Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, sugeriu a criação de um “governo temporário” na Ucrânia para realizar eleições presidenciais democráticas, substituindo o atual governo liderado por Volodymyr Zelensky, como parte de uma possível solução pacífica para o conflito em curso entre os dois países.
    • Uma cimeira de líderes internacionais em Paris, com a presença de Emmanuel Macron, Keir Starmer, e Volodymyr Zelensky, discutiu a garantia de segurança para a Ucrânia e as condições de um cessar-fogo com a Rússia. Macron enfatizou a importância de manter sanções contra a Rússia até que esta cesse as hostilidades e Zelensky destacou a unidade entre os aliados no apoio à Ucrânia.
    • O Reino Unido acusou Vladimir Putin de não cumprir com as suas promessas de cessar-fogo no Mar Negro, mantendo ataques contra a Ucrânia, enquanto a Coreia do Norte aumentou o apoio à Rússia enviando tropas e equipamento militar para o conflito.
    • A França e o Reino Unido discutem a possibilidade de uma intervenção militar na Ucrânia, apesar dos alertas da Rússia sobre o risco de um confronto direto com a NATO, enquanto diversas nações, incluindo a Suécia, estão focadas em fortalecer a posição ucraniana em futuras negociações de paz.

    [Já saiu o segundo episódio de “O Misterioso Engenheiro Jardim”, o novo Podcast Plus do Observador que conta a história de Jorge Jardim, o empresário que, na verdade, era um agente secreto que liderou missões perigosas em todo o mundo, tentou criar um país e deu início a um clã de mulheres aventureiras. Pode ouvir aqui, no Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no YoutubeMusic. E pode ouvir aqui o primeiro episódio]

  • Bom dia,

    Arquivamos este liveblog que acompanhou ao longo de quinta-feira as últimas notícias sobre a guerra na Ucrânia.

    Pode continuar a acompanhar a nossa cobertura sobre o conflito nesta nova ligação.

    Zelensky diz que forças ucranianas estão a tomar “certos passos” numa região russa que não é Kursk

  • Putin repete que têm de ser eliminadas as "causas profundas" para chegar a um acordo de paz na Ucrânia

    O Presidente da Rússia insistiu na ideia de que é necessário “eliminar as causas profundas” do conflito para chegar a um acordo de paz com a Ucrânia.

    O conflito é, para Vladimir Putin, “complexo e requer uma discussão e uma abordagem aprofundada”. Assim, o líder russo defende que deve ser resolvido através de “meios pacíficos”.

    O líder russo recordou que, em 2022, quando conflito entrou numa “fase quente”, a Rússia tentou resolver o conflito de forma “pacífica”.

  • Putin acredita que Trump quer "sinceramente" acabar com a guerra

    O Presidente russo declarou hoje que Donald Trump, o seu homólogo norte-americano, quer “sinceramente” terminar com a guerra na Ucrânia por uma “variedade de motivos”.

    Sobre a relação com os Estados Unidos, Vladimir Putin nota haver um “equilíbrio estratégico com os Estados Unidos”.

    Esse equilíbrio será tratado com “o máximo cuidado”, assinalou o Presidente da Rússia.

  • Putin está disposto a "trabalhar" com a UE sobre a Ucrânia, mas diz que europeus estão sempre a tentar "enganar" a Rússia

    Na conversa com marinheiros, Vladimir Putin lamentou que os líderes da União Europeia (UE) tentem “enganar” constantemente a Rússia.

    Para o Presidente russo, os ucranianos e os líderes europeus “comportam-se de forma inconsistente e estão constantemente a tentar enganar a Rússia”.

    “Mas está tudo bem. Nós já nos habituamos. Espero que não permitamos repetir esses erros baseados na confiança excessiva nos nossos ex-parceiros”, afirmou Vladimir Putin.

    O líder russo lamentou que o Ocidente “não entenda realmente como é o povo russo, o que está nas suas almas e corações”.

  • Putin ameaça que "vai acabar" com as tropas da Ucrânia

    O Presidente russo ameaçou hoje, na mesma conversa com marinheiros, que as tropas da Rússia “vão acabar” com os militares da Ucrânia no campo de batalha.

