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Caça ao voto na Rádio Observador e os dois candidatos à segunda volta já estão na estrada. Daqui até 8 de fevereiro é um tirinho, é mesmo preciso convencer mais de metade dos eleitores para vencer. E há 40 anos que não se via disto, uma segunda volta nas presidenciais. Eu sou o Ricardo Conceição e comigo está a Judite de França.
Bem-vindo, Miguel Pinheiro.
Obrigado.
Fiz aqui um compasso de espera, mas não era pra isso, não era pra me agradeceres. Nós aqui fazemos contas a quem anda a ganhar e a perder votos. Mais à frente ainda vamos ao encontro das jornalistas do Observador que estão a acompanhar as caravanas, mas vamos às últimas 24 horas. Quem ganhou votos, Miguel?
Olha, aviso já que eu pus a mesma pessoa a ganhar e a perder votos.
Opa!
É possível. Uma pessoa pode ganhar, pode perder. Isto na vida é assim.
Nós damos total liberdade criativa.
Muito obrigado. Queres que comece pelo ganhar? É isso?
Pelo ganhar.
Pelo ganhar.
Pela mesma pessoa.
Certo, vocês dizem os dois ganhar da mesma forma. Só pra anotar isso.
Nós somos de um sítio.
Eu digo ganhar, e vocês dizem ganhar.
Nós somos de um sítio específico de Portugal.
Muito bom.
Exato.
Um grande abraço para o Porto.
É isso mesmo. Então, quem ganha votos hoje é António José Seguro, porque num artigo que publicamos ontem no site do Observador, tentávamos perceber um pouquinho como é que o governo estava a olhar pra possibilidade de ter Seguro como presidente e havia pessoas a dizerem-nos que António José Seguro tinha que rapidamente dar um sinal ao eleitorado da AD, ao eleitorado que sustenta o governo, dar um sinal de que ia ser alguém com quem se pudesse trabalhar. E hoje António José Seguro deu esse sinal, porque disse a frase: "A estabilidade política é muito importante". A estabilidade política pra Seguro podia ser apenas muito importante, mas não. Podia ser apenas muito importante, mas também não. A estabilidade política é muito importante. É importante três vezes. Decodificando: eu quero que os governos cumpram as legislaturas, eu quero que este governo cumpra a legislatura e por isso não vou fazer nada para afetar isso. E portanto, dando este sinal, ele terá tentado tranquilizar o eleitorado que não quer ter eleições legislativas tão cedo.
E vai continuar a fazer isso ao longo da campanha pra ficar bem explícito.
Parece-me a mim, pelo que vejo, que vai andar entre um lado e o outro, porque também convém dizer que hoje António José Seguro foi visitar um centro de saúde para chamar a atenção para os problemas da saúde e pra necessidade de arranjar soluções. Vamos ver se isto é a antecâmara do que vai ser a presidência dele, se o que ele pretende fazer como presidente é copiar Mário Soares no segundo mandato e ir visitar os sítios onde as coisas correm mal, pra criar dificuldades ao governo. Se ele vai fazer isso, não me parece que seja compatível com alguém que acha a estabilidade política muito importante. Eu vejo aqui sinais contraditórios. Ele se calhar sente necessidade de falar para dois eleitorados ao mesmo tempo. A prazo, isso pode ser problemático. Mas enfim, pra já, pelo menos, mandou o sinal que o governo queria receber.
Ligamos agora ao júri deste concurso que está em Estrasburgo. Alô, Estrasburgo, Rui Pedro Antunes.
Imaginam como isto está movimentado, porque chegou o presidente do Conselho António Costa, depois chegou o presidente Marcelo Rebelo de Sousa e creio que ainda vai chegar o rei de Espanha. Portanto, estou numa zona complicada.
Espero que estejas à espera para que todos te possam cumprimentar em fila.
