Momentos-chave
- "Não são as sondagens que ganham as eleições", avisa Seguro
- Sondagem diária. Seguro continua a subir, Gouveia e Melo cai e junta-se a Marques Mendes fora do empate técnico
- João Oliveira acompanha António Filipe em Évora, denuncia a "traficância do voto útil" e quer um ovo fora do "cesto do consenso neoliberal"
- Mendes faz pontaria a Cotrim: "Afinal IL é direita radical. Quer entregar Portugal aos cartazes do Chega"
- Seguro sobre queixa de assédio contra Cotrim: "Só falo sobre matérias de facto"
- Ventura, "o Presidente do povo", quer ser o "mecânico de Portugal"
- Bugalho dispara contra Cotrim: "É uma eleição para o Palácio de Belém, não é para o palácio da bazófia"
- Seguro faz tiro a Ventura e Cotrim: "Vim para combater radicalismos mais expressivos e os mais encapotados"
- Marques Mendes recusa comentar acusação de assédio contra Cotrim
- Cotrim nega acusação de assédio de ex-assessora da IL e vai processá-la
- "É óbvio que não quero André Ventura como Presidente da República", garante Cotrim, que assume ter sido "pouco claro"
- Jorge Pinto responde a Montenegro: "O caos na saúde existe" e os "portugueses estão desesperados"
- Saúde. António Filipe ao ataque contra "percepção" de Montenegro e pacto de Seguro
- Catarina afasta-se da "mediocridade" das bocas dos adversários e carrega no Governo: "Montenegro parece querer dar cabo da democracia"
- Ventura: "Se houvesse mais Deus, Pátria, Família e Trabalho não havia vergonhas de pancadaria"
- Cotrim volta a explicar-se sobre Ventura. E recomenda aos “queridos adversários” que mantenham a calma
- Ventura vê com "naturalidade" e "bom espírito" que Cotrim não exclua votar em si na segunda volta
- António Filipe só comenta cenários da segunda volta depois de dia 18. "É a minha questão de princípio"
- Mendes diz que "Cotrim reconheceu que não vai à segunda volta": voto no liberal é "inútil"
- Jorge Pinto acusa Cotrim de "ideologia 'pudim flan" por apoiar Ventura numa 2ª volta: "Quer alargar o leque de eleitorado"
- Catarina Martins acusa Seguro de "não se comprometer com nada" para apenas "sobreviver" enquanto a direita "está envolvida na lama"
- Seguro "contente" com apoio de Pedro Nuno Santos mas avisa: "Eu é que sou o candidato"
- Se não passar à 2ª volta, Cotrim não exclui votar em Ventura contra Seguro
- Pedro Nuno Santos declara apoio a António José Seguro nas redes sociais
- Montenegro e ministra da Saúde na inauguração da nova sede da direção executiva do SNS
- Maioria dos candidatos presidenciais passa no Interior ao nono dia de campanha
Histórico de atualizações
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"Não são as sondagens que ganham as eleições", avisa Seguro
A manutenção na liderança nas sondagens diárias dia após dias está a começar a preocupar António José Seguro, que teme um efeito desmobilizador. Isso mesmo fica provado quando avisou, como fez esta noite no comício em Bragança, que “não são as sondagens que ganham as eleições”.
“Ninguém ganhou eleição estando em primeiro lugar nas sondagens”, disse apontando:”A verdadeira eleição é no domingo.”
VASCO COELHO/OBSERVADOR
Em mais um dia com o apelo ao voto centrado nos “moderados”, Seguro sublinhou que quer os votos não só da esquerda e centro esquerda mas também do “centro e centro direita”.
O auditório Paulo Quintela, onde discursou o candidato mas também a presidente da Câmara Isabel Ferreira, estava acima da lotação (não é muito espaçoso). E Seguro aproveitou para fazer um apelo ao voto muito direto, que vai subindo de tom nesta altura.
Na intervenção ainda voltou ao ataque a “quem recorre ao insulto”, dizendo que “estamos fartos de insultos e ódio na sociedade portuguesa”. E voltar a dizer que está nesta campanha “para fazer a pedagogia de que o debate público precisa de se centrar mais em factos e em soluções para os portugueses”.
VASCO COELHO/OBSERVADOR
Isto num dia em que foi conhecida uma queixa por assédio a um dos seus adversários, João Cotrim Figueiredo, a que o candidato não quis reagir por falta de “matéria de facto”. Neste capítulo, Seguro promete um regresso à vida activa na política para “revitalizar a política com P grande”.
