Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Bom dia. Este liveblog fica arquivado, mas o Observador já abriu um novo para continuar a acompanhar os desenvolvimentos da guerra na Ucrânia ao longo desta quinta-feira. Pode segui-lo aqui.

    Ucrânia lança ataque com drones a refinaria de petróleo estratégica na Rússia

  • O que se passou até agora

    • O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, planeia reunir-se pessoalmente com o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, e posteriormente organizar um encontro tripartido com os líderes russo e ucraniano, Volodymyr Zelensky. A intenção foi revelada por Trump durante uma reunião com líderes europeus, um plano que ainda aguarda a aceitação formal de Putin e Zelensky.
    • Steve Witkoff, enviado especial da presidência norte-americana, reuniu-se em Moscovo com Vladimir Putin. De acordo com declarações de ambos os lados, a reunião foi considerada “altamente produtiva”, focando-se na crise ucraniana e nas perspetivas de cooperação estratégica entre os Estados Unidos e a Rússia. Apesar do sucesso do encontro, os EUA avançarão com sanções secundárias à Rússia.
    • Na região ucraniana de Dnipropetrovsk, as forças russas realizaram ataques com drones e bombas aéreas guiadas, resultando em quatro mortos e seis feridos. Entre os locais mais atingidos está o distrito de Nikopol, onde as infraestruturas civis sofreram danos significativos.
    • A Alemanha propôs uma redução nos apoios sociais a cidadãos ucranianos que chegaram ao país a partir de 1 de abril de 2025. A proposta, que ainda necessita de aprovação governamental e parlamentar, significaria uma redução de cerca de 100 euros por mês para os beneficiários, afetando pelo menos 21 mil ucranianos já presentes na Alemanha.

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  • Trump pretende reunir-se com Putin na próxima semana. Depois quer organizar encontro tripartido com líderes ucraniano e russo

    O Presidente norte-americano, Donald Trump, está a planear encontrar-se pessoalmente com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, na próxima semana, avançam fontes familiarizadas com o plano ao New York Times.

    Depois desse possível encontro, o líder da Casa Branca pretende organizar uma reunião tripartida com Putin e o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, segundo as mesmas fontes.

    Trump terá revelado esta intenção durante uma reunião com os líderes europeus esta quarta-feira (na qual esteve presente Zelensky, como o Observador deu conta neste mesmo liveblog), referindo que os encontros seriam apenas entre os três Presidentes, sem participação de representantes europeus.

    Até ao momento, não se sabe se Putin ou Zelensky aceitaram formalmente o encontro.

  • Ataques russos em Dnipropetrovsk fazem quatro mortos e seis feridos

    As forças russas atacaram esta quarta-feira a região ucraniana de Dnipropetrovsk com drones e bombas aéreas guiadas, provocando quatro mortos e seis feridos, relata o chefe da Administração Militar Regional, Serhii Lysak, citado pelo Ukrainska Pravda.

    De acordo com Lysak, o distrito de Nikopol foi o mais atingido e os ataques danificaram dezenas de casas, carros, autocarros e provocaram vários incêndios.

  • Alemanha quer reduzir apoios sociais a ucranianos recém-chegados ao país

    O governo alemão preparou um projeto de lei para reduzir os apoios sociais a cidadãos ucranianos que cheguem ao país a partir de 1 de abril de 2025, relata o Ukrainska Pravda.

    Segundo a proposta, estes refugiados deixarão de receber o Bürgergeld (apoio mensal para cidadãos) e passarão a receber uma ajuda mais baixa, equivalente à concedida a requerentes de asilo.

    A medida poderá significar menos cerca de 100 euros por mês para cada refugiado e deverá afetar pelo menos 21 mil ucranianos que entraram na Alemanha entre abril e junho de 2025.

    O projeto ainda precisa de aprovação do governo e da câmara alta do parlamento antes de entrar em vigor.

