Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Bom dia, este liveblog fica por aqui. Vamos continuar a acompanhar a atualidade sobre o mau tempo.

    Tempestade Marta coloca trezes distritos do centro e sul sob aviso laranja devido a chuva, vento e neve

  • Cerca de 69 mil clientes da E-Redes sem luz às 18h00 de sexta-feira

    Um total de 69 mil clientes da E-Redes continuava sem abastecimento elétrico na sexta-feira às 18h00, na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo pelo continente português, uma diminuição em relação ao balanço anterior, divulgou a empresa.

    Numa informação enviada à agência Lusa, a E-Redes referiu que àquela hora, na zona da depressão Kristin, o distrito de Leiria concentrava o maior número de clientes sem fornecimento de energia elétrica, com 43 mil, seguindo-se Santarém, com 14 mil, Castelo Branco, com três mil, e Coimbra, com mil clientes sem eletricidade.

    “No total a E-Redes tem 69 mil clientes por alimentar, devido ao agravamento das condições meteorológicas causadas pela depressão Leonardo”, acrescentou a empresa.

  • Carneiro diz que há muito a esclarecer, mas agora é "arregaçar as mangas"

    O secretário-geral do PS afirmou hoje que tem muito a dizer ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, e ao Governo sobre como deveria ter gerido e não geriu as consequências do mau tempo.

    “Eu direi de forma muito clara ao primeiro-ministro, no debate que terei com ele na Assembleia da República, aquilo que há a dizer. E há muito a dizer ao primeiro-ministro e ao Governo sobre como deveria ter feito e não fez”, frisou José Luís Carneiro, na apresentação do livro “O Populismo”, da autoria de José António Figueiredo, no Clube Fenianos Portuenses.

    Segundo o líder socialista, este não é o momento para pedir responsabilidades, mas também não é tempo de esconder aquilo que correu mal.

    “E foram muitas as coisas que correram mal na resposta à crise”, sustentou.

    Em sua opinião, há muitas coisas que devem ser esclarecidas, mas agora é o momento de “arregaçar as mangas”, meter mãos à obra, apoiar e proteger as pessoas e garantir a sua segurança e as suas condições de vida.

  • Forças Armadas resgataram hoje 83 pessoas e 15 animais

    As Forças Armadas tiveram hoje no terreno mais de 2.800 militares no apoio à população, tendo realizado o resgate de 83 pessoas e 15 animais, construído barreiras de contenção e executado 10 missões de vigilância e reconhecimento aéreos.

    De acordo com o balanço divulgado hoje pelo gabinete do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA), as Forças Armadas empenharam 2.805 militares, 367 viaturas e 27 máquinas de engenharia em cerca de 40 concelhos.

    Esteve também no terreno com 55 botes, quatro semirrígidos e duas lanchas anfíbias.

    O EMGFA sublinhou que perante o “agravamento severo das condições atmosféricas, que provocaram um alagamento acentuado de áreas inundadas”, realizaram o resgate de 83 pessoas e 15 animais, colocaram em segurança 10 cavalos e 70 vacas, construirão barreiras de contenção e realizaram o transporte e distribuição de bens essenciais, como água e alimentos.

  • Seguro termina campanha em luta contra "adversário abstenção" e não só: "Eles querem que tenhamos medo mas nós vamos combater esse medo"

    Ainda no comício de encerramento, António José Seguro apontou ao adversário André Ventura, ao falar de ameaças populistas à democracia e avisando: “Eles querem que tenhamos medo mas nós vamos combater esse medo.”

    Na sua intervenção final, num comício em Matosinhos, o candidato presidencial disse que o seu “grande adversário é a abstenção”, apelando à mobilização dos eleitores no próximo domingo.

    Diz que esta não foi a campanha que queria ter feito, numa referências às consequências do país, mas que sai com “força” e “determinação para ajudar na Presidência da República a fazer o que nunca foi feito no país”. Diz que Portugal precisa de “um desígnio” porque “um país que não sabe para onde vai, anda às voltas na rotunda”.

    Pediu aos eleitores “energia, “entusiasmo” e também “uma voz crítica”, já que vai ouvir o “Conselho de Estado, mas também “o conselho do povo”, aproveitando aqui para falar no regresso das Presidências abertas. E fechou com um forte apelo ao voto.

