Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou interesse em negociar uma solução sobre o programa nuclear iraniano. No entanto, advertiu que, caso um acordo não seja alcançado, poderá haver sérias consequências para o Irão.
    • O conflito no Líbano intensificou-se com ataques israelitas em resposta ao lançamento de rockets a partir do sul do país. O governo libanês está a investigar as circunstâncias dos ataques, enquanto a situação leva a preocupações internacionais sobre uma possível escalada das hostilidades. A Cruz Vermelha e a ONU apelam ao regresso imediato ao cessar-fogo para proteger civis.
    • Na Faixa de Gaza, o bloqueio à entrada de ajuda humanitária provocou uma crise de alimentos, com as padarias locais a ameaçar encerrar se a situação persistir. A falta de abastecimento está a aumentar os preços de alimentos básicos, pressionando ainda mais a população do enclave. O representante do Programa Alimentar Mundial para a Palestina manifestou preocupação sobre esta situação crítica.
    • Milhares de iranianos participaram em protestos contra Israel, pronunciando-se a favor da libertação da Palestina. Os protestos coincidem com o Dia de Al-Quds, uma data de significado especial durante o Ramadão, incentivando demonstrações de solidariedade com o povo palestiniano e exacerbando as tensões já existentes entre Teerão e Washington.

    [Já saiu o segundo episódio de “O Misterioso Engenheiro Jardim”, o novo Podcast Plus do Observador que conta a história de Jorge Jardim, o empresário que, na verdade, era um agente secreto que liderou missões perigosas em todo o mundo, tentou criar um país e deu início a um clã de mulheres aventureiras. Pode ouvir aqui, no Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no YoutubeMusic. E pode ouvir aqui o primeiro episódio]

  • Bom dia,

    Arquivamos este artigo liveblog que seguiu as últimas notícias sobre o conflito no Médio Oriente. Pode continuar a acompanhar a nossa cobertura nesta nova ligação.

    Israel rejeita “sermões moralistas ridículos de Erdoğan”, após Turquia criticar violação do cessar-fogo

  • Hamas diz que negociações com mediadores para cessar-fogo em Gaza estão a intensificar-se

    O Hamas diz que as negociações com os mediadores para um acordo de cessar-fogo e para a libertação de reféns estão a intensificar-se.

    “Esperamos que os próximos dias tragam um verdadeiro avanço na situação de guerra, na sequência da intensificação das comunicações com e entre os mediadores nos últimos dias”, disse Bassem Naim, membro do gabinete político do Hamas, em comunicado que é citado pelo The Times of Israel.

    As negociações têm como objetivo “alcançar um cessar-fogo, abrir as passagens fronteiriças e permitir a entrada de ajuda humanitária”.

  • 99 palestinianos morreram na Cisjordânia desde o início do ano, segundo agência da ONU

    99 palestinianos morreram na Cisjordânia desde o início de 2025, informou o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários na rede social X.

    “Dezenas de milhares de pessoas continuam deslocadas. As organizações humanitárias estão a responder às necessidades crescentes, fornecendo alimentos, água e kits de higiene”, escreveu a organização, que divulgou o relatório de atualização da situação humanitária na Palestina.

  • Trump prefere "arranjar uma solução" com o Irão sobre programa nuclear mas promete "coisas muito muito más" se não conseguirem

    Falando na Casa Branca, o Presidente dos EUA, Donald Trump, falou sobre o programa nuclear iraniano, sobre o qual quer voltar a negociar com o Irão.

    “A minha maior preferência é arranjarmos uma solução com o Irão”, afirmou Trump aos jornalistas.

    “Mas se não o fizermos, vão acontecer coisas muito más com o Irão”, acrescentou.

  • Cruz Vermelha alerta contra nova escalada da tensão no Líbano

    Com o aumento das “hostilidades” no Líbano, a Cruz Vermelha apelou a “todas as partes que cumpra as suas obrigações [do acordo de cessar-fogo] de respeitar e proteger civis e bens civis”.

    “A violência ameaça dispersar mais famílias, perturbar vidas e impor novos desafios às comunidades”, disse a Cruz Vermelha do Líbano, numa declaração feita após Israel lançar um ataque perto de Bierute. “O fim permanente das hostilidades continua essencial para evitar mais sofrimento”, acrescentou, segundo a Al Jazeera.

  • Ex-refém israelita vai receber prémio Mulher de Coragem dos EUA

    Amit Soussana, refém libertada em novembro de 2023 que foi a primeira a denunciar abusos sexuais que terá sofrido por parte do Hamas, vai receber o prémio internacional Mulher de Coragem dos EUA.

    A cerimónia, que deverá ser apresentada pela primeira-dama norte-americana, Melania Trump, vai realizar-se na próxima semana.

