Momentos-chave
- O que aconteceu até agora:
- Países europeus querem estar preparados para a guerra até 2030. Plano militar é apresentado esta quinta-feira
- Ucraniano detido por suspeita de sabotagem no Nord Stream vence recurso e atrasa extradição para a Alemanha
- Reino Unido anuncia novas sanções à Rússia, visando as petrolíferas Lukoil e Rosneft
- Hegseth diz que plano de compra de armas dos EUA pela Ucrânia é um "mecanismo chave para forjar a paz na Ucrânia"
- Hegseth avisa Rússia: se guerra não acabar, os EUA vão "impor custos" a Moscovo
- Rutte em acordo com Trump sobre metas de defesa: "Está a pressionar para que se cumpra os 5% e eu também"
- NATO vai ajudar a Ucrânia em 221 milhões de euros, anuncia Nuno Melo
- Delegação ucraniana visita empresa norte-americana que fabrica mísseis Tomahawk
- Zelensky nomeia general Serhii Lysak líder da administração militar de Odessa
- Hegseth: "Consegues a paz quando és forte, não quando usas palavras fortes"
- NATO está a trabalhar com UE para criar muralha de drones, garante secretário-geral
- Caças britânicos vão sobrevoar a Polónia até ao final do ano
- Ministros da Defesa da NATO vão reunir-se em Bruxelas
- Autoridades ucranianas ordenam retirada de civis de dezenas de localidades perto da cidade de Kupiansk
Histórico de atualizações
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O que aconteceu até agora:
- A União Europeia quer fortalecer sua postura de defesa até 2030 para dissuadir adversários de forma credível, conforme um plano militar que será apresentado pela Comissão Europeia. O plano, que foi discutido recentemente pelos ministros da Defesa dos 27, visa preparar a Europa para a ameaça da “Rússia militarizada” mediante investimento conjunto em armamento e maior interoperabilidade entre as Forças Armadas dos Estados membros.
- O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, afirmou que a aliança está a trabalhar em conjunto com a União Europeia para a criação de um muro de drones destinado a proteger os Estados-membros de incursões aéreas russas. Rutte sublinhou que qualquer tentativa intencional da Rússia de comprometer a segurança da NATO será prontamente defendida, assegurando que todas as medidas estão preparadas para proteger o território da aliança.
- O Reino Unido anunciou novas sanções à Rússia, sendo alvo as grandes empresas petrolíferas Lukoil e Rosneft, numa tentativa de sufocar as receitas que financiam o esforço de guerra russo. Esta ação inclui sanções adicionais a terminais e petroleiros que operam em apoio ao petróleo russo, com o objetivo de minimizar o poder económico de Moscovo.
- Os Estados Unidos, através do secretário da Defesa Pete Hegseth, reafirmaram o compromisso com o programa PURL, destinado a financiar a compra de armamento pelos ucranianos. Considerado vital para a segurança da Ucrânia, é esperado que os países membros da NATO contribuam significativamente para este esforço, enfatizando a necessidade de transformar palavras em ações concretas para apoiar a resistência ucraniana
[Apesar da euforia em torno de Freitas, Soares recupera. O debate com Zenha será decisivo. Quando acabar, nunca mais serão amigos. A “Eleição Mais Louca de Sempre” é o novo Podcast Plus do Observador sobre as Presidenciais de 1986. Uma série narrada pelo ator Gonçalo Waddington, com banda sonora original de Samuel Úria. Pode ouvir aqui, no Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E pode ouvir o primeiro episódio aqui e o segundo aqui]
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Bom dia,
Encerramos por aqui este liveblog, que ao longo de quarta-feira acompanhou os principais desenvolvimentos do conflito na Ucrânia.
Pode continuar a seguir a nossa cobertura sobre a guerra neste novo link.
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Países europeus querem estar preparados para a guerra até 2030. Plano militar é apresentado esta quinta-feira
“Até 2030, a Europa precisa de uma postura de defesa europeia suficientemente forte para dissuadir os seus adversários de forma credível, bem como para responder a quaisquer agressões.” São estas as palavras que se podem ler num rascunho do plano militar da União Europeia (UE), intitulado “Roteiro de Preparação para Defesa 2030”, que o Politico teve acesso.
