Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • A situação na Faixa de Gaza foi descrita como um “inferno na terra” pela presidente da Cruz Vermelha Internacional, Mirjana Spoljaric. A população enfrenta severas limitações de acesso a recursos essenciais devido a um bloqueio sustentado por Israel que já dura seis semanas. Este bloqueio impede a entrada de água, eletricidade e comida, comprometendo gravemente o funcionamento dos serviços médicos e a sobrevivência dos habitantes da região.
    • Os ataques israelitas na Faixa de Gaza resultaram na morte de 1.542 pessoas desde a quebra do cessar-fogo, com 26 mortes registadas numa única sexta-feira. A ONU destacou que uma grande proporção das vítimas são crianças e mulheres, sublinhando a vulnerabilidade dos civis no conflito. As forças israelitas atacaram mais de 370 alvos na última semana, e a Arábia Saudita apelou à pressão internacional para permitir a entrada de ajuda humanitária em Gaza.
    • A Arábia Saudita e o Presidente turco Recep Tayyip Erdogan criticaram as ações de Israel. Erdogan denunciou Israel por “barbárie” após um ataque aéreo que matou dez membros da mesma família, incluindo sete crianças, em Khan Younis. Ambos apelaram à comunidade internacional para intervir e facilitar o fluxo de ajuda humanitária para a região.
    • Israel e o Egito estão em negociações para um possível acordo de cessar-fogo em troca da libertação de prisioneiros, com uma proposta que implica uma trégua de 40 a 70 dias. Este potencial acordo inclui a troca de prisioneiros e foi avançado através de documentos preliminares trocados entre os dois países.

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  • Bom dia! Este liveblog fica por aqui, mas pode acompanhar os desenvolvimentos dos conflitos no Médio Oriente deste sábado neste outro artigo, que agora abrimos.

    Irão e EUA discutem programa nuclear. Araghchi e Witkoff encontram-se em Omã

  • Juíz decide que Mahmoud Khalil, cidadão palestiniano detido por participar em manifestações por Gaza, pode ser deportado

    O juíz de imigração decidiu a favor da posição do governo norte-americano de deportar Mahmoud Khalil, detido por ter participado em manifestações por Gaza na Universidade de Columbia.

    Khalil tinha sido detido depois do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ter determinado que as “crenças, declarações ou associações actuais ou previstas” eram contra os interesses externos dos EUA.

    Para a juíza de imigração Jamee Comens, do Louisana, esta determinação serve como “prova presumível e suficiente”.

    “Não há qualquer indicação de que o Congresso tenha contemplado a possibilidade de um juiz de imigração ou mesmo o procurador-geral se sobrepor ao Secretário de Estado em questões de política externa”, disse ainda a juíza.

  • Televisão pública espanhola pede debate sobre participação de Israel na Eurovisão

    A televisão pública espanhola, RTVE, pediu esta sexta-feira a “abertura de um debate” sobre a participação da televisão israelita KAN no festival da Eurovisão, em maio, na Suíça, numa carta dirigida à União Europeia de Radiodifusão, que organiza o concurso.

    Nessa carta, segundo o comunicado da RTVE, são reconhecidas “preocupações apresentadas por vários grupos da sociedade civil em Espanha”, relacionadas com a “situação em Gaza” e com a participação de Israel no concurso que tem a final marcada para o próximo dia 17 de maio, na Suíça.

    Nesse contexto, defende a RTVE, “seria apropriado que a UER reconhecesse a existência deste debate e proporcionasse espaço para a reflexão entre as emissoras” que fazem parte da organização, “sobre a participação da televisão pública israelita” na competição, conclui o grupo público espanhol.

