Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Bom dia!

    Este liveblog fica por aqui. Pode continuar a acompanhar os desenvolvimentos das tensões internacionais neste novo artigo em direto que agora abrimos.

    Coreia do Norte promete apoio “inabalável” à Rússia em “guerra sagrada” contra a Ucrânia

  • Chefe de segurança iraniano avisa: "Sem conversas até que as condições do Irão sejam cumpridas"

    O secretário do Conselho Nacional de Segurança do Irão, Mohsen Rezaei, afirmou que o país não vai negociar com os Estados Unidos até que as reivindicações de Teerão sejam ouvidas e avisa que a contenção de danos sobre o conflito “não vai parar o que está por vir”.

    “Não se deixem distrair pelos sinais contraditórios do presidente dos Estados Unidos — de “sem negociações” a “estamos prontos para conversar”. Os riscos em torno do petróleo e dos estreitos mudaram, refere numa publicação nas redes sociais. “Sem conversas até que as condições do Irão sejam cumpridas. Ponto final!”, conclui.

  • Reino Unido estará a ponderar ajudar Arábia Saudita a combater os houthis

    O primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham estará a ponderar ajudar a Arábia Saudita a combater os houthis, por receio do efeito que o conflito possa vir a ter na economia britânica. A informação é avançada por pessoas familiarizadas com o assunto à Bloomberg.

    De acordo com as fontes, Downing Street terá recebido pedidos da Arábia Saudita para “uma série de apoio diplomático e militar”, incluindo apoio operacional para combater os houthis ao longo da costa iemenita do Mar Vermelho até ao Estreito de Bab el-Mandeb.

    O pedido também incluía a proteção das infraestruturas petrolíferas sauditas, que têm sido especialmente visadas pelos houthis desde a imposição do bloqueio naval, a 20 de julho.

  • Estados Unidos impõem sanções a instituição financeira russa por ajudar a contornar as sanções iranianas

    O Departamento do Tesouro norte-americano anunciou sanções à instituição financeira russa VTB Bank por ajudar o Irão a contornar as sanções. As ações incluíam abertura de filiais do VTB Bank no Irão e o estabelecimento de relações com bancos iranianos sancionados, sobretudo a partir de 2025, assim como a movimentação de ativos congelados.

    “O VTB Bank tomou medidas para movimentar mil milhões de ativos iranianos congelados e criou um sistema de liquidação para moedas nacionais por meio de contas de correspondentes em riais iranianos e rublos russos com o objetivo de aumentar o comércio bilateral”, refere o departamento, em comunicado.

    O secretário do Tesouro, Scott Bessent, promete continuar a sancionar entidades que tenham ou tiveram relações com o Irão e que não vai “tolerar qualquer apoio” ao regime iraniano.

    “Sob a Operação Pária Económico, o Departamento do Tesouro continuará a atingir e perturbar aqueles que fornecem apoio material, tecnológico ou financeiro que permite ao regime iraniano sustentar o seu empreendimento terrorista”, garantiu numa publicação nas redes sociais.

  • Drone abatido na Lituânia após mobilização de caças da NATO

    Foi abatido um drone em Kaunas, na Lituânia, trinta minutos após ter sido avistado e ter obrigado ao destacamento de caças da NATO.

    O drone terá entrado na Lituânia através da Bielorrússia e, de acordo com as autoridades, foi o primeiro a ser abatido em território lituano, refere a televisão pública lituana LRT.

    “Um drone que acabou de entrar no espaço aéreo lituano foi destruído por caças da NATO. Agradeço ao pessoal aliado pela sua resposta rápida”, afirmou Gitanas Nausėda, Presidente da Lituânia, nas redes sociais.

    (Atualizado às 23h30, com a publicação do Presidente da Lituânia)

  • Presidente do Irão garante que Líder Supremo está vivo e acusa Estados Unidos de dificultarem negociações

    O Presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, garantiu que o Líder Supremo do país, Mojtaba Khamenei, está vivo e a trabalhar e que os rumores da sua morte foram espalhados devido ao facto de não conseguir ser localizado.

