José de Figueiredo: a história do Senhor Museu

29 Maio 2016525

Um novo livro da historiadora Joana Baião recupera atenções sobre uma figura fundamental da história da arte e da museologia portuguesa, director do Museu Nacional de Arte Antiga entre 1911 e 1937.

Com o renovado Museu Nacional de Arte Antiga a transbordar de visitantes na noite europeia dos museus, festejando ao mesmo tempo a gloriosa e exemplar campanha de incorporação dum belíssimo quadro de Domingos Sequeira, é tempo de reparar no livro que Joana Baião dedicou a José de Figueiredo, director daquele museu de 1911 a 1937. É que todo o processo que antecede, cria e fixa o nosso primeiro museu nacional, e os debates patrimoniais de há cento e poucos anos, confirmam ideias repetidamente defendidas por António Filipe Pimentel sobre autonomia administrativa e estratégica (já antes defendida por Dalila Rodrigues), ampliação das instalações e excelência expositiva, além das evidentes vantagens da longevidade dum cargo directivo quando desempenhado com particular clarividência e prestígio. Recusando as habituais e desestruturantes demissões na mudança dos ciclos políticos, a direcção qualificada e a estabilidade institucional, além de consolidarem um corpo de colaboradores unido, muito motivado e satisfeito (como agora tão claramente se patenteia: aliás, uma geração a plenos motores), favorecem e são até uma exigência da conveniente afirmação internacional dum museu deste tipo (à nossa escala, claro…), desdobrando projectos com outros, empréstimo cruzado de obras, intercâmbio científico entre técnicos de conservação e entre historiadores de arte de diferentes países, etc.

Capa do livro

“Museus, Arte e Património em Portugal. José de Figueiredo (1871-1937)”, de Joana Baião; editora: Caleidoscópio; apoio: Direcção-Geral do Património Cultural; páginas: 439; preço: 19,61€

José de Figueiredo nasceu em 1871 na Foz do Douro, no berço dourado de comerciantes ricos (ditos brasileiros de torna-viagem) que lhe proporcionaram convívio juvenil com o meio erudito e artístico da cidade, de Guerra Junqueiro a Joaquim de Vasconcellos, de António Carneiro a Teixeira Lopes. Estudos em Coimbra habilitaram-no para uma carreira no notariado, mas dois anos de escritório na Invicta causaram-lhe neurastenia, a que as poses de família procuraram dar remédio com uma pioneira subida de balão em Paris e uma longa estada na cidade-luz que lhe restituísse a saúde e lhe desse uma firme vocação. Com algumas vindas à pátria, viveu na capital francesa de 1895 a meados de 1900, de resto uma época particularmente marcante.

Porto-Paris-Lisboa

Figueiredo, que já nessa altura escrevia em jornais portugueses sobre arte e literatura — por exemplo, a 30 de Janeiro de 1896 a propósito do funeral de Verlaine, e a 21 do mês seguinte a propósito dum livro de Raul Brandão, seu colega no liceu —, começou por frequentar artistas bolseiros seus conhecidos, como Carlos Reis e Teixeira Lopes. Em Junho de 1896, a morte inesperada de Louis Courajod, colaborador assíduo da famosa Gazette des Beaux-Arts, que conheceria, desviou-o do curso de três anos na École du Louvre que pretendia seguir, optando por cursos livres de história da arte nesse museu e no Collège de France e por uma educação artística por convívio directo com críticos e historiadores de referência, próximos dos círculos oficiais (p. 177). Frequentou a casa do influente arqueólogo, historiador de arte e director de revistas Salomon Reinach (1858-1932), tornou-se amigo do antiquário George Demotte (1877-1923) e até íntimo de Rodin (“Passei muitas tardes no famoso atelier”; recebendo do escultor um desenho de 1894, “Pour le frontispice du livre de José de Figueiredo”). Mas a melhor formação que obteve — ou podia sonhar obter — nesse período foi o próprio ambiente de vigorosa mudança numa cidade toda ela investida na Exposição Universal de 1900, com a construção de estruturas invulgares como o Grand Palais, e a reconfiguração geral do meio e mercado da arte, destituindo os coleccionadores como déciseurs culturels das colecções públicas e dos salões, e instituindo uma clara linha divisória entre arte antiga e arte moderna, ou “de avançados”.

Na viragem do século, três factos poderosos e quase coincidentes foram decisivos para José de Figueiredo.

Em primeiro lugar, a nossa atribuladíssima representação na Exposição Universal de Paris — que ele comentou ipso facto, num balanço muito crítico publicado por um reputado editor do Chiado e dedicado “aos grandes artistas portugueses António Teixeira Lopes e Columbano Bordallo”: Portugal na Exposição de Paris, 1901, 145 pp.

