Momentos-chave
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  • Marcelo assume que explicação do Governo às populações “não correu bem

    Marcelo Rebelo Sousa fala agora aos jornalistas a partir de Ourém, onde se reuniu com elementos da Proteção Civil. Questionado sobre a reunião que teve, horas antes, com o primeiro-ministro, o chefe de Estado mencionou três pontos em que está em concordância com Montenegro — e deixou alguns recados no sentido daquilo que é preciso fazer. Além de críticas à comunicação do Governo.

    “Não é por eu dizer que o Governo esteve melhor ou pior. Há coisas em que se esteve melhor e coisas em que se esteve pior. A explicação às pessoas, em muitos casos, não correu bem, não correu bem, não correu bem”, afirmou.

    Salientando que o primeiro passo é “fazer uma análise da situação”, Marcelo diz ser necessário “ter noção” do “processo cumulativo psicológico” que as pessoas afetadas pela tempestade estão a viver. Algumas tiveram, primeiro, uma “reação de apreensão, depois de preocupação, depois de ansiedade ou de angustia”. “É importante perceber, para depois responder ao mais básico das necessidade e prevenir o que pode acontecer no futuro”, disse.

    “Depois estivemos de acordo sobre aquilo que é mais prioritário nas medidas: acorrer às necessidades básicas na energia, água, comunicações. Fazendo o que é necessário e exercer pressão sobre quem opera nessas areas para responder mais rapidamente”, continuou.

    E depois chegaram a acordo ainda num terceiro ponto: a revisão do PRR (Plano de Recuperação e Resiliência). “É preciso acompannhar o que o Governo está a fazer nas instituições europeias. Estava a fazer de revisão do PRR e agora tem de ser virado para esta calamidade. E as instituições são as primeiras a aceitar, porque o PRR nasceu de uma calamidade que foi a Covid. Quando há uma situaçção de calamidade que justifica haver uma reafetação de meios e revisão de prazos, tem de ser feito”, disse.

  • Bom dia!

    Este liveblog fica por aqui.

    Continue a acompanhar toda a atualidade sobre os efeitos da depressão Kristin neste novo liveblog que agora abrimos.

    Forças Armadas colocam 42 botes “para mitigar impacto” da tempestade

  • Portugal continental com 833 ocorrências até às 23h00

    Portugal continental registou entre as 00h00 e as 23h00 de terça-feira 833 ocorrências relacionadas com o mau tempo, sobretudo queda de árvores ou estruturas, inundações, limpeza de vias ou deslizamento de terras, adiantou à Lusa fonte da Proteção Civil.

    As zonas mais afetadas com estas ocorrências foram a região Centro e Lisboa e Vale do Tejo, indicou o oficial de operações da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) Miguel Oliveira.

    Nas últimas horas, a Proteção Civil não teve registo de vítimas ou de danos significativos.

    “Algumas [ocorrências] ainda são resultado das operações de recuperação das últimas intempéries, como cortes de árvore ou limpeza de vias”, explicou Miguel Oliveira.

    Portugal continental registou desde as 16h00 de 27 de janeiro até às 16h00 de terça-feira o total de 14.339 ocorrências devido ao mau tempo, com predominância de quedas de árvores e de estruturas e inundações, anunciou a Proteção Civil

    Foram mobilizados 48.850 operacionais apoiados por 18.509 meios terrestres para dar resposta aos efeitos das depressões que têm afetado Portugal.

  • Geradores europeus não fariam diferença, "a nossa dificuldade é a logística", diz ministra do Ambiente

    A ministra do Ambiente e da Energia afirmou esta noite que pedir geradores europeus (através da ativação do Mecanismo Europeu de Proteção Civil) não faria diferença, uma vez que “a nossa dificuldade é a logística”, afirmou Maria Graça Carvalho.

    A governante, em entrevista à CNN, detalhou que “a malha social da região”, concretamente Leiria, dificulta o processo de distribuição e instalação de geradores.

    “É uma região muito dispersa. Quando pomos geradores com esta potencia numa freguesia, pomos numa localização que abrange o maior número de moradores. Mas temos uma comunidade muito dispersa e por vezes até pessoas solitárias e já com alguma idade”, afirmou.