  • Metropolitano de Lisboa alerta para possíveis constrangimentos e atrasos nas linhas Azul e Verde devido ao mau tempo

    O Metropolitano de Lisboa alerta que, devido ao agravamento das condições meteorológicas, “sobretudo na frente ribeirinha”, poderá haver constrangimentos este sábado “na circulação do Metro e atrasos na abertura das linhas Azul e Verde”.

    Em comunicado, é dito que poderá haver “eventuais atrasos na abertura” das duas linhas.

    Além disso, há também medidas preventivas “para minimizar a entrada de águas pluviais e/ou fluviais”. Assim, serão instaladas barreiras de proteção nos acessos de estações consideradas críticas.

    Na linha Amarela, haverá uma barreira de proteção na estação de Odivelas, no acesso para a Rua Dr. Egas Moniz. Na Linha Azul, haverá uma barreira na estação de S. Sebastião (acesso para a Av. Ressano Garcia e acesso para a Av. Marquês de Fronteira) e no Terreiro do Paço (acesso ao Cais das Colunas).

    Na linha Verde, haverá medidas preventivas na estação do Rossio (dois acessos para a Praça D. Pedro IV), na Alvalade (dois acessos para a Av. da Igreja) e na estação de Roma (dois acessos para a Av. dos Estados Unidos da América).

  • "O Palácio de Belém não pode ser um local de confronto nem de conflito", diz Seguro no encerramento da campanha

    António José Seguro está a fazer o comício de encerramento de campanha em Leça do Balio (Matosinhos) onde diz que o país “não pode correr riscos”, quando “já há demasiados riscos”, para apontar para a ideia de “estabilidade”.

    Promete, mais uma vez, “lealdade institucional” e diz que “o Palácio de Belém não pode ser um local de confronto nem de conflito. Deve ser um porto seguro que garanta a estabilidade”.

    Mas o candidato diz que “a estabilidade não é estagnação não é um fim em si mesmo, é a condição que permite aos governos aplicarem o seu programa”.

    Repetiu a ideia de que “jamais” será “um primeiro-ministro sombra” ou “um Presidente de metade dos portugueses contra a outra metade”. Seguro prometer ser “o Presidente de todos os portugueses” mesmo dos que não votarão nele.

    O candidato coloca-se no papel de um político que quer reabilitar a confiança das pessoas no sistema, dizendo que é necessária “lucidez” para a “urgência de resolver os portugueses” para que estes possam “acreditar nas instituições” e “na política”.

    Voltou a falar da necessidade de “saúde a tempo e horas” para os portugueses, a dirigir-se aos jovens para prometer “dar oportunidades” para viverem num “melhor país mas também terem um país para trabalhar”.

  • Ventura "não sabe mesmo" qual será o impacto da tempestade nos votos: "Segui a minha consciência"

    André Ventura está a visitar o quartel de Bombeiros Voluntários de Camarate, na última ação de campanha destas presidenciais, e, em declarações aos jornalistas, começa por dizer que protagoniza a candidatura que “não quer voltar atrás, ao tempo do socialismo”.

    E reconhece que a segunda volta precisou de ser diferente porque houve um “contexto em que os políticos não podem ser indiferentes”, recusando a ideia de que atirou a toalha ao chão e assegurando que se tratou de “respeito”. “Evidentemente havia outros temas e muitos que uma campanha podia ter discutido, mas na circunstância em que o país estava, eu acho que o melhor serviço patriótico que podia prestar ao meu país é o que eu fiz”, explica.

    Volta a comparar a sua postura com o adversário para dizer que “se for eleito Presidente” tudo fará “para ser a voz desse descontentamento no sentido não da liderança da oposição, mas no sentido de que o país está descontente com o rumo que as coisas têm vindo a tomar e não vou ser o Presidente que vai com paninhos quentes deixar tudo igual”.

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

    “Estou convencido de que a maior parte das pessoas preferiria votar noutro momento por uma questão de respeito do seu sofrimento, daquilo que estão a passar, pelo respeito aos bombeiros, à polícia, à proteção civil, aos voluntários do país que estão a deslocar de um sítio para o outro, às pessoas que estão a passar mal. Isto era uma questão de respeito”, argumenta, dizendo que a partir do momento em que o Presidente decide não avançar, “a decisão está tomada”, mesmo que “discorde”.

    André Ventura, questionado sobre quem pode ter tirado proveito de uma campanha nestas circunstâncias, diz que “não sabe mesmo” porque “o que aconteceu é imprevisível”.

