Momentos-chave
- Ventura: "Só não haverá consensos se não quisermos e estivermos de má vontade"
- Ventura seria Presidente de todos? "Não. E sei que se perde votos com isto"
- Ventura promete ser "Presidente leal e que diz o que tem de ser dito" e considera isso melhor do que "sonsice" de Seguro
- Ventura admite que tem de se dirigir a jovens que votaram em Cotrim e a reformados de Mendes e Gouveia e Melo
- Ventura: "Pode acontecer termos PR não porque gostam dele, mas porque movimentos querem impedir que seja eu"
- Ventura: "Se a ideia é não fazer nada, mais vale deixarem-se da eleição do Presidente da República, metemos um tipo a fazer de rei"
- Ventura diz que "casta" está contra si: "Todo os que representam o sistema têm um alvo a abater que sou eu"
- CGTP não descarta nova greve e diz que "há realidades do mundo laboral que passam ao lado de quem está à frente do país"
- Ventura entende que apoios a Seguro são prova de sistema “corrompido há 50 anos”
- Ventura quer três debates em três semanas e acusa Seguro de estar a “fugir” dos frente a frente
- Secretário-geral da CGTP já chegou a São Bento para a reunião com o primeiro-ministro
- Seguro "muito feliz com todos os apoios que têm chegado, da esquerda e da direita"
- Seguro diz que não vem para "pressionar ninguém" e garante "cooperação institucional"
- Primeiro-ministro recebe hoje CGTP em São Bento sobre alterações à lei laboral
- Federação Nacional dos Médicos inicia hoje processo negocial com Governo
Histórico de atualizações
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Seguro trouxe "balão de oxigénio" ao PS, mas socialistas travam euforia
Carneiro aproveitou a noite eleitoral para se lançar já nas diretas, o que surpreendeu alguns socialistas. No partido pede-se “serenidade” numa altura em que é sempre Ventura a lucrar com crises.
Seguro trouxe “balão de oxigénio” ao PS, mas socialistas travam euforia
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Ventura: "Só não haverá consensos se não quisermos e estivermos de má vontade"
Ventura acredita que é preciso uma “reforma laboral”, mas considera que esta não é a “lei no sentido certo”, realçando “tópicos errados” como a amamentação, o trabalho por turnos, as horas extraordinárias e nos despedimentos”.
“Procuraria que politicamente isto não chegasse a acontecer. Se chegasse ao ponto em que visse que a lei é contrária a quem trabalha e valoriza mais quem não trabalha, vetava. Mas procurarei evitar conflitos dessa natureza e acho que os portugueses não gostam disso”, explica, lembrando que tem uma “influência acrescida” por ser também líder do Chega.
E assegura: “Num contexto destes, só não haverá consensos, com um Governo que é do PSD, com uma maioria da oposição que é do Chega, se não quisermos e estivermos de má vontade.”
Questionado sobre em que circunstâncias usaria a bomba atómica da dissolução, Ventura garantiu que apenas em “circunstâncias muito graves, muito incontornáveis, como uma impossibilidade total de gestão da governação por bloqueios políticos inultrapassáveis. Nunca vou dissolver a AR nem por preferências nem para fazer que nenhum partido chegue lá, nem o meu próprio. E em caso de suspeitas graves de corrupção, de desvio de dinheiro público, sobre a figura do primeiro-ministro ou ministros responsáveis”.
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Ventura seria Presidente de todos? "Não. E sei que se perde votos com isto"
Questionado sobre se pode dizer que vai ser o Presidente de todos os portugueses, André Ventura faz uma pequena pausa e afirma: “Não. Não podemos. Sei que se perde votos com isto. Há uma dimensão em que si, na representação externa tenho de representar o país todo. Não quero ser o PR dos corruptos, dos pedófilos, das minorias que não querem trabalhar.”
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Ventura promete ser "Presidente leal e que diz o que tem de ser dito" e considera isso melhor do que "sonsice" de Seguro
Questionado sobre uma dissolução da Assembleia da República, André Ventura disse que tem de se evitar que haja eleições.