Uma das áreas onde tem colocado maior urgência na resposta aos problemas é a saúde e voltou a repetir todos os argumentos em que tem insistido diariamente.
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"Fere-me pensar que posso acabar assim". Gouveia e Melo foca-se em três grupos de eleitores: idosos, forças de segurança e militares
Henrique Gouveia e Melo já falou várias vezes nestes grupos, mas desta vez deteve-se mais tempo a falar de áreas onde tem muitos potenciais eleitores.
Desde logo, falou mais de idosos e da terceira idade, confessando sentir-se indignado com as condições em que vivem, apesar de ter visitado bons exemplos: “Tenho visitado muitos lares. E das coisas que mais me impressionam é que ainda são depósitos de pessoas idosos.”
Gouveia e Melo pessoalizou até esse sofrimento ao dizer: “Fere-me de tal maneira que, quando vou visitar, fere-me pensar que um dia poderei acabar assim. Já disse aos meus mais próximos, se assim for, que me metam numa embarcação à vela e que me deixem ir para o mar sossegado. É mais digno.”
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
O almirante deixou ainda uma palavra às Forças de Segurança. “Estou convosco”, disse, destacando o papel fundamental que têm no país.
Por fim, falou mais do que habitual num terceiro grupo de potenciais eleitores: os militares, em particular os antigos combatentes. “Portugal portou-se mal com os seus antigos combatentes. Parte deles travou uma batalha errada. Mas não foi culpa deles, foi culpa dos políticos. O Estado agora quer-lhes dar uma esmola, qualquer coisa inferior a 100 euros. É melhor não dar esmola nenhuma, porque é mais ofensiva essa esmola”, atira.
E aproveita a temática de ex-combatentes para se afirmar contra a discriminação racional ou a xenofobia: “Eram todos portugueses. Nunca olhei para a cor da pele como um fator diferenciador. Tínhamos muitos comandos africanos. Muitos foram imediatamente fuzilados, porque foram abandonados por nós. Espero que Portugal tenha aprendido a lição e não volte a abandonar portugueses à sorte de outros, quando esses portugueses lutaram por nós”.
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
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Ângelo Correia: "Gouveia e Melo há um ano e meio estava ao pé da Gronelândia. Tem ossos duros"
O antigo ministro do Governo Balsemão, Ângelo Correia, pede a Gouveia e Melo que tenha uma “candidatura popular” que dê “voz ao povo” que não consegue chegar ao poder. Num jantar com apoiantes em Alcobaça, o ex-governante diz que muita gente considera que a candidatura de Gouveia e Melo é de “salvação nacional, mas não é. O que as pessoas querem é um líder nacional”.
Ângelo Correia puxa também pelos conhecimentos de Gouveia e Melo em matérias de Defesa e Geopolítica e Internacional: “Quem dos candidatos têm um mínimo de experiência de uma área que vai ser a mais sensível e mais importante? Quem? Há uma pessoas que sabe muito, o resto não sabe nada. O senhor almirante não nasceu agora. Tem uma vida na Armada. Há um ano e meio estava ao pé da Gronelândia. Não andava a passear debaixo do mar, andava a ver coisas que nos podiam ajudar. Tem vida prática. Tem ossos duros. Andou onde era necessário.”
O antigo ministro do PSD vê ainda no almirante o único capaz de dizer algo contrário aquilo que todo o país pensa, mesmo que tenha custos para a popularidade. “Às vezes é preciso dizer que não.”
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
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Francisco Rodrigues dos Santos compara Gouveia e Melo a Ramalho Eanes e diz que Portugal precisa de "Presidente dos Acertos"
Francisco Rodrigues dos Santos diz que se vê no Henrique Gouveia e Melo “uma ambição para Portugal que não se fica pelas meras proclamações” e que “já foi testada nas situações mais exigentes dos últimos tempos”. Num jantar no Hotel Santa Maria, em Alcobaça, o ex-líder do CDS diz que “depois do Presidente dos afetos, precisa do Presidente dos acertos.”
Rodrigues dos Santos diz que “o Presidente existe para coisas que os partidos não conseguem fazer sozinho” e que o chefe de Estado não é uma “espécie de notário” que se limita a promulgar leis.
