considerou que a instalação do novo campus poderá ter um impacto significativo no desenvolvimento do Algarve, numa região onde identificou “desafios particulares ao nível da educação e da qualificação”.
Fernando Alexandre salientou ainda as medidas adotadas pelo Governo para reforçar a capacidade das escolas algarvias, incluindo a definição da região como território carenciado, com benefícios destinados a atrair e manter professores.
Sobre o futuro Campus Universitário do Barlavento, Fernando Alexandre defendeu que a oferta inicial deverá privilegiar áreas técnicas, nomeadamente cursos técnicos superiores profissionais, que considerou “terem elevada empregabilidade”, admitindo que o projeto possa ampliar a sua oferta no futuro.
Segundo a reitora da Universidade do Algarve, Alexandra Teodósio, o Campus Universitário do Barlavento tem conclusão prevista para 2029, caso o calendário previsto decorra conforme planeado.
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