Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descreveu as negociações entre a Ucrânia e a Rússia como “muito boas”. Estas negociações têm decorrido em Abu Dhabi com a mediação dos Estados Unidos .
    • As garantias de segurança dos Estados Unidos à Ucrânia poderão depender da concordância de Kiev em retirar as suas tropas da parte não ocupada do Donbass. Este possível acordo incluiria também o fornecimento de armas adicionais à Ucrânia, uma vez que estas áreas sejam cedidas à Rússia, sinalizando uma nova fase nas negociações trilaterais.
    • A Hungria e a Eslováquia anunciaram que irão contestar juridicamente a decisão da União Europeia de proibir as importações de gás russo. Esta medida foi aprovada pela maioria dos Estados-membros da UE e destaca-se como parte dos esforços para reduzir a dependência europeia em relação aos recursos naturais russos.
    • Durante um encontro com o primeiro-ministro finlandês, Petteri Orpo, o Presidente chinês, Xi Jinping, reafirmou o apoio ao sistema internacional da ONU. Esta declaração surge num contexto em que Donald Trump procura estabelecer uma nova organização internacional multilateral, o “Conselho da Paz”, destacando a competição nas esferas de influência global.

  • Bom dia.

    Encerramos este liveblog.

    Pode continuar a acompanhar as tensões internacionais neste outro artigo em direto.

    Conselheiro do ayatollah responde a Trump e ameaça: se EUA atacarem o Irão, retaliação atingirá “coração de Telavive”

  • Ucrânia. “É difícil perceber como vamos sair deste impasse”

    Francisco Pereira Coutinho afirma que Trump subestimou o conflito na Ucrânia ao achar que Moscovo se contentaria com os territórios ocupados. E como está a relação da Venezuela com os Estados Unidos?

    Ouça aqui o novo episódio do “Gabinete de Guerra” da Rádio Observador.

    Ucrânia. “É difícil perceber como vamos sair deste impasse”

  • Príncipe-herdeiro da Arábia Saudita afasta uso do espaço aéreo para ataques ao Irão

    O príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman , afirmou que o território e o espaço aéreo do país não será usado para ações militares contra o Irão, noticiou a agência Reuters.

    Bin Salman falou ao telefone com o Presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, “tendo lhe demonstrado o apoio a quaisquer esforços que resolvam diferenças através do diálogo”.

  • Carney nega retratamento pelo seu discurso em Davos durante telefonema com Trump

    O primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, negou hoje ter-se retratado do seu discurso crítico do Presidente norte-americano, Donald Trump, proferido na semana passada em Davos, como alegou o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent.

    Carney sublinhou que, pelo contrário, reiterou as suas declarações durante um telefonema com o chefe de Estado norte-americano na segunda-feira.

    “Para ser absolutamente claro, e disse isto ao Presidente [Trump], quis dizer exatamente o que disse em Davos”, frisou hoje Carney em Otava, descrevendo a conversa com o republicano como boa.

    Durante esta conversa, o primeiro-ministro canadiano indicou ainda que também explicou a Trump o acordo comercial entre o seu país e a China. Em resposta, o presidente americano disse estar pronto para iniciar uma nova guerra comercial com o Canadá se Otava continuasse a querer expandir o seu comércio com Pequim.

  • Ataque russo com drones ao comboio desta tarde fez quatro mortos, diz Zelensky

    O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, contou numa atualização feita no Telegram que o ataque russo com drones ao comboio em Kharkiv fez quatro mortos.

    O ataque visou um comboio que levava mais de 200 passageiros, com o vagão atingido a levar 18 pessoas.

    “Em qualquer país, um ataque com drones a um comboio civil seria considerado da mesma forma: exclusivamente como terrorismo”, escreveu Zelensky, dizendo que “não há nem pode haver qualquer objetivo militar em destruir civis num vagão de comboio”.

    “A Rússia deve responder pelo que faz. E isso significa responsabilidade não apenas pelos ataques contra o nosso povo, contra as nossas vidas, mas pela própria possibilidade de realizar tais ataques”, acrescentou.

  • Ataques aéreos russos fazem 10 mortos e danificam infraestruturas energéticas ucranianas

    Enquanto Ucrânia e Rússia estão em negociações diretas para terminar o conflito de quase quatro anos, um total de 165 drones russos foram lançados contra solo ucraniano durante a noite, tendo 135 sido abatidos.