    “Aceito este prémio em nome das mulheres que lutaram na guerra e em nome das mulheres que sofreram em cativeiro — que encontraram força umas nas outras para sobreviver ao inimaginável”, disse Amit Soussana, num comunicado que revela que foi selecionada para receber a distinção (juntamente com outras sete mulheres) e que é citado pelo The Times of Israel.

    “Fechei as pernas e resisti. Mas ele continuou a apontar-me a arma”. A primeira refém libertada a falar de abusos sexuais do Hamas

  • Padarias em Gaza vão encerrar caso as fronteiras se mantenham fechadas

    As padarias na Faixa de Gaza irão encerrar caso as fronteiras do enclave palestiniano se mantenham fechadas à ajuda humanitária, avisou o representante do Programa Alimentar Mundial (PAM) para a Palestina, Antoine Renard, entrevistado pela Al Jazeera.

    A situação atual de bloqueio pelos israelitas a Gaza causou uma escassez dos alimentos no enclave, algo que levou a “uma maior procura e uma maior pressão” sobre as padarias da região, levando a que tenham apenas mantimentos suficientes para mais uma farinha. Quando estes esgotarem, estes estabelecimentos ligados ao PAM irão encerrar.

    Nas padarias que ainda têm mantimentos, acrescenta o representante da agência das Nações Unidas, os preços dos alimentos aumentaram significativamente.

    “Um pacote de farinha custa agora 200 shekels (cerca de 50 euros)”, conta Renard, acrescentando que, durante o cessar-fogo, um pacote igual custava perto de 12 euros no enclave.

  • "Trump acha que tem mais poder, do que o que tem"

    Bruno Cardoso Reis defende que Trump tem mais simpatia pela Rússia do que pelos seus aliados europeus. O historiador diz que os EUA mentem ao tentar garantir o fim das sanções europeias.

    Ouça aqui o episódio na íntegra.

    “Trump acha que tem mais poder, do que o que tem”

  • Enviado-adjunto dos EUA para o Médio Oriente diz que o país "apoia totalmente" resposta israelita

    A enviada-adjunta dos EUA para o Médio Oriente, Morgan Ortagus afirmou que o país “apoia totalmente” a resposta israelita ao “cessar-fogo quebrado pelo Líbano esta manhã”, de acordo com o Times of Israel.

    O representante falou ainda à televisão Al-Arabiya, defendendo que o Líbano tinha feito esforços “insuficientes” para desarmar o Hezbollah e parar os ataques a Israel.

  • Netanyahu à procura de países que recebam palestinianos. Somália, Sudão do Sul e Indonésia entre os contactados

    O primeiro-ministro israelita terá ordenado à Mossad, agência de serviços secretos do país, que procura países que estejam disponíveis para receber um grande número de palestinianos deslocados vindos de Gaza, revela o site Axios, citando dois responsáveis israelitas sob anonimato.

    Já aconteceram conversas com países africanos como a Somália e o Sudão do Sul, mas também a Indonésia, dizem as mesmas fontes, assim como um antigo responsável norte-americano.

    A tarefa terá sido atribuída à Mossad há várias semanas, escreve o Axios. Como o site noticioso recorda, cerca de 90% dos habitantes de Gaza já estão deslocados por causa da guerra e mais de 50 mil terão morrido, segundo os números do ministério da Saúde, controlado pelo Hamas.

  • Netanyahu avisa que atacará Líbano perante qualquer "pingo" de ameaça contra Israel

    O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, avisou esta tarde que Israel vai responder e atacar contra “qualquer ameaça” no Líbano, não permitindo “nem um pingo” de ataques contra o seu território.

    “Os que não aceitaram ainda a nova situação no Líbano receberam hoje um novo exemplo da nossa determinação”, disse Netanyahu, citado pelo Haaretz, após o bombardeamento com que Israel respondeu, em Beirute, após um lançamento de rockets vindo do Líbano.

    “A equação mudou — o que acontecia antes do 7 de outubro não se repetirá. Não vamos permitir qualquer disparou contra as nossas comunidades, nem um pingo disso”.

    Nas mesmas declarações, Netanyahu prometeu que o cessar-fogo será “vigorosamente” aplicado por Israel e que o país atacará qualquer localização no Líbano contra “qualquer ameaça ao Estado de Israel”.

  • Exército libanês afirma ter descoberto locais de lançamento de rockets contra Israel

    O exército libanês anunciou esta sexta-feira ter descoberto no sul do país os locais de lançamento de rockets utilizados de manhã para atingir Israel, que retaliou atacando os subúrbios do sul de Beirute.