“Nós precisamos de um Orçamento e todos têm de fazer a sua parte”, realça, crente de que o Governo perceberá que as pessoas querem “outro tipo de exigência” se chegar ao Palácio de Belém. “Vou procurar que, dentro do quadro que temos, seja evitável um país sem Orçamento”, garante.
“Entre mim e António José Seguro o Governo pode encontrar em mim um Presidente mais exigente, confrontacional às vezes, mas encontrará em mim um Presidente leal, transparente e que diz o que tem de ser dito. E acho que isso é melhor para o Governo do que a sonsice e os jogos de bastidores a que António José Seguro está habituado.”
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Ventura admite que tem de se dirigir a jovens que votaram em Cotrim e a reformados de Mendes e Gouveia e Melo
André Ventura entende que, mesmo que perca a segunda volta, “já teve uma grande vitória nestas eleições”. “Tenho que me dirigir diretamente aos que votaram Cotrim Figueiredo, aos jovens, que tenho a certeza que vão votar em mim agora; aos reformados que votaram Marques Mendes e Gouveia e Melo e que tenho a certeza que não confiarão no PS novamente e espero vencer…”, refere, explicando que “parte de trás, com mais dificuldades e com um grande movimento contra” si.
“Funciono melhor quando há um movimento de casta contra mim”, reitera.
O líder do Chega não concorda com a ideia de voto útil, recordando que o eleitorado não deixou de votar em si porque os adversários apelaram a esse voto. “Os candidatos e notáveis não são donos dos votos das pessoas.”
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Ventura: "Pode acontecer termos PR não porque gostam dele, mas porque movimentos querem impedir que seja eu"
André Ventura realça que Montenegro deu “liberdade de voto” aos militantes do PSD, frisando que é preciso perceber “quem é que os dois protagonistas foi capaz de fazer acordos fundamentais para o país”.
Destaca temas como imigração, nacionalidade, IRS, IRC ou habitação e questiona: “Como é que pode haver desconfianças de que serei um fator de instabilidade quando nos últimos tempos, apesar de liderarmos a oposição, fomos capaz de nos sentar à mesa e gerar acordos?”
“Não vou ser o Presidente da instabilidade, vou ser exigente”, assegura o líder do Chega.
Questionado sobre o resultado eleitoral, Ventura reconhece que há pessoas que lhe dizem que seria melhor primeiro-ministro, mas diz ser “evidente” que quer ganhar estas presidenciais. “As pessoas acreditaram nos motivos da minha candidatura”, acredita o líder do Chega.
“Não estou em cálculos de como é que o Chega ou o PSD ficarão se eu for eleito. O país é mais importante do que qualquer partido”, realça, assumindo que “pode não vencer” porque há um “movimento enorme contra” si. “Custa-me poder acontecer termos um Presidente da República não porque gostam dele, mas porque movimentos querem impedir que seja eu.” “É uma espécie de eleição pela negativa”, acrescenta.
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Ventura: "Se a ideia é não fazer nada, mais vale deixarem-se da eleição do Presidente da República, metemos um tipo a fazer de rei"
André Ventura acusa agora António José Seguro de não ter ideias. “Eu não conheço uma ideia concreta de António José Seguro em nada”, atira Ventura, frisando que “as pessoas não estão a escolher o melhor amigo ou o noivo”, estão a “escolher o homem que vai liderar o país”.
“Não quero um Presidente jarra de enfeitar”, garante o líder do Chega, realçando que agora Seguro veio falar de Saúde, sugerindo que na campanha “todos os candidatos ficaram em silêncio” quando falou sobre o tema.
Ventura diz que mantinha a “linguagem” se chegasse a Palácio de Belém: “Lembro-me de um Presidente que disse que Armando Vara tinha de sair de ministro.”
“As pessoas vão estar a escolher o líder de Portugal. António José Seguro tem defendido tudo o que PS defendeu em termos de impostos”, acusa, questionando-se como vê “liberais na televisão” a defender o voto no socialista.