Exatamente. Então o presidente já entrou e falou sem falar de presidenciais, aliás. Acabou por dizer que não se queria excluir, mas que os portugueses já sabem bem em quem é que têm que votar, porque os debates foram bastante esclarecedores. Se fosse dizer diretamente, se tivesse que adivinhar, diria que ele votaria em António José Seguro, mas aí seriam entrelinhas muito esticados, tendo em conta o cabo isso, porque é sempre muito cuidadoso nas palavras. Ricardo, eu acho que se calhar começava por fazer uma coisa ao Miguel Pinheiro, que era ganhar e perder votos a mesma pessoa.
Vamos a isso. Isto pega. É uma escola.
António José Seguro estar a querer fugir aos debates. Eu acho que é negativo, principalmente num candidato que é sempre tão pedagógico. Não sei se vai fugir ou não, atenção, acho que ainda há essa margem para tentar ainda se disponibilizar pra esses debates, mas que alguém respeitoso, que representa a democracia e a vitalidade democrática, que toda a vida lutou por uma reforma até do sistema político para, de alguma forma, aumentar aquilo que é a maturidade democrática do país, obviamente que ele não se pode furtar a ter presença em debates Mesmo que o adversário seja mais truculento e seja difícil muitas vezes debater com o adversário, não cola a ideia de que ele tem que estar com o país e que não tem tempo pra debates, sabendo ele que muitas vezes é impossível chegar a cada português e que os debates, tendo em conta a grande audiência que têm, permitem que a mensagem chegue a mais portugueses. Portanto, estar com os portugueses também é participar em entrevistas, em debates. Isso eu diria que ele perde votos, porque também perde um bocadinho aquela que é a sua identidade na política, que às vezes há pessoas até que dizem que é um bocadinho aborrecida, porque ele defende um sistema político que seja mais assim, mais ensado, mais participativo. Ninguém quer ouvir aquelas posições de António José Seguro sobre isso. E na verdade, ele não pode agora dizer que não tem essa disponibilidade porque quer estar com os portugueses. Isso soa sempre a desculpa de mau pagador. E portanto, eu acho que ele perde votos no sentido em que perde, de alguma forma, essa sua disponibilidade para o debate democrático, que era uma marca dele. E depois também ganha, porque às vezes é bom conhecermos as nossas próprias limitações e eu acho que ele sabe que um dos palcos ou um dos formatos em que pode eventualmente perder o pé, de alguma forma mostrar essa grande diferença, principalmente de forma, mas também de conteúdo relativamente a André Ventura, que é mais atrativo, que tem um discurso que é mais populista, mas também mais popular e que cola de uma forma mais direta numa boa parte dos telespectadores. Eu creio que essa diferença, pela maneira como se impõe sempre nos debates o André Ventura, também ter noção que isso é um problema pra ele, mostra que ele está atento a todos os detalhes para não cometer erros até chegar a Belém. Aqui é mesmo aquilo de dar uma no cravo e uma na ferradura, que é o que muitas vezes acusam António José Seguro de tomar posição, mas eu acho que por um lado é mau, porque nós devemos estar sempre a favor e uma das coisas boas da democracia portuguesa é a multiplicidade de debates e entrevistas. Por outro lado, acho que ele está a conseguir perceber quais são as suas limitações e isso, quando se aborda uma campanha, não é nada mau.
Miguel Pinheiro, então e quem é que anda a perder? Que é a mesma pessoa.
Certo, é António José Seguro e precisamente por causa deste ponto que o Rui referiu. Hoje, António José Seguro disse que o seu papel principal é falar e dialogar com os portugueses e, portanto, recusou-se a dizer se vai estar disponível para frente a frentes. Tradicionalmente, nós temos um frente a frente na televisão, temos frente a frente na rádio, declaração de interesses. Nós somos uma das rádios que organiza os debates presidenciais e das legislativas e, portanto, naturalmente, que temos interesse em que ele exista. Mas independentemente disso, hoje André Ventura veio responder-lhe dizendo que na verdade até devia haver um frente a frente por semana. Eu ficaria muito surpreendido se António José Seguro, agora subitamente, se quisesse refugiar no silêncio durante a campanha.