    Num comunicado, o exército declarou ter “identificado o local de lançamento de rockets na zona de Qaaqaiyat al-Jisr”, que se situa na margem norte do rio Litani, área de onde o Hezbollah deve retirar-se, a 30 quilómetros da fronteira israelita.

    As forças armadas libanesas acrescentaram que abriram “um inquérito para determinar os autores dos disparos”, que não foram reivindicados.

  • Governo israelita ameaça: por cada tentativa de "magoar" norte de Israel, telhados de Beirute "vão tremer"

    O ministro da defesa israelita, Israel Katz, veio avisar o Líbano de que tem de cumprir o cessar-fogo (depois de terem sido disparados rockets vindos do Líbano, ao que Israel respondeu com bombardeamentos em Beirute). Caso contrário, o exército israelita continuará a atacar a capital libanesa, avisou.

    “O destino de Kiryat Shmona [cidade no norte de Israel atingida pelos rockets] é o mesmo que o de Beirute. Se não houver paz em Kiryat Shmona e na Galileia, não haverá paz em Beirute”, disse num comunicado citado pelo Times of Israel.

    “Por cada tentativa de magoar as comunidades da Galileia, aos telhados das casas de Daihyeh [subúrbio de Bireute] vão tremer”, ameaçou.

  • Exército libanês investiga lançamento de rockets contra Israel

    O exército libanês diz que já localizou o sítio de onde foram lançados os primeiros rockets, a partir do sul do Líbano, a que Israel respondeu com um novo ataque num subúrbio de Beirute. O exército libanês está agora a investigar o incidente.

  • ONU denuncia ilegalidade das ordens israelitas de evacuação em Gaza

    A ONU denunciou esta sexta-feira que o retomar das ordens de evacuação por parte de Israel em Gaza “não está em conformidade com o direito internacional” e alertou para a deslocação forçada de milhares de pessoas.

    “Estamos profundamente preocupados com o espaço cada vez menor disponível para os civis em Gaza que estão a ser deslocados à força pelo exército israelita. Desde o reinício da ofensiva, a 18 de março, as forças israelitas emitiram 10 ordens de evacuação obrigatórias, afetando todas as províncias da Faixa de Gaza”, disse o porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Thameen al-Kheetan, em comunicado.

    O porta-voz manifestou ainda a sua “particular preocupação com a situação no norte de Gaza, onde praticamente metade do território está sujeito a este tipo de ordens”.

    “Milhares de palestinianos estão presos em Khan Yunis e Rafah. Aqueles que são forçados a mudar-se não têm garantias de segurança. O exército está a ordenar à população que se mova em direção a Al-Mawasi, que foi recentemente bombardeada”, explicou Thameen al-Kheetan.

  • Presidente libanês diz que ataque israelita reforça vontade do país de construir o seu exército

    O Líbano pretende construir o seu exército e alargar o controlo do mesmo a todo o seu território, de forma a parar um “ciclo de violência”, disse esta sexta-feira o Presidente libanês, Joseph Aoun.

    O responsável libanês, citado pelo Times of Israel, disse “rejeitar qualquer ataque contra o Líbano ou qualquer tentativa maliciosa e suspeita para o voltar a colocar num ciclo de violência”, no final da reunião com Emmanuel Macron em Paris.

  • Primeiro-ministro libanês acusa Israel de "escalada perigosa" e de atacar alvos civis

    O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, reagiu ao ataque israelita desta manhã em Beirute — o primeiro desde que Israel e o Líbano assinaram o acordo de cessar-fogo — dizendo que se trata de uma “escalada perigosa”, num comunicado citado pela AFP, citada por sua vez pela France24.

    O responsável libanês criticou Israel, que disse ter atacado um armazém de drones do Hezbollah, por “ter como alvos civis e zonas residenciais seguras onde existem escolas e universidades”.

  • Macron diz que ataque de Israel em Beirute é "inaceitável" e uma "traição"

    O Presidente francês, Emmanuel Macron, reagiu com duras críticas à notícia dos ataques de Israel a Beirute nesta manhã. Para Macron, os ataques são “inaceitáveis” e violam o cessar-fogo entre Israel e Líbano.

    Segundo a Reuters, Macron classificou os ataques como uma “traição”, frisando que estão a ser feitos progressos no desarmamento do Hezbollah e pedindo a Israel que se retire dos lugares onde está a entrar em confronto com o Líbano.

    Macron falava, como conta a Reuters citada pelo Haaretz, ao lado do presidente libanês, Joseph Aoun, após um encontro dos dois no Palácio do Eliseu.

  • Israel ataca armazém de drones em subúrbio de Beirute

    As forças israelitas atacaram esta manhã um armazém de drones em Dahiyeh, subúrbio de Beirute, segundo o porta-voz do exército, citado pelo Haaretz.

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