Momentos-chave
- O que se passou até agora
- Hamas avisa Netanyahu de “preço elevado” se expandir ofensiva em Gaza
- Governo libanês aprova proposta dos EUA de desarmamento do Hezbollah
- EUA enviaram para Israel mais de 4 mil milhões de dólares em armas desde o ataque de 7 de outubro
- Forças israelitas emitem nova ordem de evacuação em Gaza
- Hamas acusa Netanyahu de "sacrificar" reféns israelitas para servir "interesses pessoais"
- Reunião do gabinete de segurança de Israel começou. Há protestos de familias de reféns à porta
- Netanyahu diz que Israel quer controlar toda a Faixa de Gaza para entregá-la a um "governo civil" que não o Hamas
- Empresa que ajudou a criar fundação para Gaza terá estudado deslocar palestinianos para a Somalilândia
- No Rossio diz-se em voz alta o nome de cada criança que morreu em Gaza "durante a campanha genocida de Israel". Protesto dura até às 20h00
- Trump diz que todo o Médio Oriente se deveria juntar aos Acordos de Abraão para "garantir a paz"
- Famílias dos reféns apelam ao chefe das IDF para "se manter forte" e não ceder aos planos do Governo para ocupar Gaza
- Vice-presidente executiva da Comissão Europeia diz que UE deve ponderar suspender acordo de associação com Israel
- Vice-presidente executiva da Comissão Europeia afirma que situação em Gaza "parece-se muito com genocídio"
- Embaixador britânico em Israel diz que ocupação de mais áreas em Gaza é um "grande erro"
- Israel deve aprovar plano para ocupar mais áreas de Gaza ao longo dos próximos cinco meses
- UE alerta que situação melhorou mas continua a haver "fatores de obstrução significativos a prejudicar operações humanitárias em Gaza"
- Médicos Sem Fronteiras considera ajudas da Fundação Humanitária de Gaza “assassinatos orquestrados”
Histórico de atualizações
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O que se passou até agora
- O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, anunciou planos para Israel assumir o controlo total do enclave palestiniano, sem anexar, removendo o Hamas e entregando a liderança a um governo civil alternativo. Esta medida está a suscitar protestos de famílias de reféns israelitas, preocupadas com a segurança dos seus entes queridos. Além disso, o Hamas avisou Netanyahu de que uma expansão da ofensiva resultará num “preço elevado” devido a potenciais baixas entre os soldados israelitas.
- A situação humanitária em Gaza continua crítica, com relatos de um grande número de vítimas palestinianas decorrente de ataques israelitas e fome. A União Europeia manifestou preocupações sobre as ações de Israel, considerando que estas podem ser caracterizadas como genocídio, e sugeriu a possibilidade de suspender o acordo de associação UE-Israel. As críticas intensificam-se, pedindo uma abordagem política e diplomática para substituir a força militar.
- O plano de Israel para ampliar a ocupação de Gaza está a provocar reações internacionais, com o embaixador do Reino Unido em Israel a declarar que seria um “grande erro” avançar com a ocupação. Além disso, a expansão seria financiada por doações significativas dos Estados Unidos e outros países, planeando-se uma operação militar prolongada acompanhada pelo aumento da ajuda humanitária, como anunciado pelo Presidente dos EUA, Donald Trump.
- Organizações internacionais como os Médicos Sem Fronteiras acusaram a Fundação Humanitária de Gaza, controlada por Israel e Estados Unidos, de “assassinatos orquestrados” nos locais de distribuição de alimentos, apelando ao desmantelamento do programa e ao restabelecimento do apoio humanitário sob a coordenação da ONU. Estas acusações reforçam a necessidade urgente de reformular a abordagem da ajuda humanitária na região.
[Um jovem polícia é surpreendido ao terceiro dia de trabalho: a embaixada da Turquia está sob ataque terrorista. E a primeira vítima é ele. “1983: Portugal à Queima-Roupa” é a história do ano em que dois grupos terroristas internacionais atacaram em Portugal. Um comando paramilitar tomou de assalto uma embaixada em Lisboa e esta execução sumária no Algarve abalou o Médio Oriente. É narrada pela atriz Victoria Guerra, com banda sonora original dos Linda Martini. Ouça o terceiro episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E ouça o primeiro episódio aqui e o segundo aqui]
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Bom dia, obrigada por ter estado connosco ao longo do dia de ontem. Continuamos a seguir a guerra no Médio Oriente neste novo artigo em direto.
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Hamas avisa Netanyahu de “preço elevado” se expandir ofensiva em Gaza
O movimento islamita palestiniano Hamas avisou hoje o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, de que expandir a atual ofensiva em Gaza “não será fácil” e implicará “pagar um preço elevado”, com mais baixas entre os soldados israelitas.
O aviso foi feito num comunicado, emitido pelo Hamas depois de Netanyahu ter confirmado que tenciona ocupar toda a Faixa de Gaza, embora acrescentando que não quer governá-la, numa entrevista à estação televisiva Fox News, horas antes do início da reunião do seu Governo que decidirá sobre a ofensiva israelita em Gaza.
“O que o criminoso de guerra Netanyahu está a planear é continuar a sua estratégia de genocídio e de deslocação [forçada de civis], cometendo mais crimes contra o povo palestiniano na Faixa de Gaza”, lê-se no comunicado.
Além disso, para o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), o anúncio de Netanyahu em que este também disse que a governação da Faixa de Gaza ficará a cargo de “forças árabes”, sem a presença do Hamas, “representa uma clara mudança de rumo nas negociações” para um acordo de cessar-fogo.
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Governo libanês aprova proposta dos EUA de desarmamento do Hezbollah
O Conselho de Ministros libanês deu hoje aval à proposta dos Estados Unidos (EUA) de desarmar o grupo xiita Hezbollah, numa segunda sessão dedicada esta semana à concentração de armas nas forças de segurança oficiais do país.
O ministro da Informação libanês, Paul Morcos, anunciou no Palácio de Baabda, nos arredores de Beirute, que o executivo “concluiu a discussão do primeiro ponto da sua sessão e aprovou os objetivos estabelecidos na introdução do documento dos Estados Unidos”, respeitante ao cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah, em vigor desde novembro, e que prevê o desarmamento do grupo xiita apoiado pelo Irão.
“Concordámos terminar a presença armada em todo o país, incluindo o Hezbollah, e mobilizar o Exército libanês nas zonas fronteiriças”, afirmou Morcos em declarações divulgadas pela agência de notícias oficial ANN.
O plano já foi rejeitado pelo Hezbollah e hoje quatro membros xiitas do executivo abandonaram a reunião em protesto contra o desarmamento do grupo libanês.
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EUA enviaram para Israel mais de 4 mil milhões de dólares em armas desde o ataque de 7 de outubro
Um relatório do ‘think tank’ norte-americano Center for International Policy avança que os Estados Unidos enviaram para Israel cerca de 4,2 mil milhões de dólares em armamento desde o ataque de 7 de outubro de 2023.
Segundo o documento citado pela Al Jazeera, o valor é um “retrato parcial” do apoio dos EUA a Israel até maio deste ano, não incluindo transferências autorizadas mas ainda por entregar.
Apesar do agravamento da crise humanitária em Gaza nos últimos meses, o envio de armas norte-americanas para as forças israelitas não abrandou e o passado mês de maio representou mesmo o segundo com o maior volume de transferência de armas desde o início da guerra em outubro de 2023.
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Forças israelitas emitem nova ordem de evacuação em Gaza
As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) lançaram uma nova ordem de evacuação na Faixa de Gaza, direcionada para os bairros de Daraj e Tuffah do enclave palestiniano, escreve a Al Jazeera.
O porta-voz das IDF, Avichay Adraee, afirmou na rede social X que o exército israelita “continua a operar com grande força onde quer que atividades terroristas sejam realizadas e rockets sejam disparados contra Israel”.
“Qualquer pessoa que ainda não tenha evacuado a área deve fazê-lo imediatamente, dirigindo-se para o sul em direção a Al Mawasi”, sublinhou.
#عاجل ‼️إلى جميع المتواجدين في حييْ الدرج والتفاح في البلوكات 699، 713، 715، 716
⭕️يواصل جيش الدفاع العمل بقوة شديدة في كل مكان ترتكب فيه أنشطة إرهابية ويتم استخدامه لإطلاق قذائف صاروخية باتجاه إسرائيل
⭕️على كل من لم يُخلِ المنطقة بعد، إخلائها فورًا باتجاه الجنوب نحو المواصي… pic.twitter.com/HVv3ZvEDjR
— افيخاي ادرعي (@AvichayAdraee) August 7, 2025
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Hamas acusa Netanyahu de "sacrificar" reféns israelitas para servir "interesses pessoais"
O Hamas acusou, esta quinta-feira, Benjamin Netanyahu de “sacrificar” os reféns israelitas na Faixa de Gaza para servir os seus “interesses pessoais e políticos”, de acordo com um comunicado do movimento palestiniano citado pelo Le Monde.
De acordo com o Hamas, o plano do primeiro-ministro de Israel de ocupar toda a Faixa de Gaza “confirmaa, sem sombra de dúvida, o desejo de se livrar dos reféns e sacrificá-los em prol dos seus interesses pessoais e da sua agenda ideológica extremista”.
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Reunião do gabinete de segurança de Israel começou. Há protestos de familias de reféns à porta
A reunião do gabinete de segurança de Israel, onde vai ser votada a proposta de expansão da ocupação da Faixa de Gaza pelas forças do país, já começou em Jerusalém, indica o Haaretz.
À porta, como mostra a Reuters numa transmissão ao vivo, os familiares dos reféns estão a protestar, considerando que a expansão da ocupação pode por em risco os seus entes queridos.
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Netanyahu diz que Israel quer controlar toda a Faixa de Gaza para entregá-la a um "governo civil" que não o Hamas
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse que Israel pretende tomar o controlo de toda a Faixa de Gaza, numa entrevista à televisão norte-americana Fox News.
“É nossa intenção. Para garantir a nossa segurança e remover o Hamas de lá, permitir que a população se liberte de Gaza e passar o controlo para um governo civil que não seja o Hamas e que não defenda a destruição de Israel”, disse o líder israelita.
FOX: Will Israel take control of all of Gaza?
NETANYAHU: We intend to pic.twitter.com/7fXkcbPeoy
— Aaron Rupar (@atrupar) August 7, 2025
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Empresa que ajudou a criar fundação para Gaza terá estudado deslocar palestinianos para a Somalilândia
Uma empresa norte-americana que ajudou a criar a Fundação Humanitária para Gaza terá estudado um modelo de deslocamento dos palestinianos do enclave para a Somália e a região separatista da Somalilândia, noticia o Financial Times, citando fontes próximas.
A Boston Consulting Group, lê-se, estudou vários destinos que podiam acolher os habitantes do enclave, criando uma lista para um grupo de empresários israelitas que queriam esboçar planos para reconstruir Gaza.
O estudo, explicam ainda, incluía ainda uma apresentação de slides que indicava que cerca de 25% dos habitantes de Gaza aceitaria deslocar-se e que a maioria desses não voltaria ao território.
Entre os possíveis países estavam ainda os Emirados Árabes Unidos, o Egito e a Jordânia. Mas, no caso da Somalilândia —que funciona como Estado de facto mas não é reconhecido internacionalmente — , o jornal conta que representantes dos Estados Unidos terão mesmo tido conversas preliminares para esse acolhimento, recebendo reconhecimento formal norte-americano.
“Mas os países no modelo não foram escolhidos com base no conhecimento de discussões específicas. A ideia era compreender as questões económicas relacionadas com as opções que o presidente Trump tinha colocado em cima da mesa”, admitiu uma das fontes próximas consultadas pelo FT.
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No Rossio diz-se em voz alta o nome de cada criança que morreu em Gaza "durante a campanha genocida de Israel". Protesto dura até às 20h00
Decorre hoje na Praça do Rossio, em Lisboa, uma manifestação de várias organizações pelos direitos da Palestina em que serão ditos em voz alta os nomes de cada uma das crianças palestinianas que morreram em Gaza desde 7 de outubro de 2023.
“Uma criança é morta a cada 40 minutos em Gaza”, lê-se numa grande faixa afixada no local. No chão da praça são exibidas duas longas listas com os nomes de cada uma delas. O protesto vai decorrer até às 20h00 desta quinta-feira.