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
O ex-líder centrista diz que tendo a AD o Governo, as duas regiões autónomas e mais autarquias é necessário um “equilíbrio de poderes”, mas logo atira a Seguro para dizer que esse equilíbrio deve ser feito por “personalidade com autoridade democrática” e não por quem “não tem carisma e que quer ir para Belém fazer fretes”.
Francisco Rodrigues dos Santos diz mesmo: “Vejo-o a si e invoca-me a memória de Ramalho Eanes. Entrou em Belém, vindo das Forças Armadas. E, se na altura havia dúvidas, agora há uma certeza: é o Presidente da República mais consensual.” Puxando pelos valores incutidos aos militares, o ex-líder do CDS diz que “um risco para a democracia, é ter um Presidente que represente as elites”. Esse Presidente, diz o ex-líder do CDS, tem de ser “iinstitucional, mas que diga o que pensa. Fora do sistema, mas não contra o sistema”. E diz ainda que Gouveia e Melo é “um Presidente que é um vacina contra os populismos.”
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
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Sondagem diária. Seguro continua a subir, Gouveia e Melo cai e junta-se a Marques Mendes fora do empate técnico
António José Seguro continua na frente da corrida até Belém, de acordo com a sondagem diária da Pitagórica para a CNN Portugal, TVI, JN e TSF. O candidato presidencial apoiado pelo PS passou de 21,4% das intenções de voto para 22,9%.
O segundo e terceiro lugar continuam a ser ocupados por João Cotrim de Figueiredo e André Ventura, respetivamente, que apesar de manterem os mesmo valores de domingo, conseguiram aumentar a distância para o quarto lugar de Henrique Gouveia e Melo. O Almirante junta-se agora a Luís Marques Mendes fora da margem de erro e o primeiro lugar das eleições de 18 de janeiro, de acordo com os dados divulgados esta segunda-feira, passa a ser disputada entre os três primeiros.
- António José Seguro – 22,9%
- João Cotrim de Figueiredo – 21,1%
- André Ventura – 19,7%
- Henrique Gouveia e Melo – 16,3%
- Luís Marques Mendes – 14,0%
- Catarina Martins – 2,4%
- António Filipe – 1,1%
- Jorge Pinto – 1,1%
- Manuel João Vieira – 1,1%
Para os resultados conhecidos esta segunda-feira, foi recolhida uma amostra de 608 entrevistas durante os dias 9, 10 e 11 de janeiro de 2026, com um grau de confiança de 95,5%, o que corresponde a uma margem de erro máxima de ±4,06%.
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João Oliveira acompanha António Filipe em Évora, denuncia a "traficância do voto útil" e quer um ovo fora do "cesto do consenso neoliberal"
O eurodeputado comunista João Oliveira, natural de Évora, apareceu na terra natal para acompanhar António Filipe na primeira arruada da campanha, e esteve com o candidato na sessão pública que se realizou logo depois. No púlpito, Oliveira denunciou o que chamou de “traficância do voto útil”, para “separar o trigo do joio”.
“Esta é a candidatura que protagoniza todos esses valores sem esqueletos no armário, que não precisa de andar à procura de justificações para explicar porque é que no passado se fez o contrário daquilo que agora se diz em tempo de campanha eleitoral”, afirmou, apontando o dedo aos adversários de António Filipe. “Há por aí outras candidaturas que naturalmente, tendo esse problema da contradição entre aquilo que hoje proclamam e aquilo que antes fizeram, naturalmente têm que encontrar justificações para transformar o passado naquilo que ele não foi”.
“Nesta candidatura do António Filipe não há dificuldades nenhumas nem há esqueletos no armário, porque a coerência de um percurso pessoal de vida e de intervenção política fala de forma suficientemente clara para que não tenha de ser preciso encontrar justificações”.
O eurodeputado terminou a intervenção pegando na tão falada teoria dos ovos no cesto, que tem sido usada à esquerda para defender um equilíbrio institucional que impeça a direita de dominar todos os órgãos de soberania. Para João Oliveira, a tese deve ir mais longe e excluir qualquer candidato que entre no lote dos candidatos do “consenso neoliberal”.
“Aquele cesto onde não se podem pôr os ovos todos é o cesto do consenso neoliberal, (…) que torna ainda mais importante, mais necessária e insubstituível a candidatura do António Filipe”.