    “Graças a Deus, o nosso Líder Supremo está vivo […] e está a fazer o seu trabalho no mesmo enquadramento. Uma vez que eles [os norte-americanos] não podem localizar o seu lugar exato, eles estão a espalhar especulações sobre o nosso Líder Supremo”, afirmou em entrevista ao jornal indiano Indian Today.

    Pezeshkian acusou ainda os Estados Unidos de “mentirem” sobre a aspiração iraniana em produzir uma arma nuclear, afirmando que, se tal correspondensse à verdade, não seriam membros do Tratado de Não-Proliferação Nuclear, e questiona porque é que o arsenal nuclear israelita não é colocado em causa.

    Além disso, afirmou que Washington tem dificultado as negociações, e assegura que as exigências de Teerão continuam as mesmas das que foram feitas quando foi assinado o memorando de entendimento.

  • Trump disse haver acordo entre Rússia e Ucrânia para suspender ataques a infraestruturas energéticas. Zelensky fala de "forte proposta"

    O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, garantiu que vai suspender os ataques às infraestruturas energéticas russas se Moscovo fizer o mesmo. No entanto, ao contrário do que afirmou Donald Trump, que tinha dito que havia um acordo entre a Rússia e a Ucrânia, Zelensky refere-se a uma “forte proposta” e não a um entendimento alcançado.

    “Há agora uma forte proposta dos Estados Unidos para uma suspensão mútua de ataques a infraestruturas críticas. Se este puder tornar-se o primeiro passo para a desescalada – um passo para acabar com os ataques russos à nossa infraestrutura crítica e os nossos ataques em resposta – então a Ucrânia está pronta para apoiar a desescalada”, garantiu no seu discurso diário, publicado nas redes sociais.

    Hoje, Donald Trump anunciou que a Ucrânia e a Rússia tinham chegado a um acordo de suspensão de ataques mútuos contra as infraestruturas energéticas um do outro.

  • Ataques israelitas no sul do Líbano destroem escola e atingem perímetro da UNIFIL

    As Forças Armadas israelitas intensificaram os ataques no sul do Líbano ao longo do dia de hoje. Em Kafr Tibnit, a escola Mahmoud Fakih foi destruída, referem a Agência Nacional de Notícias libanesa e o canal de televisão MTV.

    O perímetro da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL, sigla inglesa), em Hanin, foi atingido durante um bombardeamento. A cidade de Mansouri foi também alvo de bombardeamentos, tendo também sido registados ataques de artilharia perto do Castelo de Beaufort.

  • Irão denuncia ataques com drones a dois barcos de pesca

    O vice-governador da província iraniana de Hormozghan afirmou que foram registados ataques com drones a dois barcos de pesca junto ao porto de Kargan, no sul do país. A informação é avançada à agência de notícias iraniana IRIB, citada pela Al Jazeera.

    Estão a ser realizadas operações de busca pelos pescadores que se encontravam nos barcos no momento do ataque.

  • Comando Central dos Estados Unidos acusa Guarda Revolucionária de mentir sobre navio atingido por minas. Está inoperacional há um mês

    O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM, sigla inglesa) acusou a Guarda Revolucionária Islâmica de mentir sobre o navio-petroleiro atingido por minas no Estreito de Ormuz. Afirma que a embarcação está inoperacional desde o mês passado e que está a ser rebocado.

    “O petroleiro El Gaia, com bandeira do Panamá, foi atingido por um míssil iraniano no mês passado, ficando inoperacional. Este fim de semana, o Irão voltou a atingir o petroleiro com um drone enquanto o navio se encontrava em águas ao largo da costa de Omã. O petroleiro está atualmente a ser rebocado por um parceiro regional”, refere o CENTCOM nas redes sociais.

    O Comando Central afirma que a alegação da Guarda Revolucionária é “mais um exemplo das suas mentiras e tentativas de intimidação” e acusa o órgão de tentar impedir a passagem de embarcações comerciais no estreito.

    Hoje, o navio-petroleiro incendiou-se após ter colidido com minas no Estreito de Ormuz, enquanto navegava na rota sul, proibida pelo Irão.

