Resultados finais de Freguesia de Covas do Barroso
Resultados das eleições de Covas do Barroso em 2025
O PPD/PSD manteve a liderança na freguesia de Covas do Barroso nas eleições autárquicas de 12 de outubro de 2025, conquistando todos os mandatos da assembleia de freguesia com 80,26% dos votos válidos. Segundo os resultados oficiais para a Freguesia de Covas do Barroso Interativo de Resultados do Observador, esta vitória representa um reforço da confiança dos eleitores na força política que já governava desde 2021.
Composição da assembleia de freguesia:
- PPD/PSD: 7 mandatos (80,26% dos votos)
A taxa de participação eleitoral situou-se nos 51,53%, registando uma ligeira descida face aos 56,54% verificados em 2021. Dos 295 eleitores inscritos, 152 exerceram o direito de voto, com 15 votos brancos e 15 nulos (9,87% cada).
Comparativamente com o anterior sufrágio, o PSD reforçou a sua posição, aumentando de 73,41% para 80,26% dos votos válidos, mantendo a totalidade dos sete mandatos disponíveis. Esta consolidação eleitoral confirma a continuidade da liderança política na freguesia transmontana, que integra o concelho de Boticas.
Para consultar todos os resultados, aceda à cobertura completa das Eleições Autárquicas 2025 do Observador.
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Liderança atual da Covas do Barroso
A freguesia de Covas do Barroso é atualmente presidida por Lúcia Dias Mó, que exerce funções desde 2021. A presidente da Junta de Freguesia trabalha como assistente técnica no centro de saúde de Boticas e tem sido uma figura central na resistência local contra o projeto de exploração de lítio na região.
Lúcia Dias Mó encontra-se nos meses finais do seu último mandato, marcado pela contestação às minas. Durante o seu mandato, a autarca tem liderado várias iniciativas de oposição ao projeto mineiro, incluindo uma ação judicial interposta pela Junta de Freguesia de Covas do Barroso para anular a Declaração de Impacte Ambiental da mina do Barroso.
Evolução eleitoral na freguesia de Covas do Barroso desde 2013
A análise dos resultados eleitorais das últimas três eleições autárquicas revela uma tendência de consolidação política na freguesia. Em 2013, registaram-se 347 eleitores inscritos, com uma participação de 49,57% (172 votantes). A lista única obteve 120 votos, representando 69,77% dos votos válidos.
Em 2017, o número de inscritos diminuiu ligeiramente para 339, mantendo-se a participação em 48,97% (166 votantes). A lista única reforçou o seu apoio, alcançando 135 votos e 81,33% dos votos válidos, demonstrando uma maior coesão eleitoral.
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As eleições de 2021 registaram 306 eleitores inscritos e uma participação de 56,54% (173 votantes), a mais elevada do período analisado. O PSD obteve 127 votos, correspondentes a 73,41% dos votos válidos, elegendo todos os 7 mandatos da assembleia de freguesia. Esta foi a primeira vez que uma candidatura partidária se apresentou oficialmente na freguesia.
Candidatos à presidência da junta de freguesia 2025 em Covas do Barroso
Para as eleições autárquicas de 2025, ainda não foram oficialmente confirmadas as candidaturas à Junta de Freguesia de Covas do Barroso. O prazo para apresentação de candidaturas decorre até setembro de 2025, conforme estabelecido pela Comissão Nacional de Eleições.
A nível concelhio, são candidatos à câmara do norte do distrito de Vila Real Guilherme Pires (PSD) e José Miguel Fernandes (CDU), além de Xavier Barreto pelo movimento independente. Estas candidaturas poderão influenciar as dinâmicas eleitorais locais nas freguesias do concelho.
Demografia e território da Covas do Barroso
A população da freguesia em 2011 era de 262 habitantes, numa área de 29,58 km², o que resulta numa densidade populacional de aproximadamente 8,9 habitantes por quilómetro quadrado. Em termos territoriais é a quarta maior freguesia do concelho, ocupando uma área total de 29,6 km².
A freguesia é constituída por 3 aldeias: Covas do Barroso (sede de freguesia), Romaínho e Muro, localizadas num vale, protegidas a Norte pela Serra da Sombra e a Sul pela Serra do Pinheiro. É devido à sua situação geográfica, rodeada por serras, que advém o seu topónimo, pois quando avistada do Alto do Castro parece uma cova.
