Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • Hamas acusou Israel de continuar a cometer massacres na Faixa de Gaza, apesar do cessar-fogo mediado pelos EUA em vigor desde outubro. O grupo militante exige que Israel cumpra o acordo de cessar-fogo, reabri a passagem de Rafah e pare as violações. Além disso, uma mulher palestiniana morreu num novo ataque israelita à Cidade de Gaza, outra violação do acordo.
    • O Festival Eurovisão da Canção de 2026 gerou controvérsia com a União Europeia de Radiodifusão a permitir a participação de Israel. Isto levou a Espanha, Irlanda, Países Baixos e Eslovénia a boicotar o evento em protesto contra o alegado genocídio em Gaza e suspeitas de fraude no televoto da edição de 2025. Entretanto, Portugal confirmou a sua participação no festival.
    • Forças de Defesa de Israel realizaram ataques aéreos contra infraestruturas do Hezbollah no sul do Líbano. Os ataques seguiram-se a alertas de evacuação emitidos para os habitantes de várias cidades, alegando que o Hezbollah utilizava civis como escudos humanos.
    • O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, anunciou Roman Gofman como o novo chefe da Mossad, substituindo David Barnea em junho de 2026. Gofman é elogiado pelas suas capacidades profissionais e vasta experiência em coordenação com serviços de segurança e inteligência.

  • Bom dia.

    Terminamos aqui a cobertura do conflito no Médio Oriente.

    Pode acompanhar todos os desenvolvimentos desta sexta-feira no liveblog que agora abrimos.

    Organismo internacional para governar Gaza deverá ser anunciado no fim do ano

  • Morte de líder de grupo rival é "destino inevitável de alguém que trai o seu povo", diz Hamas

    Num comunicado citado pelo Haaretz, o Hamas disse que a morte de Yasser Abu Shabab, líder de um grupo anti-Hamas em Gaza, serve de aviso a quem pretende colaborar com Israel.

    “O destino que se abateu sobre o falecido agente e colaborador da ocupação, Yasser Abu Shabab, é o destino inevitável de qualquer pessoa que trai o seu povo e a sua pátria e se contenta em ser uma ferramenta nas mãos da ocupação”, disse o Hamas, sublinhando que Israel falhou em proteger os seus “agentes” e vai falhar em proteger os seus “servos”.

    “O destino de quem prejudica a segurança do seu povo e serve o seu inimigo é cair no esquecimento da história e perder toda a honra e status na sociedade”, concluiram.

  • O que se passou até agora

    • A decisão da União Europeia de Radiodifusão em permitir a participação de Israel no Festival Eurovisão da Canção de 2026 gerou reacções mistas. Portugal confirmou a sua presença no festival, enquanto Espanha, Irlanda, Países Baixos e Eslovénia decidiram boicotar o evento em protesto contra a inclusão de Israel devido ao alegado genocídio em Gaza e às suspeitas de fraude no televoto na edição de 2025.
    • No contexto do conflito israelo-palestiniano, uma mulher palestiniana morreu e várias pessoas ficaram feridas num ataque israelita à Cidade de Gaza, marcando uma nova violação do cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos. Fontes médicas confirmaram que o exército de Israel disparou contra casas, alegando que um morto cruzou a linha de marcação do cessar-fogo.
    • As Forças de Defesa de Israel (IDF) realizaram ataques aéreos contra várias infraestruturas do Hezbollah no sul do Líbano. Os ataques ocorreram após a emissão de alertas de evacuação para os habitantes das cidades de Jbaa e Mahrouna, sob a alegação de que o Hezbollah utilizava civis como escudos humanos.
    • O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, nomeou Roman Gofman como o novo chefe dos serviços secretos de Israel, Mossad. Esta nomeação está prevista para substituir David Barnea, que deixará o cargo em junho de 2026, enfatizando as capacidades excecionais de Gofman e a sua vasta experiência em coordenação com serviços de segurança e inteligência.

  • Mulher palestiniana morre em ataque do exército israelita

    Uma mulher palestiniana morreu e várias pessoas ficaram feridas num ataque israelita à Cidade de Gaza, naquela que é a mais recente violação do cessar-fogo mediado pelos EUA, noticia a Al Jazeera.

    Fontes médicas revelaram que os soldados dispararam contra casas no bairro de al-Tuffah e o exército de Israel confirmou um morto, alegando que cruzou a linha de marcação do cessar-fogo.

  • Herzog diz que Israel “merece estar representado em todos os palcos do mundo”

    O Presidente israelita, Isaac Herzog, saudou a possibilidade de Israel continuar a participar no festival da Eurovisão, mantida hoje pela União Europeia de Radiodifusão (UER), afirmando que o seu país “merece estar representado em todos os palcos do mundo”.

    “Fico feliz que Israel volte a participar na Eurovisão e espero que a competição continue a celebrar a cultura, o canto, a amizade entre as nações e o entendimento cultural transfronteiriço”, afirmou Isaac Herzog numa mensagem publicada na sua página, na rede social X.