  • Navio-petroleiro incendiou-se após atingir minas no Estreito de Ormuz, diz Guarda Revolucionária

    A Guarda Revolucionária Islâmica afirmou que um navio-petroleiro se incendiou após ter colidido com minas no Estreito de Ormuz. A embarcação estaria a atravessar a rota sul, proibida pelo Irão.

    “O navio-petroleiro ‘El Gaia’, que pretendia atravessar a área proibida no sul do Estreito de Ormuz, explodiu ao colidir com minas navais e todo o petroleiro ficou envolvido em chamas”, refere o órgão à agência de notícias iraniana Fars.

    A Guarda Revolucionária Islâmica avisou para os riscos de navegação pela rota sul e afirma que o Estreito está sob o controlo do Irão.

  • Governo internacionalmente reconhecido do Iémen diz que atacou alvos dos houthis ao longo do Mar Vermelho e do Estreito de Bab al-Mandeb

    As Forças Armadas do Governo internacionalmente reconhecido do Iémen afirmaram nas redes sociais que atacaram alvos dos houthis em Dhubab e al-Khokha, ao longo do Mar Vermelho e do Estreito de Bab al-Mandeb.

    “Al-Khokha é uma cidade costeira e distrito na província de Hodeidah, a 163 quilómetros a sul da cidade de Hodeidah. Dhubab é uma pequena cidade costeira na província de Taiz, no Estreito de Bab al-Mandeb”, refere a Al Jazeera.

  • Oposição russa no exílio junta-se para pedir voto contra Putin e a guerra

    A oposição russa no exílio uniu-se para pedir um voto “contra Putin e a guerra” na Ucrânia, a uma semana das eleições legislativas, nas quais o partido do Kremlin procura revalidar a maioria constitucional.

    “Vão votar, não deem o voto a esses ladrões e assassinos, votem contra a Rússia Unida. Isso significa votar contra [o Presidente russo Vladimir] Putin e a guerra”, disse Yulia Navalnaya, viúva do falecido líder da oposição Alexey Navalny, num vídeo no YouTube.

    Navalnaya anunciou um acordo com o ativista e comentador popular Maxim Kats para recomendar aos russos os candidatos em que votar, de modo a subtrair assentos ao partido Rússia Unida, de Putin – que controla mais de dois terços dos 450 lugares na Duma ou câmara dos deputados – no que é conhecido como o “voto inteligente”.

    No vídeo, afirma que a 20 de setembro “há uma verdadeira oportunidade de deixar candidatos do Rússia Unida que apoiam a guerra sem mandato”, incentivando por isso à votação no domingo e, se possível, com boletim, uma vez que a oposição associa o voto eletrónico a fraude.

  • "Trump não pode mercantilizar o voto"

    Helena Ferro Gouveia critica a promessa de 5 mil dólares de Donald Trump como tentativa de suborno. Alerta ainda que o ataque russo a 2 km da Polónia é uma provocação. Ouça aqui o novo episódio de Gabinete de Guerra da Rádio Observador.

    “Trump não pode mercantilizar o voto”

  • The Guardian condena "resposta autoritária" israelita ao documentário Naza

    O jornal britânico The Guardian, um dos produtores do documentário Naza, condenou a receção que o filme teve junto do poder político israelita e garante que vai defender a equipa dos ataques que tem recebido.

    “The Guardian está perturbado ao ver a resposta autoritária à NAZA em Israel. Yuval Abraham e Rachel Szor são corajosos jornalistas e cineastas. Os ataques contra eles vêm de pessoas que ainda não viram o filme”, afirma o jornal em comunicado.

    O jornal sublinha que o documentário é fruto de três anos de investigação jornalística e que os testeminhos mostrados são “verdadeiros” e que “devem ser ouvidos”.

    Ontem, o ministro da Cultura israelita afirmou que vai retirar a cidadania dos jornalistas Yuval Abraham e Rachel Szor, que participaram no documentário, acusando-os de “traição”.

  • Moscovo não vê a Suíça como lugar "neutro" para realizar de negociações sobre a Ucrânia, diz vice-chefe da diplomacia russa

    O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Alexander Grushko, rejeitou a realização de um encontro com a Ucrânia e os Estados Unidos na Suíça, por considerar que o país carece de “neutralidade” para ser palco de negociações para o fim da guerra na Ucrânia.

