Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com a guerra na Ucrânia ao longo do dia de ontem, quarta-feira.

    Trump diz que China pode ajudar a acabar com a guerra na Ucrânia

    Continue, por favor, a acompanhar-nos nesta nova ligação. Muito obrigado!

  • O que se passou até agora

    • Donald Trump anunciou planos para começar “imediatamente” as negociações para pôr fim à guerra na Ucrânia, após conversas com Vladimir Putin. As negociações serão lideradas por figuras-chave da administração Trump, com o objetivo de terminar rapidamente com as hostilidades. Trump manifestou a intenção de se encontrar com Putin na Arábia Saudita num futuro próximo para discutir o acordo de paz.
    • O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reforçou a posição da Ucrânia de querer integrar a NATO, apesar de o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, ter classificado esta adesão como “irrealista”. Zelensky conversou com Trump sobre oportunidades para alcançar a paz e sobre as capacidades tecnológicas ucranianas, incluindo o uso de drones.
    • O Reino Unido anunciou um novo pacote de ajuda militar à Ucrânia no valor de 150 milhões de libras, que inclui drones, tanques e sistemas de defesa aérea. Este anúncio ocorre enquanto países europeus aumentam o investimento militar em resposta aos apelos dos EUA para que a Europa forneça uma maior parte da assistência à Ucrânia.
    • O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, discutiu com Zelensky um acordo sobre os recursos naturais ucranianos como forma de compensar a ajuda militar dos EUA a Kiev. Este possível entendimento visa fornecer um “escudo de segurança” para a Ucrânia no pós-guerra e faz parte de um acordo de paz mais amplo, segundo Bessent.

  • Ucrânia responde a EUA sobre adesão à NATO: "A nossa posição não mudou"

    Depois de o secretário da Defesa dos EUA ter dito que a adesão da Ucrânia à NATO era “irrealista”, Kiev respondeu e enfatizou que a sua posição “não mudou”: “Queremos ser um país da NATO. Vamos ser um país da NATO”, disse Rustem Umierov, ministro da Defesa ucraniano.

    De seguida, o governante ucraniano, citado pelo Pravda, lembrou que a Ucrânia também pretende aderir à União Europeia. “Temos as nossas próprias prioridades e tiramos todas as conclusões em conjunto com o nosso povo”, afirmou, ainda em resposta às declarações de Pete Hegseth.

  • Trump diz que "provavelmente” se vai reunir com Putin na Arábia Saudita

    Donald Trump disse aos jornalistas esta quarta-feira que, “provavelmente” o primeiro encontro que tem apalavrado com Vladimir Putin vai decorrer na Arábia Saudita.

    A data ainda não foi marcada, segundo assume o Presidente dos EUA, mas vai acontecer num “futuro não muito distante”, cita a Associated Press.

    Trump referiu ainda que vai falar maioritariamente com Putin por via telefónica, meio que utilizaram para arrancar imediatamente com as negociações para terminar com guerra na Ucrânia.

    O Presidente dos EUA garantiu ainda que prevê um cessar-fogo na Ucrânia “num futuro não muito distante”, considerando ainda que a adesão à NATO por parte da Ucrânia, um desejo de Kiev, “não é realista”.

    *Com Lusa

  • Marcelo está preocupado com "intermediários sem legitimidade democrática" nas negociações para a paz na Ucrânia

    Marcelo Rebelo de Sousa diz que está preocupado com os entendimentos alcançados entre a Rússia e os EUA para a paz na Ucrânia. Refere que estas grandes potências “têm elementos novos de entendimento que são grandes grupos económicos e internacionais que fazem negócio em todas elas”.

    “São intermediários privilegiados em termos de gestão mundial sem legitimidade democrática”, alerta.

    O Presidente da República mostra-se ainda reticente em relação ao recuo dos EUA no apoio à Ucrânia e à exclusão da União Europeia das negociações. “Era muito clara a aliança que existia e o objetivo de alcançar uma paz justa e duradoura que não passasse à margem dos europeus”, afirmou.