Trata-se de um documento de 16 páginas que procura preparar a Europa para a “ameaça persistente” da “Rússia militarizada”, através do investimento conjunto na compra de armamento (com foco para nove áreas chave) e do aumento da intraoperabilidade entre as Forças Armadas dos Estados membros.
Para além do prazo de 2030 para o objetivo mais abrangente, o prazo define também prazos para três projetos concretos: a Sentinela do Flanco Leste, o Muro de Drones e o Escudo Aéreo. O documento prevê ainda mecanismos para financiar estes projetos, que poderiam ser implementados a médio prazo.
O plano foi discutido esta quarta-feira pelos ministros da Defesa dos 27 e será apresentado pela Comissão Europeia amanhã. O Politico aponta que deverá ser discutido pelos líderes europeus na próxima semana.
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"Eles querem partir para a ofensiva. Vou tomar uma decisão sobre isso", disse Trump sobre a Ucrânia
Falando na Casa Branca, Donald Trump falou sobre a Ucrânia e sobre o encontro que vai ter com o Presidente Volodymyr Zelensky esta sexta-feira.
“Eles querem partir para a ofensiva. Vou tomar uma decisão sobre isso”, disse o Presidente norte-americano.
Trump on Ukraine: "They want to go offensive. I'll make a determination on that." pic.twitter.com/RDtAr9flQR
— Aaron Rupar (@atrupar) October 15, 2025
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Ucrânia introduz "horários de cortes de energia de emergência" em quase todas as regiões, devido a ataques russos
A Ucrânia vai passar a ter “horários de cortes de energia de emergência” em quase todas as regiões do país devido a “ataques russos anteriores à infraestrutura energética”, informou o ministério responsável pela pasta no Facebook.
As únicas regiões ucranianas em que estes cortes não se aplicarão serão a de Donetsk e em “parte” da região de Chernihiv.
“Se tiver energia elétrica neste momento, por favor, consuma-a com moderação!”, avisou ainda o ministério.
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Ministro dos Negócios Estrangeiros da Polónia considerou que as incursões de drones russos eram "taticamente estúpidas e contraprodutivas"
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Polónia, Radoslaw Sikorski, chamou às incursões de drones russos na Polónia foi uma jogada “estúpida e contraprodutiva”, mas que a “preponderância de provas”que tinham obtido mostravam ser algo “deliberado”.
“Foram lançados a partir de um único local e estavam todos desarmados. Se isto fosse uma consequência acidental do ataque daquela noite à Ucrânia, seria de esperar que a combinação de drones fosse a mesma, alguns armados, outros desarmados. Todos os que atravessaram a fronteira para a Polónia estavam desarmados”, disse, citado pelo The Guardian.
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Ucraniano detido por suspeita de sabotagem no Nord Stream vence recurso e atrasa extradição para a Alemanha
O cidadão ucraniano, conhecido por Serhii K., venceu o recurso na justiça italiana à decisão de ser extraditado para a Alemanha, paralisando, por agora, o envio para o país.
Serhii foi detido em agosto deste ano na localidade italiana de Rimini, por suspeitas de ter causado as explosões no gasoduto que fornecia a Alemanha de gás natural russo.
O Tribunal de Cassação, última instância do sistema judicial italiano, concordou com os argumentos da defesa, segundo o advogado Nicola Canestrini, citado pela Reuters, tendo considerado que houve uma “classificação jurídica incorreta dos fatos subjacentes ao mandado de detenção europeu”.
O caso terá agora de ir a tribunal novamente, explica a agência, sem elaborar quando. O advogado do suspeito disse que iria avaliar se “existem condições para pedir a libertação” do seu cliente.
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Reino Unido anuncia novas sanções à Rússia, visando as petrolíferas Lukoil e Rosneft
O Reino Unido anunciou hoje uma nova leva de sanções à Rússia, visando as grandes empresas petroíferas Lukoil e Rosneft, descritas pelo próprio governo britânico como “duas das maiores empresas energéticas do mundo”.