    Maria Graça Carvalho garantiu mesmo: “Não é uma questão de falta de geradores, é de logística.” E acrescentou que “o Governo não está com vergonha de pedir ajuda.”

    Segundo a responsável pelo Ambiente e Energia, às 20h, 85 mil clientes da E-Redes estavam sem eletricidade. “Começámos com 1 milhão e 10 mil pessoas”, disse.

    “As redes não estavam preparadas para estas intempéries, porque o sul da Europa e o nosso país não era, tradicionalmente, uma região de ventos muito elevados.”

    A ministra do Executivo de Montenegro afirmou ainda que a E-Redes já instalou 200 geradores de maior capacidade e outros 300 serão entretanto instalados.

    Relativamente aos apoios individuais disponibilizados pelo Governo, Graça Carvalho afirmou que “já está no terreno todo o sistema que pode começar a pôr estes apoios a andar”.

    Acerca da demora deste apoio em chegar ao terreno, a ministra optou por explicar que primeiro foi necessário fazer um levantamento dos danos e necessidades e depois foi necessário aprovar os apoios.

    Agora “tudo está estabelecido e a partir de agora pode começar. O processo não vai passar pelas autorizações normais para refazer construções, por exemplo. Não precisam das declarações normais, será tudo muito mais simples que o habitual”.

  • Isaltino Morais está na ribeira da Laje: "Situação normal quando há chuva intensa"

    O presidente da câmara municipal de Oeiras está agora junto à ribeira da Laje, que transbordou.

    “Nesta ribeira não é preciso muita água, ali na zona do jardim municipal transborda com frequência”, afirmou.

    Isaltino Morais assumiu que, caso continue a chover muito, pelas 4 horas, se estiver maré cheia, aí sim “é natural que transborde”. “Mas neste momento é uma situação normal quando há chuva intensa”, tranquilizou.

    O autarca referiu ainda que a zona de maior preocupação é a ribeira de Algés que, se transbordar, é sinónimo de que a precipitação foi mesmo bastante significativa.

  • Família retirada de casa por ameaça de deslizamento de terras em Arcos de Valdevez

    O presidente da Câmara de Arcos de Valdevez disse hoje à Lusa que quatro pessoas foram retiradas de uma casa ameaçada por iminente derrocada de penedos, na freguesia de Cabreiro.

    “Vamos retirar as pessoas de casa face à possível derrocada de uns penedos de grandes dimensões no lugar de Vilar de Cabreiro. A casa está mesmo em frente dos penedos. As quatro pessoas vão ficar alojadas em casa de familiares”, disse à agência Lusa o presidente da Câmara, Olegário Gonçalves.

    Segundo o autarca social-democrata, a chuva intensa que se faz sentir obrigou a esta medida de prevenção.

    “Os serviços da Câmara e da Proteção Civil, estão no local [22:45] para retirar as pessoas de casa para prevenir perigos de maior aos habitantes do lugar de Cabreiro. Os penedos deslizaram cerca de um metro, mas estão em perigo iminente de virem montanha a baixo”, especificou Olegário Gonçalves.

    “Entre as quatro pessoas estão dois jovens e duas pessoas de mais idade”, referiu o autarca de Arcos de Valdevez, no distrito de Viana do Castelo.

  • Cheia na ribeira da Laje: "Não há grande impacto", diz Proteção Civil

    Em declarações à Rádio Observador, o comandante sub-regional da Grande Lisboa da Proteção Civil, Hugo Santos, desvalorizou a enchente que por esta hora se faz sentir na ribeira da Laje, em Oeiras.

    “Falamos de inundações na via pública fruto da precipitação que se fez sentir. Não há grande impacto, principalmente nas vias principais como autoestradas ou a marginal”, afirmou Hugo Santos.

    E acrescentou que está em causa um “sítio historicamente identificado” como sendo um local de inundação fácil. “Falamos de sarjetas entupidas e alguma insuficiência de drenagem nos sistemas de escoamento. Não estava a dar vazão e acabou por haver alguns alagamentos de vias”, rematou.

  • Os picos de chuva e vento da Leonardo até sábado. "Torneiras vão abrir" sobre Grande Lisboa, Península de Setúbal e zona sul

    Vai chover sem parar durante 48 horas em metade do país devido à primeira frente frontal da Leonardo. Mas a madrugada de quinta-feira e a de sábado serão as piores. Leiria também não escapará.

