Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Bom dia. Este liveblog fica arquivado, mas já abrimos um novo para continuar a acompanhar os desenvolvimentos dos conflitos armados em todo o mundo ao longo deste domingo. Pode segui-lo aqui.

    Israel ordena novas evacuações para lá da zona que controla no sul do Líbano

  • Irão responde a piadas de "pirataria" de Trump. "Não foi um lapso. Foi uma admissão"

    “Não foi um lapso verbal.” Depois de Donald Trump ter dito que os militares norte-americanos estão a agir “como piratas” no bloqueio naval aos portos iranianos, o Irão reagiu este sábado destacando que as palavras do Presidente dos EUA não foram uma gafe: Trump vangloriou-se “descaradamente” das suas violações do direito internacional, diz Teerão.

    “O Presidente dos Estados Unidos descreveu abertamente a apreensão ilegal de embarcações iranianas como ‘pirataria’, vangloriando-se descaradamente de que ‘agimos como piratas’”, escreveu o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmaeil Baghaei, no X.

    “Isto não foi um lapso verbal. Foi uma admissão direta e condenatória da natureza criminosa das suas ações contra a navegação marítima internacional”, acrescentou Baghaei.

    “A comunidade internacional, os Estados Membros da ONU e o secretário-geral da ONU devem rejeitar firmemente qualquer normalização de violações tão flagrantes do direito internacional”, sustentou ainda o porta-voz.

  • Ministro iraniano falou com homólogos de França e Itália sobre negociações de paz

    O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, conversou este sábado com os seus homólogos de França e Itália sobre os planos iranianos para as negociações de paz.

    Segundo informação divulgada por Teerão, Araghchi falou com os seus homólogos “sobre as posições e iniciativas da República Islâmica do Irão para acabar com a guerra imposta”.

    Na conversa com o ministro italiano Antonio Tajani, o chefe da diplomacia iraniana criticou os países europeus por uma abordagem “não construtiva” ao programa nuclear iraniano.

  • Presidente ucraniano impõe sanções a cinco pessoas, incluindo antigo chefe de gabinete

    O decreto revoga todas as honras estatais, congela os seus bens e proíbe-os de realizar transações comerciais, segundo um comunicado presidencial.

    Presidente ucraniano impõe sanções a cinco pessoas, incluindo antigo chefe de gabinete

  • Dois altos dirigentes do Partido Republicano fazem comunicado conjunto a criticar Trump pela retirada de tropas norte-americanas da Alemanha

    Dois dirigentes de topo do Partido Republicano dos EUA publicaram este sábado um comunicado conjunto mostrando-se “muito preocupados” com a decisão de Donald Trump de retirar cerca de cinco mil soldados da Alemanha.

    “Estamos muito preocupados com a decisão de retirar uma brigada dos EUA da Alemanha”, diz o texto, assinado pelo senador Roger Wicker (do Mississippi) e pelo congressista Mike Rogers (do Alabama).

    Trata-se de uma declaração de peso uma vez que os dois republicanos são os presidentes dos comités parlamentares que supervisionam as forças armadas e o Departamento de Defesa no Senado e na Câmara dos Representantes, as duas câmaras do parlamento norte-americano.

    Os dois responsáveis avisam que qualquer alteração sobre a presença militar norte-americana na Europa têm de ser coordenados com o Congresso dos EUA e com os aliados.

    “Esperamos que o Departamento [de Defesa] se coordene com os seus comités de supervisão nos próximos dias e semanas sobre esta decisão e as suas implicações na dissuasão dos EUA e na segurança transatlântica”, diz a nota, que alerta para o facto de a Europa ainda precisar de tempo para aumentar as suas capacidades militares e de uma decisão deste género poder “passar a mensagem errada a Putin” sobre a segurança da Europa.