Estas sanções, lê-se no comunicado publicado no site do Governo britânico, têm o objetivo “de sufocar as receitas energéticas que alimentam o seu fundo de guerra, visando diretamente as gigantes petrolíferas” e pretendendo “tirá-las do mercado”.
Ao todo, foram anunciadas 90 sanções, visando estas empresas, “quatro terminais petrolíferos na China, 44 petroleiros da ‘frota fantasma’ que transportam petróleo russo” e ainda a empresa indiana Nayara Energy Limites, que importou “100 milhões de barris de crude” em 2024, com o valor quase 4,3 mil milhões de euros.
“Neste momento crítico para a Ucrânia, a Europa está a intensificar os seus esforços. Juntos, o Reino Unido e os nossos aliados estão a aumentar a pressão sobre Putin — atacando o seu petróleo, gás e frota paralela — e não vamos ceder até que ele abandone a sua guerra de conquista fracassada e comece a levar a paz a sério”, lê-se numa declaração da ministra dos Negócios Estrangeiros, Yvette Cooper.
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Hegseth diz que plano de compra de armas dos EUA pela Ucrânia é um "mecanismo chave para forjar a paz na Ucrânia"
O secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth considerou que o PURL — programa de financiamento da Ucrânia para comprar armas norte-americanas — era um “mecanismo fundamental para forjar a paz na Ucrânia”.
“Os aliados da NATO comprometeram-se a investir mais de dois mil milhões de dólares em assistência à segurança da Ucrânia através da iniciativa PURL desde agosto”, sublinhou na conferência de imprensa, citada pelo Ukrinform, onde apelou ainda a um reforço dos contributos de todos os membros da aliança.
“É hora de todos os países da NATO transformarem palavras em ações na forma de investimentos PURL. Todos os países ao redor desta mesa, sem aproveitadores”, acrescentou.
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Síria vai cumprir acordos com a Rússia, mantendo as bases de Moscovo no país
De visita a Moscovo, o Presidente sírio, Ahmed al-Shraa, afiançou que as bases que a Rússia tem dentro da Síria continuarão a ser operadas pelo Kremlin.
Al-Shraa visitou a capital russa para tentar “restaurar e redefinir laços” com o país depois da queda do regime de Bashar al-Assad, apoiado pelo governo de Vladimir Putin, noticiou a Al-Jazeera.
Parte desta iniciativa, esclareceu, implica a continuidade das ligações anteriores entre ambos os países, nomeadamente na área militar.
“Há relações bilaterais e interesses partilhados que nos ligam à Rússia e respeitamos todos os acordos” entre os países, esclareceu o Presidente.
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Hegseth avisa Rússia: se guerra não acabar, os EUA vão "impor custos" a Moscovo
O secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse que a continuação da guerra pela Rússia iria levar a consequências vindas de Washington e dos aliados da NATO, noticiou a Reuters.
“Se esta guerra não terminar, se não houver caminho para a paz a curto prazo, então os Estados Unidos, juntamente com os nossos aliados, tomarão as medidas necessárias para impor custos à Rússia pela sua agressão contínua”, avisou Hegseth, em Bruxelas.
“Se tivermos de dar este passo, o Departamento de Guerra dos EUA está pronto para fazer a nossa parte de maneiras que só os Estados Unidos podem fazer”, acrescentou.
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Rutte pediu para que não se leve a ameaça híbrida da Rússia "muito a sério"
O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, pediu aos membros da aliança atlântica para não levarem “os russos muito a sério” nas suas capacidades de travar uma guerra hibrida na Europa.
Falando numa conferência de imprensa em Bruxelas citada pelo Kyiv Independent, Rutte pediu aos aliados para que confiem nas suas tropas, sublinhando ainda que os países da NATO são “25 vezes maiores” que a Rússia em termos económicos.