    A região de Odessa foi atacada por cerca de 50 drones russos, segundo as autoridades locais, tendo deixado 30 pessoas feridas, entre os quais entre os feridos estavam duas crianças e uma mulher grávida de 39 semanas. Três corpos foram também encontrados debaixo dos escombros.

    No nordeste do país, um comboio de passageiros foi atingido por um drone, matando três pessoas e ferindo outras duas. Mais a leste, uma bomba planadora russa atingiu a cidade de Sloviansk hoje de manhã, matando um casal e ferindo o seu filho de 20 anos, de acordo com as autoridades ucranianas. Um homem foi também morto em sua casa por um ataque de drone na região sul de Zaporijia, e outro na região vizinha de Kherson.

    A empresa privada de energia DTEK informou que as forças russas causaram “danos enormes” numa das suas instalações. Similarmente, a empresa estatal de gás Naftogaz informou que uma das suas instalações no oeste do país foi atingida, sendo este o quinto incidente do género este mês.

  • "Cuba vai entrar em colapso muito em breve", diz Trump

    O Presidente dos EUA, Donald Trump, disse esta terça-feira que “Cuba vai entrar em colapso muito em breve”, falando aos jornalistas.

    “Cuba é realmente uma nação que está muito perto do colapso”, insistiu o líder, afirmando que Havana obtinha “o seu dinheiro da Venezuela”

    “Obtinham o petróleo da Venezuela. Agora já não o obtêm”, disse ainda.

  • Trump ameaça cortar ajuda ao Iraque se reeleger Nouri al-Maliki para primeiro-ministro

    O Presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou o Iraque esta terça-feira na rede Truth Social, afirmando que, se o antigo primeiro-ministro Nouri al-Maliki voltar a ser nomeado como chefe do Executivo, os EUA deixariam de ajudar o país.

    “Ouvi dizer que o grande país do Iraque poderá tomar uma decisão muito errada ao reinstalar Nouri al-Maliki como primeiro-ministro”, afirmou Trump, considerando que, “de última vez que Maliki esteve no poder, o país mergulhou na pobreza e no caos total” e que “isso não deve acontecer novamente”.

    “Devido às suas políticas e ideologias insanas, se ele for eleito, os Estados Unidos da América deixarão de ajudar o Iraque e, se não estivermos lá para ajudar, o Iraque terá ZERO hipóteses de sucesso, prosperidade ou liberdade. FAÇAM O IRAQUE GRANDE NOVAMENTE!”, afirmou ainda o Presidente

    Trump reagia à escolha do antigo primeiro-ministro como sendo o nomeado de uma aliança de partidos xiitas para voltar ao cargo, que domina boa parte do parlamento.

  • Senador norte-americano diz que EUA deviam "armar manifestantes no Irão"

    Ted Cruz, senador republicano da Florida e um dos congressistas mais leais a Donald Trump, defendeu hoje uma posição mais agressiva dos EUA no Irão. Cruz partilhou nas redes sociais uma publicação de uma “fonte confiável dentro do Irão” que diz que “não há nada” que os manifestantes consigam fazer no interior do país. “Eles estão a matar as pessoas de tal forma”, lê-se na mensagem.

    Em resposta, o senador diz que os Estados Unidos “deviam estar a armar os manifestantes no Irão. AGORA”. “O povo iraniano derrubar o Ayatollah — um tirano que canta ‘morte à América’ de forma rotineira — iria tornar a América muito, muito mais segura”, escreveu ainda.

  • Ucrânia. "Precisamos de uma posição clara dos EUA"

    Orlando Samões considera que administração Trump “não está a saber fazer leitura em negociações que já levam um ano”. Os EUA deixam Kiev em posição difícil “porque querem ficar ao lado do vencedor”. Ouça aqui o novo episódio de Gabinete de Guerra da Rádio Observador.

    Ucrânia. “Precisamos de uma posição clara dos EUA”

  • Irão avisa países vizinhos que serão hostis se apoiarem ataque dos EUA

    O Irão vai considerar os países vizinhos hostis se cederem o seu território, espaço aéreo ou marítimo para um ataque liderado pelos Estados Unidos contra a República Islâmica, alertou hoje um alto oficial da Guarda Revolucionária.

    “Os países vizinhos são nossos amigos, mas se o seu território, céus ou águas forem utilizados contra o Irão, serão considerados hostis”, disse Mohammad Akbarzadeh, vice-comandante político das forças navais da Guarda Revolucionária Islâmica, citado pela agência de notícias iraniana Fars.

