Os norte-americanos Robert E. Hall e Michael Woodford são os laureados de 2026 com o Prémio Nobel da Economia, pela pesquisa sobre os fundamentos microeconómicos da estabilização macroeconómica. Robert E. Hall nasceu em 1943 e é professor da Universidade de Stanford e Michael Woodford, nascido em 1955, está na Universidade de Columbia.
A investigação desta dupla de académicos contribuiu para aproximar a análise das grandes variáveis económicas — como a inflação, o desemprego e o crescimento — das decisões concretas de famílias e empresas. O objetivo foi perceber melhor como as escolhas de consumo, poupança, investimento e definição de preços se refletem no funcionamento da economia e como as políticas públicas podem ajudar a atenuar as crises e a estabilizar a atividade económica.
Hall estudou, entre outras questões, a forma como as famílias decidem quanto consomem e poupam ao longo do tempo, bem como o funcionamento do mercado de trabalho. Woodford aprofundou o papel da política monetária, mostrando como as decisões dos bancos centrais e as expectativas das famílias e das empresas influenciam a inflação e a atividade económica. Em conjunto, os seus contributos ajudaram a construir modelos económicos mais sólidos para avaliar os efeitos das decisões de política económica.
O Prémio Nobel da Economia é, formalmente, conhecido como o Prémio do Banco da Suécia em Ciências Económicas em Memória de Alfred Nobel. Foi criado em 1968 pelo banco central sueco, por ocasião do seu tricentenário, e entregue pela primeira vez em 1969.
Embora seja conhecido como Nobel da Economia e atribuído segundo princípios semelhantes aos dos restantes prémios, distingue-se por não fazer parte dos prémios originalmente previstos no testamento de Alfred Nobel. A escolha dos vencedores cabe à Real Academia Sueca das Ciências.
Nos últimos anos, o prémio distinguiu investigadores que procuraram explicar alguns dos principais desafios das economias modernas. Em 2025, os galardoados foram Joel Mokyr, Philippe Aghion e Peter Howitt, pelos contributos para a compreensão do crescimento económico impulsionado pela inovação e pela chamada «destruição criativa», o processo através do qual novas tecnologias e empresas substituem as mais antigas.
Em 2024, a distinção foi atribuída a Daron Acemoglu, Simon Johnson e James A. Robinson, pelos estudos sobre a forma como a robustez das instituições influencia a prosperidade dos países.
Antes, em 2023, a economista Claudia Goldin foi distinguida pela investigação sobre a participação das mulheres no mercado de trabalho e a evolução das diferenças entre homens e mulheres ao longo de mais de dois séculos. E, no ano anterior, o prémio tinha sido atribuído a Ben Bernanke, Douglas Diamond e Philip Dybvig, pela investigação sobre os bancos e as crises financeiras, incluindo os mecanismos que podem transformar dificuldades no sistema bancário numa crise económica mais profunda.
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The Royal Swedish Academy of Sciences has decided to award the 2026 Sveriges Riksbank Prize in Economic Sciences in Memory of Alfred Nobel to Robert E. Hall and Michael Woodford “for microeconomic foundations of macroeconomic stabilisation.”#NobelPrize pic.twitter.com/2i7ktB1Q2b— The Nobel Prize (@NobelPrize) October 12, 2026