Antes da sessão pública, que encerrou o dia de campanha de António Filipe, o candidato passou por uma das principais ruas de comércio da cidade de Évora. Nesta que foi a primeira arruada da campanha, João Oliveira serviu de guia, loja a loja, para apresentar o companheiro de partido como “gente de confiança — um fator importante nos dias que correm”. Os dois foram recebidos pelos comerciantes com cordialidade, e mais do que um mencionou os “tempos difíceis” que se vivem. “É para isso que cá estamos”, respondeu Filipe, bem-humorado, “o país não há de cair”.
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Cotrim com excesso de confiança ou num dia mau?
O candidato liberal tentou dar uma “bicada”, mas correu-lhe mal. Marques Mendes recebeu um presente “antecipado” e retoma a narrativa do voto útil. E ainda, os dois “players” no Irão. Ouça aqui o novo episódio de E o vencedor é… da Rádio Observador.
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Mendes faz pontaria a Cotrim: "Afinal IL é direita radical. Quer entregar Portugal aos cartazes do Chega"
Mendes fala agora em Vila Pouca de Aguiar sobre “uma semana decisiva”, mas frisa que está “mentalmente preparado” para as três que se seguem, assumindo que vai à segunda volta. A plateia levanta-se para aplaudir. Grita-se “vitória”.
“Temos boas razões para acreditar, mas hoje mesmo a nossa responsabilidade aumentou”, frisa. É um início de semana “estranha”, porque começou com “contradições” de Cotrim. “Disseram que estariam ao lado do Chega. Isto é um problema sério, disseram-nos que era a direita liberal e afinal parece que é a direita radical. Significa na prática a IL querer entregar Portugal aos cartazes do Chega, e isso é mau para a democracia”.
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
Diz que esta foi uma “grande surpresa”, séria e preocupante, e que “a democracia está sob ameaça”. A da desinformação, do populismo ou do sectarismo e radicalismo. E por aqui, diz, se vê que a ameaça “é cada vez maior”. “A minha candidatura, além de ser da moderação e da estabilidade, tem de ser da defesa da democracia”, para quem é do centro-esquerda e centro-direita: “Estarei aqui sempre na defesa de um Portugal livre”.
Diz que foi escrutinado, que expôs sempre as suas opiniões e que todos o conhecem. “As pessoas sabem que comigo não há surpresas, ziguezagues ou hipótese de um exercício de catavento”, ataca. Ninguém pode dizer que não sabe como será Mendes enquanto PR. Está mais na moda ser radical, admite, mas o país precisa de um caminho de moderação e de pontes; e Mendes é “previsível”, o que é importante porque afasta o risco de o Presidente “afinal pensar tudo ao contrário do que as pessoas achavam”.
Além disso, o Presidente deve ser, como tem insistindo, tranquilo mas firme: se os assuntos devem ser tratados e não estão a sê-lo com a urgência devida, o Presidente deve ser ativo.
Garante que esta é a “primeira semana decisiva” da campanha. Admite que quer fazer um “desabafo”: quer ser PR mas não por currículo ou vaidade, mas que numa altura instável a nível nacional ou internacional pode dar um contributo com a sua experiência.
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Gouveia e Melo diz que apoio de Pedro Nuno Santos a Seguro é "anti-natura" e por "lógica partidária"
Henrique Gouveia e Melo considera que o apoio de Pedro Nuno Santos — que foi parte ativa no derrube de Seguro no PS para que Costa fosse eleito — é uma “união anti-natura por lógica partidária”.
O candidato volta a lembrar o historial de confronto dentro do próprio partido, em que o “candidato socialista teve confronto muito sério que, basicamente, dividiu o partido socialista”. Mas agora, como tem repetido, houve uma conveniente junção de fações em torno da candidatura presidencial.
Sobre a frase equívoca de João Cotrim Figueiredo sobre não excluir votar em André Ventura na segunda volta, o almirante diz que “cada um escolhe as opções que quer escolher (…) Se acha que se deve unir ao Chega para ajudar o candidato do Chega a ser eleito, ele é que sabe.”
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Seguro sobre queixa de assédio contra Cotrim: "Só falo sobre matérias de facto"
Em Vila Real, em resposta às perguntas dos jornalistas, António José Seguro recusou comentar as queixas de assédio contra João Cotrim Figueiredo: “Só falo de matérias de facto”.