    Marcelo entende que qualquer solução que seja encontrada para a paz deve ser encontrada “com os que estão envolvidos na guerrra”, mas também “com a Europa”. Isto mesmo que existam setores norte-americanos “que de repente queiram mudar radicalmente a sua posição em relação a isso”, diz, referindo-se à nova administração Trump que defende uma negociação direta com a Rússia e o abandono dos apoios à Ucrânia.

  • Europa já está a aumentar despesa militar e vai continuar a fazê-lo

    O ministro da Defesa britânico, John Healey, garantiu esta quarta-feira que os países europeus já estão a aumentar o investimento militar e o apoio à Ucrânia e vão continuar a fazê-lo, como os Estados Unidos apelaram esta quarta-feira.

    “Estamos a fazê-lo e fá-lo-emos. Os aliados da NATO prometeram 40 mil milhões de euros em ajuda militar à Ucrânia em 2024 e acabaram por disponibilizar 50 mil milhões. A maioria, quase 60% dessa ajuda à Ucrânia no ano passado, veio de nações europeias”, afirmou esta quarta-feira, numa conferência de imprensa em Bruxelas.

    Healey falava após uma reunião na sede da NATO do Grupo de Contacto para a Defesa da Ucrânia, do qual Portugal faz parte e que o Reino Unido liderou pela primeira vez.

    No encontro, o secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, disse que a Europa “deve fornecer uma parcela esmagadora de assistência letal e não letal futura à Ucrânia”, o que significa doar mais munições e equipamento e expandir a sua base industrial de defesa.

  • Secretário do Tesouro dos EUA diz que acordo sobre recursos naturais dará a Kiev "escudo de segurança" no pós-guerra

    Scott Bessent, secretário do Tesouro norte-americano, disse que um acordo sobre os recursos naturais ucranianos (para cobrir a ajuda militar dos EUA a Kiev) dará à Ucrânia um “escudo de segurança” no pós-guerra.

    “Ao aumentarmos o nosso compromisso económico através de uma parceria com o governo e o povo da Ucrânia, isso irá proporcionar — uma vez terminado o conflito — um escudo de segurança a longo prazo para todos os ucranianos”, afirmou Bessent, segundo a agência Reuters.

    Em território ucraniano, após reunir-se com Volodymyr Zelensky, o secretário do Tesouro norte-americano disse ainda que um possível entendimento a envolver os recursos naturais faz parte de um “acordo de paz mais amplo que Trump tem em mente”.

  • Trump diz que "Zelensky, tal como Putin, quer a paz"

    Minutos após a reação de Zelensky, é a vez de Donald Trump recorrer às redes sociais para falar sobre a conversa — que “correu muito bem” — com o líder ucraniano. “Ele [Zelensky], tal como o Presidente Putin, quer a paz”, escreveu o Presidente norte-americano na Truth Social.

    “Discutimos uma série de tópicos relacionados com a guerra, mas sobretudo a reunião que vai decorrer na sexta-feira em Munique, onde o vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado Marco Rubio chefiarão a delegação [norte-americana]”, afirmou Trump, mostrando ter “esperança de que os resultados dessa reunião sejam positivos”.

    “É tempo de acabar com esta guerra ridícula, onde tem havido morte e destruição maciças e totalmente desnecessárias”, concluiu.

    [Amiga, faz parte! é o podcast onde a Mariana Ribeiro conversa sobre rotinas, hábitos, viagens, finanças pessoais, amizades, relacionamentos ou selfcare. Ouça aqui o novo episódio, que também está disponível na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music.]

  • Zelensky após conversa com Trump: "Ninguém quer mais a paz do que a Ucrânia. Vamos a isso"

    O Presidente da Ucrânia diz que conversou com Trump sobre “oportunidades para alcançar a paz”, cooperação entre Estados Unidos e Ucrânia e ainda sobre as “capacidades tecnológicas ucranianas”, incluindo drones. “Estou grato ao Presidente Trump pelo seu interesse no que podemos alcançar juntos”, escreveu Zelensky na rede social X, acrescentando que o líder norte-americano partilhou “detalhes da sua conversa com Putin”.

    “Ninguém quer mais a paz do que a Ucrânia. Juntamente com os EUA, estamos a definir os nossos próximos passos para acabar com a agressão russa e garantir uma paz duradoura e fiável. Como disse o presidente Trump, vamos a isso”, afirmou Zelensky.