“Somos tão mais fortes do que os russos que não precisamos de abater os seus aviões quando eles entram no nosso espaço aéreo”, acrescentou o secretário-geral.
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Portugal participa com 50 milhões de euros na compra de armamento aos EUA para a Ucrânia
O ministro da Defesa Nacional anunciou hoje que Portugal vai participar com 50 milhões de euros na iniciativa de aquisição de armamento aos Estados Unidos da América (EUA) para disponibilizá-lo à Ucrânia.
O anúncio foi feito por Nuno Melo no final de uma reunião ministerial no quartel-general da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), em Bruxelas, na Bélgica.
“Anunciámos que vamos investir 50 milhões de euros no PURL [iniciativa das necessidades prioritárias da Ucrânia], do mesmo modo que anunciámos que vamos investir dez milhões de euros na iniciativa britânica de drones […], apesar de ser uma iniciativa britânica, tem recaído invariavelmente na produção de drones nacionais, portanto, é um investimento também na indústria de defesa nacional”, sustentou o ministro da Defesa Nacional.
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Rutte em acordo com Trump sobre metas de defesa: "Está a pressionar para que se cumpra os 5% e eu também"
O secretário-geral da NATO foi questionado sobre a ameaça do Presidente norte-americano de impor tarifas à Espanha se o país recusar aumentar os gastos para a nova meta exigida de 5% do PIB — aprovado na cimeira de junho em Haia.
“O presidente Trump foi extremamente importante para o sucesso da cimeira da NATO. Eu já disse antes: sem ele, nunca teríamos alcançado este resultado de 5%, que inclui os 3,5% dos gastos básicos com defesa”, começou por dizer, citado pelo El Español.
Mark Rutte disse que a visão de que sem Trump como Presidente dos Estados Unidos o acordo teria sido alcançado é “altamente irrealista”. “Ele está realmente a pressionar isso [o cumprimento dos 5%] e eu também”, sublinhou.
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NATO vai ajudar a Ucrânia em 221 milhões de euros, anuncia Nuno Melo
Em Bruxelas, o ministro da Defesa de Portugal, Nuno Melo, anunciou que a NATO vai ajudar a Ucrânia em 221 milhões de euros. “Trata-se apenas de elencar as opções para a ajuda à Ucrânia tendo em conta as capacidades da industria nacional e tendo em conta as necessidades do esforço de guerra ucraniano”, afirmou Nuno Melo.
“Os ucranianos combatem e morrem e precisam de equipamentos que são específicos, entregues de forma rápida”, acrescentou, dando como exemplo o PURL, garantido que, em alguns casos, a iniciativa “também deixa assegurado”, uma vez que permite aos aliados europeus da Ucrânia na NATO comprarem armas dos EUA para enviar para Kiev.
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Delegação ucraniana visita empresa norte-americana que fabrica mísseis Tomahawk
Uma delegação ucraniana está hoje nos Estados Unidos e visitou duas empresas de defesa norte-americanas, incluindo a Raytheon, que produz os mísseis Tomahawk. Armas que o Presidente Donald Trump disse que poderá enviar para a Ucrânia se a guerra não for resolvida em breve.
Na rede social X, Andriy Yermak, conselheiro presidencial ucraniano, a que juntamente com a primeira-ministra e outros membros da delegação de Kiev estiveram reunidos com representantes da Raytheon e também da Lockheed Martin.
Together with Prime Minister @Svyrydenko_Y, NSDC Secretary @rustem_umerov, First Deputy Foreign Minister @SergiyKyslytsya, and our Ambassador to the US @StefanishynaO,
we met with Lockheed Martin and Raytheon. Their tech is saving lives: F-16s and advanced air defense systems are… pic.twitter.com/kfmg5TzgmH— Andriy Yermak (@AndriyYermak) October 15, 2025
“A tecnologia deles está a salvar vidas: caças F-16 e sistemas avançados de defesa aérea protegem os céus ucranianos, enquanto as suas soluções ofensivas apoiam fortemente as nossas forças na linha da frente”, sublinhou.
