O primeiro-ministro, Luís Montenegro, disse esta quarta-feira que o ministro das Infraestruturas “tem orientações para conseguir concretizar” os investimentos na rodovia dos 10 concelhos da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho.

“Temos de fazer escolhas. E, seja na ligação à fronteira da Madalena, à variante de Ponte de Lima ou às variantes para Monção, Melgaço e Valença, o ministro [das Infraestruturas] tem orientações para conseguir concretizar estes investimentos“, afirmou Luís Montenegro, em Arcos de Valdevez, distrito de Viana do Castelo, depois de entregar a 32 famílias as chaves das novas habitações.

Na segunda-feira, em declarações à Lusa, o presidente da CIM do Alto Minho manifestou-se confiante de que o Governo vai acolher a reivindicação de 300 milhões de euros para investir na rodovia, dando resposta ao crescimento económico da região.

“Tem de existir [uma resposta positiva do Governo]. Não tenho dúvidas absolutamente nenhumas. O ministro [das Infraestruturas] foi claro: disse que durante o ano de 2026 vai constar de uma resolução do Conselho de Ministros. Não pode ser de outra forma. Terá de ir de encontro ao documento apresentado pela CIM e olhando para a priorização aprovada pelos 10 autarcas, que conhecem como ninguém o território”, vincou António Barbosa, presidente da CIM e da Câmara de Monção, no distrito de Viana do Castelo.

Para António Barbosa, “quando 10 autarcas se entendem num documento e na forma de priorizar um documento, naturalmente não há dúvidas de que são esses os investimentos que têm de ser feitos”.

“Queremos que haja um sinal inequívoco. Para além de constar num documento, é imediatamente pormos mãos ao trabalho para garantir que ainda durante este mandato começamos a ter resultados objetivos nos investimentos”, defendeu.

O documento preparado para o Governo sobre as acessibilidades estruturantes do Alto Minho tem “o tamanho de uma folha A4”, colocando entre os problemas de resolução imediata a construção da Variante de Valença/Monção/Melgaço até Salvaterra (Galiza), “compreendendo uma nova ligação internacional que beneficiará da proximidade à A52, um eixo fundamental que liga a Galiza a Madrid e ao resto da rede rodoviária espanhola”.

Para resolução imediata é indicado ainda o prolongamento da A28 entre Vila Nova de Cerveira e o Nó de Sapardos ou até à futura variante em Valença.

No Eixo do Vale do Lima, é prioridade a ligação à fronteira da Madalena (Itinerário Complementar 28), com a requalificação da Estrada Nacional (EN) 203 e da EN 304-1, que liga Ponte da Barca a Lindoso.

Os autarcas querem também a Variante de Ponte de Lima e uma ligação ferroviária direta ao Porto de Mar de Viana do Castelo.

Quanto às “acessibilidades estruturantes”, os autarcas querem que sejam lançados já os estudos de base para uma nova travessia do rio Minho, entre Caminha e A Guarda, a construir, do lado português, na zona de Seixas.

O documento também se refere à requalificação e correção do traçado da EN 101 entre Arcos de Valdevez e Monção e à necessidade de soluções para Paredes de Coura nas várias vias de ligação aos concelhos vizinhos, nomeadamente para os estrangulamentos dos eixos de ligação a Ponte de Lima (EN 306), Arcos de Valdevez (EN 303) e Monção (EN 301).

[Annie está de volta a Havana. Apesar das relações privilegiadas com altas figuras do regime, quer viver como os cubanos, divertir-se como os cubanos e… sofrer como os cubanos. Mas continua a ser filha do diretor da PIDE. E Fernando Silva Pais e Armanda Palhota não estão dispostos a deixá-la passar tão facilmente para o lado do inimigo. Já pode ouvir o terceiro episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no YouTube.]