Momentos-chave
- O que aconteceu até agora?
- Guterres diz que situação "horrível" em Gaza precisa de uma solução de dois estados
- Trump diz que chegou a cancelar ataque ao Irão para que fosse "surpresa" depois de ver informações militares publicadas na CNN
- Israel disponível para "maior flexibilidade" da presença militar na Faixa de Gaza depois do cessar-fogo
- Ministros dos Negócios Estrangeiros de Israel e Síria vão estar juntos na reunião UE-Médio Oriente
- Trump diz que a retirada das forças israelitas de Gaza foi "um dos piores negócios de imobiliário alguma vez feito"
- Trump diz que pode haver novidades para Gaza "em breve"
- Líder da oposição em Israel contesta “cidade humanitária” em Gaza
- Hamas diz que Netanyahu é um "especialista em frustrar rondas de negociação"
- Irão avisa que vai reagir caso sejam reimpostas as sanções da ONU
- Escaramuças causadas por conflitos sectários resultam em mais de 30 mortos na Síria
- Conselheiro de Netanyahu pode ser acusado de fuga de informação sobre Gaza. Primeiro-ministro ataca "decisão miserável" da procuradora-geral
- Planos de "cidade humanitária" terão sido rejeitados por Netanyahu devido a custos e prazo excessivos
- Israel diz ter matado oito combatentes do Hamas e um da Jihad Islâmica
- Ministério da Saúde de Gaza anuncia que número de mortos ultrapassou os 58 mil
- Donald Trump acredita que acordo para um cessar-fogo entre Israel e o Hamas possa acontecer “durante a próxima semana”
Histórico de atualizações
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O que aconteceu até agora?
- O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cancelou um ataque ao Irão após verificar informações militares divulgadas na CNN, optando por adiar a ação para garantir uma surpresa estratégica. O chefe de Estado considerou que os planos divulgados eram detalhados o suficiente para comprometer a eficácia do ataque.
- António Guterres, secretário-geral da ONU, afirmou que a situação na Faixa de Gaza é “horrível” e requer uma solução duradoura baseada na coexistência de Israel e Palestina como dois estados independentes. Esta proposta visa estabilizar a região, respeitando os direitos de ambos os povos.
- O exército israelita continua as suas operações na Faixa de Gaza, com ataques recentes que resultaram na morte de vários membros do Hamas e da Jihad Islâmica. As Forças de Defesa de Israel trabalham em conjunto com a agência de inteligência Shin Bet para enfraquecer as capacidades militares destas organizações.
- A situação humanitária em Gaza permanece crítica, com esforços internacionais para aumentar a entrada de ajuda humanitária. Apesar de sinais positivos, Kaja Kallas, alta representante da União Europeia, destacou que a assistência atual ainda é insuficiente para as necessidades da população.
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Cinco mortos em ataque israelita a campo de refugiados em Gaza
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Guterres diz que situação "horrível" em Gaza precisa de uma solução de dois estados
O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que a situação na Faixa de Gaza era “horrível” e com morte e destruição “sem precedentes na história recente” pelo que precisa de mais que uma trégua a longo prazo.
“É essencial que esse cessar-fogo conduza a uma solução, e essa solução só pode ser possível se tanto os palestinianos como os israelitas puderem ter um Estado onde possam exercer os seus direitos”, disse Guterres, citado pela Al-Jazeera.
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Trump diz que chegou a cancelar ataque ao Irão para que fosse "surpresa" depois de ver informações militares publicadas na CNN
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que cancelou o bombardeamento norte-americano ao Irão um dia antes porque viu os planos militares na CNN e queria que o ataque fosse surpresa.
“Estava a ver a horrível, horrível CNN. Vi que eles tinham basicamente os planos de quando iríamos entrar, quando entraríamos no espaço aéreo do petróleo iraniano e disse: ‘Sabem, isto é estranho’”, disse Trump, tendo questionado um dos generais se não seria melhor se fosse surpresa.
“Eu disse, bem, então deixa-me cancelar e vamos marcar para outra altura… Toda a gente sabia que ia ser cancelado. Eu disse, vamos marcá-lo para exatamente a mesma hora a que era suposto sairmos, no dia seguinte”, acrescentou o líder.
Trump: I watched horrible, horrible CNN. I saw that they had basically the plans of when we're going in, when we would be entering Iranian oil air space and I said, you know, that's weird.. I said, but wouldn't a surprise be better? Yeah, it would be better. I said, well, then… pic.twitter.com/2EiUcoZFla
— Acyn (@Acyn) July 14, 2025
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Apesar de "bons sinais", Kaja Kallas diz que ajuda em Gaza "não é suficiente"
A alta representante da União Europeia para as Relações Externas e a Segurança, Kaja Kallas, disse que, apesar dos “bons sinais de mais camiões a entrar com mais mantimentos para o povo de Gaza, ainda “não é suficiente”.