    Lembrando que a Alemanha respondeu ao apelo de Trump no que respeita à partilha dos encargos militares do Ocidente, incluindo facilitando o acesso a bases durante a guerra com o Irão, os dois dirigentes republicanos assinalam que “em vez de retirar forças do continente, é do interesse norte-americano manter uma forte dissuasão na Europa movendo estes cinco mil soldados para o leste”.

    O comunicado diz ainda que “os aliados fizeram investimentos substanciais para acolher tropas norte-americanas, reduzir os custos para os contribuintes norte-americanos e reforçar a linha da frente da NATO para ajudar a impedir um conflito muito mais custoso de, sequer, começar”.

  • Comité Nobel exige libertação imediata da ativista iraniana Narges Mohammadi, Nobel da Paz de 2023, que foi hospitalizada no Irão

    O presidente do Comité Nobel Norueguês, que atribui todos os anos o Prémio Nobel da Paz, exigiu este sábado que as autoridades iranianas libertem de imediato a laureada Narges Mohammadi para que possa receber tratamento médico.

    A ativista iraniana recebeu o Nobel da Paz em 2023, quando se encontrava presa no Irão, pela sua luta pelos direitos das mulheres iranianas e pelo fim da pena de morte no país. Esta sexta-feira, Mohammadi foi transferida de urgência para um hospital iraniano depois de o seu estado de saúde se ter deteriorado gravemente na prisão.

    À Reuters, o líder do comité que lhe atribuiu o prémio sublinhou que Mohammadi “está presa apenas pelo seu trabalho pacífico em prol dos direitos humanos”. “A vida dela está agora nas mãos das autoridades iranianas”, afirmou Joergen Watne ‌Frydnes.

    Nobel da Paz iraniana Narges Mohammadi hospitalizada com urgência

  • Iraque acredita que consegue recuperar normalidade na produção de petróleo numa semana após o desbloqueio do Estreito de Ormuz

    O vice-ministro iraquiano do petróleo, Basim Mohammed, acredita que o Iraque conseguirá recuperar os níveis normais de produção de petróleo em apenas uma semana, depois do fim do bloqueio do Estreito de Ormuz.

    Atualmente, o Iraque está a extrair cerca de 1,5 milhões de barris de petróleo por dia, bastante abaixo dos 4,3 milhões diários antes do início da guerra.

    O país está neste momento a exportar petróleo através de um porto turco — e, por vezes, alguns petroleiros com petróleo iraquiano têm sido autorizados a passar pelo Estreito de Ormuz.

    O Estreito de Ormuz tem sido um ponto fulcral desta guerra. Depois do ataque dos EUA e de Israel no fim de fevereiro, o Irão impôs um bloqueio do estreito, causando forte disrupção no comércio mundial de petróleo e fazendo disparar os preços dos combustíveis por todo o mundo, e anunciou a intenção de cobrar uma espécie de “portagem” aos navios que por ali passam. Entretanto, os EUA também implementaram um bloqueio no estreito contra os navios iranianos. A resolução desta situação de bloqueio está dependente das negociações de paz.

    Antes da guerra, passavam cerca de três mil navios por mês no Estreito de Ormuz; desde o início da guerra, este número caiu para menos de uma dezena por dia.

  • Irão "preparado para ambos os caminhos" diz que cabe aos Estados Unidos escolher entre "diplomacia" ou "confronto"

    O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Kazem Gharibabadi, afirmou que o seu país já cumpriu o seu papel ao apresentar um plano ao Paquistão, com o objetivo de “encerrar permanentemente a guerra imposta”.

    “O Irão apresentou o seu plano ao Paquistão como mediador com o objetivo de encerrar permanentemente a guerra imposta, e agora cabe aos Estados Unidos escolher o caminho da diplomacia ou continuar com a abordagem de confronto”, disse, citado pelos media iranianos, numa reunião de embaixadores e chefes de missões diplomáticas estrangeiras residentes em Teerão.

