Mais de nove mil alunos ficaram colocados numa instituição de ensino superior na segunda fase do concurso nacional de acesso, tendo sobrado 4.069 vagas, a maioria no interior do país, segundo dados do Ministério da Educação.
Tal como na 1.ª fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior (CNAES) em que ficaram colocados mais alunos do que no ano passado, também na 2.ª fase se registou um aumento, agora ligeiro, de estudantes colocados: conseguiram uma vaga 9.116 estudantes, mais 292 do que em 2025.
As instituições disponibilizaram cerca de 13 mil lugares, mas ficaram por ocupar 4.069, sendo a grande maioria (76,3%) em formações oferecidas por institutos politécnicos e no interior do país, segundo os dados da tutela esta terça-feira divulgados.
Comparando com o ano passado, ficaram agora muito menos vagas por ocupar tanto nas universidades como nos politécnicos, registando-se nesta 2.ª fase uma taxa de ocupação de 83% e 59%, respetivamente.
Enquanto 871 cursos preencheram todas as vagas disponibilizadas, outros 52 não colocaram nenhum aluno.
Olhando para o mapa, as escolas no interior do país voltam a ter menos procura: aí estão 36,1% de todas as vagas disponibilizadas e 60% das vagas que ficaram vazias.
Já o litoral continua a atrair mais candidatos, destacando-se Lisboa e Porto, com taxas de ocupação superiores a 95%, e Aveiro com 88%. Em contraste, nas instituições de Bragança, Beja e Viseu mais de metade das vagas ficou vazia.
A maioria das vagas sobrantes encontra-se nos institutos politécnicos, mas também há três universidades em que sobraram mais de 100 vagas: são as universidades da Beira Interior, de Évora e de Trás-os-Montes e Alto Douro.
Nos politécnicos, as instituições com mais lugares por preencher são o Instituto Politécnico de Bragança (com 885 vagas), o de Castelo Branco (308) e o de Viseu (307 vagas).
Apenas duas instituições surgem nas listas do ministério com todas as vagas ocupadas: o ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa e a Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril.
Quanto às áreas de estudo, os cursos de Direito, Jornalismo e Informação e Serviços de Transporte são os únicos com todas as vagas ocupadas.
Os alunos têm agora entre 1 e 3 de outubro para fazer a matrícula e inscrição nas instituições em que foram colocados.
Mas os estudantes podem também concorrer à terceira fase do concurso, que se realiza entre 10 e 12 de outubro através do site do Instituto para o Ensino Superior (http://www.dges.gov.pt).
Este ano, por causa dos problemas com a classificação digital dos exames nacionais do ensino secundário, que atrasaram a divulgação das notas dos alunos e obrigaram a recalcular milhares de notas e a responder a um número inusitado de pedidos de reapreciação de provas, a tutela criou uma época extraordinária de exames.
Os alunos que fizeram provas em setembro, na época especial, puderam concorrer a esta 2.ª fase do concurso nacional com os resultados desta época especial.
Apesar dos problemas, na 1.ª fase do CNAES foram colocados 49.991 estudantes, um número próximo da média habitual dos últimos anos, que só foi quebrado no ano passado, quando pouco mais de 43 mil alunos conseguiram uma vaga numa universidade ou politécnico.
[Annie está de volta a Havana. Apesar das relações privilegiadas com altas figuras do regime, quer viver como os cubanos, divertir-se como os cubanos e… sofrer como os cubanos. Mas continua a ser filha do diretor da PIDE. E Fernando Silva Pais e Armanda Palhota não estão dispostos a deixá-la passar tão facilmente para o lado do inimigo. Já pode ouvir o terceiro episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no YouTube.]