    “Acho que nenhum de nós consegue, nem os jornalistas, nem os políticos, nem nenhuma instituição, perceber o que é que aconteceu estes dias e a que ponto moldou e mudou a perceção das pessoas”, explica, reconhecendo que fez o que costuma fazer em política: “Seguir a minha consciência.”

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

    “A minha consciência dizia-me, a um determinado momento, que este não era o momento para eleições, quando o país estava a sofrer. Isto é certo ou errado? Era a minha consciência. Eu fiz o que a minha consciência e o que acho que era o melhor para o povo português. Não estava a pensar quem é que vai beneficiar com isto no domingo, quem é que vai ser prejudicado. Haverá muito tempo, a partir de domingo à noite, para analisarmos aquilo que aconteceu”, resume.

    Diz ainda que o dia das eleições “é sobre o povo português, não é sobre Luís Montenegro, nem sobre André Ventura, nem sobre o António José Seguro”. E se tiver mais votos do que Montenegro diz que “a conclusão é que o povo português participou e [lhe] deu mais votos do que o Luís Montenegro” — “Em democracia aceitamos isso.”

    Questionado sobre o facto de, durante a manhã, ter-se referido a Seguro como sendo o próximo Presidente (quando disse que a postura do adversário “mostra bem o tipo de Presidente que vamos ter”), Ventura diz que “não há vencedores à partida” e que é preciso “respeitar o voto das pessoas”. Ainda assim, atira: “Estou muito confiante que vou vencer no domingo, estou muito confiante da vitória eleitoral. Mas, como sempre, vou respeitar o voto dos portugueses.” E repete que ser a “voz de descontentamento do país”.

    E despede-se da campanha eleitoral: “Dei o melhor de mim. Dei o melhor da minha capacidade. Entreguei-me de alma e coração a esta campanha, que sabíamos que ia ser difícil. Entreguei-me com tudo o que tinha. Agora é com o povo português. Vai haver futuro depois de domingo. Portugal vai continuar depois de domingo. Eu fico com a consciência que dei o melhor de mim.”

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

  • APEL cede telas da Feira do Livro de Lisboa para zonas afetadas

    A Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) enviou “todas as telas usadas da Feira do Livro de Lisboa” para zonas afetadas pelo mau tempo, esta semana, “para que possam ser utilizadas onde melhor servirem”.

    O envio, de acordo com o secretário-geral da APEL, Bruno Pacheco, corresponde a cerca de 300 metros quadrados e foi articulado com o fornecedor da associação.

  • Miranda Sarmento diz que há meios para começar a pagar apoios na próxima semana

    O ministro das Finanças revelou que foram transferidos hoje 250 milhões de euros para as CCDR, acrescentando que estas têm os meios para pagar às autarquias e populações afetadas pelo mau tempo a partir da próxima semana.

    Joaquim Miranda Sarmento, em entrevista hoje à noite à RTP, salientou que os cidadãos com danos até cinco mil euros podem fazer o pedido na CCDR, num portal que já está disponível.

    Para pessoas que sofreram danos entre cinco mil e dez mil euros, o apoio pode ser pedido no mesmo portal e a respetiva Câmara irá “validar esses estragos”.

    Questionado sobre quando esses valores serão pagos, Miranda Sarmento sublinhou que a partir da próxima semana as CCDR “já têm meios para fazer esses pagamentos”.

  • Proteção Civil admite que “pontualmente” exista descoordenação na resposta

    A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) afirmou hoje que o trabalho de coordenação entre as várias entidades na resposta ao mau tempo tem sido “extremamente positivo”, admitindo que pode haver “pontualmente” algum tipo de descoordenação.

    “Não vou negar que pode haver pontualmente algum tipo de descoordenação, mas o trabalho final, aquilo que se pode avaliar neste momento, é que existe e que há uma grande entreajuda entre todas as entidades, para da melhor forma possível fazermos e cumprirmos a nossa missão”, disse o comandante nacional da ANEPC, Mário Silvestre, após ser questionado sobre críticas quanto à coordenação entre Proteção Civil, Forças Armadas, autarquias e Governo.

    Numa conferência de imprensa na sede da ANEPC, em Carnaxide, concelho de Oeiras, distrito de Lisboa, Mário Silvestre disse que não tem chegado à Proteção Civil queixas sobre descoordenação: “O que nos tem chegado e o que nos tem permitido trabalhar da forma como temos trabalhado é exatamente o contrário, é a coordenação que tem existido no terreno.”

