Momentos-chave
- O que aconteceu até agora?
- Trump diz que vai tomar decisão sobre sanções à Rússia após encontro de Witkoff e dirigentes russos
- Zelensky apoia proposta norte-americana de cessar-fogo imediato e acusa Rússia de intensificar ataques
- Trump estuda possibilidade de aplicar novas sanções contra a "frota fantasma" russa se Putin não aceitar cessar-fogo até sexta-feira
- Kremlin pondera fazer trégua aérea com Ucrânia como forma de contornar ameaças de Trump
- Zelensky teve uma "conversa muito boa" com Rutte sobre os pacotes de ajuda militar a Kiev
- 38 países, incluindo Portugal, instam Rússia a devolver "crianças ucranianas deportadas ilegalmente e transferidas à força"
- Drone vindo da Bielorrússia cai perto de base militar na Lituânia. Governo pede medidas à NATO para melhorar capacidades de defesa aérea
- Trump diz que líderes da NATO "fazem tudo" o que quer
- "Se a energia baixar o suficiente, Putin vai parar de matar pessoas", diz Trump
- Mark Rutte agradece aos países que vão contribuir com ajuda militar a Kiev
- Dinamarca, Suécia e Noruega vão financiar pacotes de ajuda militar à Ucrânia
- Zelensky tem "conversa produtiva" com Trump. Líderes discutiram sanções contra a Rússia
- Trump diz que vai "aumentar muito substancialmente" tarifas para a Índia "nas próximas 24 horas" pelo comércio com a Rússia
- Órfãos ucranianos vítimas da guerra vêm passar férias em Portugal
- Putin não deverá ceder a ultimato de Trump para acabar com a guerra, segundo a Reuters
- Duas pessoas morreram num ataque russo à região ucraniana de Sumy
- Índia defende-se contra críticas e fala em ataque "injustificado e irracional" de EUA e UE
- Kremlin diz que Ocidente está a "ameaçar" Índia e Rússia a parar comércio de petróleo
- Peskov confirma que a Rússia "já não tem restrições" no uso de mísseis de curto e médio alcance
- Rússia atacou Ucrânia com quase 50 drones e um míssil balístico durante a noite, diz Zelensky
- UE prepara sanções contra a China por ajudar a Rússia, avança o Politico
- Rússia leva a cabo maior ataque em cidade de Kharkiv desde o início da guerra: um morto e dez feridos, incluindo crianças
- Registado terramoto de 5.4 em Kamchatka
- Erdogan pode visitar Ucrânia nos próximos dias
- Mais abrigos em escolas permitem devolver alunos às aulas presenciais
- Rússia perdeu 1.058.260 soldados desde início da guerra, diz Ucrânia
- Drones ucranianos atingem estação de comboios na Rússia
- Pelo menos quatro mortos em ataque de drones russos
- Apoiantes de Trump defendem sanções à Rússia
Histórico de atualizações
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Bom dia.
Este liveblog fica por aqui. Acompanhe os desenvolvimentos sobre a guerra na Ucrânia, no dia em que o enviado especial norte-americano, Steve Witkoff, deve reunir com oficiais russos em Moscovo, nesta ligação.
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O que aconteceu até agora?
- O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, expressou apoio total à proposta norte-americana de cessar-fogo imediato, ao mesmo tempo que acusou a Rússia de intensificar os ataques, especialmente contra civis. Zelensky enfatizou a importância da pressão internacional e das sanções, particularmente dos Estados Unidos, para conter a agressão russa.
- Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos, está a considerar impor novas sanções contra a Rússia caso esta não aceite um cessar-fogo imediato na Ucrânia. As sanções visariam, em particular, a “frota fantasma” de petroleiros russos, e a decisão será tomada após consultas com o enviado especial norte-americano em Moscovo.
- A Rússia está a ponderar uma trégua aérea temporária para evitar mais sanções dos Estados Unidos, conforme discutido nas negociações com o enviado especial norte-americano, Steve Witkoff. No entanto, Vladimir Putin aparenta estar determinado a continuar a ofensiva militar na Ucrânia, apesar das ameaças de sanções por parte de Trump.
- A violência na Ucrânia continua a causar baixas significativas, com ataques recentes nas regiões de Kharkiv, Zaporíjia, Odessa e Sumy, que resultaram em mortos e feridos, incluindo civis e crianças. A Rússia lançou cerca de 50 drones e um míssil balístico durante os ataques noturnos, segundo fontes ucranianas.
