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De manhã, já tinha deixado uma primeira achega a João Cotrim Figueiredo, mas ao final de tarde, Luís Marques Mendes insistiu.
Andaram durante uma eternidade a dizer que eram diferentes do Chega até ao momento em que disseram que estariam ao lado do Chega. Disseram-nos que era a direita liberal e, afinal, parece que é a direita radical. E isto é sério porque significa, na prática, a candidatura da Iniciativa Liberal querer entregar Portugal aos cartazes do Chega. Isso não é bom para a nossa democracia.
O candidato apoiado pela AD aproveita esta declaração de Cotrim Figueiredo para se assumir como o candidato mais fiável.
Não há o risco de acordarem de manhã e ter uma notícia de que o presidente pensa tudo ao contrário do que as pessoas achavam que pensava.
E conquistar os indecisos à direita e à esquerda.
Tem que ser também, e vai ser, a candidatura da defesa da democracia. Para as pessoas moderadas, do centro-direita ou do centro-esquerda.
Mas se Marques Mendes foi direto no ataque ao candidato liberal, já antes o eurodeputado Sebastião Bugalho tinha aquecido a sala.
Perguntaram-lhe se descarta ou não descarta, e ele não descarta. Até lhe chama moderado. Vejam bem. É caso para dizer que o João Cotrim é liberal até dizer Chega.
Concluindo assim:
Esta é uma eleição para o Palácio de Belém, não é uma eleição para o Palácio da Bazófia.
Sebastião Bugalho e Luís Marques Mendes num dia em que a caravana aproveitou o deslize de Cotrim Figueiredo para conquistar eleitores à direita