Histórico de atualizações
  • Bom dia, fechamos aqui este liveblog onde ontem seguimos o que de mais relevante se passou no cenário político português, mas continuamos a acompanhar a atualidade política aqui, neste outro liveblog.

    Marcelo profetiza regresso de Costa à política antes de ele mesmo terminar funções em Belém

    Obrigada por estar connosco, até já!

  • Ribeiro e Castro sobre CDS: "Posso estar disponível, mas há coisas que entristecem"

    Ribeiro e Castro diz que não foi convidado por Nuno Melo para encontros no Caldas. Defende que CDS deve mostrar que é capaz de ir sozinho a eleições, mas está a demorar muito tempo a decidir.

    Ribeiro e Castro sobre CDS: “Posso estar disponível, mas há coisas que entristecem”

  • Pedro Nuno tem "consciência" de que o seu discurso de vitória "não foi espectacular"

    O novo líder do PS esteve esta tarde no programa de entretenimento de Júlia Pinheiro, na SIC, onde assumiu que o seu discurso no sábado passado foi muito criticado “pelo menos pelos comentadores”: “Tenho consciência que não foi espetacular. Mas também não era suposto, era um momento de celebração de vitória”.

    “Não é o momento em que preparamos um discurso sobre um programa” eleitoral, disse ainda à apresentadora numa entrevista mais pessoal onde disse que ainda há dois meses “estava a aprender a ser comentador e estava preparado apenas para 2026”.

    Falou dos tempos de criança, em São João da Madeira, onde diz que se sentiu sempre como “um privilegiado”. Estudou na escola pública e foi aí que sentiu “as diferenças sociais”. Filho de um empresário, garante que o seu pai “nunca perdeu a consciência das origens”.

    Trabalhou na empresa da família e diz que, por vezes, “é pior trabalhar em empresas familiares” em que ” a dialéctica com o patrão já não é a do pai”. Deixou esse trabalho para regressar à Assembleia da República, mas mantém que o pai é o seu “ídolo”.

    Foi também confrontado com o “tom assertivo” que tem e responde: “Somos o que somos para o bem e para o mal. Sou assertivo na vida e no trabalho… se calhar tenho de ser mais redondo mas aí teria de me violentar”. Garante, no entanto, não ser “nem arrogante nem fechado”, embora admita que pareça quando está “em modo combate”.

    Quanto à mulher, Catarina Gamboa, diz que não fará parte de campanhas eleitorais — tal como o Observador já tinha escrito. “A Catarina não gosta disto, não gosta não quer e eu respeito isso.”

    A cábula de Pedro Nuno, as selfies e a megalomania. “Nós vamos ganhar a 10 de março. O que é que querem? É verdade”

  • PRR: Isaltino Morais elogia legado de Costa na habitação: "Os não fazedores dizem que somos irritantemente otimistas"

    A inveja é apanágio dos que nada fazem e nunca sonham. Apenas saqueiam e tentam apropriar-se daquilo que os outros fizeram”, sustentou o autarca independentemente e antigo dirigente e ministro do PSD.

    PRR: Isaltino Morais elogia legado de Costa na habitação: “Os não fazedores dizem que somos irritantemente otimistas”

  • António Costa avisa o próximo Governo: "Gostem ou não gostem", vão ter de construir 32 mil casas até 2026 "ou perdemos o dinheiro" do PRR

    António Costa alertou ao novo Governo para que execute o Plano de Recuperação e Resiliência que pretende construir mais 32 mil fogos nos próximos três anos. “Estamos obrigados a cumpri-lo até 2026”.

    António Costa avisa o próximo Governo: “Gostem ou não gostem”, vão ter de construir 32 mil casas até 2026 “ou perdemos o dinheiro” do PRR

  • Santos Silva e Marcelo falam em 2024 "intenso" e "exigente". Presidente acredita na "estabilidade emocional e institucional" do regime

    Augusto Santos Silva está agora a transmitir cumprimentos da Assembleia da República a Marcelo Rebelo de Sousa, como é tradição nesta altura. O Presidente da Assembleia da República fala numa “cooperação institucional e excelência que a pauta” entre os dois órgãos, que são “um grande ativo da democracia portuguesa”, e elogia Marcelo por lhe “acrescentar um tom afetivo e até emotivo”.

    “Será um ano muito exigente do ponto de vista político também para o Presidente da República, mas ano que as instituições e os partidos atravessarão com sageza e harmonia que caracteriza a nossa vivência democrática”, desejou.

    Já Marcelo devolveu os elogios, neste caso frisando o “tom pedagógico” de Santos Silva, as “iniciativas prestigiantes em que se desdobrou” e a dedicação à “política externa, uma realidade nova”.