O fundador da IL e adversário nesta corrida foi alvo de Seguro durante o comício (ler em baixo) e, nas declarações aos jornalistas à porta do centro cultural, voltou a ser mas noutra matéria. Ainda que não tenha comentado diretamente, como tinha feito no comício, as declarações de Cotrim sobre um eventual apoio a Ventura numa segunda volta, Seguro disse que não admite apoiar o líder do Chega.
VASCO COELHO/OBSERVADOR
“E vou ser claro: eu sou o candidato moderado em melhores condições de ganhar estas eleições. Rejeito radicalismos e extremismos.” Voltou a repetir que quer “elevar o debate público” e repetiu a diferenciação face aos adversários por não entrar em confronto direto: “Eu sigo o meu caminho e defino o meu caminho e estou focado em encontrar soluções para que portugueses tenham uma vida melhor.”
Sobre Montenegro e a “perceção” sobre a situação na saúde, Seguro defendeu o seu pacto e prometeu que será “exigente para que o Governo encontre soluções para que os portugueses tenham cuidados de saúde a tempo e horas”.
Também ainda falou no apoio da conselheira de Estado, a escritora Lídia Jorge, declarando-se “muito feliz” com a expressão do apoio que, segundo diz, mostra que “a candidatura está cada vez a acolher mais portugueses”.
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Ventura, "o Presidente do povo", quer ser o "mecânico de Portugal"
Num discurso em Mirandela, no final de uma arruada, André Ventura prometeu “romper com um país que tem anos a mais de vícios” e depois de receber um cartão das mãos de um mecânico atirou: “Quero ser o mecânico de Portugal que vai arranjar.”
Depois de referir que “a maior parte do país está convencido que [a sua candidatura irá] à segunda volta”, Ventura pediu que se acredite que é possível “vencer a primeira, a segunda e vencer Portugal”.
Depois das queixas de Lúcia, que interrompeu o discurso de Ventura para dizer que o atual Presidente da República abandonou os transmontanos, Ventura prometeu que com ele “não haverá um país de duas ou três cidades ou de duas ou três velocidades”, reiterando que é um “país para todos”.
DIOGO FARIA REIS/OBSERVADOR
Quando Ventura regressou ao palco, após descer para abraçar Lúcia, a claque dos jovens apoiantes preparou um novo slogan: “Presidente do povo.”
“Há períodos políticos em que tudo pode acontecer. Não houve momentos de tanto patriotismo na nossa história. Portugal chega sempre atrasado, mas chegámos a tempo e vamos mudar as coisas”, prometeu, deixando certo que vai “conduzir o país ao patriotismo”.
Ouça aqui a reportagem da Rádio Observador entre Mirandela e Vila Real
Para Ventura, estas eleições são “uma luta do sistema de corrupção contra o candidato anticorrupção”. E, garantindo que “o país está a acordar”, o candidato promete que os “ladrões que nos andaram a roubar vão para a prisão e [é para] devolver o dinheiro ao povo português”.
DIOGO FARIA REIS/OBSERVADOR
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Bugalho dispara contra Cotrim: "É uma eleição para o Palácio de Belém, não é para o palácio da bazófia"
Sebastião Bugalho começa agora a discursar num encontro de apoiantes de Marques Mendes em Vila Pouca de Aguiar. Começa por dizer que Portugal precisa de um Presidente que “não se coloca à frente da Presidência”.
“Se há coligação que apoia uma candidatura presidencial por acreditar nela, somos nós. Depois de dois anos de vitórias eleitorais, são os outros que precisam desesperadamente de uma prova de vida. Nós não. Não é por necessidade, é por convicção”, atira.
Por isso, diz, há diferenças de tom e tranquilidade entre esta e as outras candidaturas. “Mas não embandeiramos em arco e não desanimamos. Não estamos em guerra connosco. Há muitos que estão em guerra, e até com eles próprios”, atura.
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
Defende que a Presidência não serve para ajustes de contas, pessoais ou partidários, e que a corrida não é sobre “ressentimentos que ficaram por resolver”.
Diz que dois candidatos já começaram a admitir que não passarão à segunda volta: esta manhã, Cotrim não negou a possibilidade de votar em Ventura. “Nós vimos o vídeo, não descarta. Até lhe chama moderado! É caso para dizer que é liberal até dizer Chega!”. Para Bugalho, se Cotrim reconhece que não vai à segunda volta, mostra que o voto na IL “serve para as piores coisas possíveis”.
