O festival literário de Penafiel, o Escritaria, regressa esta terça-feira à cidade do distrito do Porto para a 19.ª edição a decorrer até domingo, que homenageia o escritor timorense Luís Cardoso e tem propostas sobre a Palestina.

O arranque, esta terça-feira, faz-se com a performance Desver, de Joana Craveiro e do Teatro do Vestido, que é “centrada nas memórias da Palestina”. O espetáculo tem início às 21h30, no Ponto C.

Pouco antes, é apresentada a edição evocativa de Maria do Rosário Pedreira, homenageada em 2025, lançando uma programação que está centrada sobretudo no Ponto C mas passa também pela Biblioteca Municipal, o Cinemax, o Jardim do Sameiro e o Recreativo Paroquial.

A causa palestiniana tem espaço com a cantora e compositora Mona Miari, conhecida do grande público por uma versão de Comfortably Numb (Pink Floyd), cantada com Roger Waters, que estará no festival para uma mesa redonda no sábado, pelas 15h30.

Na mesma sessão estará a escritora e investigadora Shahd Wadi, palestiniana radicada em Portugal, para apresentar “trabalho sobre exílio, identidade e resistência através da literatura e da arte”.

Zia Soares, que estreia Alinhamentos, na quarta-feira, o Teatro Griot e a Circolando apresentam propostas mais próximas das artes performativas, num evento que inclui nomes como Ondjaki, Américo Aguiar, Adelino Gomes, Ana Sousa Dias e João Gil, entre mesas redondas e conferências.

[Annie consegue estar presente nos últimos anos do pai, que não vai viver tempo suficiente para conhecer a sua sentença no julgamento do homicídio de Humberto Delgado. Entretanto, também ela vai ficar gravemente doente. Já pode ouvir o último episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]

Quarta-feira serão inauguradas duas exposições, Abut la Hare – Raízes Invisíveis, de Catarino Bere, e Timor 1964-1966 – Lugares do Sol Nascente, a partir do espólio de Manuel Casal Aguiar.

Desde 2008 que o Escritaria homenageia anualmente um escritor de língua portuguesa vivo. Em 2025, a homenageada foi Maria do Rosário Pedreira.

O festival já homenageou Urbano Tavares Rodrigues, José Saramago, Agustina Bessa-Luís, Mia Couto, António Lobo Antunes, Mário de Carvalho, Lídia Jorge, Mário Cláudio, Alice Vieira, Miguel Sousa Tavares, Pepetela, Manuel Alegre, Mário Zambujal, Ana Luísa Amaral, Miguel Esteves Cardoso e Arnaldo Antunes.