[Um jovem polícia é surpreendido ao terceiro dia de trabalho: a embaixada da Turquia está sob ataque terrorista. E a primeira vítima é ele. “1983: Portugal à Queima-Roupa” é a história do ano em que dois grupos terroristas internacionais atacaram em Portugal. Um comando paramilitar tomou de assalto uma embaixada em Lisboa e esta execução sumária no Algarve abalou o Médio Oriente. É narrada pela atriz Victoria Guerra, com banda sonora original dos Linda Martini. Ouça o terceiro episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E ouça o primeiro episódio aqui e o segundo aqui]
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Trump diz que vai tomar decisão sobre sanções à Rússia após encontro de Witkoff e dirigentes russos
O Presidente norte-americano, Donald Trump, antecipou hoje que tomará uma decisão sobre as sanções à Rússia depois do encontro de amanhã entre o enviado especial, Steve Witkoff, e dirigentes russos, em Moscovo.
“Veremos o que acontecerá neste tempo muito curto”, afirmou Donald Trump. “Faremos uma determinação nessa altura.”
Q: "Do you still plan too follow through on your threat to impose 100% tariffs on all countries that purchase Russian energy?"
Trump: "I never said a percentage, but we'll be doing quite a bit of that…We have a meeting with Russia tomorrow, we'll see what happens." pic.twitter.com/mQza6OEGCs
— Republicans for Ukraine (@GOP4Ukraine) August 5, 2025
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Zelensky apoia proposta norte-americana de cessar-fogo imediato e acusa Rússia de intensificar ataques
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou no seu discurso diário desta terça-feira que a Rússia está a tentar tornar os seus ataques “mais intensos” e declarou o apoio total de Kiev à proposta dos Estados Unidos para um cessar-fogo imediato.
“Já tentámos muitos formatos diferentes para parar os combates e as mortes. Propusemos à Rússia silêncio nos céus, o fim dos ataques com mísseis e drones contra infraestruturas civis, e especificamente o fim dos ataques ao setor energético”, afirmou Zelensky.
The Russians are now trying to make their attacks more intense. We in Ukraine fully support the American proposal for an immediate ceasefire. We’ve already tried many different formats – ways to stop the fighting, to stop the killing. We have spoken and offered Russia silence in… pic.twitter.com/MQp05MlpOF
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) August 5, 2025
Segundo o chefe de Estado ucraniano, todas estas propostas foram violadas por Moscovo “de forma muito cínica”. “Não passou um único dia sem o seu terror contra civis. Não houve um único dia de silêncio total na linha da frente”, acrescentou.
Zelensky considerou, ainda, “extremamente importante” que Moscovo esteja a começar a sentir “a pressão do mundo”, em particular dos Estados Unidos, bem como “a ameaça de sanções mais duras” caso continue a guerra.
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Trump estuda possibilidade de aplicar novas sanções contra a "frota fantasma" russa se Putin não aceitar cessar-fogo até sexta-feira
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está a estudar a hipótese de impor novas sanções contra a “frota fantasma” de petroleiros russos se o Vladimir Putin não aceitar um cessar-fogo na Ucrânia até sexta-feira, avança o Financial Times.
A decisão será tomada depois do enviado especial, Steve Witkoff, regressar da sua visita a Moscovo e dependerá do resultado das futuras negociações com o Kremlin.
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Kremlin pondera fazer trégua aérea com Ucrânia como forma de contornar ameaças de Trump
A Rússia está a considerar fazer uma trégua aérea com a Ucrânia para evitar o risco de sanções secundárias por parte dos Estados Unidos, mesmo tendo como objetivo continuar com a guerra, avança a Bloomberg.
Fontes próximas do processo, consultadas pela agência, referem que o Kremlin irá aproveitar a visita a Moscovo do enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, para alcançar um entendimento com o Presidente Donald Trump, sendo que uma das propostas poderá passar pela suspensão dos ataques aéreos com drones e mísseis desde que a Ucrânia também aceite o acordo.
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Zelensky teve uma "conversa muito boa" com Rutte sobre os pacotes de ajuda militar a Kiev
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, falou ao telefone com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, esta terça-feira, sobre os pacotes de ajuda militar a Kiev e sobre as frentes de batalha na fronteira com a Rússia.
Na rede social X, Zelensky disse que a conversa “muito boa” se baseou nos “esforços diplomáticos com parceiros para expandir a cooperação e o apoio à Ucrânia”.
“Mark Rutte partilhou atualizações sobre o trabalho com os países que estão prontos para aderir a esta iniciativa [NSATU, o Fundo Fiduciário da NATO para Kiev]”, sublinhou o líder ucraniano.