“O país não precisa nem do Presidente do Chega nem do Presidente do Pedro Nuno Santos”, atira. Precisa, ao invés disso, de serenidade total e credibilidade. Cotrim, assume, foi um bom deputado e é um bom eurodeputado; mas a pessoa que agora “ouve” não “parece ter muito a ver” com o verdadeiro Cotrim.
Exemplifica: diz ser mais reformista do que os outros, mas não há nenhuma reforma que tenha desenhado e aprovado — “é um reformista que nunca reformou”. E diz que o legado de Sá Carneiro é grande o suficiente para ser partilhado, mas Cotrim “reclama um legado sobre o qual não sabe nada”, já que quer impor um projeto político em Belém — em vez de respeitar a escolha dos portugueses para o Governo.
Continua no tiro contra Cotrim, dizendo que este “não tem posição nenhuma” e isso fica provado quando diz agora estar disponível para apoiar o Governo, ou quando diz ser realista mas admite votar em Ventura, que tem um programa económico irrealista.
“Esta é uma eleição para o Palácio de Belém, não é para o palácio da bazófia”, dispara, sugerindo que Cotrim tem condições para ganhar o segundo mas não para se candidatar ao primeiro. Contra o “deslumbramento”, defende o voto em Mendes.
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
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Catarina Martins sobre a revolução digital: "Esta é a maior experiência de controlo da nossa sociedade"
A campanha de Catarina Martins organizou esta tarde mais uma sessão de discussão, desta dedicada à revolução digital, tema que apelidou como “a enorme questão do mundo”. A candidata alertou para como “o poder do algoritmo é brutal sobre a nossa sociedade”, nomeadamente ao nível da sua distribuição socioeconómica.
“Nunca houve empresas tão poderosas. Nunca houve poligarcas tão ricos. Esta é a maior experiência de controlo da nossa sociedade. Este poder está a criar vigilância em massa e a estimular consumos inúteis. Leva a comportamentos viciantes e a distúrbios mentais”, disse a candidata, num resumo da sessão.
Contudo, Catarina Martins rejeitou a ideia de que a tecnologia é, por si, um ataque à nossa democracia e propôs que métodos como o código aberto se tornem a regra e não a exceção do ambiente digital. Deixou também nota de dois princípios que devem ser respeitados na transição digital: não deixar ninguém para trás e responsabilizar as redes sociais, equiparando as leis do espaço digital às que regem o espaço público.
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Seguro faz tiro a Ventura e Cotrim: "Vim para combater radicalismos mais expressivos e os mais encapotados"
Esta tarde, num comício em Vila Real, António José Seguro disse que vem “para combater todos os radicalismo, os mais expressivos e os mais encapotados” — numa referência a André Ventura, mas também a João Cotrim Figueiredo, que coloca nesse pacote a quem se referiu ainda como “a direita que se ajuda uma à outra” (hoje Cotrim disse que na segunda volta seria capaz de apoiar Ventura).
VASCO COELHO/OBSERVADOR
“Os radicalismos e extremismos não são solução, são problema. Sempre foram”, referiu o candidato presidencial que aponta muito em particular a “alguns” que “lançam o ódio entre os portugueses”. Nunca refere concretamente os adversários, mas a mensagem tem como destinatários Ventura e Cotrim.
No auditório cheio do centro cultural de Vila Real, Seguro voltou a deixar, tal como ontem, o “apelo aos moderados, independentemente das suas opções ideológicas”. O voto nele, vai garantindo a quem o ouve, é “para derrotar o radicalismo e o extremismo no nosso país”.
VASCO COELHO/OBSERVADOR
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Convergência à esquerda, a favor de Seguro, ainda é possível e é "um movimento em curso"
Mesmo sem cumprir os requisitos mínimos, Augusto Santos Silva firma o voto em Seguro, a reconhece experiência. Convergência à esquerda ainda é possível? Sim, “é um movimento que está em curso”. Ouça aqui o novo episódio de Explicador da Rádio Observador.
Convergência à esquerda, a favor de Seguro, ainda é possível e é “um movimento em curso”
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Cotrim em queda: tiro no pé ou convite a Ventura?
Uma frase, um terramoto: Cotrim de Figueiredo explode com a própria campanha. À direita abre-se a guerra: uns fogem do Chega, outros aproximam-se. E quem ganha espaço no meio do caos? Ouça aqui o novo episódio de Caça ao Voto da Rádio Observador.