  • Rio Maior adia votação das eleições Presidenciais em Alcobertas e Azinheira

    A votação das Eleições Presidenciais prevista para domingo foi adiada em todas as secções de voto da Freguesia de Alcobertas e na secção de voto de Azinheira, na Freguesia de Rio Maior, informou hoje a Câmara.

    A decisão foi tomada pela Câmara Municipal de Rio Maior, no distrito de Santarém, em articulação com todos os presidentes de Juntas de Freguesia, “na sequência dos graves danos provocados nas vias do concelho e da manutenção de condições adversas e de elevado risco, resultantes das recentes intempéries que levaram à declaração de Situação de Calamidade no nosso município”, justificou a Câmara num comunicado à população.

    A situação no concelho, onde várias estradas se encontram fechadas e várias pessoas foram retiradas de casa, traduz-se em “dificuldade ou mesmo impossibilidade dos eleitores se deslocarem às respetivas assembleias de voto”, considerou a autarquia.

  • Teria sido melhor adiar as eleições, populismos à parte?

    Ventura insistiu até mais não no adiamento das presidenciais. Com o país a viver uma catástrofe natural, faria ou não sentido? Seguro ainda pode apanhar um susto? E os erros de comunicação do Governo.

    Ouça aqui o Fora do Baralho

    Teria sido melhor adiar eleições, populismos à parte?

  • Ninguém arrisca dizer quanto custa reparar a rede elétrica. Pode ter impacto no preço da luz, mas só a partir de 2030

    Kristin será o evento excecional mais grave e caro para o sistema elétrico. Ninguém arrisca dizer quanto vai custar e pode atirar encargos para as tarifas de eletricidade, mas só a partir de 2030.

    Ninguém arrisca dizer quanto custa reparar a rede elétrica. Pode ter impacto no preço da luz, mas só a partir de 2030

  • Câmara de Lisboa encerra alguns espaços municipais e recomenda "cancelamento de atividades desportivas, culturais e associativas"

    A Câmara Municipal de Lisboa (CML) determinou esta sexta-feira o encerramento do Castelo de São Jorge e a Feira da Ladra este fim de semana. Além disso, os cemitérios da cidade também estarão interditos, “exceto para cerimónias fúnebres”.

    “Estas medidas preventivas somam-se ao encerramento dos jardins municipais. Recomenda-se igualmente o cancelamento de todas as atividades desportivas, culturais e associativas, promovidas por entidades externas”.

    A CML, que pede aos munícipes para seguirem as “indicações das autoridades e agentes da Proteção Civil”, divulgou ainda uma lista de recomendações:

    • Evitar deslocações desnecessárias — em especial entre as 6h e as 15h;
    • Não circular nem estacionar em zonas sujeitas a inundações ou zonas ribeirinhas;
    • Evitar o estacionamento de veículos junto a árvores, encostas e declives;
    • Desobstruir sarjetas, sumidouros, algerozes e sistemas de drenagem;
    • Recolher todos os objetos soltos em varandas, quintais e telhados.

  • Azambuja: Instaladas 30 camas nos bombeiros para pessoas retiradas de casa

    Depois de ter alertado para o risco de rotura da Barragem da Retorta, a Câmara Municipal de Azambuja ativou um ZCAP (Zona de Concentração e Apoio à População) que está instalada no quartel dos Bombeiros Voluntários de Alcoentre.

    Em poucas horas, o município instalou camas improvisadas num espaço amplo com capacidade para acolher até 30 pessoas. “Destina-se, em caso de necessidade, a acomodar a população evacuada, garantindo condições de segurança, higiene, alimentação e dormida durante o período em que se encontrem deslocadas”.

    Antes, o município tinha determinado a “evacuação de preventiva” da população das localidades de Póvoa de Manique e Carvalhos, na União das Freguesias de Manique do Intendente, Vila Nova de São Pedro e Maçussa”. A autarquia entende que uma eventual rotura pode provocar inundações em habitações destes locais.

    Município de Azambuja

  • Votos das presidenciais em Montemor-o-Velho poderão ter de ser recolhidos de barco

    Os votos da segunda volta das eleições presidenciais na localidade de Ereira, em Montemor-o-Velho, que está isolada pelas águas, poderão ter de ser recolhidos de barco, no domingo, após o sufrágio, admitiu o presidente da Câmara Municipal.