    “Eu disse recentemente que íamos pressionar” as tropas, começou por dizer Vladimir Putin, assinalando que agora há “razões para acreditar” que os homens da Rússia “vão acabar” com os militares ucranianos no campo de batalha.

    O líder russo garantiu que as tropas russas têm a iniciativa em toda a linha da frente.

  • Para realizar "eleições democráticas" na Ucrânia, Putin sugere substituir Zelensky por um "governo temporário"

    O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, sugeriu hoje que, para se realizar eleições presidenciais na Ucrânia, o governo liderado pelo Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, poderia ser ser substituído por um “temporário”.

    Após a realização de “eleições democráticas que levassem ao poder um governo viável”, Vladimir Putin disse, num encontro com marinheiros, que só aí é que “começariam negociações” com ucranianos para assinar um “tratado de paz”.

    “Serão assinados documentos legítimos que serão reconhecidos em todo o mundo e serão confiáveis e estáveis. Está é uma opção, não estou a dizer que não há outras”, indicou Vladimir Putin.

  • Putin diz que Rússia é uma "potência marítima" e avisa: "Faremos tudo para continuar assim"

    O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou hoje que a Rússia “tem sido uma potência marítima poderosa” durante séculos, prometendo que “fará tudo” para manter esse “estatuto” na comunidade internacional.

    Numa inspeção ao submarino Arkhangelsk, onde tomou um café juntamente com marinheiros, o Presidente russo prometeu que o país vai “fabricar novos navios e submarinos” e que vai “melhorar as suas características”.

    Esses novos navios e submarinos serão a “base da sefurança estratégica da Rússia”, prosseguiu Vladimir Putin.

    O líder russo elogiou ainda o novo míssil hipersónico Zircon. “É uma arma de importância estratégica”, definiu.

  • Putin faz visita a submarino nuclear de última geração e inaugura outro à distância (que transporta mísseis hipersónicos)

    O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, visitou hoje o submarino nuclear de última geração Arkhangelsk atracado na cidade de Murmansk, na Rússia.

    Esse submarino, lembra a agência de notícias RIA, é o mais recente submarino com capacidade nuclear que entrou em serviço na Marinha Russa.

    Antes da visita, Vladimir Putin inaugurou — por videochamada — o submarino Perm, que tem capacidade para disparar mísseis de cruzeiro hipersónicos Zircon.

    “Foi um grande marco”, anunciou Vladimir Putin, indicando que em 2026 o submarino Perm “deve tornar-se parte da Marinha e começar a realizar missões de combate”.

    Citado pela RIA, Vladimir Putin sublinhou que o Perm é o “primeiro submarino multiuso armado com mísseis de cruzeiro hipersónico Zircon”.

  • EUA aumentam a parada e querem controlar não só minerais, como petróleo e gás natural da Ucrânia — sem garantias de segurança

    Os Estados Unidos da América (EUA) aumentaram recentemente a parada sobre as exigências do acordo da exploração de minerais.

    Segundo um rascunho a que teve acesso o Financial Times, os EUA estão a pressionar a Ucrânia a assinar um acordo para controlar a exploração mineral e também os recursos energéticos ucranianos, não providenciando qualquer garantia de segurança a Kiev.

    Os Estados Unidos pretendem a criação de um conselho de supervisão que teria como objetivo a supervisão conjunta entre a Ucrânia e os EUA de um fundo de investimento para a divisão dos rendimentos dos projetos de petróleo, gás natural e minerais em território ucraniano.

    Os EUA teriam poder de veto e nomeariam três dirigentes dos cinco que comporiam o conselho de supervisão.

    Ao Financial Times, dirigentes ucranianos dizem tratar-se de um “roubo” e de ser um acordo “injusto”. A Ucrânia, segundo o jornal, contratou uma equipa legal para avaliar o acordo — e apresentar uma contraproposta.

  • Putin aumenta presença militar no Ártico para "defender os seus interesses" e lança aviso a países nórdicos para não colaborarem com a NATO

    O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou um reforço da presença militar russa no Ártico para defender “os seus interesses” numa altura em que as rivalidades na região estão a aumentar.

    Entre as medidas, Putin referiu que quer aumentar a presença militar na região, incluindo envio de tropas e fortalecimento das infraestruturas de defesa.