    “A AR teve uma legislatura muito difícil” notou Marcelo, falando da situação internacional e do papel “de fiscalização muito, muito ativo” ao Governo de maioria absoluta.

    Sobre 2024, Marcelo disse “não poder nem dever dizer mais” do que Santos Silva: “Será um ano muito intenso, cá dentro e lá fora. Lá fora há vereditos que são à sua maneira determinantes na evolução do mundo e Europa – eleições americanas, eleições para Parlamento Europeu, sucessão de acontecimentos que vão marcar o ano de 2024. Internamente, já o disse, o povo decidirá em tempo oportuno e antes, por uma circunstância específica, os açorianos dentro de um mês. O que todos desejamos é que ano de 2024 possa corresponder ao que venha a ser o desejo do povo português e antes disso dos açorianos”.

    Marcelo rematou dizendo acreditar que o clima de “estabilidade emocional e institucional” do regime se manterá. “A democracia é mais forte do que as vicissitudes, que têm a obrigação de a completar e enriquecer, e não a questionar ou desvanecer”.

  • Eduardo Cabrita defende "debate sem dramatismos" sobre o Ministério Público

    O antigo ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, defende que a análise sobre o Ministério Público “não deve ser feita em cima de casos” mas que a justiça “não é uma estrutura independente, é autónoma, e caracteriza-se pela hierarquia” e que deve por isso “respeitar a política criminal definida pelo Governo e pela Assembleia da República”.

    [Ouça aqui a entrevista a Eduardo Cabrita]

    Eduardo Cabrita: “Marcelo fez opção apressada ao convocar eleições”

    Em entrevista ao programa “O Sofá ao Rato”, na Rádio Observador, Eduardo Cabrita acrescenta que o debate sobre o funcionamento do Ministério Público “deve ser feito sem dramatismos”.

    Sobre o futuro do Partido Socialista, em que apoiou Pedro Nuno Santos, o antigo membro da coordenação política de António Costa, entende que “não faz sentido voltar a uma solução anterior a 2014” mas que “esse debate terminou este fim-de-semana” com a escolha de Pedro Nuno Santos, que tem mantido a porta aberta a um acordo à esquerda.

    Quanto ao futuro político, Eduardo Cabrita lembra que “não aceitaria nenhuma função” enquanto decorresse o processo judicial em que estava envolvido, mas que “não devemos ser definitivos sobre o futuro”, agora que tem voltado a marcar presença em iniciativas partidárias e em que foi um apoiante público de Pedro Nuno Santos.

    [Veja aqui a entrevista a Eduardo Cabrita]

  • Montenegro "não tem capacidade de decisão", diz Pedro Nuno

    E acusa o ex-líder de defender uma coligação do Chega: “Aquilo que o líder do PSD também quer mas não consegue assumir”.

    Aproveita a deixa para dizer que Luís Montenegro “não tem capacidade de decisão”. E passa para a localização do novo aeroporto e o grupo de trabalho que quer constituir para decidir sobre o relatório da comissão técnica e independente. “Ainda não esta a governar e já mostra a sua incapacidade de decisão”, conclui.

    E segue para a “linha de alta de velocidade”, dizendo que Montenegro revela uma “profunda incapacidade de decisão”.

    Termina a intervenção neste jantar de Natal do grupo parlamentar do PS a dizer que começa agora “um novo ciclo” e a dirigir-se diretamente a António Costa para afirmar: “Agora é a nossa vez de agarrar a bandeira e continuar o seu trabalho”.

  • Pedro Nuno sobre Passos: "Nunca percebeu que há oito anos, a maioria do povo português rejeitou a sua governação"

    Já quanto à direita, diz que “teria de começar do zero” se chegasse ao poder e lembra o “Corte adicional nas pensões que a direita se preparava para fazer” antes de deixar o poder, em 2015.

    “Não teriam investido no SNS o que o PS investiu” e “deixariam o problema da habitação para o mercado”, atira ainda à direita. “Em vez de um país para todos, teríamos um país de vencidos e vencedores”, resume.

    E acusa a direita de “competir no linguajar” com a extrema direita. E não é só o novo líder, mas também o antigo líder, Pedro Passos Coelho: “Nunca percebeu que há oito anos, a maioria do povo português rejeitou a sua governação”.

  • Pedro Nuno: "Não temos de contrariar nada do que fizemos" e "não vamos começar do zero"

    “É com orgulho neste legado” que Pedro Nuno Santos garante que o PS vai continuar. “Não temos de contrariar nada do que fizemos”, diz o novo líder do PS que assume que o partido tem uma “dívida infinita e eterna” a António Costa.