Mas um por semana também parece-
Não sei se é um por semana, se não é.
Pelo menos um.
Pelo menos dois.
Sim.
Eu espero que ele esteja disponível para-
Estou sempre a pensar na rádio, Miguel, desculpa.
Eu espero que ele esteja disponível para debates, espero que esteja disponível para entrevistas, espero que esteja disponível para responder a escrutínio. Eu percebo, a julgar por algumas entrevistas que ele deu, em que, por exemplo, não se quis pronunciar sobre António Costa. Se calhar vai ser confrontado com os governos de António Costa, se calhar vai ser confrontado com os governos de José Sócrates e vai ter que dizer coisas sobre isso. Mas eu espero que a solução pra isso não seja: "bem, agora que eu fiquei aqui em primeiro lugar, agora que eu já não preciso disto pra nada, vou calar-me." De facto, na noite das eleições, António José Seguro, eu nem percebo bem porque ele sentiu necessidade de dizer aquilo. Ele disse: "Não, agora os jornalistas vão fazer perguntas, porque devem ter a liberdade de fazer perguntas, têm o direito de fazer perguntas e eu vou responder às perguntas." Não percebo bem de onde é que isso-
Isto foi pra prevenir a pupos, não é?
Pois, não sei se havia ali algum clima.
Os tradicionais a pupos que infelizmente continuamos a ver nas noites eleitorais.
Não tão tradicionais como isso, porque na noite eleitoral houve dois na candidatura de Cutrim, que é revelador, e penso que houve talvez um ruído de fundo com Seguro, com uma pergunta qualquer. Mas enfim, mas António José Seguro, um institucionalista, que aliás se está a candidatar em nome da democracia contra os extremismos, acho que é isso. Ele é a candidatura da democracia contra os extremismos. Então, se é a candidatura da democracia contra os extremismos, espero que dê entrevistas e espero que participe em debates. Espero eu.
E a rádio tem esta capacidade de fazer magia. Se há pouco ouvíamos o nosso homem em Estrasburgo através de um repórfon, agora podemos ouvi-lo com som clarinho como água. É verdade.
Roubou o material.
Não, tudo material da casa. Rui Pedro.
Eu já tinha dito quem ganhou e perdeu votos, mas como agora são dois protagonistas, eu posso dizer que nessa perspectiva, a declaração de André Ventura, posso dizer que ele ganhou votos no sentido em que tem essa disponibilidade para o debate. E parece-me que a mensagem dele tem que ir no sentido Para o qual ele foi hoje, que António José Seguro é o candidato do sistema dos 50 anos. Se ele quer assumir que, mesmo que seja líder partidário desse sistema, e quer assumir aqui um binômio entre o sistema e quem é fora do sistema, parece-me que tem que centrar precisamente a mensagem nesse ponto, ou seja, está a ir no sentido certo. O que vai acontecer? Nós vamos começar uma contagem de espingardas natural e vamos ver que há 300 notáveis que vão apoiar da área do PSD, da área de Iniciativa Liberal, do centrão político, que vão apoiar António José Seguro, e vamos ver que André Ventura vai ter muito menos. Ou seja, o ponto dele vai ter que ser dizer que essas dezenas, centenas de pessoas que vão apoiar António José Seguro são, na verdade, a confirmação de que esse sistema existe. Por isso é que eles estão todos do mesmo lado e por isso é que o exército dele de notáveis é menor. E vai tentar utilizar isso como mensagem. Ele se está a ir por aí, está a ir pelo caminho certo. Pode não lhe chegar e é provável que até que nem chegue, tendo em conta aquilo que têm sido os estudos de opinião e as sondagens e aquilo que é o histórico do país e o que nos tem dito a eleição. Mas não só a segunda volta não está definida, como parece que André Ventura hoje acertou nesse caminho. É aí que ele tem que ir, que é desvalorizar os apoios que o adversário vai ter, que vão ser infinitamente superiores aos dele, e dizer que isso é confirmação do sistema e, por outro lado, atacar esse sistema e centrar a mensagem nisso. E nesse aspecto, parece-me que acertou hoje. Haverá dias em que falhará, mas hoje penso que André Ventura foi quem ganhou votos também pela mensagem que acabou por ter.
