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Quatro horas. Boa noite, o meu nome é Mari Miguel Marques, vamos às notícias. Apesar das críticas do PSD, Pedro Passos Coelho volta a sublinhar que quer ousadia do partido do governo. A vice-presidente do partido, Leonor Beleza, disse que não conseguia compreender as reiteradas críticas que Pedro Passos Coelho tem feito ao governo do Luís Montenegro. São declarações que o antigo primeiro-ministro vê com naturalidade, o Fortunato Oliveira.
Depois de ter feito críticas e de ter sido criticado, Passos Coelho responde.
Respeito que as pessoas possam ter outras opiniões e às vezes até alguma incompreensão, admito isso. Tenho estima pela doutora Leonor Beleza e reconheço que ela pode ter o seu direito de pensar de outra maneira, mas da mesma forma que essas pessoas podem ter uma opinião diferente, eu também posso ter as minhas e isso é a coisa mais natural do mundo.
O antigo primeiro-ministro social-democrata que rejeita mal-estar com o partido.
Eu sou do PSD e não ando em aventuras de fazer partidos, nem coisas dessas. Não sinto nenhuma necessidade disso, nem de estar a estimular, nem a apoiar qualquer coisa parecida com essa.
Apesar do tom reconciliador, Passos Coelho volta a deixar recados.
Mas o futuro, como eu digo, sempre chega e quando pensamos pouco nele, depois às vezes não gostamos daquilo que temos. Era importante que ousasse mais nessa matéria e oferecesse às pessoas boas razões para acreditar que se hoje não tem as condições que são necessárias para fazer as reformas que são precisas, então se calhar vamos ter de lhas dar no futuro.
Ainda assim, manifesta um desejo.
O que eu desejo é que ele possa, apesar das circunstâncias difíceis, ser bem-sucedido.
Depois de quase três horas a falar sobre fé, Passos Coelho termina a depositar fé no PSD de Luís Montenegro.
O jornalista Hugo Fortunato de Oliveira com as mais recentes declarações do antigo primeiro-ministro Passos Coelho à saída de uma conferência sobre fé em Lisboa. Entretanto, o Presidente da República recusou comentar as medidas anunciadas pelo governo para aliviar o custo de vida, mas apela à partilha e ao fortalecimento do chão comum, princípios que António José Seguro associa aos livros. Sobre as medidas anunciadas na quinta-feira pelo primeiro-ministro para fazer face ao custo de vida, nem uma palavra.
E elogio a vossa inteligência em colocar a mesma pergunta de várias formas. Mas esta é a festa do livro, um livro que permite encontros e que nos permite ouvir, escutar, uma felicidade enorme, e relembrarmos que o essencial da vida passa por sabermos partilhar o mesmo chão comum e nós precisamos de frutificar esse chão comum, porque é esse chão comum que nos permite afirmar as nossas diferenças. E as diferenças nunca devem segregar. As diferenças são dimensões de integração numa sociedade em que muitos teimam em deslaçar e que nós queremos verdadeiramente cimentar.
Declarações do chefe de Estado, António José Seguro, na Festa do Livro, em Belém, numa altura em que o governo promete aliviar o orçamento das famílias ainda este ano. O PS e o Chega alinham na necessidade de reduzir os preços de combustível e atiram ao PSD, no dia em que o custo de vida foi debatido no Parlamento. Deputados do PSD, do PS e do Chega estiveram na tarde de sexta-feira em debate no Explicador. Hugo Carneiro, do PSD, garante que o foco do governo não é apenas a descida do IRS e garante o esforço do executivo na procura de soluções para tornar mais leve a carteira dos portugueses e acusa a oposição de leiloar medidas para resolver o problema.