    “Já dissemos repetidamente que, infelizmente, resta pouco da neutralidade suíça tal como a conhecemos”, afirmou à agência de notícias russa TASS.

    Grushko sublinha que Genebra “não pode, naturalmente, ser considerada, em resultado das ações tomadas pelo governo e pelos círculos governantes da Suíça”, acusando o país de ser um membro associado da NATO.

    Em fevereiro, Genebra recebeu uma ronda negocial trilateral. As negociações, consideradas “tensas“, aconteceram em simultâneo com a continuação de ataques russos à Ucrânia.

  • Netanyahu apelida documentário Naza de "intolerável"

    O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, lamentou o lançamento do documentário Naza, sobre os alegados crimes cometidos na Faixa de Gaza pelas tropas israelitas, com recurso a inteligência artificial, considerando o filme “intolerável”.

    “Estamos a combater a incitação ao ódio antissemita a nível global, mas quando vem de dentro, de entre nós, é simplesmente intolerável”, afirmou num vídeo publicado nas redes sociais.

    O documentário, apesar de ter recebido a maior ovação de sempre no Festival de Veneza, tem sido condenado em Israel, por praticamente todos os líderes políticos. Ontem, o ministro da Cultura israelita afirmou que vai retirar a cidadania dos jornalistas Yuval Abraham e Rachel Szor, que participaram no documentário, acusando-os de “traição”.

  • Vance afirma que os Estados Unidos têm estado em "conversas diretas" com os houthis

    O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou que os norte-americanos estão em contacto direto com os houthis do Iémen, numa altura em que os rebeldes controlam pontos-chave no Mar Vermelho e no Estreito de Bab al-Mandeb.

    “Temos estado em contacto constante com os emiradenses, os sauditas e outros que estão afetados na região […]. Também temos estado em conversas diretas com os próprios houhtis”, afirmou aos jornalistas no Kansas, antes de um comício eleitoral.

    Vance garante que os Estados Unidos estão a “monitorizar” a situação regional, que considera “muito fluída e dinâmica”.

  • Pezeshkian acusa EUA de quererem provocar colapso interno do Irão através de sanções

    O Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, acusou esta segunda-feira os Estados Unidos de procurarem provocar o “colapso social” do Irão através das sanções e das restrições impostas ao país.

    “Os Estados Unidos pretendem provocar um colapso social através dos problemas e restrições que impuseram”, afirmou Pezeshkian durante um evento no Ministério do Trabalho, em Teerão.

    O Presidente iraniano acusou também alguns iranianos que vivem no estrangeiro de colaborarem com os adversários do Irão e de tentarem fomentar a instabilidade no país. “Alguns iranianos no estrangeiro, alinhados com o inimigo, procuram incitar a população dentro do país”, afirmou, citado pela Al Jazeera.

  • Zelensky diz que Ucrânia está disponível para deixar de atacar infraestruturas energéticas russas

    O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou esta segunda-feira que a Ucrânia está disponível para deixar de atacar infraestruturas energéticas russas, desde que Moscovo faça o mesmo e os aliados ocidentais garantam o cumprimento de um eventual acordo.

    Numa mensagem publicada nas redes sociais, Zelensky disse que Kiev propôs aos seus parceiros que assegurem um entendimento com a Rússia para pôr fim aos ataques contra infraestruturas críticas.

    “Se os nossos parceiros estiverem preparados para garantir uma verdadeira vontade da Rússia de não atacar a nossa eletricidade, outras instalações energéticas, infraestruturas críticas e a circulação de alimentos, então estamos obviamente preparados para garantir, em troca, a ausência dos nossos ataques”, afirmou.

    O Presidente ucraniano sublinhou, contudo, que Kiev não tem garantias de que a Rússia esteja disposta a cumprir um eventual acordo. Defendeu, por isso, que qualquer entendimento deve ser “fiável e duradouro”, e não apenas uma pausa temporária que permita a Moscovo obter benefícios económicos.

    Zelensky considerou ainda que uma redução dos ataques contra infraestruturas críticas poderia constituir um “primeiro passo para a paz” e pediu aos aliados algo concreto que permitam garantir o acordo.

1 de 3