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Gabinete de Guerra na Rádio Observador. Hoje contamos com a análise da especialista em Relações Internacionais, Helena Ferro Gouveia. Boa noite. Muito obrigado por ter aceitado o nosso convite.
Olá, muito boa noite e obrigada pelo convite.
Hoje houve um ataque aéreo por parte da Rússia a um comboio na Polónia, onde alegadamente estaria o ex-primeiro-ministro inglês e o primeiro-ministro do Brexit, Boris Johnson, e também estava o ex-chefe da CIA, David Petraeus. O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia diz que isto é um sinal de que Putin está a bater à porta da União Europeia e da NATO. A minha pergunta é muito simples: na sua opinião, por quê e o que quer dizer este ataque?
Este ataque vem na sequência de um conjunto de provocações já feitas pela Federação Russa a vários países da União Europeia e também integrantes na NATO. Olhemos para este ataque. O ataque teve lugar a dois quilômetros da fronteira polaca, na ligação de comboio que sai de Lviv e que vai depois até Kyiv, e que normalmente é utilizada por políticos, por diplomatas, por jornalistas, uma vez que não há espaço aéreo aberto, portanto, os políticos não se podem deslocar pelas vias normais. Habitualmente vão neste comboio. E era um comboio que levava não apenas os ucranianos normais ou os humanitários que vão prestar ajuda, levava um conjunto de diplomatas de alto nível, desde Boris Johnson, que foi primeiro-ministro britânico e é um dos mais fiéis apoiantes da Ucrânia desde o primeiro momento. Tinha o David Petraeus também, o ex-chefe da CIA, tinha os conselheiros de segurança francês e alemão, e tinha um conjunto de outros diplomatas que tinham estado juntos na cimeira que houve em Kyiv de alta. Nós vemos aqui claramente uma ação intencional da Federação Russa de provocação. Provocação jogando com aquele que também é um fator que se tem na guerra, que é o fator percepção e o fator medo. Se os ataques a bases da NATO, os ataques como aquele que aconteceu em Leipzig, no aeroporto, e que hoje os jornais alemães já davam conta que um dos elementos envolvidos nesse ataque, que era um oficial do GRU, dos serviços secretos militares russos, a ligação à Rússia está mais do que documentada. Se esses ataques visam explorar aquela que é a capacidade de reação, a capacidade de defesa da NATO, este tipo de ataques visam aqui provocar, causar irritantes, pôr pressão sobre a diplomacia. Há claramente aqui uma intencionalidade. Por que agora? Porque nós voltamos a ouvir conversas a propósito de um encontro entre Zelensky e Vladimir Putin. Zelensky propõe que haja um encontro em dezembro à margem da cimeira do G20 em Miami. Putin diz que este encontro só teria lugar se Volodymyr Zelensky se deslocasse a Moscovo, o que obviamente o país agredido ou o líder do país agredido não poderia fazer. E depois, quando nós olhamos para aquelas que são as exigências russas, mantêm-se, isso pela voz de Lavrov, pela voz de Peskov, todos os porta-vozes do executivo russo mantêm-se exatamente as mesmas, não há aqui nenhuma alteração de posição negocial. Isto surge também num momento em que nós ouvimos o presidente norte-americano, Donald Trump, a criticar a Ucrânia pelos ataques que está a fazer a infraestruturas energéticas e a refinarias e de gasóleo, porque tentando desviar aqui as atenções daquilo que se passa no Médio Oriente e sobretudo com o encerramento do Ormuz e de Bab-el-Mandeb, tentando desviar as atenções e dizendo que a Ucrânia que é responsável pela subida do preço dos combustíveis, quando nós sabemos que é um dos motivos, mas não é o motivo. Explorando tudo isto e de uma forma hábil, a Federação Russa resolveu aqui fazer mais uma provocação, e mais uma provocação na fronteira de um dos países que é mais hostil com a Rússia e que mais vocal tem sido em expressar aquilo que é a ameaça russa à Europa.
