O “The Modernist Weekend”, evento que celebra a arquitetura modernista de Faro, vai sair pela primeira vez da capital algarvia, estendendo-se a Olhão e Tavira na quinta edição, entre 6 e 8 de novembro, anunciou a organização.

“A nossa comunidade de apaixonados pelo movimento modernista foi crescendo, desde que lançámos este evento. Fomos sendo solicitados para várias oportunidades e vamos sair das fronteiras de Faro pela primeira vez, chegando a Olhão e Tavira”, disse à Lusa Christophe de Oliveira, que organiza o evento desde 2022.

Esta novidade confirma “a importância do património de arquitetura modernista” em todo o Algarve, que ganhou expressão a partir da segunda metade do século passado com a introdução de uma linguagem própria, explicou.

“Não aconteceu só aqui em Faro, mas em toda a região. Esse movimento internacional do modernismo, lançado por Le Corbusier [1887-1965] e outros arquitetos da sua geração, foi adaptado aos países e regiões em que foi implantado, convertendo-se em regionalismo, ou seja, um modernismo com o sotaque local”, enquadrou o empresário, que gere um alojamento local em Faro desde 2018.

O arquiteto Manuel Gomes da Costa (1921-2016) foi a figura central deste movimento no Algarve, tendo desenhado mais de quatro centenas de edifícios na região, a maioria no sotavento (este).

“Em Faro, é difícil estar numa rua sem encontrar uma obra de Manuel Gomes da Costa, e em Vila Real de Santo António ainda é mais difícil”, salientou Christophe de Oliveira, que iniciou o “The Modernist Weekend” (Fim de Semana Modernista) para dar a conhecer o seu legado.

A programação deste ano inclui no sábado uma visita à Cooperativa Agrícola dos Produtores de Azeite de Santa Catarina da Fonte do Bispo, nesta aldeia do concelho de Tavira, em cujos silos, entretanto desativados, está instalado desde o ano passado o Museu Zer0, primeiro museu de arte digital em Portugal.

[Duarte Lima admite ter estado com Rosalina Ribeiro na noite em que a herdeira milionária desapareceu mas nega ter sido a última pessoa a vê-la com vida. Conta que, depois da reunião que tiveram, no Rio de Janeiro, levou a cliente até Maricá, para um encontro com uma mulher chamada Gisele. É uma versão que não bate certo com as primeiras provas recolhidas pelas autoridades brasileiras. Enquanto Duarte Lima se torna, para a polícia, o principal suspeito do homicídio, perde força a outra linha de investigação. Olímpia Feteira era inimiga assumida da antiga companheira do pai mas garante que nunca desejou a morte dela. E, ao contrário de Duarte Lima, disponibiliza-se para prestar todas as informações necessárias à polícia brasileira. Já pode ouvir o segundo episódio de “As Sombras de Duarte Lima”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]

“Foi uma obra de Manuel Gomes da Costa, correspondendo à sua tese final de estudos. Um edifício agrícola, que foi agora convertido em museu de arte digital”, destacou a organização, sobre um momento que será guiado pelo investigador Victor Hugo Faustino e por um representante do museu.

Em Olhão, está previsto, no domingo, um percurso pela cidade, que permitirá conhecer a influência da arquitetura modernista, nomeadamente da corrente cubista, e da industrialização na transformação da antiga vila piscatória.

“Olhão é uma cidade única em Portugal, talvez mesmo na Europa, pela sua arquitetura e pela sua história”, referiu Christophe de Oliveira, que guiará esta visita em conjunto com o artista inglês Richard Walker, que este ano lançou um livro sobre o modernismo no Algarve.

Em Faro, “que continuará a ser um papel central” no evento, estão previstas várias iniciativas, como um passeio sobre o modernismo na cidade, outro dedicado à arquitetura na praia de Faro e um terceiro centrado na obra de Gomes da Costa visível na zona urbana junto à Escola Secundária João de Deus.

O “The Modernist Weekend”, que no ano passado movimentou “cerca de 500 pessoas, metade das quais estrangeiras”, não prevê ultrapassar esse número em 2026, apostando “mais na diversidade e qualidade de sítios ainda não divulgados”, do que na quantidade de passeios e visitas, realçou Christophe de Oliveira.

A programação completa da quinta edição do evento está disponível neste link, onde é possível efetuar inscrições, até 20 euros, para os percursos, alguns deles já esgotados.