  • Após conversa com Putin, Trump já falou com Zelensky

    Após falar com Putin e ter concordado em começar “imediatamente” as negociações para o fim da guerra, Donald Trump já conversou com Volodymyr Zelensky.

    A conversa entre o Presidente norte-americano e o homólogo ucraniano durou cerca de uma hora, avançou o gabinete de Zelensky, segundo a Sky News.

    Não foram dados mais detalhes sobre a conversa, que ocorreu após Trump ter falado com Putin e avisado que iria ligar a Zelensky.

  • Zelensky diz que EUA apresentaram rascunho de acordo sobre recursos naturais

    O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que recebeu um primeiro rascunho de um possível acordo sobre recursos naturais (em troca de ajuda militar) com os EUA. A Ucrânia vai agora analisar o documento, sendo que, segundo a Reuters, que é citada pelo The Guardian, espera que um acordo possa ser alcançado ainda esta semana.

    Zelensky disse ainda que durante as conversações com Scott Bessent, Secretário do Tesouro dos EUA que está hoje em Kiev, não foram discutidos os recursos naturais nos territórios ucranianos ocupados pela Rússia.

  • Reino Unido anuncia novo pacote de ajuda militar à Ucrânia de 150 milhões de libras

    O Reino Unido anunciou esta quarta-feira um novo pacote de ajuda militar à Ucrânia no valor de 150 milhões de libras (179,7 milhões de euros) e que inclui drones, tanques e sistemas de defesa aérea.

    O novo apoio foi divulgado pelo secretário britânico da Defesa, John Healey, no início da 22.ª reunião do grupo de cerca de 50 países que apoiam os ucranianos face à invasão russa e que foi esta quarta-feira presidida pela primeira vez pelo Reino Unido e não pelos Estados Unidos.

    Em comunicado, o Ministério da Defesa britânico precisou que a nova ajuda será utilizada para “apoiar as tropas ucranianas que lutam contra a Rússia na linha da frente”, no âmbito de um compromisso anual com a Ucrânia de três mil milhões de libras (3.595,2 milhões de euros), no âmbito do conflito prestes a registar o seu terceiro ano.

  • Trump confirma conversa com Putin e diz que negociações para fim da guerra na Ucrânia vão começar "imediatamente"

    Na rede social Truth Social, Donald Trump confirmou que teve uma conversa “longa” e “muito produtiva” com Putin não só sobre a Ucrânia, como também sobre o Médio Oriente ou até a inteligência artificial. Na publicação, o Presidente norte-americano avançou que as negociações para o fim da guerra na Ucrânia vão começar “imediatamente”.

    “Concordámos que as nossas respetivas equipas iniciem imediatamente as negociações [para o fim da guerra] e começaremos por telefonar ao Presidente Zelensky, da Ucrânia, para o informar da conversa, algo que farei agora mesmo”, escreveu Trump, acrescentando que pediu a Marco Rubio (secretário de Estado), John Ratcliffe (diretor da CIA), Michael Waltz (conselheiro para a Segurança Nacional) e Steve Witkoff (enviado norte-americano para o Médio Oriente) para liderarem as negociações.

    O líder norte-americano disse que acredita que as negociações para a paz na Ucrânia vão ser “bem-sucedidas”. E salientou que tanto ele como o homólogo russo querem “acabar com as milhões de mortes” provocadas pela guerra.

    Após a TASS ter avançado que Putin tinha convidado Trump a visitar Moscovo, o Presidente dos EUA disse o seguinte: “Concordámos em trabalhar juntos, de forma muito estreita, incluindo visitar as nações um do outro.”

    A conversa entre os dois líderes durou cerca de uma hora e meia. De acordo com o Departamento de Estado dos EUA, Obama foi o último Presidente norte-americano a visitar a Rússia, em 2013.

  • Putin convidou Trump a visitar Moscovo

    Durante a conversa telefónica com Trump, Putin convidou o Presidente norte-americano a visitar Moscovo, avança a agência estatal russa TASS.

  • Trump falou com Putin esta quarta-feira de manhã

    O Presidente norte-americano, Donald Trump, falou ao telefone com o homólogo russo, Vladimir Putin, esta quarta-feira de manhã. A informação está a ser avançada pela CNN.