Em reação a este ataque ao comboio na Polónia, Mark Rutte, secretário-geral da Aliança Transatlântica, diz que este ataque apenas demonstra que Putin está desesperado. Já falamos aqui algumas vezes, a Helena certamente se lembra, desse desespero, da história de que Putin diz que se não ganhar a guerra, eles matam, esse eles sendo os tais siloviki que substituíram a oligarquia russa e que têm estado cada vez mais impacientes com Vladimir Putin. Não vamos entrar nessa história, já falamos bastantes vezes sobre isso, mas a Helena acha que Putin está, de facto, desesperado? E pergunto-lhe também o quão perigoso para a Europa é que pode ser este desespero.
Putin é perigoso para a Europa e já o era desde a altura em que agrediu a Geórgia, e 2014, quando invadiu a Crimeia e anexou ilegalmente a Crimeia. Este ato que nós assistimos ontem é um ato também de intimação, além de ser um crime de guerra, porque é um ataque contra um comboio de passageiros. Isto parece-me ser bastante claro. Mas a questão aqui é uma tentativa de intimação de alguém que está bastante preocupado com aquilo que lhe está a acontecer. E nós vimos aqui o que se tenta fazer é impedir que a Europa e que o Ocidente e que esta coligação de vontades continue a apoiar a Ucrânia e, sobretudo, minar aquilo que é a unidade interna, no momento em que ele percepciona que há agora um conjunto de partidos pró-russos na Europa que estão a ganhar eleições. Eu dou o caso da AFD na Alemanha, que venceu na Saxonia-Anhalt e tem a hipótese agora, no dia 20, de vencer em mais um estado federal alemão, mas sobretudo estará a olhar para o que se passará em França e que a possibilidade, que é realista, de vermos Marine Le Pen ocupar a presidência francesa. Há aqui o explorar de todas as debilidades. A Federação Russa especializou-se ao longo destes anos todos em dividir o Ocidente, apoiando tudo aquilo que são grupos e grupúsculos que permitam fragmentar fomentar esta divisão. E não é à toa que tanto apoia partidos de extrema-direita, como apoia partidos de extrema-esquerda. E nós, por exemplo, recordamos em Paris, e isto também ficou documentado quando apareceram uma série de inscrições antissemitas nos cemitérios judaicos e nas paredes judaicas, que tinha sido uma operação russa. Portanto, tudo aquilo que vise fomentar o ódio, a desunião, o rasgar do consenso social na Europa, está a ser fomentado pela Rússia, no momento em que a guerra não lhe corre de feição. Nós estamos no quinto ano da guerra e aproximamo-nos a passo largo de entrar no sexto, uma vez que em 22 de fevereiro fazemos cinco anos. Entramos no sexto ano de guerra, que é a guerra mais longa que a Primeira Guerra Mundial e está a ter um impacto brutal sobre a federação russa. Daí vermos este desespero. Desespero este que se pode traduzir em cada vez mais ataques e num Putin cada vez mais perigoso, mas eu já ando a dizer isto há muito tempo, porque muitas vezes as pessoas em situações de desespero, em situação de perceberem que não vão conseguir os seus objetivos, poderão tomar decisões políticas. A Rússia não tem ali ninguém, o sistema político assenta em Vladimir Putin e nos seus homens e mulheres de confiança. Quando não são confiança, eles são afastados, desaparecem, caem de janelas, são envenenados, há assim uma série de mortes estranhas. Todo o sistema político gira em torno de Putin, e se Putin cair, é um castelo de cartas que cai por ali abaixo. E, portanto, ele está preocupado, sobretudo, com uma coisa neste momento, que é a manutenção do poder. A sua manutenção no poder depende deste conflito. Por isso ele fará tudo para tentar sair de alguma forma vitorioso ou ter aqui uma saída airada.