    Os picos de chuva e vento da Leonardo até sábado. “Torneiras vão abrir” sobre Grande Lisboa, Península de Setúbal e zona sul

  • Presidente da República salienta que é importante que a informação circule com velocidade

    O Presidente da República disse ainda ser importante perceber quais “os fundos possíveis e significativos para esta reconstrução”.

    E também aí, Luís Montenegro tem “a mesma perspetiva”, afirma Marcelo.

    O chefe de Estado vincou ainda, por duas vezes, a importância da circulação da informação. É necessário que, quem estiver a coordenar o local, “tenha a informação [necessária] para a sequência dos acontecimentos”.

    “Chega a um momento em que há prazos — até a nível de disponibilidade de fundos — e o que demora mais tempo a fazer em termos de levantamento tem de ser feito para não se perder a hipótese” de ter os fundos necessários.

    “As pessoas têm de fazer chegar às freguesias e municípios as necessidades mais urgentes. Para isso é preciso que circule a informação”, disse logo no início das declarações.

  • Oeiras: ribeira da Laje galgou margens

    A ribeira da Lage já está a galgar margens. Segundo a CNN, já se registam inundações no parque municipal de Oeiras. Além disso, já há ruas cortadas devido às cheias.

  • Chuva forte relacionada com a tempestade Leonardo já se faz sentir

    A frente frontal associada à tempestade Leonardo já se faz sentir em Portugal Continental. No site da Proteção Civil começam a multiplicar-se as ocorrências relacionadas com o mau tempo, como quedas de árvores (em Almeirim, Vale de Santarém ou Mafra) e inundações (Odivelas, Oeiras e Algés, por exemplo).

    Há também vários alertas para limpeza de via e sinalização de perigo.

  • Presidente da Republica já está em Ourém

    Marcelo Rebelo de Sousa já chegou a Ourém, após ter marcado presença no funeral do cineasta João Canijo, em Lisboa.

    O chefe de Estado está reunido com elementos da Proteção Civil.

    Depois deste encontro, o Presidente da República vai seguir para Pedrogão Grande.

  • Ourém. "Estamos muito preocupados com as chuvas dos próximas dias"

    Luís Miguel Albuquerque, presidente da Câmara Municipal de Ourém, está preocupado por haver ainda muitas pessoas com casas com o telhado danificado. Grande parte do concelho continua sem eletricidade. Ouça aqui a Resposta Pronta da Rádio Observador.

    Ourém. “Estamos muito preocupados com as chuvas dos próximas dias”

  • Registadas mais de 14.300 ocorrências desde 27 de janeiro

    Mais de 14.300 ocorrências devido ao mau tempo foram registadas desde 27 de janeiro, com predominância de quedas de árvores e de estruturas e inundações, anunciou hoje a proteção civil.

    O comandante nacional de emergência e proteção civil, Mário Silvestre, informou em conferência de imprensa na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), que desde as 16:00 de 27 de janeiro até às 16:00 de hoje o total de 14.339 ocorrências registadas mobilizou 48.850 operacionais apoiados por 18.509 meios terrestres para dar resposta aos efeitos das depressões que têm afetado Portugal.

    Questionado sobre a capacidade de resposta dos operacionais, depois da devastação provocada pela depressão Kristin, o comandante nacional da ANEPC admitiu existir cansaço entre os agentes de proteção civil, mas garantiu que a capacidade de resposta não sai prejudicada.

    “As equipas no terreno são constantemente rendidas, há um esforço significativo na rendição e na gestão do esforço, todos os operacionais estão no terreno para garantir que se mantém o ritmo normal de trabalho”, explicou.

    Mário Silvestre disse ainda que poderá haver novo comprometimento de algumas infraestruturas, incluindo a rede elétrica, com a passagem da Depressão Leonardo, mas garantiu que existem recursos para fazer face aos efeitos do mau tempo.

  • Marcelo avisa que “não serve de nada ter medidas no papel” se não for possível executá-las

    O Presidente da República avisou hoje que “não serve de nada ter medidas no papel” de apoio às populações afetadas pelo mau tempo se não for possível executá-las, pedindo coordenação no terreno porque senão as pessoas ficarão desesperadas.