  • Zelensky fala com Trump e diz que "guerra tem de acabar"

    O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, falou esta quarta-feira com o seu homólogo norte-americano, Donald Trump. Na conversa, estiveram também presentes os líderes europeus.

    Numa publicação na rede social X, o chefe de Estado da Ucrânia reiterou que a “posição comum com os parceiros é absolutamente clara: a guerra tem de acabar”.

    “Este fim tem de ser justo. Os líderes europeus também participaram na conversa e estou grato a todos pelo apoio”, disse Zelensky, acrescentando que discutiram “o que foi expresso em Moscovo”.

    “A Ucrânia irá, sem dúvida, proteger a sua independência. Todos nós precisamos de uma paz duradoura e fiável. A Rússia tem de pôr termo à guerra que ela própria iniciou. Obrigado a todos os que apoiam a Ucrânia”, sublinhou.

    A conversa entre os dois líderes aconteceu depois de Steve Witkoff, enviado especial da presidência norte-americana, se ter reunido com o líder russo, Vladimir Putin, em Moscovo.

  • Trump diz que visita de Witkoff a Moscovo foi "altamente produtiva"

    Numa publicação na rede Truth Social, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a reunião do enviado especial norte-americano, Steve Witkoff, com Vladimir Putin foi “altamente produtiva” e que foram feitos “grandes progressos”.

    “Todos concordam que esta guerra precisa de chegar ao fim e trabalharemos para isso nos próximos dias e semanas”, sublinhou o líder da Casa Branca.

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  • Reunião entre Witkoff e Putin "correu bem", mas Casa Branca vai mesmo avançar com sanções secundárias à Rússia na sexta

    Um dirigente da Casa Branca avançou à Reuters e ao jornal Axios que a reunião entre o enviado especial norte-americano, Steve Witkoff, e o Presidente norte-americano, Donald Trump, “correu bem”.

    “Os russos continuam disponíveis a continuar a negociar com os Estados Unidos”, diz a mesma fonte.

    No entanto, os Estados Unidos deverão avançar com sanções secundárias, que serão “implementadas na sexta-feira”.

  • Aumento de sanções à Índia. Trump quer pressionar Putin?

    Luís Tomé garante ser preciso esperar para perceber o objetivo da subida das tarifas americanas à Índia. Em Gaza, Netanyahu tenta aliviar pressão internacional e continua a atirar culpas para o Hamas.

    Ouça aqui o novo episódio do “Gabinete de Guerra” da Rádio Observador.

    Aumento de sanções à Índia. Trump quer pressionar Putin?

  • Budapeste volta a criticar Kiev: "Não há lugar na UE para um país tão pouco civilizado como a Ucrânia"

    O ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria, Peter Szijjarto, afirmou esta quarta-feira que “não há lugar na União Europeia para um país tão pouco civilizado como a Ucrânia”, relata a agência estatal russa TASS.

    As declarações de Szijjarto surgem após Kiev ter recusado investigar o caso do húngaro que morreu durante o recrutamento forçado na região ucraniana de Transcarpácia. O diplomata entende que se este caso tivesse acontecido num “país civilizado”, os responsáveis “já teriam sido punidos”.

    A União Europeia é também criticada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros húngaro. “Bruxelas reconhece que tolera e aprova tudo isto e que tudo está a acontecer com a aprovação tácita e apoio silencioso”, sublinha.

    A Hungria já impôs, entretanto, sanções a três comandantes militares ucranianos responsáveis por alegadas violações de direitos humanos durante a campanha de mobilização.

  • Zelensky visita soldados ucranianos na região de Sumy

    O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, visitou esta quarta-feira os soldados que defendem a Ucrânia contra as tropas russas na região de Sumy e entregou-lhes condecorações de Estado.

    De acordo com a publicação na rede social X, Zelensky debateu “em pormenor as necessidades atuais, os níveis gerais de abastecimento e a formação de recrutas e instrutores”.

