A Garota Não, Clã, Tó Trips, Scúru Fitchádu e Glockenwise estão entre os artistas e bandas que participam em Olhos de Mongol xx, álbum de versões do disco de estreia dos Linda Martini, a ser editado em dezembro.

De acordo com o agenciamento da banda, num comunicado esta quarta-feira divulgado, para Olhos de Mongol xx, que chega 20 anos depois do original Olhos de Mongol, os Linda Martini convidaram “artistas que de várias formas sempre estiveram e estão na carreira da banda, quer seja por afinidade artística, a dividir palcos, a comungar momentos de estrada ou outros momentos nas carreiras artísticas”.

Os nove temas do álbum de estreia dos Linda Martini ganham agora novas versões, a cargo de Tó Trips (Sinto a cabeça a cair), MAQUINA. (Cronófago), Glockenwise (Dá-me a tua melhor faca), A Garota Não (Partir para ficar), Boogarins (Estuque), Scúru Fitchádu (Amor é não haver polícia), Surma (Quarto 210), Clã (Amor Combate) e Calcutá (A Severa).

O álbum, que terá edições em vinil e digital, chega em 4 de dezembro.

As celebrações dos 20 anos de “Olhos de Mongol” incluem também dois concertos “especiais”, em Lisboa e no Porto, em novembro.

Os Linda Martini apresentam o álbum de estreia ao vivo, na íntegra, em 6 de novembro no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, no festival Super Bock em Stock, e em 11 de novembro no Coliseu Box, do Coliseu do Porto, integrado no ciclo SON Estrella Galicia.

Os Linda Martini surgiram em 2003, ensaiavam nos estúdios Black Sheep, em Lisboa, e iam trabalhando nas canções, até serem editadas num EP, homónimo, em 2005, primeiro de uma discografia que os colocava no punk rock e no pós-rock em português.

O álbum de estreia, Olhos de Mongol, chegou em 2006. Seguiram-se Casa Ocupada (2010), Turbo Lento (2013), Sirumba (2016), Linda Martini (2018) e ÊRROR (2022).

O mais recente, Passa-Montanhas, foi editado em janeiro de 2025 e é o primeiro álbum gravado pelos Linda Martini desde a saída de Pedro Geraldes e a consequente entrada de Rui Carvalho (Filho da Mãe).

Pedro Geraldes deixou a banda em fevereiro de 2022, pouco antes da edição de Êrror. Nessa altura foi substituído por Rui Carvalho, inicialmente tendo em conta apenas a digressão de apresentação do álbum.