Atualizações em direto
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Presidente interina da Venezuela reconhece “uso abusivo” de lei contra o ódio
A líder da Venezuela reconheceu o “uso abusivo” das autoridades da lei contra o ódio, instrumento que serviu para justificar detenções políticas e que deverá ser alvo de reforma, tal como exigido por oposição e organizações não-governamentais.
“Infelizmente, ela [a lei] foi mal aplicada, houve um uso abusivo desta lei”, assumiu na terça-feira Delcy Rodríguez durante um encontro com produtores de café no estado de Portuguesa (oeste).
Ao longo da última década, dezenas de responsáveis políticos, ativistas, jornalistas, manifestantes e influenciadores foram acusados de “incitamento ao ódio” e detidos com base nesta lei, aprovada em 2017 no âmbito da repressão política e que previa penas de 10 a 20 anos de prisão.
Delcy Rodríguez, que governa sob pressão dos Estados Unidos desde a captura do presidente Nicolás Maduro, em janeiro, promulgou uma lei de amnistia que permitiu a libertação de centenas de presos políticos, muitos dos quais detidos ao abrigo dessa lei.
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China promete resposta “firme” se UE adotar novas restrições comerciais
A China advertiu que “responderá com firmeza” para defender os “direitos e interesses legítimos” das suas indústrias caso a União Europeia (UE) adote novas medidas restritivas contra empresas ou produtos chineses, afirmou o Ministério do Comércio.
O ministério reagiu assim a informações segundo as quais vários Estados-membros da UE estarão a preparar um documento conjunto para pedir à Comissão Europeia que acelere a criação de um instrumento semelhante à secção 301 da Lei do Comércio dos Estados Unidos e adote medidas mais duras contra o comércio chinês.
Num comunicado divulgado na terça-feira à noite, um porta-voz do Ministério do Comércio chinês afirmou que o eventual instrumento constitui uma medida “tipicamente protecionista e unilateral”, que “não só não contribui para resolver os problemas, como acabará por se virar contra a própria União Europeia”.
“A UE também já foi vítima deste tipo de instrumentos: não faças aos outros aquilo que não queres que te façam a ti”, afirmou o porta-voz, acrescentando que a iniciativa poderá perturbar a estabilidade do comércio entre a China e a Europa e das cadeias industriais e de abastecimento mundiais.
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Guarda Revolucionária Islâmica pede retirada do poder dos "políticos maléficos" nos EUA
Numa carta de 26 páginas, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irão apelou aos eleitores norte-americanos para votarem contra os aliados do presidente dos EUA, Donald Trump, no Congresso e no Senado, a cerca de um mês das ‘midterms’, agendadas para 3 de novembro.
“Retirem do poder os políticos maléficos, enganadores e violentos que são responsáveis pela situação atual dos Estados Unidos”, refere a carta citada pela Reuters, que acrescenta: “Certifiquem-se de que os vossos políticos compreendem que o mundo mudou.”
A mensagem surge num momento em que Teerão celebra a saída das tropas norte-americanas do Iraque, ao fim de mais de uma década de presença contínua. Esta quarta-feira é o último dia do prazo para a retirada completa dos soldados norte-americanos, no âmbito do acordo com Bagdad e que aprofunda o controlo do Estado iraquiano sobre o seu território.
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Bom dia.
Iniciamos aqui um novo artigo liveblog dedicado ao acompanhamento da situação internacional nesta quarta-feira, com destaque para a guerra entre EUA e Irão e a tensão na região do Médio Oriente, sem esquecer a invasão da Ucrânia pela Rússia.
Obrigado pela sua companhia.