    “Agradeci aos guerreiros pelo serviço e pelos resultados que a operação de Kursk trouxe graças aos seus esforços e entreguei-lhes prémios estatais”, disse Zelensky, acrescentando que irá honrar “sempre a memória de todos aqueles que deram a vida pelo nosso país”.

  • Zelensky deverá falar hoje com Trump

    O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, deverá falar hoje com o homólogo norte-americano, Donald Trump, avança uma fonte ao site Axios. A conversa entre os dois líderes acontecerá depois de Steve Witkoff, enviado especial da presidência norte-americana, se ter reunido com o líder russo, Vladimir Putin.

  • Rússia nacionaliza companhia petrolífera e deteve proprietário

    A Rússia nacionalizou a empresa petrolífera Dagnefteprodukt e deteve hoje o proprietário, Magomed-Sultan Magomedov, um responsável da República do Daguestão.

    Magomedov, cuja petrolífera é avaliada em mais de 100 mil milhões de rublos (cerca de mil milhões de euros), é acusado pelo Serviço Federal de Segurança (FSB) de ter montado “um esquema fraudulento para roubar ao Estado o maior complexo de transbordo de petróleo do norte do Cáucaso”.

    Em causa está uma investigação que alega que entre 2001 e 2005 o proprietário da Dagnefteprodukt privatizou ilegalmente a companhia petrolífera e assumiu o controlo da mesma. O FSB anunciou que a justiça russa nacionalizou a 15 de julho a petrolífera, bem como a refinaria de Dagnotekh.

    Também foi divulgado um vídeo que mostra as buscas realizadas à casa de Magomedov onde foram apreendidas armas de fogo, grandes quantidades de dinheiro e artigos de luxo. Magomedov foi demitido do cargo de secretário de Estado da República do Daguestão a 1 de julho.

  • Trump avisa que "não vai tolerar agressão" russa na Ucrânia e ameaça impor sanções a outros países que comprem petróleo à Rússia

    Na ordem executiva assinada por Donald Trump, o Presidente norte-americano garante que não “vai tolerar” a agressão da Federação Russa na Ucrânia.

    Usando linguagem bastante crítica contra Moscovo, a liderança dos Estados Unidos considera que as “ações da Federação Russa na Ucrânia são uma ameaça à política de segurança nacional e externa dos Estados Unidos”.

    Na nota, lê-se que são necessárias “medidas mais fortes” para responder ao que diz ser uma “emergência nacional”.

    “Ao impor uma tarifa de 25%, o Presidente Trump deseja travar outros países de apoiar a economia da Federação Russa através de importações de petróleo e impor consequências económicas sérias na Federação Russa pela sua agressão”, lê-se ainda na nota.

    Assim sendo, o secretário do Comércio, Howard Lutnick, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e secretário de Estado, Marco Rubio, para “determinar que outros países estão a importar direta ou indiretamente petróleo da Federação Russa e recomendar mais ações ao Presidente se necessário”.

  • Ucrânia nomeia novo diretor de Segurança Económica

    A Ucrânia nomeou um novo diretor do Departamento de Segurança Económica, cumprindo uma das condições para a continuação da ajuda financeira do Ocidente. “Hoje, o governo nomeou Oleksandr Tsyvinsky como Diretor do Departamento de Segurança Económica da Ucrânia”, anunciou a primeira-ministra Yulia Svyrydenko no X.

    “Após a decisão da comissão de seleção, as devidas verificações e a aprovação no teste do polígrafo, não há reservas quanto à sua candidatura.”

    “Esperamos que o Departamento renove o seu trabalho, reforce a instituição e alcance um nível significativo de confiança entre o Departamento e os empresários ucranianos. É importante que as relações económicas na Ucrânia não sejam distorcidas por esquemas obscuros e que as empresas possam contar com o respeito e a cooperação do Estado”, conclui a primeira-ministra.