Só para acrescentar que o tal sururu na sala onde António José Seguro estava a fazer declarações na noite eleitoral, quando houve aquele sururu com uma pergunta, foi porque lhe perguntaram precisamente sobre o presidente do Conselho Europeu, até acho que terá sido sobre se lhe tinha de dar os parabéns. E claro, os fiéis agitaram-se porque queriam defender o seu candidato. Coitadinho do menino, que não pode ouvir perguntas sobre o presidente do Conselho Europeu. Enfim, mas eu tenho a certeza de que António José Seguro não se vai deixar.
Apostas aqui o teu chapéu.
Tenho a certeza que ele não se vai deixar levar pelas vozes que lhe dizem: "É melhor ficar calado, é melhor não dizer nada." Por amor a Deus, isso seria de alguém que teria medo da democracia. Não acredito.
E até o fim da campanha eleitoral vamos aqui fazendo contas de quem anda a ganhar e a perder votos com o Rui Pedro Antunes, editor de política do Observador, e o Miguel Pinheiro, diretor executivo.
E vamos também para a estrada. A Rita Tavares já esteve com António José Seguro, a Inês André Figueiredo esteve com André Ventura. Vamos começar por ti, Inês André Figueiredo, que já estiveste com André Ventura, mas agora estás em estúdio conosco. Vamos ou não vamos ter debates?
Não sei se vamos ter debates. À partida, haverá pelo menos um, mas a verdade é essa. André Ventura regressou esta terça-feira à campanha, depois de uma curta pausa de um dia, e marcou presença numa arruada esta tarde em Loures, curiosamente no sítio que lhe serviu de trampolim no início da carreira política.
Estou aqui.
Ainda no PSD, quando se candidatou à Câmara Municipal, e não sei se foi coincidência ou não por marcar este início de segunda volta, mas não deixou de passar em branco esse pormenor. Já agora, só dizer que quanto aos próximos dias, ainda há uma incógnita bastante grande na agenda de André Ventura, mas tem marcado um jantar na Suíça, em Zurique. Não há mais informações sobre o resto, mas pelo menos sabemos que vai estar com a imigração, que lhe tem dado bons resultados eleitorais. Sobre o que estavam a falar há pouco. André Ventura, de facto, nas declarações aos jornalistas nessa ação de campanha, foi ele que falou sobre a questão dos debates e foi ele que disse ter a informação de que António José Seguro se está a preparar para evitar os debates na segunda volta ou quer apenas um debate. Na opinião de André Ventura, deve haver três debates nas três semanas até às eleições. E voltou também a referir que o debate sobre a saúde, que tinha falado várias vezes ao longo da campanha, que também estava disponível para o fazer quando e onde António José Seguro quisesse. Obviamente que o argumento de André Ventura foi um dos poucos usados na primeira volta, que é que António José Seguro não tem ideias e, portanto, não quererá debater consigo. Só para dar outra visão sobre o que foi esta ação de campanha em relação a este arranque de segunda volta, André Ventura mostrou-se estupefacto com aquilo a que chamou os notáveis de fato e gravata que têm estado nas televisões e nas rádios, principalmente do PSD, da Iniciativa Liberal e do CDS, a declarar apoio. Disse estar tranquilo e usou novamente aquele argumento de que não tem comissão de honra, porque a sua comissão de honra é o povo português. E disse uma coisa ainda mais importante que isso, que é referiu-se ao não apoio de Luís Montenegro como liberdade de voto. Portanto, é aqui que vai estar a trabalhar nesta segunda volta, ignorar e descredibilizar as figuras mais midiáticas que vão apoiando António José Seguro e mostrar que está a falar para as pessoas, porque de resto é todo o sistema contra André Ventura, pelo menos é isso que nos tem habituado e que vai vender nesta campanha.