  • O que se passou até agora

    • A situação na Faixa de Gaza foi descrita pela presidente da Cruz Vermelha Internacional, Mirjana Spoljaric, como um “inferno na terra”, uma vez que a população enfrenta severas limitações de acesso a água, eletricidade e comida devido a um bloqueio sustentado por Israel. Este bloqueio já dura seis semanas e impede a entrada de quaisquer recursos, comprometendo seriamente o funcionamento dos serviços médicos e a sobrevivência das pessoas na região.
    • O número de mortos em ataques na Faixa de Gaza subiu para 1.542 desde a quebra do cessar-fogo, com 26 mortos registados apenas nesta sexta-feira. Este aumento trágico no número de fatalidades é agravado pela circunstância de que, segundo a ONU, uma grande percentagem das vítimas são crianças e mulheres, evidenciando a vulnerabilidade dos civis nestas condições de conflito.
    • A Arábia Saudita e o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, criticaram as ações de Israel. Enquanto a Arábia Saudita apela à pressão internacional para permitir a entrada de ajuda humanitária em Gaza, Erdogan acusou Israel de “barbárie” após um ataque que resultou na morte de dez membros da mesma família, incluindo sete crianças, em Khan Younis.
    • Israel e Egito estão em negociações para estabelecer um acordo de cessar-fogo em troca da libertação de prisioneiros. Este potencial acordo implica a libertação de oito prisioneiros vivos e oito mortos por parte do Hamas, em troca de uma trégua de 40 a 70 dias.

    [Já saiu o quarto episódio de “O Misterioso Engenheiro Jardim”, o novo PodcastPlus do Observador que conta a história de Jorge Jardim, o empresário que, na verdade, era um agente secreto que liderou missões perigosas em todo o mundo, tentou criar um país e deu início a um clã de mulheres aventureiras. Pode ouvir aqui, no Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no YoutubeMusic. E pode ouvir aqui o primeiro episódio, aqui o segundo e aqui o terceiro episódio]

    foto link o misterioso engenheiro jardim

  • "Inferno na terra": Cruz Vermelha Internacional avisa para a situação na Faixa de Gaza

    A Cruz Vermelha Internacional avisou esta sexta-feira para a situação na Faixa de Gaza, tendo a presidente da organização Mirjana Spoljaric chamado de um cenário de “inferno na terra”.

    “As pessoas não têm acesso à água, à eletricidade e à comida em muitas partes” do enclave palestiniano, contou Spoljaric numa conferência citada pela Reuters.

    O bloqueio de seis semanas decretado por Benjamin Netanyahu e que perdura em Gaza não tem deixado “nada” entrar, disse ainda a presidente da organização.

    “Portanto, no espaço de algumas semanas, vamos esgotar os recursos que precisamos para manter o hospital [de terreno] a funcionar”, acrescentou, avisando que a instituição de apoio médico pode mesmo vir a encerrar.

  • Forças de Israel atacaram mais de 370 alvos em Gaza na última semana

    A Força Aérea de Israel atacou mais de 370 alvos na Faixa de Gaza na última semana, segundo a informação avançada pelo Haaretz.

    As forças israelitas apreenderam, também, armas na Síria, de acordo com o mesmo jornal.

  • Número de mortos em ataques israelitas na Faixa de Gaza esta sexta-feira sobe para 26

    O número de mortos em ataques no enclave palestiniano nesta sexta-feira subiu para 26, de acordo com o Haaretz, que cita o Ministério da Saúde da Palestina.

    Segundo a fonte médica, contam-se também 106 feridos que foram transportados para os hospitais da região.

    Desde a quebra do cessar-fogo, 1.542 pessoas foram mortas na Faixa de Gaza e 3.940 ficaram feridas, acrescenta o mais recente relatório.

  • Erdogan acusa Israel de "barbárie" após ataque que matou sete crianças da mesma família

    O Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, criticou Israel por um ataque aéreo efetuado pelas forças israelitas na manhã desta sexta-feira que, segundo as autoridades de Gaza, matou 10 membros da mesma família.

    “Ainda esta manhã, 10 pessoas, incluindo sete crianças, da mesma família, foram martirizadas em Khan Younis. Se isto não é barbárie, pergunto-vos, o que é?” afirmou Erdogan, citado pelo Times of Israel.

