O Município de Castanheira de Pera vai contrair um empréstimo de cerca de 2,8 milhões de euros (ME) para concretizar vários investimentos, disse esta segunda-feira à agência Lusa o presidente daquela autarquia do norte do distrito de Leiria.

“São 2,8 milhões de euros para investimentos diversos”, afirmou António Henriques, explicando que uma parte se destina à “aquisição de imóveis, para dar continuidade à reabilitação de edifícios ao longo da ribeira de Pera, e transformá-los em espaços modernos para acolher empresas”.

Segundo António Henriques, o empréstimo diz respeito também a “duas empreitadas para requalificar a envolvente à Praia das Rocas, criando melhores e mais acessibilidades e mais espaços verdes dentro do próprio” complexo.

Acresce a Área Empresarial da Retorta, um investimento na ordem dos 8,5 milhões de euros, para garantir os 15% da componente nacional da obra, que é “bastante significativa e tem um impacto muito grande na tesouraria do município”, adiantou o autarca.

António Henriques realçou que a Câmara de Castanheira de Pera “não tem endividamento neste momento”.

“Esperámos por pagar a última tranche do empréstimo do reequilíbrio financeiro, que aconteceu no ano passado”, declarou, referindo tratar-se do momento certo para a autarquia começar a “antecipar investimento” e, embora algum desse investimento possa “vir a ser financiado mais tarde”, do ponto de vista estratégico a Câmara necessita de “avançar rapidamente com as obras”.

O presidente do município disse tratar-se de um empréstimo de médio e longo prazos, cujo “valor total fica muito longe do limite total de endividamento da autarquia neste momento”, para dar seguimento ao trabalho desenvolvido pelo executivo no âmbito do investimento.

No caso da Área Empresarial da Retorta, foram abertas, esta segunda-feira, as propostas apresentadas ao concurso público.

“Agora temos o processo também do visto do Tribunal de Contas depois deste processo de análise de propostas, de audiência prévia, da fase de adjudicação, mas, se tudo correr bem, gostaria, efetivamente, de iniciar as obras antes ainda do final do ano“, assegurou.

Salientando que o concelho regista “procura de empresas para se fixarem”, o autarca acrescentou que as “áreas empresariais prontas a utilizar são modelos que funcionam muito bem nestes territórios”, pelo que o objetivo é “continuar com eles”.

Em junho, foi publicado em Diário da República o concurso público, de 8.330.653,95 euros sem IVA, denominado Área Empresarial da Retorta e Requalificação dos Pavilhões Empresariais, com um prazo de execução de 730 dias.

Então, o presidente da Câmara explicou que o investimento passa pela reabilitação de uma fábrica, uma antiga unidade de lanifícios.

“[O investimento] tem como principal objetivo reforçar a aposta que temos vindo a fazer em espaços completos, ou seja, a empresa chega e tem as condições todas para começar a laborar sem ter de se preocupar com qualquer tipo de condicionante”, declarou na ocasião António Henriques.

Este investimento é financiado, em 85%, pelo ITI – Instrumento Territorial Integrado da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria.