A Câmara Municipal de Lisboa (CML) aprovou esta quarta-feira por unanimidade a atribuição da Medalha de Mérito Cultural ao ator Joaquim de Almeida, ao encenador Rogério Carvalho, e, a título póstumo, ao cantor Marco Paulo.
As propostas para atribuição das medalhas, apresentadas pelo vereador da Cultura, Diogo Moura (CDS-PP), foram aprovadas com os votos favoráveis de todas as forças políticas representadas no executivo (PSD, IL, CDS-PP, PS, Livre, BE, PCP e Chega), em reunião pública da CML, que decorreu na tarde desta quarta-feira nos Paços do Concelho.
Relativamente ao ator Joaquim de Almeida, nascido em Lisboa a 15 de março de 1957, a proposta da CML refere que “participou em mais de 90 filmes e programas de televisão, trabalhando com atores e diretores como Harrison Ford, Gene Hackman, Kim Basinger, Antonio Banderas, Robert Rodriguez, Steven Soderberg, Benicio del Toro e Kiefer Sutherland, entre outros”.
“Participou no elenco da produção cinematográfica que estreou recentemente “Santo António, O Casamenteiro de Lisboa”, realizado por Ruben Alves, na qual interpreta a personagem Padre Miguel, numa alusão à tradição dos casamentos de Santo António, já com grande sucesso junto do público”, lê-se ainda na proposta.
Já sobre o cantor Marco Paulo, nome artístico de João Simão da Silva, que nasceu em 21 de janeiro de 1945, em Mourão, no Alto Alentejo, e morreu em 24 de outubro de 2024, a CML salientou a sua “carreira musical longa e marcante”, a “relação de afetividade e proximidade com o seu público” e o “exemplo de luta e amor à vida”.
Quanto ao encenador Rogério Carvalho, que nasceu em Angola a 12 de novembro de 1936 e morreu em 21 de setembro de 2024, em Almada (distrito de Setúbal), a CML realçou a sua estreia como encenador em teatro profissional, em 1979, no Teatro São Luiz, com a peça de Jaime Salazar Sampaio, “Conceição ou um crime perfeito”.
“Nas suas últimas décadas, assumiu também um papel crucial na ponte cultural entre Portugal e Angola, liderando projetos de formação com o Núcleo de Teatro da Fundação Sindika Dokolo e encenando para a companhia Teatro Griot, onde impulsionou a representatividade e a afirmação de atores negros no teatro ibérico”, assinalou a CML.