    De seguida diz que o projeto foi “interrompido” mas que não é isso que faz dele um projeto “inacabado”. “O projeto está inacabado porque essa é a natureza do projeto social-democrata”, diz à sala de socialistas.

    “Não vamos começar do zero, não precisamos de começar do zero. Temos de continuar o trabalho que foi concretizado”, diz do púlpito com Costa sentado numa mesa à sua frente. “Não vamos iniciar um novo ciclo a partir do zero”, diz ainda.

    Aqui dedica o discurso às medida na habitação. Mas também fala na saúde e na educação.

    TOMÁS SILVA/OBSERVADOR

    TOMÁS SILVA/OBSERVADOR

  • Pedro Nuno Santos: anos da geringonça "marcaram-me e definiram-me como político"

    O último a falar no jantar de Natal do PS é Pedro Nuno Santos que começa por sublinhar a António Costa que foi o primeiro líder de federação a declarar-lhe apoio em 2014.

    Lembra os tempos da negociação da geringonça e como quando parecia que, nas reuniões, estava “tudo bloqueado” e Costa dizia sempre: “Então correu muito bem.”

    Diz que guarda “as melhores memórias” da equipa que constituiu no início da era Costa com o primeiro-ministro e Mariana Vieira da Silva. “Foram anos que me marcaram e definiram enquanto político e enquanto homem”, assume.

    “Foi só o início de um percurso fabuloso”, resume dizendo que é momento de avaliar “se Portugal está melhor ou pior” do que há oito anos. E conclui que sim.

  • Costa diz que PSD "tem toda a amargura do mundo" por ter visto PS reduzir dívida com outras políticas

    Dirigindo-se à direita, nomeadamente ao PSD, António Costa diz que “a maior derrota que lhes dá toda a amargura do mundo” é que o PS tenha reduzido a dívida com outras políticas.

    Chama ao PSD o “clube dos profetas da desgraça”, atirando que o PS conseguiu “os resultados que eles gostariam de ter tido, não com as políticas deles, mas com as suas políticas”.

    Termina a pedir numa altura de mudança de líder e em relação ao seu legado: “Assim vamos continuar, para termos bons resultados”.

    TOMÁS SILVA/OBSERVADOR

    TOMÁS SILVA/OBSERVADOR

  • Direita é "contaminada pelo estilo e vocabulário" do Chega, diz Costa

    Agora saúda Santos Silva, sobretudo pelo papel com “a extrema direita” no Parlamento. E diz que a direita que convive com o Chega “não passam a ser racista e xenófoba”, no entanto sublinha: “Mas são contaminados no estilo, no vocabulário, na forma de estar na política e degradam a política”.

    Costa diz mesmo que isso é o que é o “maior perigo para a democracia”.

    Depois cumprimenta cada líder parlamentar desta sua era, bem como os governantes na pasta dos Assuntos Parlamentares, incluindo Pedro Nuno Santos, e começa a falar do seu legado: “Estes oito anos são perturbadores porque começam com a ameaça do diabo e acabam com o prémio Nobel a falar em milagre económico”, diz referindo-se a Paul Krugman.

    Já Costa acredita nas “boas políticas” como a “explicação para o sucesso do PS”.

    TOMÁS SILVA/OBSERVADOR

    TOMÁS SILVA/OBSERVADOR

  • Costa diz que PS" está unido, mobilizado e empenhado para ir para a luta"

    António Costa é o terceiro a falar e começa por confessar saudades de “usar o vocativo”, por chamar secretário geral a outra figura, Pedro Nuno Santos. Nota ainda ser o “último da terceira geração” do partido” a passar o testemunho ao “primeiro da quarta geração”.

    E diz ainda ter “a certeza que todo o partido está unido, mobilizado e empenhado para ir para a luta”.

  • Santos Silva diz que PS está "coeso e determinado" para as legislativas

    É agora a vez do discurso de Augusto Santos Silva, o socialista que preside à Assembleia da República, que diz estar com “confiança de que o PS tenha ótimo desempenho e resultado a 10 de março”. E diz porquê.

    A primeira razão: “Cada vez mais portugueses entendem a enorme injustiça que esta crise política significa para o PS” que “não a criou e em nada contribuiu” para ela, sublinha Santos Silva.

    A segunda razão: “O Centro direita por toda a Europa está refém” das forças de extrema-direita, diz Santos Silva que afirma o que resultado disso é a “instabilidade e o descalabro financeiro”. “O único voto eficaz e seguro” para a extrema direita não ter influência “é o voto no PS”, garante.

    A terceira razão: “O PS tem trabalho feito com resultados”, diz apontando contas públicas, emprego e crescimento da economia. “Estamos unidos, coesos, determinados para ganhar as próximas eleições”, diz por fim Santos Silva, numa intervenção curtíssima daquele que foi apoiante de José Luís Carneiro nas diretas do PS.