“Temos de insistir mais para que a aplicação do que acordámos se concretize também no terreno”, acrescentou, citada pela Reuters.
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Israel disponível para "maior flexibilidade" da presença militar na Faixa de Gaza depois do cessar-fogo
Israel está disponível a flexibilizar ou mesmo reduzir presença militar em Gaza durante um cessar-fogo de 60 dias, noticia o Haaretz, citando fontes próximas às negociações na capital qatari de Doha.
Segundo o jornal israelita, os ministros israelitas estão a ponderar atenuar a sua posição sobre militarizar o corredor de Morag, zona tampão de Rafah criada em abril deste ano, durante uma eventual trégua futura.
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Ministros dos Negócios Estrangeiros de Israel e Síria vão estar juntos na reunião UE-Médio Oriente
Os ministros dos Negócios Estrangeiros de Israel e da Síria vão se encontrar em Bruxelas na reunião UE-Médio Oriente, anunciou o representante israelita Gideon Sa’ar, citado pelo Haaretz.
“Congratulamo-nos com a participação do ministro sírio. Estaremos juntos na mesma reunião. Vamos ver o que vai acontecer”, disse.
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"A NATO está a jogar o jogo criado por Trump"
Bruno Cardoso Reis diz que Putin só percebe a linguagem da força e que reunião de Mark Rutte e Trump foi mais uma tentativa da NATO para encaminhar Trump para uma convergência com interesses europeus.
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Trump diz que a retirada das forças israelitas de Gaza foi "um dos piores negócios de imobiliário alguma vez feito"
O Presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou esta tarde que Gaza, de onde os israelitas se retiraram em 2005, foi “um dos piores negócios de imobiliário alguma vez feito”.
Segundo o líder norte-americano, citado pelo Times of Israel, os israelitas “abdicaram da propriedade à beira-mar” naquela altura, algo que “era suposto trazer paz” mas “trouxe o contrário”.
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Trump diz que pode haver novidades para Gaza "em breve"
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as negociações sobre um cessar-fogo na Faixa de Gaza estavam a correr “muito bem”.
“Poderemos ter algo para falar em breve”, afirmou o líder, falando na Sala Oval da Casa Branca numa reunião com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte.
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Líder da oposição em Israel contesta “cidade humanitária” em Gaza
O líder da oposição em Israel, Yair Lapid, classificou hoje como “ideia louca” o plano do governo israelita de construir um acampamento nas ruínas de Rafah, no extremo sul da Faixa de Gaza.
O plano é construir um acampamento que sirva como “cidade humanitária”, para aí concentrar toda a população de Gaza.
“Os seus residentes terão permissão para sair? Se não, como serão impedidos de sair? Haverá uma vedação? Uma vedação normal? Uma vedação elétrica? Quantos soldados a protegerão?”, questionou Lapid durante a reunião semanal do seu partido Yesh Atid no Knesset, o parlamento israelita.
“O que farão os soldados se as crianças quiserem sair da cidade? Quem as alimentará? Quem fornecerá água e eletricidade? O que acontecerá se houver epidemias e doenças? Quem cuidará delas?”, indagou ainda.
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120 pessoas foram mortas em Gaza por ataques israelitas nas últimas 24 horas, diz ministério
120 pessoas foram mortas por ataques israelitas nas últimas 24 horas, informou o ministério da Saúde do enclave palestiniano no Telegram.
Para além das vítimas mortais, 557 pessoas ficaram feridas, de acordo com as autoridades de Gaza.
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Hamas diz que Netanyahu é um "especialista em frustrar rondas de negociação"
O Hamas afirmou esta tarde que o primeiro ministro israelita, Benjamin Netanyahu é um “especialista em frustrar rondas de negociação”, num comunicado emitido esta segunda-feira e citado pelo jornal Haaretz.
Segundo o movimento palestiniano, Netanyahu “não está interessado em chegar a nenhum acordo”, tendo arrastado “o seu exército e o seu povo para uma guerra inútil e sem esperança”.
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Roménia será primeiro país europeu a ter sistema antiaéreo israelita ‘Iron Dome’
A Roménia será o primeiro país europeu a adquirir o sistema antiaéreo israelita ‘Iron Dome’, anunciou hoje o ministro da Defesa, Ionut Mosteanu, referindo que este tipo de armamento vai proteger aeroportos, bases militares e cidades romenas.
“São baterias de mísseis defensivos que não temos e de que precisamos”, declarou Mosteanu numa entrevista à televisão pública romena.
“Quando vimos imagens de Telavive durante o ataque iraniano e observámos o ‘Iron Dome’ em ação, é esse mesmo sistema que também protegerá os nossos aeroportos, bases militares ou, se necessário, as nossas cidades”, acrescentou, referindo-se aos recentes ataques iranianos em solo israelita.