Questionado sobre um possível choque entre Belém em São Bento, Ventura explica que a estabilidade não pode ser o único critério, mas esclarece: “Não acho que se deva dissolver a AR por dá cá esta palha.” Perante problemas da Saúde, diz que o chefe de Estado teria de pressionar o Governo.
“Se a ideia é não fazer nada, mais vale deixarem-se da eleição do Presidente da República, metemos um tipo qualquer a fazer de rei”, diz, garantindo que não quer ser “o Américo Tomás” atual.
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Ventura diz que "casta" está contra si: "Todo os que representam o sistema têm um alvo a abater que sou eu"
André Ventura, na primeira entrevista pós-eleições, reitera que a “direita venceu as eleições” e recorda as presidenciais de 1986, mostrando que pretende fazer o mesmo, mas com uma vitória à direita.
Diz que teve de “disputar as eleições com candidatos fortes” à direita e lembra que “agora só há duas escolhas”. “A estratégia é dizer o óbvio: os socialistas só nos vencem se falharmos.”
Quanto aos apoios a Seguro, considera que “é a primeira vez que a casta se sente em perigo” com dirigentes da direita a “dizer que vão votar no PS”. “É a casta contra mim, todos contra mim, todos os que querem representar o sistema têm um alvo a abater que sou eu.”
Mostra-se ainda surpreendido com o apoio de José Miguel Júdice ou até pessoas do CDS.
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O silêncio de Montenegro e o megafone de Ventura
A campanha desenha três personagens — André Ventura dirige-se diretamente ao eleitorado, Luís Montenegro gere o silêncio e António José Seguro herda votos da direita. Ouça aqui o novo episódio de E o vencedor é… da Rádio Observador.
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PCP apela a voto em Seguro para impedir eleição de André Ventura
O secretário-geral do PCP defendeu hoje que nas presidenciais “a palavra de ordem é impedir” a eleição de André Ventura e considerou que isso “só é possível com o voto em António José Seguro”.
“Sem alimentar nenhuma ilusão sobre António José Seguro, até porque o seu pensamento, posicionamentos, compromissos e prática falam por si, o PCP não vai abdicar de intervir para impedir a eleição de André Ventura com o projeto, conceções reacionárias e antidemocráticas, com a mentira, demagogia, hipocrisia que corporiza e dá voz, e isso, no atual quadro, só é possível com o voto em António José Seguro”, afirmou.
Paulo Raimundo falava aos jornalistas na sede nacional do PCP, em Lisboa, após uma reunião do Comité Central do partido.
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Seguro não se deve calar ?
António José Seguro não esclarece debate com André Ventura, será que lhe vai custar a eleição? O candidato apoiado pelo Chega desvaloriza apoios a Seguro e classifica-os como sendo “do sistema”. Ouça aqui o novo episódio de Caça ao Voto da Rádio Observador.
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Quem é que afinal vai agregar a direita? Seguro ou Ventura?
Em preparação para dia 8 de fevereiro, tem-se discutido que candidato é que vai agregar mais portugueses. As candidaturas debateram ainda os objetivos e estratégias da campanha para a segunda volta. Ouça aqui o novo episódio de Explicador da Rádio Observador.
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Marcelo está "esclarecidíssimo" sobre os dois candidatos e antecipa participação mais elevada na segunda volta
Marcelo Rebelo de Sousa disse esta terça-feira à chegada a Estrasburgo que não tem “nenhum” comentário a fazer aos resultados da primeira volta das Presidenciais. “Não comentei na campanha eleitoral, não vou comentar na segunda volta”, disse.
Para o Presidente da República esta é uma “altura de silêncio” e que, em período eleitoral, “o Presidente em funções não se pronuncia. Não se dirige a ninguém.”
