Documentários sobre o punk em Portugal, a música de rua na Indonésia e sobre a arte urbana afegã em tempo de guerra integram o Muvi Lisboa – Festival Internacional de Música no Cinema. A segunda edição decorre de 1 a 6 de dezembro no cinema São Jorge, em Lisboa, com curtas e longas-metragens, competição nacional e internacional e retrospetivas.
Da programação, que ainda não está fechada, fazem parte filmes de ficção e documentários que registam movimentos artísticos e retratam figuras e bandas da música portuguesa e internacional.
Entre os filmes selecionados para a competição nacional contam-se, por exemplo, “A um passo da loucura: Punk em Portugal 78-88“, de Hugo Conim e Miguel Newton, “Porque Não Sou o Giacometti do Século XXI“, de Tiago Pereira, e “Música Moderna — Um filme em disco de TochaPestana“, de TochaPestana.
Na competição internacional há a registar várias estreias, entre as quais “Creative despite war“, de Ruì Díaz e Christian Rinke-Lazo, que acompanha a vida de novos artistas afegãos em contexto de guerra, e “Jalanan“, de Daniel Ziv, sobre músicos de rua em Jacarta.
A organização selecionou ainda documentários sobre o guitarrista espanhol Paco De Lucía, o músico brasileiro Dominguinhos, sobre o grupo punk londrino The Dammed e sobre a banda heavy metal norte-americano Twisted Sister.
Em retrospetiva, o Muvi mostrará o filme “Música no coração“, que cumpre 50 anos, uma edição revista de “Quase famosos” (2000), de Cameron Crowe, e “When Bjork met Attenborough” (2013), que regista um encontro entre a cantora islandesa Bjork e o naturalista David Attenborough, numa altura em que a artista preparava o álbum Biophilia.
Apresentado como o único festival de cinema dedicado em exclusivo à música, o MUVI Lisboa tem a decorrer, até ao dia 13 de novembro, uma campanha de angariação de 2.500 euros pela Internet (através de ‘crowdfunding‘) para financiar a produção do festival.