    TOMÁS SILVA/OBSERVADOR

    TOMÁS SILVA/OBSERVADOR

  • Eurico Brilhante Dias sublinha travão ao Chega conseguido pela maioria PS

    Na sua intervenção, Eurico Brilhante Dias diz que a dissolução acontece mesmo que “esta maioria em momento algum tenha vacilado” e que só acontece por vontade do Presidente da República.

    “Tínhamos uma encomenda importante. Dizem que os portugueses não gostam de maiorias absolutas. Mas não gostavam de umas maiorias em particular”, refere apontado as maiorias de Cavaco Silva.

    Sobre a maioria do PS diz que ao longo de três Orçamentos do Estado aprovou “mais de 200 propostas de alteração da oposição”, recusando que tenha sido uma maioria que não dialoga. “Foi capaz de se auto impor a obrigação de dialogar”, diz sobre o PS.

    Além disso, diz ainda que foi a maioria do PS que “concretizou a linha vermelha” sobre o Chega: “Connosco não passa”.” Isso só é possível porque esta maioria coesa chumbou” todas as propostas do Chega, “sempre considerando que esse era um sinal central para os portugueses”, diz. E acrescenta que a “extrema direita coloca uma mácula” sobre qualquer proposta que apresente.

    TOMÁS SILVA/OBSERVADOR

    TOMÁS SILVA/OBSERVADOR

    Acaba a assumir que os tempos estão difíceis e a pedir ao novo líder que mantenha o rumo. “Vamos enfrentar eleições difíceis mas dando visibilidade a este legado”, afirmou mesmo antes de agradecer a Costa ter permitido que ficasse à frente da segunda maioria absoluta do PS.

  • Costa no jantar de Natal do PS, agora como "camarada"

    No Centro de Congressos de Lisboa começa agora o jantar de Natal do PS. Na sala estão já Pedro Nuno Santos e António Costa e também José Luís Carneiro. Ainda não houve qualquer cumprimento entre os dois recentes adversários nas eleições internas, ainda que estejam em mesas que estão uma ao lado da outra.

    Começa agora a falara o líder parlamentar Eurico Brilhante Dias que começa a cumprimentar o secretário-geral e o também “camarada António Costa”.

    TOMÁS SILVA/OBSERVADOR

    Foto Tomás Silva/Observador

  • Costa responde a "azedume " de Passos para dizer que "deve ser muito cansativo estar oito anos à espera do diabo"

    António Costa começou por dizer, numa resposta às críticas que Passos Coelho lhe tinha feito esta terça-feira de manhã, que “o azedume não me merece comentário”.

    O primeiro-ministro aproveitou, no entanto, depois para lhe mandar uma farpa: “Deve ser muito cansativo estar oito anos, dia após dia, à espera que o diabo chegue e nunca mais chega. Depois sai isto.”

  • Passos? "Não foi puxão de orelhas ao PSD"

    Secretário-geral do PSD, Hugo Soares, reage aos recados do ex-primeiro-ministro a Luís Montenegro. Pergunta ainda: “Pedro Nuno está confortável com as declarações de Sócrates?”.

    Ouça aqui o “Direto ao Assunto” da Rádio Observador.

    Passos? “Não foi puxão de orelhas ao PSD”

  • Mortágua ataca PSD: "Não é a primeira vez que vemos Passos desautorizar Montenegro e assumir que projeto do PSD é acordo com Chega"

    Mariana Mortágua, líder do Bloco de Esquerda, foi questionada sobre as declarações de Pedro Passos Coelho e passou ao ataque: “Não é a primeira vez que vemos Pedro Passos Coelho desautorizar Luís Montenegro e a assumir que o projeto do PSD é mesmo um acordo com o Chega”.

    “Portugal conhece Pedro Passos Coelho e sabe que Ventura era seu acólito, seu protegido, na mesma altura que Luís Montenegro era líder parlamentar”. Juntando todos na mesma fotografia — “é uma grande família” –, Mortágua atirou: “Foi desalojada do poder em 2015. Perdeu eleiçoes desde então e vai voltar a perder. O país não esquece e não perdoa o que a direita fez. E o BE vai ser parte determinante para a derrota da direita”.

    Esta manhã, questionado sobre as condições que o PSD terá para formar Governo, Passos disse que o futuro “vai depender das estratégias que os partidos venham a definir, e das condições que os portugueses ofereçam aos partidos que terão a responsabilidade de governar”.

    “Espero que ambos tenham uma aguda consciência da importância dos tempos que aí vêm. E que seja possível fazer um governo que tenha autoridade moral, força – que só pode ser dada pelos eleitores – para que se faça o que é necessário fazer”.

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