Em segundo, o Legado Valmor (a considerável fortuna deixada pelo visconde Fausto Queirós Guedes à Academia Nacional de Belas-Artes em 1898, para que concedesse bolsas a artistas e oferecesse obras a museus) — que ele discutiu num opúsculo que dedicou “ao senhor Ramalho Ortigão”: O Legado Valmor e a reforma dos serviços de Bellas-Artes, 1901, 65 pp.

E por último, e não menos importante, a descoberta e restauro dos Painéis de São Vicente — que José de Figueiredo estudou com alguma profundidade num livro lançado a custas próprias (a mãe ofereceu-lhe o papel…) na véspera da exposição na Academia de Belas-Artes das tábuas restauradas em Maio de 1910. Pintura primitiva portuguesa: o Pintor Nuno Gonçalves (1450-1471), 158 pp. de formato médio e capa de Raul Lino, foi dedicado a José Pinto Leite, conde dos Olivais e da Penha Longa, um académico que pagou a carpintaria, o emolduramento e as campanhas fotográficas do políptico, e ao seu diligente restaurador, o pintor Luciano Freire (1864-1935).

No centro das artes

Todos estes trabalhos “de vulto” (p. 170), escritos sob intensa influência dos anos parisienses e com ânsia de protagonismo do seu autor (reivindicaria com exagero a precocidade do seu estudo dos Painéis), permitiram a Joana Baião reconhecer a notória “ambição” do seu biografado para se posicionar no epicentro do nosso pequeno meio de belas-artes, tão carente de boas práticas, debate público de ideias, revitalização do ensino artístico e reenquadramento internacional, e para se abeirar do poder político, uma aproximação talvez favorecida — sugere a autora — pelo casamento com Ana Beatriz Pinto Moreira da Fonseca, da alta sociedade portuense de forte tradição monárquica. Em 1900, quando José de Figueiredo veio de Paris para a burocracia ministerial lisboeta, pela mão do conselheiro José Cândido, a indiscutível — e, aliás, imponente — figura cimeira do meio, Ramalho Ortigão, o autor de O Culto da Arte em Portugal (1896), já ia nos 64 anos… O lema no ex-líbris de Figueiredo, um desenho de Raul Lino que evoca os trabalhos de Sísifo, era sincero: “Cada um segundo o seu poder”. N’O Legado Valmor escreveu: “Museu e Academia vegetam mais do que vivem” (p. 63). Com polémicas, conseguiu afirmar uma “posição de força” em “assuntos artísticos” (p. 100).

Em 1908, Columbano fez-lhe um retrato a óleo, uma forma segura de reconhecimento e legitimação. No ano seguinte, percorreu o país num elegante automóvel em viagens de estudo e registo patrimoniais com Luciano Freire e o fotógrafo Marques de Abreu e ajudou a criar a Liga de Educação Estética, embrião do Grupo de Amigos do MNAA.

Nunca perdeu tempo, como vimos, e em 1905 já era sócio da Sociedade Nacional de Belas-Artes, vogal do Conselho Superior dos Monumentos Nacionais e académico de mérito da Real Academia Nacional de Belas-Artes (uma nomeação precoce e bem apadrinhada), escrevia para Ilustração Portuguesa e alguns jornais. Em 1908, Columbano fez-lhe um retrato a óleo, uma forma segura de reconhecimento e legitimação. No ano seguinte, percorreu o país num elegante automóvel em viagens de estudo e registo patrimoniais com Luciano Freire e o fotógrafo Marques de Abreu e ajudou a criar a Liga de Educação Estética, embrião do Grupo de Amigos do MNAA. No início de 1911 foi jurado num concurso de cartazes artísticos para a casa vinícola de Adriano Ramos Pinto. Em 1914, conservador lúcido, contrariou Carlos Reis defendendo a compra dum quadro de Eduardo Viana para o museu do Chiado (p. 178).