    “Rússia nunca ameaçou ninguém no Ártico, mas estamos a acompanhar de perto a evolução da situação, a construir uma linha de resposta adequada, a aumentar as capacidades de combate das forças armadas e a modernizar as instalações das infra-estruturas militares”, afirmou o Presidente russo.

    Putin tem estado a falar na conferência sobre o Ártico na cidade de Murmansk, perto da Finlândia. Foi a este país e também à Suécia que o líder russo enviou um aviso, chamando-lhes de “novos recrutas” da NATO.

    “Por alguma razão, estão a criar o problema com as suas próprias mãos. Porquê? É absolutamente incompreensível”, prosseguiu, sublinhando que não vão permitir “violações da soberania” russa e vão “defender os seus interesses”.

  • Putin diz que os "EUA estão a falar a sério" sobre Gronelândia

    O Presidente russo, Vladimir Putin, afirma que os EUA estão “a falar a sério” quando dizem que querem anexar a região da Gronelândia, parte do Reino da Dinamarca.

    Putin foi citado pela agência RIA Novosti numa conferência sobre o Ártico na cidade russa de Murmansk, na qual referiu ainda que os Estados Unidos vão “promover os seus interesses” na região.

  • Zelensky critica EUA por não ter imposto sanções depois da Rússia recusar cessar-fogo "incondicional

    Na conferência de imprensa em Paris, Zelensky apresentou-se crítico dos EUA, afirmando que os norte-americanos deviam ter imposto sanções à Rússia depois do Kremlin ter rejeitado o acordo de cessar-fogo no Mar Negro e às infraestruturas energéticas.

    No entanto, o Presidente ucraniano, fez uma pausa e mudou rapidamente de tom.

    “Muito bem, vamos fazer uma pausa e não continuar a aconselhar a América sobre o que fazer”, disse Zelensky, em declarações que lembram o confronto que teve com Donald Trump e JD Vance na Casa Branca.

    “Eles têm o seu próprio pessoal que os pode aconselhar, mas mesmo assim os russos não o aceitaram”, acrescentou.

  • Negociações de paz? "Perspetiva da Rússia é continuar"

    Bruno Cardoso Reis fala num “marco histórico” porque a Europa nunca tentou fazer tanto sem os EUA numa situação de conflito. Em Gaza, afirma que a população percebeu que o Hamas é parte do problema.

    Ouça aqui o novo episódio do “Gabinete de Guerra” da Rádio Observador.

    Negociações de paz? “Perspetiva da Rússia é continuar”

  • Witkoff vive "noutro planeta", diz Zelensky

    O Presidente ucraniano voltou a ter palavras duras para o enviado dos EUA para os processos de negociação diplomática, que diz viver “noutro planeta”.

    Para Zelensky, o enviado norte-americano diz coisas que “para nós, para os ucranianos, parecem muito abstractas, como se viessem de outro mundo”, ressalvando que isto não é “uma acusação”.

    “Apenas vivemos em realidades diferentes, em mundos diferentes”, acrescentou.

  • Zelensky aponta que "há uma série de países" que querem oferecer garantias de segurança à Ucrânia

    Na conferência de imprensa, Volodymyr Zelensky apontou que há uma “série de países” prontos para oferecer “garantias de segurança” à Ucrânia.

    Estas garantias, segundo o Presidente, podem ser “pelo ar ou com tropas no terreno”. Tanto a França como o Reino Unido já tinham garantido que queriam ajudar a Ucrânia com uma força de segurança.

    Por esse motivo, Zelensky considera que os melhores líderes para representar a Europa são França, encabeçada por Emmanuel Macron, e o Reino Unido, liderado por Keir Starmer.

  • Zelensky diz que não deve voltar aos EUA, mas não exclui novo acordo de minerais

    O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirma que não vai voltar a Washington tão cedo, mesmo que já tenham concordado, em vários pontos, sobre um novo acordo sobre minerais raros.

    Segundo Zelensky, os EUA mudaram a abordagem nas novas negociações após o abandono do anterior consenso depois do choque de palavras na Casa Branca do Presidente ucraniano e, Donald Trump, homólogo dos EUA, passando a querer assumir um acordo total com Kiev.