Marcelo Rebelo de Sousa sugere que os portugueses já sabem, neste momento, em quem votar porque “a campanha foi importante”. O Presidente elogia ainda o facto de a “participação eleitoral” ter “subido muito”. E antecipa que a segunda volta ainda será mais participada: “O que retenho da campanha de 86 é uma abstenção muito baixa da segunda volta.”
Sobre o sentido de voto, Marcelo disse apenas que votou “antecipado na primeira volta” e que agora vai “votar no dia da eleição”.
O Presidente diz que está “esclarecidíssimo”, lembrando os vários debates que existiram.
O Presidente veio de viagem de Falcon com António Costa, mas garantiu não ter saudades: “Saudades não, porque temos falado entretanto. Ainda no outro dia quando estivemos nas Nações Unidas jantámos e temos falado ao longo do tempo.”
Marcelo rejeitou ainda ter uma pior relação com Luís Montenegro: “Tenho uma relação muito boa com o atual primeiro-ministro”.
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
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CGTP não descarta nova greve e diz que "há realidades do mundo laboral que passam ao lado de quem está à frente do país"
Mais de uma hora depois de ter começado, terminou a reunião entre o primeiro-ministro e a CGTP. Em declarações aos jornalistas, no final do encontro, Tiago Oliveira diz que “há realidades do mundo laboral que passam ao lado de quem está à frente do país”.
O secretário-geral da central sindical afirma que “a CGTP está completamente aberta e disponível para discutir com o Governo melhoria e avanços para o mercado do trabalho”, mas recusa “discutir o que se vai retroceder”. Assim, reitera que não se conte com a CGTP para discutir alterações ao pacote laboral, como está a fazer a UGT, sendo o único caminho aceitável para a central sindical a sua retirada total.Tiago Oliveira confirma que “não é objetivo do Governo retirar o pacote laboral de cima da mesa” e que sendo assim “a luta vai continuar”. “E todas as lutas estão em cima da mesa”, garante, sem descartar uma nova greve.
“Muita confiança em quem trabalha e em quem todos os dias põe o país a andar para a frente”, refere também, garantindo que a CGTP vai continuar ao lado dos trabalhadores.
O secretário-geral da central sindical disse ainda não haver data para a próxima reunião da Concertação Social, que estava marcada para 14 de janeiro e que foi adiada “a pedido de alguns parceiro devido ao período eleitoral”.
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Ventura entende que apoios a Seguro são prova de sistema “corrompido há 50 anos”
André Ventura, em Loures, critica a onda de apoios a favor de Seguro e diz-se “estupefacto”, sugerindo que Seguro também estará.
“Eu quero o apoio do povo português, a minha comissão de honra é o povo português, o povo que não quer mais PS, que não quer mais socialismo”, diz.
E acrescenta que “à medida que estes senhores se enrolam uns atrás dos outros, que se atrapalham uns atrás dos outros, do PSD, da Iniciativa Liberal, para irem atrás do António José Seguro”, concluindo que “mostra bem como este sistema está tão corrompido há 50 anos, como este sistema está tão fechado há 50 anos, e como é a primeira vez em 50 anos que podemos quebrá-lo.”
Ainda relativamente à postura de Luís Montenegro, que desafiou durante a campanha eleitoral, André Ventura lê como liberdade para os eleitores da AD: “Eles disseram que não iam ser um obstáculo e deixaram a liberdade de voto aos seus apoiantes”
E entende que agora é uma “questão de consciência do povo português” sobre o que “querem para os próximos 5 anos”.
Em declarações aos jornalistas, explica que está em causa o “povo comum” que “todos os dias tem que lidar com o país em que vivemos, não é aquele que salta pelos estúdios de televisão, é o que tem que lidar todos os dias com a imigração descontrolada, com a corrupção, com a falta de segurança, com a falta de salários, com a falta de pensões”.
FRANCISCO ROMÃO PEREIRA/OBSERVA
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Ventura quer três debates em três semanas e acusa Seguro de estar a “fugir” dos frente a frente
André Ventura acusou António José Seguro de não querer fazer mais do que um frente a frente consigo. Na opinião do candidato apoiado pelo Chega, em três semanas devia haver três debates.