    “O Irão está preparado para ambos os caminhos a fim de garantir seus interesses e segurança nacionais e, em qualquer caso, manterá sempre o seu pessimismo e desconfiança em relação aos Estados Unidos, bem como a sua honestidade no caminho da diplomacia”, acrescentou.

  • Comandante do exército libanês reuniu com general dos EUA em Beirute

    O comandante do exército libanês, Rodolphe Haykal, reuniu-se em Beirute com o general norte-americano Joseph Clearfield, o novo chefe do comité de monitorização do cessar-fogo liderado pelos EUA, informam as forças armadas do Líbano no X.

    No encontro, que serviu para analisar a situação de segurança no Líbano e os recentes desenvolvimentos regionais, foi reforçada a importância estratégica do exército e a necessidade de o apoiar.

  • Circulação no estreito de Ormuz "não voltará a ser o que era", diz Irão

    Teerão está a preparar uma nova legislação para controlar o estreito de Ormuz, que promete alterar permanentemente o tráfego na região, noticia a Al Jazeera.

    Segundo o vice-presidente do Parlamento iraniano, Hamidreza Haji-Babaei, a lei proibirá a passagem de navios israelitas em qualquer circunstância e exigirá o pagamento de “reparações de guerra” a estados inimigos que queiram atravessar a rota.

    O diploma prevê ainda que todas as restantes embarcações fiquem sujeitas a autorização prévia de Teerão, com Haji-Babaei a garantir que a circulação no estreito “não voltará a ser o que era antes da guerra”.

  • Qatar avisa Irão em telefonema: liberdade no estreito de Ormuz é "não negociável"

    Numa chamada telefónica de Abbas Araghchi para o Qatar — que se soma a outros contactos recentes de Teerão — o ministro iraniano informou o primeiro-ministro e chefe da diplomacia qatari sobre o estado das negociações.

    Durante o contacto, Al-Thani reiterou o apoio total de Doha à mediação pacífica, mas deixou avisos claros: a liberdade de navegação é um princípio “não negociável”, informou o ministério na rede social X.

  • “Não nos deixamos intimidar”: Cuba reage a ameaças de Donald Trump

    O Governo cubano denunciou o que classifica como uma elevação das agressões dos Estados Unidos a “níveis perigosos”, após Donald Trump ter acompanhado o reforço do bloqueio económico com novas ameaças de intervenção militar.

    O chefe da diplomacia do país, Bruno Rodríguez, afirma no X que a retórica de Washington carece de pretexto real, servindo apenas os interesses financeiros e eleitorais de “pequenas elites”.

    “Nós, cubanos, não nos deixamos intimidar”, escreve ainda na publicação com a hashtag “APátriaDefende-se”.

  • Flotilha diz que ativista Thiago Ávila relatou tortura durante detenção por Israel

    A flotilha afirmou que Ávila foi sujeito a espancamentos e maus-tratos durante a sua detenção e indicou que, apesar de ter sido examinado por um médico, não recebeu os cuidados médicos adequados.

    Flotilha diz que ativista Thiago Ávila relatou tortura durante detenção por Israel

  • EUA aceleram vendas de armas para aliados no Médio Oriente

    Mais de 8,6 mil milhões de dólares (7,3 mil milhões de euros) em armamento vão ser vendidos em regime de emergência pelos EUA a parceiros no Médio Oriente, enquanto as negociações para encerrar o conflito com o Irão permanecem num impasse. A decisão do Governo Trump foi tomada sem ser submetida à revisão prévia do Congresso.

    O pacote autorizado inclui a transferência de foguetes para Israel, Catar e Emirados Árabes Unidos, além de sistemas de defesa aérea para o Qatar e o Kuwait, informou o Departamento de Estado durante a noite de sexta-feira, como escreve o The New York Times.