    A conversa entre os líderes acontece num dia em que Scott Bessent, secretário do Tesouro norte-americano, está na Ucrânia para discutir um acordo de minerais em troca de ajuda militar.

  • Paz na Ucrânia? "Zelensky não terá tarefa fácil"

    Vítor Gabriel Oliveira afirma que a Ucrânia acabará por ficar sem parte do seu território. Sobre o Médio Oriente, acredita que o Hamas se está a reagrupar e a ganhar tempo para ficar mais forte.

    Ouça aqui o novo episódio do “Gabinete de Guerra” da Rádio Observador.

    Paz na Ucrânia? “Zelensky não terá tarefa fácil”

  • Secretário do Tesouro dos EUA em Kiev para discutir acordo de troca de minerais por ajuda militar

    Scott Bessent, secretário do Tesouro norte-americano, chegou esta quarta-feira a Kiev para discutir um acordo de troca de minerais ucranianos, como titânio, lítio ou urânio, por ajuda militar dos EUA.

    De acordo com a agência Reuters, Bessent é o primeiro funcionário da administração Trump com assento governamental a visitar a Ucrânia e deverá encontrar-se com Volodymyr Zelensky. O Presidente ucraniano tem-se mostrado disponível para chegar a acordo com os EUA relacionado com os recursos naturais para continuar a receber ajuda norte-americana.

  • Secretário-geral da NATO avisa: "Se Putin atacar, a reação vai ser devastadora — ele vai perder"

    Durante a conferência de imprensa em Bruxelas, Mark Rutte foi questionado sobre se a Aliança Atlântica está preparada para um possível ataque russo e avisou: “Se Putin atacar a NATO, a reação será devastadora — ele vai perder”.

    “Que ele [Putin] não tente fazê-lo [atacar a NATO]”, salientou o secretário-geral da NATO, citado pela Sky News.

  • EUA consideram que adesão da Ucrânia à NATO é "irrealista"

    Pete Hegseth, secretário de Defesa dos EUA, considera a adesão da Ucrânia à NATO “irrealista” e descartou essa hipótese.

    De acordo com a CNN, à entrada da reunião do Grupo de Contacto de Defesa da Ucrânia, Pete Hegseth reforçou que os EUA querem “uma Ucrânia soberana e próspera”, mas realçou que “regressar às fronteiras da Ucrânia pré-2014 é um objetivo irrealista” e que “perseguir esse objetivo ilusório só prolongará a guerra e causará mais sofrimento”.

    Hegseth assegurou também que nenhuma soldado dos EUA seria enviada para a Ucrânia como parte de qualquer acordo de segurança. “Os EUA não acreditam que a adesão da Ucrânia à NATO seja o resultado realista de um acordo”, disse Hegseth.

  • "Quanto custa Lisboa?" Na TV estatal, propagandista russo questiona preço da capital portuguesa (e compara com Gronelândia)

    “Quanto custará Lisboa?” Foi esta a pergunta que um dos principais propagandistas do Kremlin, Vladimir Solovyov, fez durante um programa transmitido na televisão estatal russa.

    Numa conversa sobre os territórios ucranianos com os quais a Rússia deveria ficar no fim da guerra na Ucrânia, Vladimir Solovyov questionou “quanto custaria” comprar a capital portuguesa.

    “Lisboa, eu não sei”, respondeu Evgeny Buzhinsky, antigo militar russo que também participava no programa.

    Vladimir Solovyov voltou, ainda assim, ao tema e lembrou a proposta do Presidente norte-americano, Donald Trump, para comprar a Gronelândia.

    “Eles já estão a avaliar [o preço] da Gronelândia. Quanto custará Lisboa?”, voltou a perguntar Vladimir Solovyov.

    O vídeo foi partilhado por Anton Gerashchenko, antigo conselheiro no Ministério da Administração Interna ucraniano, na sua conta do X.

    Esta não é a primeira vez que Vladimir Solovyov menciona o seu interesse em Portugal. O propagandista do Kremlin já tinha sugerido a sua intenção de “libertar Lisboa”.

    Propagandista do Kremlin sugere na televisão estatal russa querer “libertar Lisboa”

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