A república aproveitou as suas capacidades em evidência (Afonso Costa conhecera-o como estudante em Coimbra, mas foi Guerra Junqueiro a dar o decisivo lamiré), nomeando-o director do Museu Nacional de Arte Antiga e chamando-o, por inerência ou convite, para a legislação patrimonial, o arrolamento dos paços reais e o inventário dos bens da Igreja, e para cadeiras em conselhos vetustos e quase inoperantes, como o de arte e arqueologia e o superior dos monumentos nacionais, que conhecia. Era “o homem certo no sítio certo”, como alguém escreveu nessa altura (p. 369). A situação era de “barafunda patrimonial”, como diria Diogo de Macedo, citado na p. 356. O próprio Museu carecia duma exposição adequada, para que seja “sobretudo uma obra de educação, e não tenha o aspecto de uma feira da ladra”, diria Figueiredo a’O Século, em Julho de 1911. Muita coisa precisava de ser feita, poderia ser feita e alguma o foi de facto, mas a contínua convulsão político-social afectou drasticamente o trabalho no museu e fora dele, ora por omissão de decisões superiores ora por carência de meios financeiros, que a década agravou. Um pequeno exemplo: um decreto sobre as condições de saída de património para o estrangeiro, ainda de finais de 1910 (tipicamente uma cautela jacobina), só foi regulamentado no segundo semestre de 1912 e nunca teve aplicação prática. Outro: nomeado inspector dos museus regionais em Abril de 1915, Figueiredo nunca exerceria o cargo, aliás remunerado, porque a nomeação nunca foi confirmada em diploma pelo ministro da tutela (p. 158). Jorge Custódio, citado por Joana Baião, admitiu que “a omissão mais flagrante da época republicana terá sido a falta de uma lei de base do património”, como foi feito em Itália, França, Inglaterra e Espanha, “entre 1909 e 1933”.

Um homem prevenido

Apesar disso, José de Figueiredo manteve-se imperturbável, como um sempre-em-pé que avança impávido entre pingos de chuva, conseguindo enfrentar o caos geral — que alguns ainda persistem em colorir — através de longas ausências no estrangeiro em “missões oficiais de estudo” ou por necessidades de saúde (1918-19, 1921-24 e outras), e delegando os trabalhos correntes no museu no «seu braço direito» (p. 168) Luciano Freire e no conservador Luís Keil. Minimizou desta maneira aquilo a que Joana Baião chama “cansaço pela precária reforma artística e patrimonial” e evitou confrontos político-ideológicos e fulanizações de efeito letal — muitíssimo “apreciados” à época —, esperando astuciosamente, à distância e com “a indispensável indiferença” (sic), que a tempestade passasse (elas passam sempre…) e conseguindo que a desvairada trepidação do regime republicano não ferisse a sua posição pessoal e institucional.

A acalmia da “barafunda pública” imposta por Salazar a partir de 1928-33 veio em socorro do museólogo e historiador de arte que Eduardo Malta, retratista de ambos, descreveu assim: “Era todo feito de agudeza visual, de congénito sentimento pictoral, de bom-gosto permanente… […] Não visiono mesmo Lisboa sem este homem da Foz do Douro, franzino, nervoso, com cara de pedinte endinheirado e, ao mesmo tempo, com certo ar de boa raça, de colarinhos altos e casaco de três botões abotoados na frente, metido em todos os táxis que encontrava, com papéis, revistas e livros debaixo do braço, num torvelinho de afazeres…” (Malta pintou-o em 1936, com obras icónicas do museu na parede em fundo.)

O ditador, surpreendentemente, atendeu a muitas necessidades e propostas de José de Figueiredo, tratando dos assuntos com ele sem as previsíveis mediações de António Ferro depois de 1933 (assevera Joana Baião), e mais do que isso, interessando-se pessoalmente pelo património artístico do país. O grande sucesso de exposições de arte portuguesa no estrangeiro, de arte francesa em Lisboa, e a do centenário da Vista Alegre, terá sido recompensado. A reorganização e agilização do aparelho estatal também renovou e melhorou a arquitectura vertical de entidades de supervisão e gestão patrimoniais, e um decreto de 1932 hierarquizou os museus em nacionais, regionais e municipais, conferindo ao MNAA aptidão para o tirocínio trienal dos quadros superiores de todos eles e também dos palácios nacionais (seguindo recomendação de 1926 do Office International des Musées; pp. 167-68). A qualificação do pessoal dos museus foi desde sempre considerada indispensável por Figueiredo, como tudo o que envolvesse arte e património fosse do exclusivo cuidado de conservadores e historiadores, devidamente instruídos. A promoção turística também: em 1934 encomendou a Raul Lino um cartaz que servisse de “itinerário artístico de Lisboa”, para distribuição pelo Automóvel Clube de Portugal, Companhia de Caminhos-de-Ferro, Secretariado da Propaganda Nacional, Sociedade Estoril, várias companhias de navegação, etc. (p. 325). O sector educativo, hoje tão generalizado, foi activado no Museu em 1924, quando chamou de Coimbra João Couto, que lhe sucederia na direcção do MNAA. Ao próprio restauro das obras em laboratório apropriado deu tal cuidado, que estava atento ao que melhor se fazia neste domínio, por exemplo “assistindo de perto à formação de um dos laboratórios de restauro mais actualizados da Europa à época, o Instituto Mainini (Museu do Louvre), criado em 1931” (p. 330). Figueiredo também reclamou remunerações justas tanto para os conservadores, como para os guardas-auxiliares, escriturários e pessoal menor do museu (p. 336).