    “Agradeço a todos os nossos amigos que defenderam o direito de Israel continuar a contribuir e a competir na Eurovisão. Foi uma alegria participar nesta luta e ajudar no que pude. Esta decisão é um gesto muito apreciado de solidariedade, fraternidade e cooperação, simbolizando a vitória sobre aqueles que procuram silenciar Israel e espalhar o ódio”, conclui o Presidente israelita.

    Israel poderá participar no Festival Eurovisão da Canção 2026, marcado para maio, na Áustria, caso assim entenda, foi hoje decidido durante a assembleia-geral da UER, a decorrer na Suíça.

  • Portugal vai participar no Festival da Eurovisão da Canção de 2026, confirma RTP

    A RTP — que faz parte da União Europeia de Radiodifusão (EBU), que organiza o certame — confirmou ao Observador que Portugal irá participar no Festival da Eurovisão da Canção de 2026, após a votação dos membros da EBU que resultou na decisão de incluir Israel no concurso.

    “A RTP, assim como a larga maioria de países membros, votou a favor da alteração das regras que permitem que os países participem na próxima edição do Festival Eurovisão da Canção com um maior grau de confiança nos resultados das votações. Com base nesta decisão, a RTP vai participar na edição do Festival Eurovisão da Canção 2026, em Viena de Áustria”, disse o canal público.

  • Eslovénia confirma saída do Festival Eurovisão da Canção de 2026

    A juntar-se a Espanha, Irlanda e Países Baixos está a Eslovénia, que cumpriu a promessa de abandonar a competição de 2026 caso Israel entrasse no leque de países a atuar no festival.

    De acordo com o El País, a Eslovénia tinha sido o primeiro país a anunciar a sua decisão de sair caso Israel entrasse no concurso.

  • Irlanda também não irá participar na Eurovisão de 2026

    Irlanda junta-se aos Países Baixos e a Espanha na decisão de não participar na edição de 2026 do Festival Eurovisão da Canção, noticia o El País.

    Em setembro, a estação pública irlandesa RTÉ anunciou que não participará no Festival da Eurovisão de 2026 caso Israel estivesse presente. Em causa está o “genocídio” que Israel está a praticar na Faixa de Gaza.

    Irlanda não participa no Festival da Eurovisão 2026 se Israel entrar na competição

  • RTVE confirma que a Espanha ficará de fora da Eurovisão. Países Baixos também anunciam saída da edição de 2026

    Espanha e Países Baixos confirmaram esta quinta-feira que não irão participar no Festival Eurovisão da Canção 2026, noticia o El País.

    A 95ª Assembleia Geral da União Europeia de Radiodifusão (UER) realizou-se em Genebra, na Suíça, e decidiu apoiar a participação de Israel na próxima edição.

    Espanha já tinha anunciado, em setembro, que se Israel participasse no certame, retirar-se-ia.

    Espanha junta-se a boicote à Eurovisão e confirma retirada se Israel participar em 2026

  • Israel vai participar no Festival da Eurovisão da Canção de 2026

    Esta quinta-feira, os representantes das emissoras nacionais reuniram-se em Genebra para votar se Israel deveria ou não participar no certame.

    O encontro acontece depois de Espanha, Irlanda e Países Baixos terem anunciado um boicote à edição de 2026, devido ao alegado genocídio em Gaza e às suspeita de fraude no televoto da edição de 2025.

    Após uma votação dos representantes das emissoras nacionais, os resultados mostram que Israel irá participar.

    Irlanda, Eslovénia, Países Baixos e Espanha tinham anunciado, antes da reunião, que se Israel participasse, que se retirariam da competição. Por seu turno, a Suíça, Áustria e Alemanha declararam exatamente o oposto: retirar-se-iam caso Israel fosse expulso.

  • IDF atacaram vários depósitos de armamento no sul do Líbano

    As Forças de Defesa de Israel disseram ter atacado vários depósitos de armamento no sul do Líbano, numa publicação na rede social X.

    Os ataques foram feitos nas localidades de Jbaa, Mahrouna, Mjadel, e Baraachit, onde as forças emitiram avisos de evacução

    “Estas instalações estavam localizadas no meio da população civil. Mais uma vez, o Hezbollah está a usar cinicamente os civis libaneses como escudos humanos”, escreveram os militares.

  • Yasser Abu Shabab, líder de grupo anti-Hamas em Gaza, foi morto

    Yasser Abu Shabab, líder do grupo de Gaza anti-Hamas apoiado por Israel conhecido por Forças Populares, foi morto em Israel, noticiou a emissora israelita Channel 12, citando fontes na segurança interna israelita

    A fonte indicou que Abu Shabab foi morto em “confrontos” e, segundo o canal, os israelitas acreditam que terá sido “morto num conflito interno entre clãs em Gaza, e não pelo Hamas”. O combatente terá ficado ferido nesses choques e acabou por ser levado para o hospital em Israel, onde acabaria por morrer.