    O Irão ameaça também bloquear o estreito de Ormuz, uma passagem crucial para o transporte de produtos energéticos, em caso de sofrer um ataque, segundo o oficial, que acrescentou que “esta mensagem foi transmitida” aos países da região.

    Akbarzadeh advertiu ainda que Washington e os seus aliados devem saber que “a segurança dos seus alimentos, energia e comércio tem sido garantida por esta passagem” e que Teerão pode “transformar essa mesma segurança em insegurança”.

  • Número de baixas na guerra na Ucrânia pode chegar aos dois milhões esta primavera

    O número de baixas, que inclui soldados mortos, feridos e desaparecidos, na guerra na Ucrânia pode atingir os dois milhões já esta primavera, segundo um estudo publicado esta terça-feira pelo Centro para os Estudos Estratégicos e Internacionais.

    O estudo, entitulado “A guerra exaustiva da Rússia na Ucrânia“, indicou que cerca de 1,2 milhões de tropas russas e 600 mil tropas ucranianas foram dados como baixas nas frentes de combate durante a guerra. O número combinado — 1,8 milhões — pode crescer para os dois milhões já esta primavera, indicou o centro.

    O número baseia-se em estimativas britânicas e americanas, já que não são conhecidos dados da Ucrânia e a crença é que a Rússia arredonda os valores por baixo.

    O estudo indica ainda que, desde 2024, a Rússia avança a uma média de 15 a 70 metros por dia, que o centro diz ser um avanço “mais lento que quase todas as outras campanhas ofensivas em qualquer guerra no último século”.

  • Ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia elogia "mudança qualitativa" nas negociações trilaterais

    Andrii Sybiha, ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, elogiou os progressos nas negociações de paz que foram feitos na última semana, depois do Fórum de Davos, e as mudanças na delegação russa, em entrevista ao European Pravda, publicada hoje.

    “As negociações são muito complexas. Mas notamos uma mudança qualitativa na composição da delegação russa. São pessoas diferentes, já não há palestras pseudo-históricas. As conversas são mais focadas”, ponderou Sybiha.

    O ministro salientou ainda a necessidade de caminhar para a integração europeia de Kiev e a necessidade mútua de cooperação — “Sem a Ucrânia, a Europa não se vai proteger da agressão russa”, argumentou —, mas também a importância da mediação norte-americana. Neste contexto, sublinhou a necessidade de prosseguir com a assinatura do plano de 20 pontos — esclarecendo que se trata de um documento bilateral entre os Estados Unidos e a Ucrânia, que não inclui a Rússia ou os aliados europeus.

  • Presidente do Irão e príncipe herdeiro da Arábia Saudita salientam necessidade de estabilidade regional durante conversa telefónica

    O Presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, e o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, falaram hoje ao telefone, um dia depois de os Estados Unidos terem anunciado a realização de um exercício militar aéreo no Médio Oriente e num contexto de escalada de tensões entre Washington e Teerão.

    Em comunicado, o gabinete de Pezeshkian relatou que o Presidente agradeceu o apoio dos Estados árabes e sublinhou a necessidade de trabalhar para a “estabilidade regional”, através da “unidade e coesão entre as nações islâmicas”. “[O Presidente] reafirmou a disponibilidade do Irão para apoiar qualquer processo que leve à paz, à desescalação e à prevenção de conflitos”, lê-se no comunicado, citado pela Al Jazeera.

    Segundo o mesmo relato, Bin Salman também se opôs a “qualquer agressão contra o Irão” e disse estar pronto para “cooperar com o Irão e outros estados regionais para ajudar a estabelecer paz e segurança duradoura na região”.

  • "Coisas muito boas estão a acontecer na Ucrânia e na Rússia", diz Trump

    Donald Trump declarou hoje estar a seguir os desenvolvimentos nas negociações entre a Ucrânia e a Rússia, que têm decorrido num formato trilateral, com mediação dos Estados Unidos, em Abu Dhabi. Em declarações aos jornalistas, antes de embarcar no avião presidencial rumo ao estado do Iowa, o Presidente norte-americano foi questionado sobre o tema. “Estamos a olhar para as coisas muito boas entre a Ucrânia e Rússia. Coisas muito boas estão a acontecer com a Ucrânia e a Rússia”, respondeu Trump.