Em Maio de 1935, confiante na sua relação com Oliveira Salazar, “ousou” mesmo solicitar ao presidente do conselho a compra pelo Estado do palácio do conde de Farrobo, nas Laranjeiras (Lisboa), para instalação respeitosa do Conselho Superior de Belas-Artes, a que presidia. Evitava-se o constrangimento de se receberem representações estrangeiras no convento de São Francisco, ao Chiado (“faço prodígios para que não visitem a nossa sede, mas como consegui-lo porém sempre?”). Tal aquisição, argumentou ainda, “seria mais excelente quanto, tendo todas as condições necessárias, tem ainda o grande valor da sugestão que lhe vem do facto daquele conde, coleccionador e mecenas da Arte, ter sido o primeiro vice-inspector da Academia, ao que acresce o serem da mão de um dos directores da Academia, António Manuel da Fonseca, as decorações picturais do tempo”.

Todo o processo que antecede, cria e fixa o nosso primeiro museu nacional, e os debates patrimoniais de há cento e poucos anos, confirmam ideias repetidamente defendidas por António Filipe Pimentel sobre autonomia administrativa e estratégica, ampliação das instalações e excelência expositiva, além das evidentes vantagens da longevidade dum cargo directivo quando desempenhado com particular clarividência e prestígio.

Recuperar a história

Joana Baião fez um tremendo trabalho de pesquisa, que lhe permitiu iluminar até aspectos menos conhecíveis da vida de José de Figueiredo “dedicada à arte portuguesa”, como a sua visão panorâmica dos “paradigmas de organização museológica” (p. 252), com as “mais actualizadas” (p. 255) teorizações e experiências de modernização, na Alemanha e Espanha — patente em Dezembro de 1915 num artigo da Atlântida em que dá como “melhores museus europeus” o Kaiser Friedrich Museum e o Bayerisches Nationalmuseum, cujo director Whilhem von Bode “admirava particularmente” (p. 256), contrariando a suposta preferência francófila.

José de Figueiredo foi maliciosamente apelidado de “mandarim das artes” — tal como Júlio Dantas teria sido “das letras” —, dada a “canibalização” (p. 367) de cargos institucionais que lhe conferia, de facto, certo ascendente sobre o como, onde, quando e por quem. O livro afirma, todavia, uma inequívoca e zelosa vontade de progresso por um conservador estético (“coerente com os cânones da época”, p. 368) que também sabia reconhecer que os museus nacionais deveriam adquirir a pintores modernos obras de qualidade que mais tarde representassem uma tradição ou legado.

É preciso dizer que este livro de 1521 notas ao texto (!) é a versão simplificada da tese de doutoramento de Joana Baião (2014), que incluía um anexo documental de 456 pp., com a transcrição da sua correspondência para Salazar, materiais respeitantes à exposição de arte portuguesa no Jeu de Paume parisiense em 1934, actas de reuniões, relatórios e projectos legislativos, documentação e clipping sobre o livro dos Painéis e o restauro dos mesmos, correspondência entre José de Figueiredo e o conde da Penha Longa, papéis do biografado no Arquivo dos Museus Nacionais de França, o seu parecer sobre a instalação no palácio das Carrancas do Museu Nacional Soares dos Reis (1934) e outros materiais, que o bom senso e o profissionalismo recomendariam tivessem sido transpostos para um CD apenso ao livro (uma prática consagrada, difícil de ignorar), a que também falta gritantemente um índice onomástico, essencial a qualquer obra deste tipo. Não se aceita que assim se prejudique um trabalho a que se reconheceu valor de impressão, tanto mais que a directora desta colecção-parceria da Caleidoscópio com a Direcção-Geral do Património Nacional é também uma professora associada, Raquel Henriques da Silva e, aliás, a própria orientadora deste trabalho.

A historiadora de arte Joana Baião, de 35 anos, reconhece que o acesso a espólios documentais foi generoso porém muito condicionado, impedindo-a de ir ainda mais além na biografia dum personagem “mitificado” e incontornável da vida cultural portuguesa da primeira metade do século passado. Mas fez um trabalho de enorme valor, que importa agradecer, conhecer e divulgar.

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