    Em declarações à agência Lusa, José Veríssimo disse esperar que o ato eleitoral decorra dentro da normalidade possível, mas observou que se a altura de água na via de acesso à freguesia da Ereira ultrapassar 1,20 metros, o transporte deixa de ser feito, como agora, pelos meios pesados dos bombeiros e Exército.

    “Acima de 1,20 metros, já temos plano previsto e os votos vão ser recolhidos de barco”, revelou o autarca.

    Atualmente, vincou José Veríssimo, a altura de água na estrada municipal 601, entre a ponte de Verride e o largo principal da Ereira ascende a um metro.

    Já nos campos agrícolas, o autarca estimou que a água ultrapasse os dois metros de altura, a caminho dos 2,5 metros

  • TV Galiza faz um minuto de silêncio e toca a marcha fúnebre no "último adeus" ao anticiclone dos Açores

    A TV Galicia decidiu brincar com o mau tempo, neste caso com os meses e meses de chuva contínua que o norte da Península Ibérica já leva desde o verão de de 2025 e este inverno de 2026. E decidiu fazê-lo, claro, no seu espaço meteorológico, com uma homenagem ao anticiclone dos Açores.

    O anticiclone açoriano deve moderar o clima nas nossas paragens e impedir a passagem de tantas tempestades. Mas como enfraqueceu e não está na posição habitual, o último trimestre foi dos mais chuvosos dos últimos 20 anos.

    Daí a brincadeira da Galiza. Dizendo que apenas tinham tido uns dias de sol em julho e outros em agosto, o apresentador do “Land Roder Show” quis começar o programa com um minuto de silêncio entre a assistência enquanto se ouvia a marcha fúnebre ao vivo para o “último adeus” ao anticiclone dos Açores.

  • Marinha resgatou 83 pessoas nas últimas 24 horas

    Nas últimas 24 horas, a Marinha resgatou 83 pessoas afetadas pelo “agravamento das condições meteorológicas e pelas cheias” que atingiram vários pontos do território continental português.

    “Face ao aumento do nível das águas, devido à chuva intensa dos últimos dias, nomeadamente em Alcácer do Sal e em Leiria, os militares da Marinha efetuaram o resgate de um total de 215 pessoas que se encontravam isoladas por causa das cheias, com recurso aos botes anteriormente posicionados para apoio imediato à população nas zonas ribeirinhas. Durante estas operações foram também resgatados 15 animais em Leiria e, em Benavente, o Corpo de Fuzileiros relocalizou em zona segura 10 cavalos e 70 vacas junto ao Mochão do Malagueiro”, refere a Marinha através de um comunicado.

    Reportagem com a Marinha Portuguesa nos resgates em Alcácer: “Quando vi o barco para me vir buscar só me apetecia chorar”

    Até ao momento, a Marinha já apoiou mais de 2500 pessoas e reparou mais de 60 habitações e edifícios públicos. “Foram ainda desobstruídos cerca de 60 quilómetros de estrada nos distritos de Leiria, Coimbra e Santarém e recolhidos mais de 147 toneladas de detritos do rio Lis [que percorre o distrito de Leiria]”.

    A Marinha tem 44 botes prontos a atuar em caso de cheias em várias localidades:

    • Quatro botes no rio Lis (Leiria);
    • 16 botes no rio Mondego (Montemor-o-Velho, Coimbra e Soure);
    • Oito botes no rio Tejo (Tancos);
    • Dez botes no rio Sorraia (Coruche e Benavente);
    • Dois botes no rio Sado (Alcácer do Sal);
    • Quatro botes no rio Tejo.

    “Além disso, a Autoridade Marítima Nacional (AMN) mantém uma presença reforçada de pessoal e meios, com um total de três embarcações e uma mota de água nas margens do rio Guadiana, em Vila Real de Santo António, tendo apoiado 33 embarcações até ao momento”.

    “A Marinha e a AMN continuam a aumentar o pessoal e meios no local, estando até ao momento empenhados cerca de 508 militares, militarizados e agentes da Polícia Marítima, 63 viaturas, 53 embarcações, quatro geradores e 17 drones, a que acresce um helicóptero em prontidão”.

  • Nerlei. Ainda há empresas sem eletricidade e recuperação pode arrastar-se no tempo

    As empresas da região de Leiria tiveram uma paragem quase total nos primeiros dias após a passagem da Kristin. Começam a recuperar, mas há cadeias que se quebraram e a luz teima em não chegar a todas.

    Nerlei. Ainda há empresas sem eletricidade e recuperação pode arrastar-se no tempo

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