A freguesia confronta com várias freguesias: a Norte S. Salvador de Viveiro, a Este Canedo do concelho de Ribeira de Pena, a Sul Gondiães do concelho de Cabeceiras de Basto e a Oeste Dornelas. Dista da sede do concelho aproximadamente 20 km.
Contexto político no concelho de Boticas e impacto local
O contexto político concelhio tem impacto direto nas dinâmicas eleitorais da freguesia. Fernando Queiroga, que cumpria o terceiro e último mandato pelo PSD, foi eleito deputado, criando uma nova dinâmica política no concelho.
Nas eleições legislativas de 2025, a AD – Coligação PSD/CDS-PP foi a grande vencedora no Concelho de Boticas, garantindo 62,58% dos votos (correspondente a 2261 votos) contra os 15,06% (544 votos) registados pelo Partido Socialista. Esta tendência política poderá influenciar as escolhas eleitorais locais.
Para mais informações sobre o contexto político concelhio, consulte o artigo completo sobre as eleições autárquicas no concelho de Boticas.
Equipamentos e serviços da Covas do Barroso
No largo do Cruzeiro, o centro de Covas do Barroso, está localizada a Junta de Freguesia, no mesmo edifício da Casa do Povo, onde a Assembleia dos Compartes se reúne e o rancho da aldeia ensaia. Há ainda a capela de Nossa Senhora da Saúde, o Forno do Povo, um campo de futebol e a Casa Museu Quinta do Cruzeiro, além de um parque para crianças e uma mesa com bancos de pedra.
A freguesia dispõe de infraestruturas básicas, incluindo rede elétrica e de comunicações. Os contactos oficiais da Junta de Freguesia são: Largo do Cruzeiro, 5460-381 Covas do Barroso, telefone 276439276, email jfcovasdobarroso@boticas.pt.
Participação cívica e proximidade local em Covas do Barroso
A freguesia tem demonstrado níveis crescentes de participação eleitoral, passando de 49,57% em 2013 para 56,54% em 2021, superando a média nacional de abstenção. Esta tendência reflete o envolvimento da comunidade local nas questões que afetam o território.
A mobilização cívica tem sido particularmente evidente na questão da exploração de lítio. O presidente da associação Unidos em Defesa de Covas do Barroso (UDCB), Nélson Gomes, afirmou que “o acampamento é muito importante para nós e para a nossa luta, porque mostra que não estamos sozinhos”.
O rancho de Covas do Barroso esteve parado algumas décadas e foi reativado em 2016 por Lúcia Dias Mó, aquando da Festa das Colheitas, que ocorre em Outubro, demonstrando o esforço de revitalização cultural da comunidade.
Questões ambientais e desenvolvimento sustentável
A freguesia enfrenta atualmente um dos maiores desafios da sua história com o projeto de exploração de lítio. A área em redor de Covas do Barroso foi declarada Património Agrícola Mundial pela FAO em 2018, devido à diversificada agricultura de pastoreio praticada há séculos, que promove a biodiversidade.
A luta contra a mina do Barroso arrasta-se desde 2017, tendo-se intensificado no último ano, depois de, em Dezembro de 2024, o Ministério do Ambiente ter concedido uma servidão administrativa à Savannah que lhe permite aceder aos terrenos para os trabalhos de prospecção.
Uma providência cautelar foi entregue no Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela, com o “despacho de admissão a suspender todos os trabalhos na área de servidão até decisão futura do tribunal”, demonstrando a determinação da comunidade local em defender o seu território.
Localidades e lugares da Covas do Barroso
A freguesia é constituída por 3 aldeias: Covas do Barroso, sede de freguesia, Romaínho e Muro. Cada uma destas localidades mantém características próprias, inseridas no contexto rural transmontano.
O acesso viário faz-se seguindo pela ER 311, virando na indicação Campos / Covas do Barroso, percorre-se a EM 519-C até à aldeia de Covas do Barroso, ou, em alternativa, percorre-se a ER 311 e virando na indicação Covas do Barroso segue-se pela EM 519-1C.
As três aldeias partilham uma identidade comum, baseada na agricultura tradicional e na gestão comunitária dos baldios, práticas que contribuíram para o reconhecimento como Património Agrícola Mundial. Esta classificação representa não apenas um reconhecimento internacional, mas também uma responsabilidade acrescida na preservação das práticas tradicionais sustentáveis que caracterizam este território único do Alto Trás-os-Montes.