  • Arábia Saudita pede "pressão máxima" para forçar Israel a permitir que entre ajuda em Gaza

    A Arábia Saudita apelou à pressão para garantir o fluxo constante de ajuda humanitária para a Faixa de Gaza, depois de Israel ter imposto um bloqueio à entrada de fornecimentos cruciais.

    “Exijo que se exerça a máxima pressão para garantir o fluxo contínuo e suficiente de ajuda para a Faixa de Gaza”, afirmou o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Faisal bin Farhan, após uma reunião com os seus homólogos regionais no sul da Turquia.

    A suspensão da ajuda foi decretada em março, quando o Hamas se recusou a prolongar a primeira fase do acordo de cessar-fogo e a libertar mais reféns.

  • Netanyahu promete trazer reféns de volta em mensagem pascal

    O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, reiterou esta sexta-feira o compromisso de trazer de volta os reféns ainda detidos na Faixa de Gaza, numa mensagem por ocasião da Pessach, a Páscoa judaica.

    As declarações surgem no momento em que o Presidente dos Estados Unidos referiu avanços nas negociações para a libertação dos reféns, tendo Donald Trump afirmado na quinta-feira, numa reunião do gabinete, que está a aproximar-se o momento em que os reféns poderão ser recuperados.

    Numa mensagem em vídeo enviada por ocasião da Pessach — festividade que assinala a libertação do povo judeu da escravidão no Egito —, Netanyahu argumentou que “para muitas famílias haverá cadeiras vazias”.

    “Juntos, traremos os nossos reféns de volta, juntos, venceremos os nossos inimigos, juntos, apoiaremos os nossos feridos e juntos, inclinaremos a cabeça em memória dos nossos desaparecidos”, declarou.

  • Carta assinada por militares na reserva é uma operação financiada pelo estrangeiro para derrubar o governo, reforça Netanyahu

    O primeiro-ministro israelita emitiu, esta sexta-feira, um comunicado, citado pelo Haaretz, a reforçar a sua posição em relação à carta assinada pelos militares na reserva da Força Aérea que exigem um cessar-fogo.

    Benjamin Netanyahu alega que “o público já não acredita nas mentiras de propaganda que ecoam nos meios de comunicação social”, acrescentando que “estas cartas foram escritas por um pequeno grupo de radicais, operados por organizações financiadas pelo estrangeiro, com um único objetivo — derrubar o governo de direita”.

    “Isto não é uma onda. Não é um movimento. É um grupo pequeno, barulhento, anarquista e desconectado de reformados — a maioria dos quais não serve há anos”, disse ainda Netanyahu.

  • Ataques israelitas em Gaza matam sobretudo crianças e mulheres, diz ONU

    A Organização das Nações Unidas lamentou o impacto dos ataques israelitas na Faixa de Gaza, alertando que “uma grande percentagem das vítimas mortais são crianças e mulheres”.

    “Entre 18 de março e 9 de abril de 2025, registaram-se cerca de 224 ataques israelitas contra edifícios residenciais e tendas para pessoas deslocadas”, afirmou o gabinete dos direitos humanos da ONU, citado pelo Times of Israel.

    “Em cerca de 36 ataques sobre os quais o gabinete dos direitos humanos da ONU corroborou informações, as vítimas mortais registadas até agora foram apenas mulheres e crianças”, acrescentou.

  • Atirador do Hamas é morto em ataque israelita, diz Exército de Israel

    O comandante das forças de atiradores do Hamas no Batalhão Tel Sultan, em Rafah, foi morto num ataque recente, segundo as Forças de Defesa Israelista (IDF, na sigla em inglês).

    De acordo com o Times of Israel, que cita as IDF, o comandante dos atiradores, Ahmad Iyad Muhammad Farhat, era responsável pelo avanço e pela execução de ataques contra as tropas israelitas em Gaza e contra Israel.

    Os militares israelitas mataram, também, vários combatentes palestinianos e “neutralizaram estruturas com armadilhas” na região.