  • Chefes do executivo da Dinamarca e da Gronelândia reuniram-se com Merz

    Mette Frederiksen, primeira-ministra da Dinamarca, e Jens-Frederik Nielsen, primeiro-ministro da Gronelândia, reuniram-se hoje com o chanceler alemão, Friedrich Merz, em Berlim, que reafirmou a solidariedade alemã e europeia com a soberania do território autónomo no Ártico e o empenho com a necessidade de o proteger.

    “Eu tenho uma grande gratidão para com os americanos. Mas agora há tanta disrupção que a coisa mais importante para mim é que nós, europeus, façamos a coisa certa ao conseguirmos proteger as nossas populações, países, liberdade e segurança”, declarou Frederiksen, citada pela Reuters.

    Frederiksen e Nielsen cumprem esta semana uma curta viagem pela Europa, dias depois de Donald Trump ter retirado a ameaça da imposição de sanções sobre os países que se opõem à anexação da Gronelândia por parte dos Estados Unidos. Depois de Berlim, os dois líderes reúnem-se amanhã com Emmanuel Macron em Paris.

  • Montenegro visitou grupo de mulheres e crianças ucranianas no Centro de Reabilitação Fénix

    O primeiro-ministro português visitou hoje o grupo de mulheres e crianças ucranianas que está em Portugal desde o dia 10, no âmbito de um programa europeu de apoio a famílias em guerra, indicou o gabinete de Luís Montenegro.

    A visita ao Centro de Reabilitação Fénix, em Ourém, no distrito de Santarém, não foi previamente comunicada à imprensa, tendo posteriormente sido divulgadas imagens da mesma pelo gabinete de Luís Montenegro.

    O grupo de 15 mães e 18 crianças familiares de soldados ucranianos mortos ou desaparecidos em combate chegou a Lisboa a 10 de janeiro, no âmbito de uma missão humanitária em que Portugal as acolhe durante três semanas, ajudando na sua reabilitação emocional.

    Nas imagens divulgadas pelo gabinete do primeiro-ministro, Luís Montenegro refere que Portugal apoia a Ucrânia “desde a primeira hora” da invasão russa, a nível financeiro, político e militar.

  • Grupo de especialistas da ONU criticou processo penal contra estudantes que protestaram contra parceria com instituições israelitas

    Um grupo de especialistas de direitos humanos da ONU expressaram preocupação com um processo penal a correr na justiça suiça contra estudantes que “protestaram pacificamente” contra as “parcerias com instituições israelitas” do Instituto Federal Suíço de Tecnologia, em Zurique.

    “A investigação financiada com fundos públicos não deve contribuir, direta ou indiretamente, para crimes de guerra, crimes contra a humanidade ou genocídio. Os Estados e as instituições têm a obrigação de garantir que isso não aconteça”, afirmaram os especialistas num comunicado publicado no site do Alto Comissariado para os Direitos Humanos das Nações Unidas.

    Ao todo, “38 estudantes receberam ordens penais, incluindo 17 que optaram por recorrer, apesar dos riscos pessoais e financeiros significativos envolvidos”, lê-se.

    O instituto, conhecido por ETH Zurich, afirmava em outubro do ano passado que não havia nenhum controlo sobre como a troca de conhecimentos era usada, incluindo com uso militar. O grupo de especialistas indicou que as colaborações “envolveriam universidades que são parte integrante do complexo militar-industrial de Israel, trabalhando em inteligência artificial, vigilância e tecnologias de armamento potencialmente utilizadas nos territórios palestinianos ocupados”.

    “As universidades, especialmente aquelas que recebem financiamento público, têm a obrigação legal de defender os padrões dos direitos humanos e abster-se de apoiar, direta ou indiretamente, quaisquer atos ou ocupações ilegais, como o controlo de Israel sobre o território palestino ocupado”, lê-se ainda.

    O grupo, que inclui a repórter para a Palestina, Francesca Albanese, defendeu ainda que “o ativismo estudantil pacífico, dentro e fora do campus, faz parte dos direitos dos estudantes à liberdade de expressão e de reunião pacífica, e não deve ser criminalizado”.

  • "A ordem internacional mudou e a Europa tem de reagir"

    Jorge Rodrigues considera que a União Europeia precisa de reforçar a sua política externa comum. Ainda acrescenta que o acordo com a Índia é um passo decisivo para garantir autonomia e segurança. Ouça aqui o novo episódio de Gabinete de Guerra da Rádio Observador.

    “A ordem internacional mudou e a Europa tem de reagir”

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