I had a very good conversation with @SecGenNATO Mark Rutte.
In two days, we have over one billion dollars from our European NATO partners for the purchase of American weapons. This is evidence that NSATU is working, and the decisions of the NATO Summit in The Hague are being… pic.twitter.com/BHowY3UoWy
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) August 5, 2025
Sobre a frente de batalha, Zelensky informou Rutte sobre “a situação em Kharkiv e noutras cidades ucranianas onde a Rússia está a atacar mais intensamente”.
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38 países, incluindo Portugal, instam Rússia a devolver "crianças ucranianas deportadas ilegalmente e transferidas à força"
38 países, incluindo Portugal, Canadá, França, Alemanha, Japão e Reino Unido, instaram a Rússia a devolver à Ucrânia “as crianças ucranianas deportadas ilegalmente e transferidas à força”.
A declaração, publicada pelo gabinete do Presidente ucraniano e também assinada pelo Conselho da Europa e pela União Europeia, refere que a Ucrânia entregou uma lista de 339 crianças ucranianas à Rússia e espera que esta “atue prontamente e de forma significativa em relação à lista inicial”, cooperando no regresso de todas as crianças “de acordo com o direito internacional e as resoluções relevantes da ONU”.
“O regresso das crianças ucranianas é um passo vital neste imperativo mais amplo, para garantir que as crianças nunca sejam usadas como peões de guerra. Todas as ações devem ser orientadas pelo interesse superior da criança, em conformidade com o direito internacional”, afirmaram os signatários, citados pelo The Guardian.
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Drone vindo da Bielorrússia cai perto de base militar na Lituânia. Governo pede medidas à NATO para melhorar capacidades de defesa aérea
As autoridades lituanas confirmaram, esta terça-feira, que um drone não tripulado que transportava explosivos atravessou a fronteira a partir da Bielorrússia e caiu perto do campo de treinos militares de Gaižiūnai.
O aparelho foi inicialmente avistado por residentes perto de Vilnius, que alertaram para o ruído. Só quatro dias depois é que foi encontrado no solo. Segundo a procuradora-geral Nida Grunskienė, citada pelo The Guardian, o dispositivo explosivo foi neutralizado no local e as peças do drone estão a ser analisadas.
A ministra da Defesa, Dovilė Šakalienė, adiantou que o drone pode ter entrado por engano na Lituânia, possivelmente desorientado por sistemas de defesa ucranianos — mas essa possibilidade continua sob investigação.
O governo notificou a NATO e pediu um reforço urgente da defesa aérea para prevenir incidentes semelhantes. “Não podemos comprometer a segurança do nosso país e dos nossos cidadãos, nem a integridade do espaço aéreo da NATO. Devemos permanecer vigilantes, pois a ameaça é real e crescente”, escreveu o ministro dos Negócios Estrangeiros da Lituânia, Kestutis Budrys, na rede social X.
Last Monday, a Russian military drone violated Lithuanian airspace. This marks the second such incident in less than a month. Similar airspace violations have also been reported recently by other Allies.
These repeated incidents represent an alarming sign of the spillover of…
— Kęstutis Budrys (@BudrysKestutis) August 5, 2025
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Trump diz que líderes da NATO "fazem tudo" o que quer
O Presidente norte-americano, Donald Trump, deu uma entrevista à CBNC, em que garante que os líderes da NATO “fazem tudo o quer”.
“Há um ano, o nosso país estava morto. Agora temos o país mais incrível do mundo. E isso disseram-me todos os líderes da NATO, que fazem o que quero”, disse Donald Trump.
O Presidente norte-americano alega também que “o Rei da Arábia Saudita, os líderes dos Emirados Árabes Unidos e o líder do Qatar” referiram que os Estados Unidos eram um “país morto” há um ano.
“Hoje somos o país mais quente em todo o mundo. E estou muito feliz por ajudar”, disse.
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"Se a energia baixar o suficiente, Putin vai parar de matar pessoas", diz Trump
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou esta terça-feira que a economia russa “está em má forma” e que a queda dos preços do petróleo poderá atingir a economia de guerra de Putin — que é financiada pelo petróleo russo.
“Se a energia baixar o suficiente, Putin vai parar de matar pessoas”, afirmou numa entrevista à CNBC, acrescentando que “Putin deixará de matar pessoas se conseguirmos que a energia baixe mais 10 dólares por barril. Ele não terá escolha porque a sua economia é uma porcaria”.
