A reunião da Concertação Social que estava marcada para 14 de janeiro foi esta quarta-feira adiada “a pedido de alguns parceiro devido ao período eleitoral”, avançou o Expresso e confirmou o Observador junto de fonte oficial do Ministério do Trabalho e da Segurança Social.
A mesma fonte do ministério não divulga que entidades em concreto pediram o adiamento, confirmando apenas que se tratou de mais do que uma. Refere ainda que “não há nova data para a reunião” e que este reagendamento não vai colocar em causa as reuniões bilaterais entre Governo sindicatos e entidades patronais, tanto aquelas que já têm data como outras que ainda não estejam agendadas.
Armindo Monteiro, presidente da Confederação Empresarial (CIP), afirma ao Observador que “não é o momento” para a discussão em sede de Concertação Social. “Achamos que dado o momento e a importância da matéria — da lei laboral — a discussão não deve ser feita quando o país está distraído”, justifica, e diz que foi por isso que a confederação patronal concordou com o adiamento.
O presidente da CIP considera que a data para uma nova reunião deve ser remetida para um “momento sereno e de tranquilidade eleitoral”. “Todos temos a ganhar com o diálogo social e fazendo este compasso de espera”, acrescenta. As eleições presidenciais estão marcadas para 18 de janeiro, mas uma possível segunda volta acontece três semanas depois da primeira, a 8 de fevereiro, atirando para essa data o fim do período eleitoral.
Questionada pelo Observador sobre este adiamento, fonte da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) afirma que foi contactada pelo Ministério do Trabalho e que anuiu perante a proposta de adiamento da reunião.
Do lado dos sindicatos, fonte oficial da CGTP diz que “foi informada pelo Conselho Económico e Social que alguns parceiros estavam a pedir o adiamento da reunião”, sem demais justificações, não se tendo oposto ao pedido.
Para dia 14 de janeiro está marcada uma reunião do primeiro-ministro com a CGTP, que estava antes prevista para 7 de janeiro, e que foi adiada na segunda-feira. Fonte oficial do gabinete do primeiro-ministro confirmou ao Observador que a reunião se mantém, estando agendada para as 10h30 da próxima quarta-feira. Como já tinha referido a CGTP, o Governo justificou este adiamento, de uma semana, com o atual cenário internacional, após o ataque dos EUA à Venezuela.