  • Trump cumpre promessa e aumenta tarifas à Índia em 25% por comprar petróleo à Rússia

    O Presidente norte-americano cumpriu a promessa e assinou hoje uma ordem executiva em que aumenta em 25% as tarifas aplicadas à Índia por ser um dos principais compradores de petróleo russo.

    A notícia surge depois de Steve Witkoff, enviado especial da presidência norte-americana, se ter reunido com o Presidente russo, Vladimir Putin.

    Os produtos indianos oriundos da Índia são agora taxados a 50% nos Estados Unidos dentro de 21 dias.

    Donald Trump já tinha criticado a Índia por “financiar a máquina de guerra” russa na Ucrânia.

  • Novo teto variável para o petróleo russo é aplicado a 3 de setembro

    A União Europeia vai aplicar o novo teto de preços para o petróleo russo a 3 de setembro, confirmou a porta-voz adjunta da Comissão Europeia, Arianna Podesta, ao Ukrinform. A medida faz parte do 18º pacote de sanções da UE à Rússia. Outro elemento do pacote que entrará em vigor esta semana, a 8 de agosto, é a proibição de transações financeiras com 22 bancos russos.

    O teto variável vai substituir o limite estático de 60 dólares por barril introduzido pelo G7 em dezembro de 2022. Com a nova fórmula, a UE irá recalcular o preço máximo permitido para as exportações de petróleo russo por via marítima como 15% abaixo do preço médio do mercado global nos três meses anteriores. Atualmente, este valor é de 47,60 dólares por barril.

  • Popularidade de Zelensky entre ucranianos cai 16% após protestos

    A taxa de aprovação do Presidente Volodymyr Zelensky entre os cidadãos ucranianos desceu 16% na mais recente sondagem feita à popularidade do Presidente da Ucrânia, de acordo com a Reuters.

    Este foi o primeiro estudo de opinião realizado após os protestos contra a lei aprovada (e entretanto alterada) por Zelensky que retirava autonomia aos órgãos anticorrupção do país.

    A sondagem do Instituto de Sociologia Internacional de Kiev dá conta que 58% dos ucranianos confiam em Zelenksy, sendo que, em maio, esse valor se fixava nos 74%.

    Volte-face. Zelensky ouve os protestos e anuncia nova lei para devolver poder às agências anticorrupção que tinha fragilizado na véspera

  • Assessor de Putin classifica conversa com Witkoff como "útil e produtiva"

    O assessor presidencial Yuri Ushakov divulgou mais detalhes da reunião entre Vladmir Putin e Steve Witkoff na manhã desta quarta-feira em Moscovo, afirmando que a conversa foi “útil e produtiva”. “Se citarmos os tópicos, o primeiro, é claro, foi a crise ucraniana. E o segundo tópico foram as perspetivas para o possível desenvolvimento da cooperação estratégica entre os EUA e a Rússia”, disse Ushakov.

    O assessor presidencial afirma que Putin transmitiu sinais aos Estados Unidos sobre “a questão ucraniana” e recebeu sinais semelhantes de Donald Trump, através de Witkoff, cita a agência Ria.

    “A situação atual é que nosso presidente tem informações completas, ou seja, os nossos sinais e os sinais do Presidente Trump. E Trump ainda não foi informado dos resultados desta reunião. Portanto, eu me absteria de comentários mais detalhados. Vamos ver quando Witkoff poderá relatar a conversa que ocorreu hoje com Trump. Depois disso, obviamente, poderemos complementar meus comentários agora com algo mais substancial”, concluiu.

  • Encontro entre Putin e Witkoff acabou e durou três horas. "Diálogo prevalecerá", acredita negociador russo

    O encontro entre o enviado especial de Donald Trump, Steve Witkoff, e o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, já terminou, segundo avança a agência de notícias russa RIA. A reunião durou três horas.

    No X, Kirill A. Dmitriev, um negociador russo, agradeceu a visita de Steve Witkoff a Moscovo. “O diálogo prevalecerá”, acredita.

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