A oposição, aquilo que faz é um leilão de medidas que não são coerentes, nem sequer com o discurso que elas têm publicamente e aquilo que escrevem. Por exemplo, o Partido Socialista, na voz de Fernando Medina, diz que não é possível reduzir o IVA dos combustíveis, como propõe o PS. O PS, encalado com esta argumentação, vem dizer que afinal não é bem isso que quer. Mas foi isso que escreveu no projeto de resolução que entregou na Assembleia da República em setembro deste ano.
Hugo Carneiro, deputado do PSD, que atira também ao PS e aponta várias contradições dentro do partido, no que diz respeito à descida do IVA nos preços dos combustíveis. O deputado socialista Carlos Pereira responde às acusações e atira ao governo, que acusa de ser incoerente.
Esta história do populismo da oposição esbarra de frente com afirmações do Ministro das Finanças em 2022, quando os combustíveis ainda estavam bastante mais baixos do que estão hoje, a defender a redução para 6% do IVA, não é a pé de presa, para 6% do IVA, para a taxa mínima nos combustíveis. E portanto não é possível sequer levar a sério estas declarações do Hugo Carneiro sobre populismo ou sobre contradições dentro do PS.
Carlos Pereira, deputado do PS, que defende a possibilidade de implementar um IVA zero temporário e reitera a vontade do PS em reduzir os preços dos combustíveis cada vez mais altos. Já o Chega propõe uma descida imediata do IVA dos combustíveis e critica os restantes partidos por não aprovarem. O deputado João Graça admite que, condicionadas pela Constituição e pelas diretivas europeias, não é possível aplicar a medida no imediato, mas sublinha que há outras formas de aliviar as carteiras das famílias.
Nós não conseguimos dar dinheiro às pessoas diretamente, digamos assim, nos seus vencimentos, pois eles dependem das suas entidades patronais. Mas, no entanto, um IVA zero no cabaz alimentar, penso que é uma medida que poderia ser já tomada, bem como o ISP poderia ser reduzido.
João Graça, deputado do Chega, um dos convidados do Explicador da tarde de sexta-feira, juntamente com Hugo Carneiro, do PSD, e Carlos Pereira, do PS. Em cima da mesa, o custo de vida, que foi também mote do debate de urgência que aconteceu na manhã de sexta-feira no Parlamento. E o Ministro das Infraestruturas do anterior executivo do PS, João Galamba, diz que todas as partes podiam fazer melhor face à crise energética. Em entrevista à SIC, o também ex-secretário de Estado da Energia deixa críticas ao governo, mas também ao PS. Acusa os partidos de não priorizarem o debate do plano de ação europeu que responde à crise energética.
A Comissão Europeia apresentou agora em julho o seu plano de ação para a eletrificação, que é apresentado como resposta à crise energética para aumentar a resiliência da economia europeia e proteger as famílias. Portanto, é um pouco estranho que, tendo esse plano sido apresentado em julho deste ano, e é um plano bastante abrangente e bastante ambicioso, eu ainda não vi nem da parte do governo, nem do Partido Socialista, nem da Iniciativa Liberal, nenhum partido, nenhuma palavra, nenhuma medida, nenhuma iniciativa, nenhum debate sobre. Foi agora em julho, não foi há muito tempo. Acho que se podia fazer melhor de todas as partes.
O ex-ministro das Infraestruturas do anterior executivo do PS, João Galamba, em entrevista à SIC, no momento em que a Comissão Europeia alerta que as perturbações na energia relacionadas com a guerra no Médio Oriente e o impacto dos fenômenos meteorológicos extremos, como as ondas de calor e os incêndios, deverão pesar sobre a economia europeia deste ano. E na atualidade internacional, Donald Trump anunciou que os Estados Unidos fizeram um acordo com a Dinamarca para o controle permanente da segurança da Gronelândia. De acordo com o que escreveu o presidente norte-americano na rede social Truth Social, o acordo não terá qualquer custo para os Estados Unidos e vai impedir que países rivais instalem bases militares ou realizem investimentos estratégicos na Gronelândia sem autorização de Washington. Entretanto, a Dinamarca confirmou a assinatura deste acordo através de um comunicado no site oficial da primeira-ministra dinamarquesa Mette Frederiksen. Fala num grande acordo para a Gronelândia, a Dinamarca e os Estados Unidos, que fortalece a segurança comum no Ártico e na região do Atlântico Norte. A líder da Dinamarca classifica ainda este acordo como vantajoso para a NATO e para toda a Europa. O acordo vitalício entre os três países deverá ser assinado na próxima semana na Assembleia Geral da ONU. Ainda esta noite, Donald Trump baniu a CNN, o Político e a MSNBC da Casa Branca. A decisão tem efeitos imediatos. É o que dá conta o presidente dos Estados Unidos na rede social Truth Social. Mais tarde, na Sala Oval da Casa Branca, o presidente norte-americano detalha esta decisão.