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e os seus aliados (OPEP+) anunciaram, no domingo, que iriam aumentar a produção petrolífera em cerca de 547 mil barris por dia a partir de setembro, perante a preocupação com eventuais perturbações no abastecimento russo.
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Mark Rutte agradece aos países que vão contribuir com ajuda militar a Kiev
O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, agradeceu, através da rede social X, à Dinamarca, Suécia e Noruega “pela rápida ação para financiar um pacote de apoio militar dos EUA à Ucrânia”.
“Este pacote permitirá levar equipamento que salva vidas e material essencial para a linha da frente, reforçando a posição da Ucrânia e ajudando-a a dissuadir a agressão enquanto procura uma paz duradoura”, sublinhou Rutte.
Grateful to Denmark, Norway & Sweden for fast action to fund a package of US military support for Ukraine. This will deliver life-saving equipment & critical supplies to the front-line, strengthening Ukraine’s hand & helping them deter aggression as they pursue lasting peace.
— Mark Rutte (@SecGenNATO) August 5, 2025
O secretário-geral da NATO agradeceu, também, aos Países Baixos pela ajuda militar no valor de 500 milhões de euros a Kiev. “É ótimo ver os Países Baixos assumirem a liderança e financiarem o primeiro pacote de equipamento militar dos EUA para a Ucrânia ao abrigo da iniciativa da NATO ‘Lista de requisitos prioritários da Ucrânia'”, lê-se na rede social X.
Great to see the Netherlands taking the lead and funding the first package of US military equipment for Ukraine under NATO’s Prioritised Ukraine Requirements List initiative. I thank Allies for getting Ukraine the equipment it urgently needs to defend against Russian aggression.…
— Mark Rutte (@SecGenNATO) August 4, 2025
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Dinamarca, Suécia e Noruega vão financiar pacotes de ajuda militar à Ucrânia
A Dinamarca, a Suécia e a Noruega vão financiar novos pacotes de ajuda militar à Ucrânia, como parte do novo mecanismo PURL (Priority Ukraine Requirements List ou Lista de requisitos prioritários da Ucrânia, em português), avança a agência Reuters.
De acordo com o Ministério da Defesa dinamarquês, citado pelo Le Monde, o país vai fornecer armas e sistemas de defesa dos Estados Unidos financiados pelos aliados, incluindo munições para o sistema antiaéreo Patriot.
Os Países Baixos também tinham anunciado, na segunda-feira, um contributo de 500 milhões de euros para o novo programa de ajuda militar a Kiev.
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Zelensky tem "conversa produtiva" com Trump. Líderes discutiram sanções contra a Rússia
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, informou hoje que falou ao telefone com o seu homólogo norte-americano, Donald Trump.
A productive conversation with President Trump, with the key focus of course being ending the war. We are grateful to @POTUS for all efforts toward a just and lasting peace. It is truly a must to stop the killing as soon as possible, and we fully support this. Many months could… pic.twitter.com/2doL7xsGkG
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) August 5, 2025
No X, Volodymyr Zelensky escreveu que está “grato” ao líder norte-americano por “todos os esforços rumo a uma paz justa e duradoura”. “É verdadeiramente importante que se pare a matança o mais cedo possível e totalmente apoiamos isto. Muitos meses podiam ter passado sem guerra se a Rússia não estivesse a prolongá-la.”
O líder da Ucrânia relatou a “brutalidade” dos ataques russos, que se têm, “vindo a intensificar”. “O Presidente Trump está totalmente informado sobre os ataques russos a Kiev e outra cidades e comunidades.”
O chefe de Estado ucraniano falou com o homólogo norte-americano sobre os processos de compra de equipamentos de guerra. “A cooperação com os países da NATO vai continuar.”
Volodymyr Zelensky escreveu no X que “claro” que falou com Donald Trump as sanções contra a Rússia. “A sua economia continua a enfraquecer-se e exatamente por isso que Moscovo é tão sensível a esta perspetiva e à determinação do Presidente Trump. Isto pode mudar tudo.”
Adicionalmente, o líder da Ucrânia discutiu com o homólogo dos EUA “a cooperação bilateral com a América”. “O rascunho de acordos com drones está a ser preparado pelo ucraniano e estamos pronto para discuti-lo e conclui-lo. Um dos acordos mais fortes.”
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Trump diz que vai "aumentar muito substancialmente" tarifas para a Índia "nas próximas 24 horas" pelo comércio com a Rússia
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse numa entrevista ao telefone com a CNBC que iria “aumentar muito substancialmente” as tarifas dos Estados Unidos para a Índia “nas próximas 24 horas” devido ao comércio com a Rússia.