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André Pestana diz que Cotrim “mostrou garras” ao admitir apoiar Ventura
O candidato presidencial André Pestana criticou hoje Cotrim Figueiredo e disse que mostrou as “suas garras” e “deu vários tiros nos pés” ao não excluir apoiar André Ventura numa segunda volta.
“Sei que o Cotrim [Figueiredo] revelou que não exclui sequer apoiar o André Ventura à segunda volta. Acho que é interessante, porque eu tenho encontrado muita juventude que me diz que até acha que é na onda do liberal e André Ventura não. Isso é direita retrógrada, racista. Mas agora, pelos vistos, o Cotrim está a revelar as suas garras”, declarou André Pestana aos jornalistas, em Matosinhos (Porto).
À margem de uma ação de campanha sobre habitação na Cooperativa Tripeira Barranha, na Senhora da Hora, em Matosinhos (distrito do Porto), o candidato presidencial André Pestana considerou que a revelação de hoje do também candidato Cotrim Figueiredo mostra “alguma proximidade muito estranha” a Ventura.
“Eu acho que [Cotrim] deu vários tiros em vários pés. Neste caso, dois [pés], que à partida não tem mais do que dois, mas isso ficou a quem o disse, mas revelou aí uma proximidade muito estranha”, declarou, alertando que André Ventura está sempre a “mudar”.
O candidato André Pestana criticou Cotrim Figueiredo por estar a dar “crédito a Ventura”.
“Ouvir do Cotrim [Figueiredo] que ele [André Ventura] agora mudou e que devemos ver isso como uma referência ou como algo estável, também mais uma vez parece-me que Cotrim está a dar crédito ao André Ventura, que não deve ter crédito nenhum, por mil e uma coisas que ele disse”.
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Marques Mendes recusa comentar acusação de assédio contra Cotrim
“Não vou fazer comentários”. À chegada a um encontro com apoiantes em Vila Pouco de Aguiar, Marques Mendes foi abordado pelos jornalistas sobre a acusação de assédio contra Cotrim Figueiredo mas recusou por várias vezes comentar o assunto.
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
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Convergência à esquerda, a favor de Seguro, ainda é possível e é "um movimento em curso"
Mesmo sem cumprir os requisitos mínimos, Augusto Santos Silva firma o voto em Seguro, a reconhece experiência. Convergência à esquerda ainda é possível? Sim, “é um movimento que está em curso”.
Convergência à esquerda, a favor de Seguro, ainda é possível e é “um movimento em curso”
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Cotrim nega acusação de assédio de ex-assessora da IL e vai processá-la
João Cotrim de Figueiredo negou as alegações de assédio sexual feitas por uma ex-assessora do grupo parlamentar da IL e garantiu que vai recorrer à justiça.
“Tive conhecimento dessa denúncia e é absolutamente falso o que essa senhora pôs a circular e vai ser objeto de um processo por difamação”, declarou o candidato aos jornalistas.
“Há política, há política suja e depois há isto. É absolutamente inadmissível. Não percebo como em Portugal há gente que acha que consegue fazer política desta maneira. Não me vão amedrontar, vou até ao fim para apurar quem pôs isto a circular e porque é que mente de forma descarada”, afirmou.
“Não é possível provar o que não aconteceu, lamento. Isto é absolutamente falso”, garantiu.
“Perguntem a qualquer das dezenas de mulheres que trabalharam comigo ao longo destes anos se têm alguma razão de queixa, incluindo as mulheres que trabalharam comigo na altura dessa senhora”, acrescentou.
“Uma pessoa que é acusada desta maneira sem ter hipótese de responder na mesma moeda só tem uma hipótese: negar, negar, negar e pôr um processo por difamação”, disse.
Questionado sobre quem acha que está por trás da divulgação deste caso nas redes, respondeu, subindo o tom: “Descubram vocês. Gostava muito”.
Garantiu ainda que não vai desistir da candidatura.
“A calúnia que circula sobre o meu alegado comportamento é totalmente destituída de fundamento. É de uma gravidade que não pode ser deixada passar sem reação e, por isso mesmo, para além deste esclarecimento, irei processar por difamação a pessoa em causa, independentemente das suas circunstâncias e das funções que exerce num dos gabinetes do atual Governo”, adiantou depois o candidato em comunicado.