Porque são notícias falsas. E fico tão cansado de ler e ver notícias falsas. Quando olho para a CNN, é tudo falso. É por isso que as audiências deles não são boas. Quando olho para a NBC, que antes era MSNBC, que até algumas pessoas chamavam de MSDNC, referindo-se a Comitê Nacional Democratas, porque são notícias falsas. E olho para o Político, o governo do presidente Biden deu-lhes oito milhões de dólares para mantê-los em pé. As histórias que eles escrevem são falsas. E talvez ainda venham mais notícias, e talvez fiquem melhores, e seria bom tê-las. Mas o nosso país tem que ter notícias honestas.
Declarações do presidente norte-americano na Sala Oval da Casa Branca. A CNN já reagiu em comunicado, acusa a proibição de ser uma violação ilegal do direito fundamental e constitucionalmente protegido da cobertura da Casa Branca. O Político também garante, em comunicado, que vai continuar a cobrir de forma justa esta Casa Branca e as futuras. Na Alemanha, as sondagens antecipam novas derrotas da CDU em eleições regionais. É uma atmosfera febril que paira sobre a corrida regional deste fim de semana, numa altura em que em Berlim, Beatriz Félix, as sondagens colocam agora a CDU com apenas 20% das intenções de voto.
É uma inversão dos papéis que se tem verificado na política nacional alemã. A CDU costumava ser o partido da estabilidade e senso comum. E Kai Wegner, do partido, foi presidente da Câmara de Berlim desde 2023, preparava-se para assumir um segundo mandato à frente da cidade-estado. Contudo, suas críticas à gestão da crise provocada por um ataque à rede elétrica de Berlim, em janeiro deste ano, resultaram numa queda nas sondagens que acabou por levar Wegner a retirar a candidatura. Mas a troca de Wegner por Stefan Evers, o ministro das Finanças no governo regional, não foi suficiente para inverter a tendência. Uma sondagem da Wahlen para a ZDF, na semana antes das eleições, coloca a CDU com apenas 20% das intenções de voto. Wolfgang Muhno, professor de Ciência Política na Universidade Rostock, antecipa que se a CDU se sair mal em Berlim e perder o presidente da Câmara, então muita pressão vai ser exercida sobre o chanceler do mesmo partido, Friedrich Merz. Mas a CDU não quer iniciar uma manobra arriscada de trocar Merz no atual contexto internacional. Uma carta assinada por oito líderes regionais da CDU destaca que a Alemanha vai continuar a precisar de um governo federal estável e eficaz. Se este apoio interno sobreviver ao pior cenário possível, o mais provável é que Merz volte a empreender movimentações dentro do governo à procura de uma renovação. Mas esta ferramenta já foi utilizada e, como podemos ver agora, não assegura a sustentabilidade a longo prazo.
A jornalista Beatriz Félix, com a reviravolta que se antecipa nas eleições regionais da Alemanha, que têm lugar já este fim de semana. É o artigo que faz manchete a esta hora no site do Observador, é assinado pela jornalista Madalena Moreira. Ponto final neste jornal das 04h. A informação está de regresso às 17h em ponto.