    Nova “milícia por procuração” ou uma “força nacional” para ajuda humanitária? O que é o grupo rival do Hamas que Israel está a armar?

  • Israel inicia ataques no sul do Líbano, após alertas de evacuação em duas cidades

    As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla inglesa) anunciaram o início de vários ataques aéreos contra alvos do Hezbollah no sul do Líbano, relata o Times of Israel.

    Na manhã desta quinta-feira, o exército israelita emitiu alertas de evacuação para os moradores de duas cidades libanesas, Jbaa e Mahrouna, como o Observador deu conta neste mesmo liveblog.

  • IDF emitem alertas de evacuação no sul do Líbano. Israel afirma que vai atacar infraestruturas militares do Hezbollah

    As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla inglesa) emitiram um alerta de evacuação aos moradores de Jbaa e Mahrouna, duas cidades no sul do Líbano, antes de realizarem ataques aéreos contra infraestruturas do Hezbollah.

    “As IDF atacarão em breve infraestruturas militares pertencentes à organização terrorista Hezbollah em todo o sul do Líbano, em resposta às suas tentativas proibidas de reconstruir as suas atividades na área”, afirmou o porta-voz das forças israelitas na rede social X.

    “Para própria segurança, devem retirar-se imediatamente e afastarem-se pelo menos 300 metros” dos edifícios usados pelo Hezbollah, acrescentou Adraee.

  • Pelo menos 11 palestinianos feridos em vários ataques de colonos israelitas na Cisjordânia

    Pelo menos 11 palestinianos ficaram feridos em vários ataques de colonos israelitas em diferentes zonas da Cisjordânia, segundo a agência WAFA.

    A norte de Hebron, sete agricultores ficaram feridos depois de colonos do assentamento de Karmei Zur os atacarem com pedras, bastões e gás lacrimogéneo. As vítimas, segundo a mesma agência, foram levadas para um hospital em Halhul.

  • Xi Jinping fornece 86,1 milhões de euros para ajudar a resolver crise humanitária em Gaza

    O Presidente da China, Xi Jinping, afirmou esta quinta-feira que a Pequim irá fornecer mais de 86,1 milhões de euros em ajuda aos palestinianos para “aliviar a crise humanitária em Gaza” e apoiar os esforços de reconstrução, noticia o Times of Israel.

  • Hamas exige que Israel cumpra o acordo de cessar-fogo e reabra a passagem de Rafah nos dois sentidos

    O porta-voz do Hamas, Hazem Qassem, acusou esta quinta-feira Israel de continuar a “cometer massacres” na Faixa de Gaza, incluindo ataques contra civis em tendas, apesar do cessar-fogo em vigor desde outubro.

    Numa declaração citada pela Al Jazeera, Qassem garantiu que o Hamas está a cumprir os termos do acordo, apontando como prova a recente entrega do corpo de um refém, e reiterou o compromisso do grupo em completar a troca de reféns e prisioneiros prevista.

    O porta-voz apelou, ainda, aos mediadores para que exerçam “pressão séria” sobre Israel, exigindo que o país “”pare com as violações” e cumpra as suas obrigações, incluindo a reabertura da passagem de Rafah “nos dois sentidos”.

  • Tropas israelitas "continuarão a agir com força" na Faixa de Gaza, diz ministro da Defesa de Israel

    O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, afirmou esta quinta-feira que o exército irá “continuar a agir com força” na Faixa de Gaza, após cinco soldados israelitas terem ficado feridos num confronto em Rafah, fazendo com que as IDF reagissem com ataques aéreos em Khan Younis.

    Tensão em Gaza. Israel ataca Khan Younis em resposta a confronto em Rafah, enquanto Trump defende cessar-fogo

    As declarações foram feitas durante uma visita aos militares feridos. Katz garantiu que as operações contra a infraestrutura do Hamas irão continuar “até que todos os reféns regressem a casa e as capacidades do Hamas sejam destruídas”.

    O Hamas emitiu, entretanto, um comunicado a condenar o ataque israelita em Khan Younis, chamando a ofensiva de “crime de guerra” e um sinal de “desprezo” pelo acordo de cessar-fogo.

  • Desmantelar a UNRWA "não irá resolver o estatuto de refugiado dos palestinianos", diz Lazzarini

    O líder da agência da ONU para os refugiados palestinianos (UNRWA), Philippe Lazzarini, afirmou esta quarta-feira que acabar com a organização “não irá resolver o estatuto de refugiado dos palestinianos”.

    A UNRWA foi criada após a guerra de 1948 para apoiar cerca de 750 mil palestinianos deslocados, mas tem sido alvo de uma forte campanha de Israel, que proibiu a agência no país. Os Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, também cortaram financiamentos.

    Lazzarini sublinhou, na rede social X, que a solução não passa pelo desmantelamento da UNRWA, mas sim por avanços políticos. “Uma solução política será necessária. Investir na paz é a resposta para pôr fim ao que deveria ser uma situação temporária”, sublinhou.

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