Obrigado, Inês. A Inês André Figueiredo, que vai acompanhar a campanha de André Ventura. Mal teve tempo para descansar, a Inês e a Rita também. Olá, Rita Tavares. Andas a acompanhar o António José Seguro. Como é que foi o dia hoje?
Foi bom para quem está a precisar descansar um pouquinho, porque António José Seguro teve apenas uma ação, não sei se já lhe posso chamar campanha, se pré-campanha. Isto é tudo um pouco novo para todos nós, que não éramos jornalistas há 40 anos. Portanto, António José Seguro teve esta manhã.
Nem nascidos. Pelo menos eu.
Diz ela. Sim.
Está bem, Inês. Bom, mas António José Seguro fez duas visitas. Fez uma visita a duas unidades de saúde familiares em Odivelas, para sublinhar a sua prioridade na área da saúde. Voltou, quando foi questionado por jornalistas à saída, a poupar o governo nos problemas do SNS e preferiu apontar para a ideia de cooperação institucional e na necessidade de estabilidade política, que parece que vai sendo, nesta segunda fase desta campanha eleitoral, neste novo tempo desta campanha eleitoral, um alinhamento novo para contrapor à imagem de André Ventura, que pode ser um pouco mais ligada à instabilidade e à vontade de provocar crises políticas. António José Seguro aparece muito aqui nessa insistência de que para ele, ele até repete, muito importante a estabilidade política. Parece que está aqui a apostar nesse argumento. Não que não tivesse já pegado nele na primeira parte da campanha, mas o facto de aparecer quando já tem como único adversário André Ventura, pareceu-me relevante. Depois, também aproveita para outra diferenciação face ao adversário, que é na contabilização de apoios que têm várias origens. E aqui António José Seguro até fez questão de apontar dois muito específicos, o de Rui Moreira e de José Miguel Judice, que já disseram que na segunda volta das presidenciais votarão em Seguro. E o socialista apontou o fato de os dois serem os mandatários nacionais de Luís Marques Mendes, no caso de Rui Moreira, e João Cotrim Figueiredo, no caso de José Miguel Judice. Tanto aqui a ideia de que se esses dois antigos adversários não afirmaram ainda um apoio e afirmaram-se de neutralidade na segunda volta.
Mas os seus mais próximos.
Há um sinal que vem dos seus mandatários nacionais, pelo menos é isso que António José Seguro pretende sublinhar.
Deixe-me só perguntar-te, Rita, muito rapidamente, se António José Seguro aceita participar em quantos debates, porque parece que estamos a criar uma polêmica à volta disto.
Pronto, não disse. Eu perguntei-lhe isso, se tinha essa disponibilidade, mas a única coisa que ele fez foi empurrar o assunto para outra altura. Disse que agora estes são os tempos de se preparar tudo isso e de se organizar esta segunda volta, esta segunda campanha. Disse apenas que o seu papel principal é dialogar com os portugueses, que é aquela frase feita para se desviar de um assunto que ainda não tem definido, embora em conversa com alguns dos elementos da organização e mais próximos de António José Seguro, me tenha percebido que há essa vontade de o candidato voltar a estar em debate e há uma vantagem em poder confrontar-se novamente com André Ventura.
Rita Tavares, obrigado. A Rita Tavares e a Inês André Figueiredo vão para a estrada acompanhar os candidatos à segunda volta das presidenciais. E aqui estaremos no Caça ao Voto, que regressa amanhã, na tarde política.