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Ao som de bombos de Mirandela e perante o maior banho de multidão desta campanha, André Ventura promete lembrar-se dos esquecidos.
As pessoas, os homens e mulheres esquecidos do nosso país, é por eles que estamos a lutar, não nos podemos esquecer disso. É por eles, por um país, para todos.
Em cima de um palco, o candidato apoiado pelo Chega fala agora em ser o presidente do povo.
Presidente do povo! Presidente do povo!
Com os apoiantes a aproximarem-se do palco, Ventura ouve uma idosa que aponta para as dificuldades de atendimento no SNS. O candidato lembra esse e outros problemas e compara o país a uma oficina.
Aqui o senhor Ferreira estava a dar-me um cartão de mecânico e eu vou-vos dizer uma coisa: o país precisa de um mecânico, porque nós estamos há anos demais a andar completamente destroçados. Nós precisamos de um mecânico. Eu quero ser o mecânico de Portugal que vai arranjar, organizar e pôr este país a andar rápido, que é o que nós precisamos.
Pela primeira vez, Ventura não falou aos jornalistas à chegada a uma arruada, mas de manhã, em Vila Real, já tinha reagido com naturalidade às palavras de Cotrim.
Já disse também que procurarei evitar ao máximo que haja um presidente socialista. Agora, também tenho que dizer isto, porque já o disse, que, na verdade, o João Cotrim de Figueiredo não se distingue muito dos outros candidatos em relação ao PS e ao PSD. Portanto, na verdade, em termos de modelo, é mais ou menos a mesma coisa. É uma espécie de Bloco de Esquerda, mas bem vestido.
Numa visita a uma adega, o candidato provou vinho branco, tinto e até vinho do Porto e fez questão de lembrar.
Moderação, estamos hoje aqui numa adega, não é uma boa palavra.
Moderação agora cabe na campanha do candidato do Chega. Júlio Borges, que se apresenta como lacaio da cooperativa de Vila Real, até deixa uma recomendação.
Esta casa não produz vinho com qualidade menos, mas nenhum. A qualidade menos, há um lugar para os pôr. Transforma-se em aguardente, vinagre e o bom aproveita-se. Pronto