“A nossa cooperação continua a crescer. Agradecemos aos nossos parceiros pelo apoio inabalável!”, acrescentou.
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Zelensky nomeia general Serhii Lysak líder da administração militar de Odessa
O Presidente ucraniano nomeou para líder da administração militar de Odessa o general Serhii Lysak, até agora líder da administração militar de Dnipropetrovsk.A notícia é avançada pelo Kyiv Independent.
Na terça-feira Volodymyr Zelensky anunciou que a cidade de Odessa passaria a ser administrada militarmente depois de a nacionalidade ucraniana do autarca da cidade ter sido revogada. Segundo o líder da Ucrânia, foi confirmado que Hennadiy Trukhanov tem cidadania russa — algo que o presidente da câmara tinha negado.
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Hegseth: "Consegues a paz quando és forte, não quando usas palavras fortes"
Numa breve declaração ao lado do secretário-geral da NATO, Pete Hegseth também destacou a liderança do Presidente norte-americano para alcançar a paz. “Se há algo que aprendemos com o Presidente Trump, é a aplicação prática da paz pela força”, afirmou.
“Consegues a paz quando és forte, não quando usas palavras fortes (…). Consegues quando tens capacidades fortes e reais que os adversários respeitam. É isso que a NATO está a fazer, é isso que a iniciativa PURL”, sublinhou.
Hegseth referia-se à iniciativa “Prioritized Ukraine Requirements List”, que permite aos aliados europeus da Ucrânia na NATO comprem armas dos EUA para enviar para Kiev. Apontou que a expectativa dos EUA é que os países comprem mais equipamentos militares para fornecer aos ucranianos.
O secretário da Guerra lembrou o acordo de paz alcançado no Médio Oriente com a mediação dos EUA. “O mundo está a ver que temos um Presidente da paz, que procura essa paz ao estar ao lado dos que estão com os EUA e querem a paz. É o que vimos lá [no Médio Oriente] e esperamos ver na Ucrânia”.
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Mark Rutte agradece a "liderança" de Donald Trump
O secretário-geral da NATO agradeceu ao Presidente Donald Trump e ao secretário de Guerra, Pete Hegseth, pela “liderança” dos EUA e por ajudarem a tornar a aliança “mais forte, mais letal” e também mais “justa”. Referia-se ao que descreveu como um compromisso “histórico” para igualar os gastos de defesa.
Mark Rutte, que falava aos jornalistas ao lado de Hegseth, também agradeceu aos EUA o apoio que tem sido prestado à Ucrânia. “Vocês decidiram garantir mais uma vez que eles têm o que precisam dos EUA, pago pelos aliados, e o programa está a correr. Há um compromisso de dois mil milhões e hoje espero muitos anúncios dos países que vão participar”, afirmou.
Rutte referia-se à iniciativa “Prioritized Ukraine Requirements List” (PURL), que permite aos aliados europeus da Ucrânia na NATO comprem armas dos EUA para enviar para Kiev.
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NATO tem “tudo pronto” para responder a provocações russas, garante Mark Rutte
O secretário-geral da NATO rejeitou hoje que abater aeronaves russas seja a única maneira de demonstrar a capacidade de dissuasão da Aliança Atlântica, mas advertiu Moscovo que “está tudo pronto” para responder violações intencionais.
A Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) “é muito mais forte do que a Rússia”, disse Mark Rutte, à entrada para uma reunião ministerial no quartel-general da NATO, em Bruxelas, na Bélgica.
Questionado sobre a possibilidade de abater drones (aeronaves pilotadas remotamente) e até aeronaves de combate — a Rússia utiliza, por exemplo, os Sukhoi Su-57, semelhantes aos F-35 – como a única maneira de dissuadir incursões aéreas, o secretário-geral da NATO respondeu que intercetar os drones ou aviões e acompanhá-los para fora do espaço aéreo da Aliança Atlântica também faz parte da capacidade de dissuasão.
No entanto, Mark Rutte quis “dizer aos russos que se o tentarem intencionalmente”, a NATO tem “tudo pronto para assegurar que vai defender-se”.