E essa também a divisão na Europa, por exemplo, a AFD é a favor que a Alemanha saia da União Europeia. Se a Alemanha saísse, uma das grandes superpotências na Europa em termos financeiros, em termos militares, saísse da União Europeia, também seria um grande problema. Falamos agora de um acordo também entre a Rússia e a Ucrânia para pararem com ataques a infraestruturas energéticas. Foi o que anunciou Donald Trump na rede social Truth Social. Elena, acha que este acordo vai ser cumprido? E se não, qual é que acha que vai ser o primeiro país a quebrá-lo?
Essa é uma excelente pergunta. Já houve, ao longo destes anos, vários acordos ou várias tentativas neste sentido e depois que nunca foram, de parte a parte, respeitadas. Há aqui, sobretudo, a preocupação do lado ucraniano com o inverno, porque o inverno é rigoroso e têm estado a ser atacadas todas aquelas que são as infraestruturas que permitem o aquecimento, que permitem a eletrificação, que permitem os hospitais funcionar, as escolas funcionar. Há esse tipo de infraestruturas que está aqui em causa. Do lado russo, há aqui a preocupação, sobretudo, com a questão do combustível e com a questão das refinarias e do petróleo, porque de um lado é necessária aquela que é a logística militar e, por outro lado, é uma das grandes fontes de rendimento ou um dos pilares da economia russa e também está a ter aqui um impacto muito grande. Agora eu estou sempre muito cética. Primeiro, estou sempre cética em relação aos anúncios feitos por Donald Trump, que iria acabar a guerra em 24 horas e, como nós sabemos, a guerra continua. Depois, porque ele tem um estilo muito hiperbólico e às vezes os anúncios dele depois não correspondem àquilo que de fato é a realidade. Se este for o primeiro passo para termos aqui uma negociação, porque os canais de negociação naturalmente que continuam abertos e continuam a funcionar, têm permitido a troca de prisioneiros. Há canais de negociação também entre os serviços secretos. Os canais continuam sempre. Agora, se isto permitiria dar-se um passo no sentido de uma negociação política, diplomática, uma coisa mais formal, não sei, tenho mesmo muitas dúvidas.
Falamos agora de Donald Trump e vamos mesmo para Donald Trump. Vamos falar do conflito no Médio Oriente, por fim. Donald Trump diz que o Irão quer chegar a um acordo rapidamente. Ora, como a Elena dizia, normalmente tem dificuldade em acreditar nestas declarações de Donald Trump. Muitas vezes também é hiperbólico, como disse. Uma frase também que já ouvimos muitas vezes e já lemos várias vezes, que nem sempre se traduz na realidade. Trump está com um problema nas mãos, ou seja, como candidato, por exemplo, prometeu, como a Elena dizia, acabar com a guerra em 24 horas. Também prometeu não entrar em never ending wars, ou seja, guerras que nunca acabam. Criticou bastante a invasão de Bush ao Iraque, dizia mesmo que era uma mentira o fato de Bush dizer que havia armas de destruição massiva e que esse ataque depois do 11 de setembro que se deu, essa invasão que se deu, e criticou bastante. Ora, anos depois, encontra-se Donald Trump agora numa guerra que, de acordo com muitos especialistas e muitos também norte-americanos, é idêntica e com a mesma premissa, neste caso. Trump anunciou no discurso que deu no Texas que daria 5 mil dólares a cada norte-americano se os republicanos vencessem as midterms. Há quem alegue que isto possa ser uma forma de ganhar eleitorado, um bocadinho ilegal, é o que alguns especialistas dizem. Trump também pediu que os norte-americanos jurassem que o iriam apoiar e isso também gerou alguma preocupação dentro dos media norte-americanos e dentro do país em termos de relações internas. Isto tudo para lhe perguntar o quê? Há pouco falámos de um Putin desesperado. Estas ações de Donald Trump, estes 5 mil dólares que quer dar, este jurarem a ele, estar com medo de perder as midterms e agora estar novamente a dizer que o Irão quer chegar rapidamente a um acordo e que agora quer acabar rapidamente com isto, mostram que Donald Trump também está desesperado.