A compra faz parte da estratégia da Roménia para reforçar a segurança nacional, e o contrato, avaliado em 1,6 mil milhões de euros e apoiado por um concurso lançado em 2023, deverá estar concluído este outono, segundo os meios de comunicação locais.
A única empresa que se mantém no processo de concurso é a israelita Rafael, responsável pelo desenvolvimento do sistema.
Por conseguinte, as autoridades romenas declararam-na vencedora, embora o processo de concurso ainda não tenha sido oficialmente concluído.
O sistema ‘Iron Dome’ foi concebido para intercetar mísseis balísticos, foguetes (‘rockets’) e drones em trajetórias de curto alcance e é utilizado em Israel para proteger infraestruturas importantes e áreas urbanas.
Mo?teanu especificou que cerca de 30% do orçamento de defesa da Roménia, o que equivale a 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB), é atualmente destinado a compras militares.
Além do ‘Iron Dome’, a Roménia, que faz fronteira com a Ucrânia, planeia adquirir mísseis e corvetas de curto alcance e deseja participar em projetos conjuntos, como o sistema antiaéreo portátil Mistral 3 Manpad.
A variante selecionada do sistema ‘Iron Dome’, o ‘Spyder’, substituirá tanto os antigos sistemas soviéticos ainda em uso como os veteranos sistemas americanos ‘Hawk’.
Serão integrados numa defesa em camadas que já inclui os sistemas ‘Patriot’ de longo alcance e o escudo antimíssil dos EUA localizado na base de Deveselu.
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Irão avisa que vai reagir caso sejam reimpostas as sanções da ONU
O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão afirmou esta segunda-feira que o país vai reagir à reimposição de sanções da ONU, sem explicitar que ações irá tomar se isso acontecer.
Em causa está a informação avançada na semana passada por uma fonte diplomática francesa à Reuters, dizendo que as potências europeias teriam de restabelecer as sanções da ONU contra o Irão, ao abrigo do chamado “mecanismo snapback”, se não houvesse um acordo nuclear que garantisse os interesses de segurança europeus.
O “mecanismo snapback”, escreve a mesma agência noticiosa, é um processo que automaticamente reimporia as sanções da ONU a Teerão ao abrigo de um acordo nuclear de 2015 que levantou as medidas em troca de restrições ao programa nuclear do Irão.
“A ameaça de utilizar o mecanismo snapback carece de base jurídica e política e será recebida com uma resposta adequada e proporcional da República Islâmica do Irão”, disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Esmaeil Baghaei.
Esse acordo de 2015 foi assinado com um conjunto de países que ficou determinado com o nome Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês). Ficou então explicitado que, se as partes não conseguissem resolver as acusações de “incumprimento significativo” por parte do Irão, o processo do “mecanismo snapback” poderia ser desencadeado pelo Conselho de Segurança da ONU, composto por 15 membros.
Sem dar mais detalhes, o mesmo porta-voz acusa agora os países europeus de cometerem “eles próprios violações graves e fundamentais das suas obrigações ao abrigo do JCPOA”, apesar de estarem sempre a “tentar utilizar” o “mecanismo snapback” como “uma ferramenta” de pressão.
“Não cumpriram os deveres que assumiram no âmbito do JCPOA, pelo que não têm qualquer legitimidade legal ou moral para recorrer a este mecanismo”, atirou.
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Escaramuças causadas por conflitos sectários resultam em mais de 30 mortos na Síria
O Ministério do Interior da Síria informou esta segunda-feira que mais de 30 pessoas foram mortas e 100 ficaram feridas devido a confrontos armados na cidade síria de Sweida.
A motivação para estes confrontos terá origem sectária, já que Sweida é uma cidade predominantemente drusa, uma minoria etnorreligiosa, e os ataques terão envolvido muçulmanos sunitas.
De acordo com a agência Reuters, a violência entre ambas as partes eclodiu após uma vaga de raptos, incluindo o rapto de um comerciante druso na sexta-feira. Entretanto, o Ministério do Interior sírio declarou que as suas forças vão iniciar uma intervenção direta em Sweida para resolver o conflito.
A mesma agência recorda que em abril passado, registaram-se também confrontos entre combatentes sunitas e drusos armados residentes em Jaramana, a sudeste de Damasco, que mais tarde se estenderam a outro distrito perto da capital da província.
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Não há data para reunir com os EUA sobre programa nuclear, afirma Irão
Em declarações à Agence France-Press — citadas pelo Times of Israel — o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmaeil Baqaei, rejeita existir, para já, uma data marcada para uma reunião entre o ministro que representa, Abbas Araghchi, e o enviado dos EUA, Steve Witkoff, sobre o programa nuclear de Teerão.
“Por enquanto, não foi determinada nenhuma data, hora ou local específico relativamente a este assunto”, afirmou.