  • 13 vítimas mortais em ataques israelitas esta sexta-feira

    Pelo menos 13 pessoas foram mortas nos ataques israelitas na Faixa de Gaza esta sexta-feira, avança a Al Jazeera, que cita fontes médicas.

    A maioria das vítimas mortais foi atacada no sul, a leste de Khan Younis. Pelo menos 10 pessoas foram mortas, incluindo sete crianças.

  • Netanyahu partilha publicação de senador dos Estados Unidos na qual apoia decisão de demitir diretor do Shin Bet

    O primeiro-ministro israelita partilhou, na rede social X, uma publicação do senador republicano Tom Cotton que apoia a decisão de demitir o diretor do Shin Bet, Ronen Bar.

    “Não é uma ‘ameaça à democracia’ o facto de um chefe de Estado eleito ter o poder de afastar o diretor de um serviço de informações — é essencial para a democracia”, pode ler-se na publicação de Cotton.

    “E se o primeiro-ministro Netanyahu perdeu a confiança neste diretor dos serviços secretos, como é que o governo dos EUA pode ter confiança nele?”, questiona, ainda, o senador republicano.

  • 400 mil pessoas deslocadas em Gaza desde a quebra do cessar-fogo, diz UNRWA

    A agência das Nações Unidas para os refugiados palestinianos (UNRWA) publicou um vídeo na rede social X, no qual reiterou o apelo para a renovação do acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas.

    “Estima-se que quase 400 mil pessoas tenham sido deslocadas em Gaza após a quebra do cessar-fogo. Apelamos à renovação do cessar-fogo, ⁠ à libertação digna de todos os reféns em Gaza e à ajuda humanitária”, pode ler-se na publicação.

    O vídeo contém, ainda, o depoimento de Umm Khaled, que foi deslocada cinco vezes durante o conflito no enclave. A palestiniana afirmou que a família não tem comida suficiente para sobreviver e é forçada a viver em condições precárias.

  • Exército de Israel emite aviso de evacuação forçada na cidade de Gaza

    O porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) emitiu uma declaração na manhã desta sexta-feira a ordenar que os moradores de vários bairros na cidade de Gaza se retirem para o oeste da região.

    O exército israelita “está a operar com grande força para destruir a infraestrutura terrorista”, afirmou o porta-voz numa publicação na rede social X, na qual mostra um mapa com as áreas a serem evacuadas marcadas em vermelho.

  • Israel e Egito em negociações sobre acordo de cessar-fogo em troca de prisioneiros

    Israel e o Egito trocaram documentos preliminares sobre um acordo de cessar-fogo em troca de prisioneiros, segundo a Al Jazeera, que cita um relatório do organismo público de radiodifusão israelita Kan.

    A proposta do Egito exige que o Hamas liberte oito prisioneiros vivos e oito prisioneiros mortos em troca de uma trégua de 40 a 70 dias e que Israel liberte um grande número de palestinianos das prisões.

    As novas propostas destinam-se a colmatar a lacuna entre uma extensão do cessar-fogo apresentada pelo enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, e uma contraproposta apresentada pelo Egito e pelo Qatar no final de março, segundo o relatório.

    Witkoff apresentou, no mês passado, a exigência da libertação de cinco prisioneiros israelitas em troca de um cessar-fogo de dois meses.

  • Irão promete dar uma "verdadeira oportunidade" às negociações com os EUA

    O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão prometeu dar uma “verdadeira oportunidade” às conversações com os EUA deste fim de semana. As declarações surgem depois de na segunda-feira o Presidente Donald Trump ter revelado que Washington e Teerão iriam iniciar no sábado negociações diretas, alertando que seria um “grande perigo” para os iranianos se não forem bem-sucedidas.

    “Com sinceridade e vigilância sincera, estamos a dar à diplomacia uma oportunidade genuína. Os EUA devem valorizar esta decisão”, sublinhou Esmaeil Baghaei numa publicação na rede social X.

    “Queremos avaliar a intenção do outro lado e resolver isto no sábado”, acrescentou.

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