Acho que temos que analisar esta questão por partes. A questão do Irão é uma questão complexa. A situação agravou-se Com a entrada dos Houthis em cena e com a tomada dos Houthis de Persém e de uma série de ilhas no estreito de Bab-el-Mandeb, que estão neste momento a pouco mais de 30 km da base americana que está no Djibuti e bloqueando o comércio, e sobretudo o comércio de um aliado norte-americano, que é a Arábia Saudita, que se viu obrigada a encerrar o seu oleoduto. Temos aqui um agravamento na situação do Médio Oriente. Por outro lado, verdade seja dita, que Trump a dado momento quis negociar com o Irão e quis levar a sério o memorando de entendimento e foram desentendimentos, o Washington Post trazia isso ontem em capa, foram desentendimentos nas lideranças iranianas que levaram a que houvesse um romper deste memorando de entendimento. Nós tínhamos de um lado o presidente Pezeshkian e parte da liderança política do Irão a querer cumprir este memorando de entendimento e a negociar com o Irão, a procurar um alívio, sobretudo das sanções econômicas, porque a situação econômica no Irão é desesperada. Nós tivemos uma linha bastante mais dura e temos um antigo chefe dos serviços secretos iranianos, que agora é comandante das Basij, das milícias, que tomou a decisão, apoiado por parte da Guarda Revolucionária, de bombardear navios ou de atacar navios no estreito de Ormuz, rompendo com aquele processo que havia sido iniciado por Donald Trump. Neste momento, Donald Trump não pode, do ponto de vista militar e para não perder a credibilidade dos Estados Unidos, permitir que o Irão faça este tipo de chantagem com ele, mas está numa situação muito difícil, porque nós vemos que o galão de combustível nos Estados Unidos está entre $4 a $6, o que é quase 40% mais do que estava no ano passado, e isso está a ter um impacto também sobre os norte-americanos, o aumento do custo de vida. E nós temos que nos recordar que das promessas feitas por Donald Trump para a sua eleição como presidente, foi precisamente baixar os custos de vida. A situação no Irão está longe de estar resolvida e do meu ponto de vista, só fica resolvida com uma ação militar, não digo boots on the ground, mas vai ter que haver uma ação militar bastante forte, porque as imagens de satélites têm mostrado que na montanha Pikak está a haver movimentações no sentido de enterrar as centrifugadoras, dando continuidade ao programa nuclear, isso também foi noticiado pela imprensa norte-americana, e que o programa de mísseis balísticos está a ser reconstruído com o apoio quer da China, quer da Rússia. Temos aqui um eixo que desafia o poder norte-americano. Os Estados Unidos perante isto, que são ameaças estruturais, não são ameaças conjunturais, vai ter que ter um tipo de reação. Isto é uma parte da análise. Agora, quando nós olhamos para aquilo que Trump disse no seu discurso do Texas, é impensável um presidente norte-americano querer comprar votos com $5 mil, além depois que houve quem fizesse as contas e isso era incomportável do ponto de vista da despesa que estaria acoplada a este pagamento ao eleitor. Trump está preocupado com perder o Congresso, porque há um conjunto de investigações que provavelmente serão iniciadas caso ele perca o Congresso e que neste momento estão travadas. E uma delas prende-se, como dizia ontem o New York Times, com o processo de enriquecimento da sua família, que desde que ele é presidente, de acordo com a imprensa norte-americana, terá enriquecido à volta de $2 mil milhões, além da fortuna que já tinha, com base em negociações que tem feito, negócios, informação interna. Há aqui um conjunto, uma zona de sombra em torno do presidente e da família do presidente. E procurando evitar um impeachment, ele tenta manter o Congresso. Agora, também não estou tão certa, por