“Eles estão a comprar petróleo russo, estão a alimentar a máquina de guerra e se vão fazer isso, eu não fico feliz”, disse o líder, justificando o grande aumento que quer fazer às tarifas de 25% que tinha definido anteriormente.
https://twitter.com/mr_polsypher/status/1952720754757222546
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Órfãos ucranianos vítimas da guerra vêm passar férias em Portugal
Dezasseis crianças ucranianas, dos 2 aos 16 anos, cujos pais morreram na guerra, vão passar 10 dias de férias em Portugal numa iniciativa de associações da comunidade ucraniana em Portugal.
O projeto “Crianças dos Heróis — aquecidas pelo sol e pelo amor” é promovido pela Associação dos Ucranianos em Portugal, pela Associação das Mulheres Ucranianas em Portugal e pela Junta de Freguesia de Benfica, contando com o apoio logístico e financeiro da empresa de software Arquiconsult.
As crianças, que vêm acompanhadas pelas mães, viúvas de militares ucranianos, e por uma médica voluntária, ficam em Portugal entre 11 e 21 deste mês e têm organizadas visitas a praias, ao Oceanário de Lisboa e ao Pavilhão do Conhecimento, bem como ao Badoca Safari Park, a Fátima e às Grutas de Mira D’Aire.
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Putin não deverá ceder a ultimato de Trump para acabar com a guerra, segundo a Reuters
O Presidente russo, Vladimir Putin, não deverá ceder ao ultimato de Donald Trump, que ameaçou o país de sanções secundárias caso não acabasse a guerra até à próxima sexta-feira, avançou a agência Reuters, citando fontes próximas do Kremlin.
Segundo três das fontes consultadas pela agência, Putin continua determinado na guerra da Ucrânia, pois acredita que “a Rússia está a ganhar” e por “ceticismo sobre se as sanções terão grande impacto depois de mais três anos”.
Duas das fontes consultadas, acrescenta a Reuters, afirmam que Putin não quer “enfurecer” Trump mas privilegia atingir os seus objetivos de guerra, mesmo que isso estrague uma abertura de reabilitar “as relações com Washington e com o Ocidente”.
“O objetivo de Putin é capturar totalmente as regiões ucranianas de Donetsk, Luhansk, Zaporizhzhia e Kherson, que a Rússia reivindicou como suas, e depois discutir um acordo de paz.”, contou uma das fontes à agência.
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Duas pessoas morreram num ataque russo à região ucraniana de Sumy
Duas pessoas morreram num ataque russo com mísseis em Pishchansky, na região ucraniana de Sumy, revelou a Administração Militar Regional no Telegram.
“Os russos atingiram uma empresa agrícola”, disse a autoridade, acrescentando que “também há feridos, que estão a receber assistência médica” pelas autoridades de emergência no local.
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Índia defende-se contra críticas e fala em ataque "injustificado e irracional" de EUA e UE
A Índia, num comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros, respondeu às críticas e ameaças dos Estados Unidos e da União Europeia sobre o comércio com a Rússia, afirmando que as importações indianas começaram “porque os fornecimentos tradicionais foram desviados para a Europa após o início do conflito”. . Segundo o Ministério, à altura do início da guerra, os Estados Unidos incentivaram ativamente essas importações pela Índia para fortalecer a estabilidade dos mercados globais de energia.
O governo indiano sublinhou ainda que tanto os EUA como a UE ainda comercializam vários bens com a Rússia, incluindo comércio energético, mas também de químicos e produtos de exploração mineral.
“Neste contexto, visar a Índia é injustificado e irracional. Como qualquer grande economia, a Índia tomará todas as medidas necessárias para salvaguardar os seus interesses nacionais e a sua segurança económica”, lê-se ainda no comunicado.
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Kremlin diz que Ocidente está a "ameaçar" Índia e Rússia a parar comércio de petróleo
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, considerou que os países ocidentais estão a fazer “declarações na forma de ameaças” para os países pararem comércio com a Rússia, especialmente no que toca à Índia, diz à RIA Novosti.
Sobre este assunto, a Rússia apontou para o “direito de escolher os próprios parceiros comerciais” que “os países soberanos têm e devem ter”, apontando o dedo, sem mencionar, aos Estados Unidos que ameaçam aumentar tarifas à Índia caso não pare de comprar petróleo a Moscovo.
“Não consideramos que estas declarações sejam legítimas”, acrescentou Peskov.