    “O problema não é [as medidas do Governo] serem suficientes, (…) faz-se o levantamento da situação que existe, de tal forma que se pode dar a resposta. Não serve nada ter medidas no papel, se não é possível dar resposta às medidas”, alertou, em declarações aos jornalistas à margem das cerimónias fúnebres do cineasta João Canijo após ser questionado sobre a ação do Governo na resposta à passagem da depressão Kristin em Portugal continental.

    O Presidente da República explicou que na reunião desta tarde com o primeiro-ministro no Palácio de Belém avaliou-se a situação dos próximos dias, para os quais se antevê uma quinta-feira e um domingo “complicados”, e como se vai responder aos mais de 100 mil portugueses sem eletricidade e mais de 70 mil sem telecomunicações.

    Marcelo Rebelo de Sousa afirmou também que foi abordada nessa reunião a “importância de a máquina” do Estado conseguir responder aos problemas, bem como a sua coordenação.

    “E nessa máquina, como é importante, além de uma coordenação, que agora está em Leiria, funcionar tudo bem, desde as pessoas até à coordenação”, defendeu, acrescentando que, se isso não acontecer, as “pessoas ficam ansiosas, angustiadas ou desesperadas”.

    O chefe de Estado disse ainda, sem detalhar datas, que, além do concelho de Ourém, visitará Pedrógão Grande e que prevê estar primeiro na região do Mondego, a que seguirá uma visita à zona do Sado e uma ida à região do Tejo.

  • “Queremos garantir condições de habitabilidade e segurança”

    O autarca de Ferreira do Zêzere, Bruno Gomes explica dificuldade da limpeza de todos os caminhos florestais. Insiste na necessidade de mão de obra qualificada para reparação de telhados. Ouça aqui a Resposta Pronta da Rádio Observador.

    “Queremos garantir condições de habitabilidade e segurança”

  • Porto de Mós. “Precisamos de materiais de construção”

    O vice-presidente da autarquia, Eduardo Amaral, avisa que é necessário consertar os vários telhados que ficaram partidos devido à depressão. Denúncia alguns roubos de combustíveis no concelho. Ouça aqui a Resposta Pronta da Rádio Observador.

    Porto de Mós. “Precisamos de materiais de construção”

  • Presidente CM Alvaiázere. "O balanço é trágico"

    O autarca garante que há danos em quase todas as infraestruturas públicas da região e fala em 95% do parque habitacional danificado. Já em fase de recuperação, diz que 60% do território já tem energia. Ouça aqui a Resposta Pronta da Rádio Observador.

    Presidente CM Alvaiázere. “O balanço é trágico”

  • Dez freguesias de Castelo Branco ainda com constragimentos na energia

    A Câmara de Castelo Branco indicou hoje que telhados danificados e chaminés caídas estão entre os principais problemas no concelho após a passagem da depressão Kristin e que se registam constrangimentos no fornecimento de energia em 10 freguesias.

    No final da reunião de hoje do Centro de Coordenação Operacional Municipal (CCOM) de Castelo Branco, o executivo liderado por Leopoldo Rodrigues disse que, nesta fase, um dos “principais problemas identificados prende-se com telhados danificados e chaminés caídas resultante da ação do vento forte”.

    Numa nota de imprensa enviada à agência Lusa, o executivo disse ainda que, atualmente, “persistem constrangimentos em 10 freguesias, encontrando-se a situação a ser acompanhada em articulação com a E-Redes”.

    “A Câmara Municipal disponibilizou seis geradores, que foram posicionados em localidades isoladas, onde as condições da rede de média e baixa tensão permitem o seu funcionamento”, indicou.

    No documento, referiu ainda, sem precisar o número, que “foram monitorizados os doentes referenciados pela Unidade Local de Saúde (ULS) de Castelo Branco que, pela falha de energia, possam estar com o acesso a equipamentos médicos de assistência respiratória comprometido”.

  • Presidenciais entre tempestade e críticas

    Seguro pressionado por rendimentos e ética, Ventura a mudar de discurso e o Governo testado pela tempestade, entre pedidos de apoio e críticas à resposta do Estado. Ouça aqui o novo episódio de E o vencedor é… da Rádio Observador.

    Presidenciais entre tempestade e críticas

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