    “Não gostaria de deixar os Estados Unidos com a sensação de que a Ucrânia está contra eles em geral, porque temos mostrado constantemente [que estamos] a enviar sinais positivos”, acrescentou.

  • Zelensky apela a que os EUA sejam "mais fortes" perante a Rússia

    O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky apelou a que os EUA sejam “mais fortes” perante a Rússia e Vladimir Putin, numa conferência de imprensa realizada durante o encontro de aliados em Paris.

    Para Zelensky, os EUA, “são, indubitavelmente, (…) muito importantes” mas Kiev “precisa” que enfrentem a Rússia.

    O Presidente acusa ainda Putin de usar “toda a máquina do Kremlin” para “separar a Europa dos EUA” e causar divisões internas.

    “É uma necessidade que os EUA sejam mais fortes perante a Rússia. Isso é importante para nós”, acrescentou.

  • Equipa franco-britânica "não reúne unanimidade", diz Macron. E defende que China deve ter papel ativo na paz

    A equipa franco-britância que se irá deslocar à Ucrânia terá como objetivo trabalhar para melhorar o exército ucraniano e para identificar locais estratégicos no país liderado por Zelensky.

    A ideia de criar esta força foi uma proposta de França e do Reino Unido e “não reúne ainda, unanimidade”, mas “nós não precisamos de unanimidade”, esclareceu Emmanuel Macron após ser questionado sobre o tema por um jornalista durante a conferência de imprensa.

    “Os chefes de Estado-Maior [de cada país] irão criar uma equipa e vão trabalhar com as equipas ucranianas”, disse. E voltou a sublinhar que “esta equipa de segurança não vai substituir o exército ucraniano“.

    O líder francês admitiu ainda que “gostava que a China pudesse ter um papel ativo” neste processo de garante da paz, “tendo em conta a qualidade de diálogo que mantém com a Rússia”.

    “Desejo que o presidente Xi [Jinping] possa ter um papel ativo para nos ajudar a construir esta paz sólida e duradoura”, terminou.

  • Decisões dos aliados para garantir a segurança: exército ucraniano forte, envio de tropas aliadas e investimento na Defesa

    Emmanuel Macron destacou depois a importância de garantir a paz e segurança na Ucrânia após ser assinado um cessar-fogo. E foram, assim, definidos três eixos de ação.

    1. Ter um exército ucraniano forte e bem equipado

    “Eu e o primeiro-ministro britânico daremos um mandato ao chefes de Estado-Maior dos nossos exércitos para que uma equipa franco-britânica se desloque à Ucrânia nos próximos dias e trabalhe com os nossos parceiros”, anunciou. O objetivo é prepararem “em todos os domínios aquele que virá a ser o formato do exército ucraniano em termos de Marinha e Força Aérea, número de efetivos e equipamentos, para podermos responder ou dissuadir a uma eventual agressão russa”.

    2. Enviar tropas aliadas para “locais estratégicos” na Ucrânia

    Logo após a assinatura de um acordo de cessar-fogo, a “coligação de vontades” pretende enviar forças de segurança para território ucraniano.

    Estas forças “não terão a vocação de ser forças presentes na linha de frente, de contacto nem de substituição das forças ucranianas”, clarificou o governante francês.

    “Serão, sim, forças de alguns estados-membros presentes em certos locais estratégicos identificados pelos ucranianos que permitam ser apoio duradouro e constituam uma forma de dissuasão de agressões.”

    3. Cada países deve investir na sua Defesa

    No terceiro ponto “houve alguma unanimidade na mesa”, disse Emmanuel Macron, sublinhando que na reunião de hoje, os líderes se mostraram “muito mais unidos do que há algumas semanas”.

    O francês referia-se ao aumento do investimento nos exércitos de cada país, já que o que está em causa “é a segurança dos europeus”.

    “Decidimos reforçar a nossa resposta em termos de arquitetura de segurança para o continente europeu, aumentando o nosso investimento nos exércitos e forças de segurança”, explicou.

    E ainda “aumentar a coordenação entre indústria de Defesa e respetivo exército, para fazer trabalho de conjunto e gerir as necessidades e exigências” de cada país.

1 de 3