Momentos-chave
- Pentágono estará a preparar um plano de ataques de três dias ao Irão, apesar de avanços diplomáticos anunciados por Trump
- "Ucrânia não está preparada e não quer seguir qualquer caminho rumo à paz", diz porta-voz do Kremlin
- Enviados especiais norte-americanos poderão visitar Moscovo ainda este mês para apresentar "novas ideias e propostas"
- ONG denunciam que cessar-fogo em Gaza existe apenas “no nome”
Atualizações em direto
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Pentágono estará a preparar um plano de ataques de três dias ao Irão, apesar de avanços diplomáticos anunciados por Trump
O Pentágono terá elaborado planos para uma campanha de três dias de ataques contra o Irão, que poderá ter como alvos o arsenal de mísseis e drones, instalações energéticas e centros de comando militar, segundo o The New York Times, que cita responsáveis norte-americanos não identificados.
De acordo com o jornal, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou ao Departamento da Defesa que preparasse os planos, apesar de ter rejeitado as propostas para retomar operações militares de grande escala, alegando progressos nas negociações diplomáticas.
Este mês, os Estados Unidos enviaram um terceiro porta-aviões para águas próximas do Irão, numa altura em que Teerão intensificou os ataques contra navios na região.
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"Ucrânia não está preparada e não quer seguir qualquer caminho rumo à paz", diz porta-voz do Kremlin
O Kremlin acusou o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, de não estar disposto a negociar a paz e afirmou que as ameaças dirigidas à Rússia estão a ter consequências negativas para a própria Ucrânia.
Além disso, o porta-voz da Presidência russa, Dmitry Peskov, concordou com as declarações do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, segundo as quais não existem, para já, perspetivas claras de uma solução diplomática para a guerra. Ainda assim, garantiu que Moscovo continua a defender uma “solução abrangente” para o conflito com Kiev.
“Estas declarações, como Vladimir Putin já afirmou, são uma prova clara de que a Ucrânia não está preparada e não quer seguir qualquer caminho rumo à paz. São mais uma confirmação disso”, afirmou Peskov, citado pela agência russa TASS.
O porta-voz do Kremlin acrescentou que as consequências das ameaças de Zelensky já se fazem sentir na população de Kiev, noutras cidades ucranianas e no setor industrial do país. Peskov não especificou, contudo, a que consequências concretas se referia.
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Enviados especiais norte-americanos poderão visitar Moscovo ainda este mês para apresentar "novas ideias e propostas"
Steve Witkoff e Jared Kushner, enviados especiais do Presidente norte-americano, poderão deslocar-se a Moscovo no final de outubro para novas negociações com o Presidente russo, Vladimir Putin, sobre a guerra na Ucrânia, segundo a Axios, que cita uma fonte conhecedora do processo.
A eventual visita poderá acontecer depois de uma reunião marcada para esta sexta-feira, em Miami, entre negociadores ucranianos, responsáveis norte-americanos e representantes europeus. O encontro deverá servir para apresentar “novas ideias e propostas” com o objetivo de desbloquear as negociações para pôr fim à guerra entre a Rússia e a Ucrânia.
Witkoff e Kushner estiveram em Moscovo e Kiev no início de setembro. Desde então, têm mantido contactos com as duas partes para trabalhar numa versão atualizada de uma proposta de paz.
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ONG denunciam que cessar-fogo em Gaza existe apenas “no nome”
Mais de 100 organizações não governamentais (ONG) acusaram hoje Israel de continuar a matar e ferir palestinianos diariamente e de manter restrições que impedem a recuperação de Gaza, onde o cessar-fogo “existe apenas no nome”.
Num comunicado conjunto, as ONG alertam que “os assassínios e as privações em Gaza não devem ser normalizados sob o pretexto de um acordo de cessar-fogo”, acordados em outubro, sustentando que a população continua a enfrentar condições humanitárias extremas.
Segundo as signatárias, mais de 1.400 palestinianos foram mortos em Gaza desde a entrada em vigor do cessar-fogo, incluindo pelo menos 327 crianças, na sequência de ataques, tiroteios e operações militares israelitas.
As ONG afirmam ainda que centenas de corpos continuam soterrados sob os escombros, uma vez que as autoridades israelitas restringem a entrada de maquinaria necessária às operações de remoção e resgate.
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Bom dia!
Abrimos este liveblog para acompanhar as tensões geopolíticas e conflitos mundiais, com especial destaque para a situação em torno da guerra na Ucrânia e no Médio Oriente.
Pode recordar o que se passou ontem neste outro artigo em direto, que agora arquivamos.
Dois portugueses detidos pelo exército israelita na Cisjordânia