aquilo que tenho lido e por aqueles que são os indicadores, que uma derrota de Donald Trump possa ser um dado adquirido. E é por isso que o Irão tem estado a pressionar no momento em que pressente que pode haver uma viragem nos Estados Unidos, porque se reparar, não tem havido ataques iranianos a Israel. Tem havido uma calmaria que poderá ser o acalme antes da tempestade, mas tem havido ataques contra aliados dos norte-americanos, nas monarquias do Golfo, na Jordânia, tem havido ataques na região que visam, sobretudo, questionar Donald Trump e pressionar os eleitores que veem de uma forma muito negativa a entrada de Donald Trump neste conflito. Foi o primeiro presidente norte-americano que confrontou diretamente o Irão. A verdade é que ao fazê-lo, abriu uma linha de rutura. E neste momento, para que os Estados Unidos não percam a sua credibilidade e para que não tenham um problema maior ou criem um problema maior ao adiar a resolução deste problema, tenham, e pelo menos é o que dizem alguns analistas militares norte-americanos, que de ter uma posição de força. Por isso, poderão estar a ganhar tempo, a recompor aquilo que são as suas capacidades militares estratégicas, nomeadamente em termos de defesa antiaérea, a repensar aquela que é a sua estratégia, mas eu desconfio que até ao final do ano poderemos ter uma ação militar norte-americana, mas isso vai depender muito também das eleições intercalares. Trump também já nos habituou a muitas mudanças de posição, a muitas mudanças de alianças, alianças transacionais, consoante dá jeito neste momento e depois mais à frente não dá. Isto insere aqui Um grau muito grande de incerteza num mundo que está em profunda convulsão.
Helena, de facto, eu falava da parte das eleições intercalares. Há um indício que, em princípio, Donald Trump tenha mesmo uma derrota, apesar de que, por exemplo, no Texas, o senador democrata está à frente e o Texas é um dos grandes resultados. E a Helena falava nos cinco mil dólares por os 342 milhões de pessoas que existem nos Estados Unidos, entre 342, 345. E eu fiz aqui as contas só para termos uma noção, seria 1,7 trilhões de dólares, ou seja, seria o dobro da despesa da defesa norte-americana anual e seria mais do que o Pete Hegseth pediu, que foi 1,5 trilhões. Portanto, seria uma quantidade muito grande de dinheiro, que não sei, tendo em conta que o Pete Hegseth pediu 1,5 trilhões de dólares para a defesa norte-americana, não sei se calhar se estes cinco mil por cada habitante não seria melhor para a defesa, por exemplo, ou para outros tópicos.
Além daquilo que está implícito na ideia de querer comprar votos ou querer levar os eleitores às urnas por via de uma espécie quase de suborno ou de adoçar a ida às urnas, sendo que o votar é um direito cívico que foi de difícil conquista e que merece ser honrado e respeitado, independentemente da escolha que é feita, ser nos democratas ou nos republicanos, ou independentes, ou onde seja. Tem dignidade. Não se pode, se quisermos, mercantilizar o voto. Isso é muito feio, seja da parte de quem for. Mas o presidente dos Estados Unidos não é o único a fazê-lo. Isto não é uma coisa nova, infelizmente, mas naturalmente, vindo de um presidente dos Estados Unidos, choca-nos sempre mais.
Claro, é suposto ser o farol da liberdade e da democracia. Sim, de facto, é um número que moralmente não é bastante correto e financeiramente incomportável, mas veremos se esses cinco mil dólares serão mesmo dados a cada norte-americano, se Donald Trump vencer as eleições intercalares, veremos como é que isso acontece. Será só em novembro. Chegamos ao final do nosso tempo. Obrigado pela sua análise, Helena Ferro Gouveia, especialista em Relações Internacionais. Muito obrigado.
Muito obrigada. Boa noite.
Fica por aqui o Gabinete de Guerra, está de regresso amanhã.