  • Maioria das bases militares dos EUA no Médio Oriente danificada por ataques do Irão, revela CNN

    Pelo menos 16 instalações militares dos Estados Unidos sofreram danos na sequência de ataques iranianos, abrangendo a maioria das posições norte-americanas no Médio Oriente. Segundo apurou uma investigação da CNN, os impactos atingiram alvos de elevado valor estratégico, o que levanta dúvidas sobre a segurança da presença militar de Washington na região.

  • "Somos como piratas", diz Donald Trump, a propósito do bloqueio naval ao Irão

    O Presidente dos EUA disse esta sexta-feira que os militares norte-americanos estão a agir “como piratas” ao executar o bloqueio naval aos portos iranianos.

    O comentário de Donald Trump, citado pela Reuters, foi feito enquanto o chefe de Estado descrevia a apreensão de um navio pelas norte-americanas há alguns dias.

    “Tomámos posse do navio, tomámos posse da carga, tomámos posse do petróleo. É um negócio muito lucrativo”, disse Trump em declarações aos jornalistas. “Somos como piratas. Somos meio que como piratas, mas não estamos a brincar”.

    Recorde-se que, nos últimos dias, alguns navios iranianos, que tentavam contornar o bloqueio naval, foram apreendidos pelas forças dos EUA depois de terem deixado portos iranianos.

  • Irão e Coreia do Sul discutem por telefone laços bilaterais e planos para travar a guerra

    A ronda de contactos telefónicos do Irão continuou este sábado. Desta vez, com o chefe de diplomacia da Coreia do Sul, Cho Hyun, Abbas Aragachi discutiu as relações bilaterais e os recentes desenvolvimentos regionais.

    Segundo o canal de Telegram do ministro iraniano, a conversa incidiu sobre as iniciativas diplomáticas que visam pôr fim à guerra entre os Estados Unidos, Israel e o Irão, estando prevista a divulgação de novos detalhes em breve.

  • Rússia e Irão discutiram por telefone cessar-fogo no Médio Oriente e segurança naval no estreito de Ormuz

    Os chefes da diplomacia da Rússia e do Irão, Sergey Lavrov e Abbas Araghchi, mantiveram na sexta-feira uma conversa telefónica para discutir a estabilização militar no Médio Oriente e a “cessação completa das hostilidades”, informou hoje o canal oficial do MNE russo no Telegram.

    O diálogo terá dado seguimento ao recente encontro entre Vladimir Putin e Araghchi, focando-se no programa nuclear iraniano e na liberdade de navegação.

    Um dos pontos centrais da conversa foi a garantia de “passagem segura de navios e cargas russas pelo estreito de Ormuz”, com ambas as partes a reafirmarem o compromisso de encontrar soluções diplomáticas para uma paz duradoura na região.

  • Berlim desvaloriza retirada "prevista" de tropas dos EUA e pede reforço da defesa europeia

    O ministro da Defesa da Alemanha procurou desvalorizar a decisão de Washington de retirar 5.000 soldados do país, afirmando que a medida já era “prevista”. “Já se previa que os EUA poderiam retirar tropas da Europa, incluindo da Alemanha”, afirmou Boris Pistorius, segundo o Politico.

    Para o governante, a decisão de Washington reforça a urgência de a Europa assumir um papel mais ativo na sua defesa. “Se quisermos manter uma relação transatlântica, precisamos de fortalecer o pilar europeu dentro da NATO“, defendeu Pistorius.

  • Irão admite que novo conflito com os EUA é "possível" e ameaça com "medidas surpresa"

    O brigadeiro-general Mohammad Jafar Asadi, porta-voz do quartel-general das forças armadas do Irão, alertou que um novo conflito com os EUA é “possível” após Donald Trump ter rejeitado a mais recente proposta de paz de Teerão.

    Citado por agências de notícias iranianas, Asadi afirmou que os Estados Unidos demonstraram não ter compromisso com “promessas ou acordos” e ameaçou com represálias militares de grande escala. “Estão planeadas medidas surpresa para o inimigo [EUA], para além da sua imaginação”, avisou o alto responsável militar.

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