Recorde-se que o Irão já tinha iniciado negociações com os Estados Unidos antes de Israel ter iniciado os ataques às suas instalações nucleares no mês passado — sendo que depois Washington também se juntou na ofensiva.
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Conselheiro de Netanyahu pode ser acusado de fuga de informação sobre Gaza. Primeiro-ministro ataca "decisão miserável" da procuradora-geral
Um dos conselheiros do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, pode enfrentar a acusação de crimes contra a segurança do estado, noticiou a imprensa israelita este domingo, citada pela Reuters.
Em causa está o facto de Jonatan Urich — um dos envolvidos no escândalo Qatargate — ter, em conjunto com outro assessor de topo, alegadamente extraído informações secretas do exército israelita, divulgando-as ao jornal alemão Bild.
Segundo a Procuradora-Geral Gali Baharav-Miara — que tem estado em choques contínuos contra o governo israelita — a intenção de Urich era moldar a opinião pública sobre Netanyahu e influenciar o discurso sobre o assassinato de seis reféns israelitas pelos seus captores palestinianos em Gaza no final de agosto de 2024.
Segundo Baharav-Miara, Urich terá assim colocado em causa a segurança do estado. Entretanto, o conselheiro — que nega qualquer irregularidade no caso — aguarda uma audiência.
Entretanto, o gabinete de Netanyahu reagiu esta segunda-feira à acusação, considerando-a politicamente motivada.“Trata-se de uma medida sem fundamento — destinada a servir uma agenda diferente, não o interesse público”, lê-se numa publicação na rede social X.
ההודעה המחפירה של היועצת המשפטית לממשלה על הכוונה להעמיד לדין את יונתן אוריך, דווקא בעיתוי הנוכחי, היא החלטה אומללה שמעוררת תהיות כבדות.
אני מכיר את הפרטים, ואני קובע באופן חד וברור: לא הייתה כל פגיעה בביטחון המדינה. יונתן לא פגע בביטחון המדינה.
מדובר במהלך מופרך, חסר שחר-…
— Benjamin Netanyahu – בנימין נתניהו (@netanyahu) July 14, 2025
“A declaração vergonhosa da Procuradora-Geral… especialmente nesta altura específica, é uma decisão miserável que levanta sérias preocupações”, afirma ainda. “Estou a par dos pormenores e afirmo clara e inequivocamente: não houve qualquer prejuízo para a segurança do Estado. Jonatan não prejudicou a segurança do Estado”, termina o primeiro-ministro.
Este choque público decorre quando a audiência de um painel governamental marcada para avaliar o potencial despedimento de Baharav-Miara se prepara para decorrer.
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Explosão em edifício residencial em Qom, no Irão, causa pelo menos sete feridos. Incidente não terá sido causado por Israel
Uma explosão num edifício residencial feriu sete pessoas no bairro de Pardisan, na cidade de Qom. A informação está a ser avançada pela agência noticiosa semioficial iraniana Fars, citada pela Reuters.
Tendo em conta o conflito armado do último mês e meio entre o Irão e Israel, poderia existir uma suspeita de que a explosão tivesse sido causada por Telavive, mas uma fonte anónima citada pela Fars, afirma não se tratar de um ataque israelita.
“Quatro unidades residenciais ficaram danificadas com a explosão. As primeiras avaliações mostram que a causa do incidente foi uma fuga de gás, e o acompanhamento que estamos a fazer é nesse sentido”, disse à Fars, por outro lado, o diretor dos bombeiros de Qom.
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Planos de "cidade humanitária" terão sido rejeitados por Netanyahu devido a custos e prazo excessivos
Benjamin Netanyahu e o seu governo ter-se-ão reunido este domingo com membros das Forças de Defesa de Israel (IDF), onde foi apresentado o plano de estabelecer uma “cidade humanitária” em Rafah.
O plano, discutido numa reunião do gabinete de segurança de Netanyahu, terá sido rejeitado pelo primeiro-ministro israelita por considerar que o prazo para a conclusão desta “cidade humanitária” não é “razoável”, adianta o Haaretz.
Segundo o jornal israelita Ynet — citado pela Al-Jazeera —, dessa reunião sabe-se que foi proposto um prazo de “mais de um ano” para a conclusão dessa cidade, e que custaria entre 10 a 15 mil milhões de dólares.
O mesmo órgão avança que Netanyahu terá ficado “furioso” com tais valores, ordenando as IDF a apresentar um plano “mais curto, mais barato e mais prático”.
Como foi adiantado na semana passada, esta “cidade humanitária”, na sua atual conceção, deveria ser criada a partir das ruínas de Rafah, no sul de Gaza, e, uma vez dentro da dita cidade, os palestinianos não poderão sair, exceto para ir para outros países, o que levou a críticas de que se trataria de um “campo de concentração”.