“Se esta informação for verdadeira, lamento muito, mas acho que os portugueses também terão que fazer essa avaliação do porquê que um candidato ter medo de debater comigo e o porquê de preferir não andar a debater”, refere na primeira ação de campanha após a passagem à segunda volta.
FRANCISCO ROMÃO PEREIRA/OBSERVA
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Secretário-geral da CGTP já chegou a São Bento para a reunião com o primeiro-ministro
Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP, acaba de chegar ao Palácio de São Bento para a reunião com o primeiro-ministro, Luís Montenegro.
Pouco antes tinha chegado Maria do Rosário Palma Ramalho. A ministra do Trabalho e Segurança Social também vai participar no encontro.
A reunião foi pedida pela CGTP após a greve geral de 11 de dezembro e estava inicialmente marcada para 7 de janeiro, sendo adiada duas vezes por motivos de agenda do governo. A central sindical exige a retirada total do pacote laboral apresentado pelo Governo no verão do ano passado.
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Carlos Guimarães Pinto suspende mandato de deputado por um mês
O deputado e ex-líder da IL Carlos Guimarães Pinto vai suspender o mandato de deputado durante um mês, por “motivos pessoais”, e será substituído por Marta Ferreira Silva, anunciou hoje o grupo parlamentar.
Em comunicado, a Iniciativa Liberal indicou que este pedido foi transmitido ao líder do grupo parlamentar do partido, Mário Amorim Lopes, em outubro de 2025 e enviado ao presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, em dezembro.
O deputado eleito pelo círculo eleitoral do Porto será substituído por Marta Ferreira Silva, que foi a número três da lista da IL daquele círculo eleitoral nas legislativas de 2025, a partir de 21 de janeiro de 2026.
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Montenegro quer economia com relações laborais sólidas
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, defendeu hoje uma economia com relações laborais sólidas, que garanta os direitos dos trabalhadores, mas capaz de tornar as empresas mais competitivas.
“Queremos uma economia com relações laborais sólidas, com certeza garantindo os direitos dos trabalhadores, garantindo a estabilidade laboral, mas garantindo também que o mercado laboral tenha flexibilidade suficiente para as empresas serem competitivas”, afirmou.
“Vejo muita gente a reclamar, e bem, mais salários, melhores salários. Vejo muita gente, e bem, a reclamar pagar menos impostos e ter um rendimento disponível maior, só que para isso é preciso criar mais riqueza, para isso é preciso sermos mais produtivos, fazer mais do que os outros fazem, para isso é preciso ter uma ‘performance’ melhor e ter maior agilidade”, realçou.
No seu entender, o país precisa de assumir que “as empresas, sem porem em causa o essencial dos direitos dos seus trabalhadores, têm de ser suficientemente flexíveis na sua gestão para serem mais rentáveis”.
“Só sendo mais rentáveis podem pagar mais e só sendo mais rentáveis podem também pagar menos impostos e só as pessoas ganhando mais podem pagar menos impostos”, acrescentou.
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Governo assina na 4.ª feira acordo plurianual até 2029 com sindicatos da função pública
O Governo assina na quarta-feira com os sindicatos da função pública o Acordo Plurianual 2026-2029 de Valorização dos Trabalhadores da Administração Pública, anunciou hoje o executivo.
De acordo com a agenda do primeiro-ministro, Luís Montenegro, hoje divulgada, a cerimónia de assinatura do acordo com a Federação de Sindicatos da Administração Pública (Fesap) e o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) decorrerá pelas 11h30 na residência oficial do chefe do Governo, em Lisboa.
No âmbito deste processo negocial, o Governo mostrou-se disponível para avançar com uma extensão do acordo plurianual de valorização dos trabalhadores da Administração Pública atualmente em vigor, de modo a cobrir a atual legislatura, isto é, até 2029, propondo aumentos de 2,30%, com um mínimo de 60,52 euros.