Instagram do Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente
Instagram do Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente
Em declarações à RTP3, Carlos Almeida, a representar o Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente, afirmou que ali se vai “pronunciar o nome de todas as crianças que morreram durante a campanha genocida de Israel e que constam da lista reconhecida internacionalmente pelas Nações Unidas”.
Refere que são já mais de “18.260 futuros que foram violentamente interrompidos pelas bombas e pela fome utilizada como arma de guerra”. Diz que os manifestantes exigem a “sanção internacional para parar esta ofensiva e sancionar todos os que são cúmplices desta matança e deste crime contra a humanidade”.
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Trump diz que todo o Médio Oriente se deveria juntar aos Acordos de Abraão para "garantir a paz"
O Presidente dos EUA, Donald Trump disse numa publicação na rede Truth Social que todos os países do Médio Oriente se deveriam juntar-se aos acordos de Abraão, que normalizou relações entre países árabes e Israel, para “garantir a paz” na região, especialmente “agora que o arsenal nuclear que estava a ser criado pelo Irão foi totalmente obliterado”.
Os Acordos de Abraão foi um acordo promovido pelos EUA de Trump e que normalizou relações entre vários países árabes e Israel, incluindo o Bahrain, Emirados Árabes Unidos, Marrocos e Sudão.
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Chefe de Estado-Maior das IDF promete continuar a "exprimir a sua posição" contra maior ocupação em Gaza
O chefe de Estado-Maior das IDF, Eyal Zamir, prometeu que as forças armadas israelitas iriam “continuar a exprimir a sua opinião sem medo” contra uma escalada das ocupações na Faixa de Gaza.
“Não estamos a lidar com teoria, estamos a lidar com questões de vida ou morte, com a defesa do Estado, e fazemo-lo olhando diretamente nos olhos dos nossos soldados e dos cidadãos do país”, afirmou Zamir, em declarações citadas pelo Times of Israel.
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100 pessoas foram mortas por ataques israelitas em Gaza nas últimas 24 horas, diz ministério do enclave
100 pessoas foram mortas na Faixa de Gaza por ataques israelita nas últimas 24 horas, indicou o ministério da Saúde do enclave na atualização diária publicado no Telegram.
Destas, 51 pessoas morreram enquanto estavam a tentar arranjar comida e quatro foram vítimas da fome, indicam ainda as autoridades.
Para além das vítimas mortais, 603 pessoas ficaram ainda feridas, lê-se ainda no comunicado.
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Famílias dos reféns apelam ao chefe das IDF para "se manter forte" e não ceder aos planos do Governo para ocupar Gaza
O Fórum das Famílias dos Reféns, que representa os entes queridos dos israelitas mantidos em Gaza pelo Hamas, pediu ao chefe de Estado-Maior das IDF para que “não consinta” em colocar os seus familiares “em perigo” com o novo plano.
“As famílias dos reféns apelam aos comandantes das Forças de Defesa de Israel (IDF) de todos os níveis para que não ajam de forma a colocar em risco a vida dos reféns e impedir a possibilidade de repatriamento dos corpos”, lê-se ainda num comunicado emitido pelo fórum e citado pelo Times of Israel.
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Vice-presidente executiva da Comissão Europeia diz que UE deve ponderar suspender acordo de associação com Israel
Teresa Ribera, vice-presidente executiva da Comissão Europeia, disse numa entrevista ao site Politico que a União devia ponderar suspender o acordo de associação UE-Israel.
Para Ribera, nomeada por Espanha para a Comissão, “o que foi dito e feito pelas autoridades israelitas vai muito além dos limites do direito internacional”.
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Vice-presidente executiva da Comissão Europeia afirma que situação em Gaza "parece-se muito com genocídio"
A vice-presidente executiva da Comissão Europeia, Teresa Ribera, afirmou que a situação na Faixa de Gaza se “parece muito” com genocídio, numa entrevista dada ao Político.
“O que estamos a ver é uma população concreta a ser alvo de ataques, morta e condenada a morrer à fome”, acusou a comissária, nomeada por Espanha.
“Uma população concreta está confinada, sem casas que estão a ser destruídas, sem comida, água ou medicamentos cujo acesso é proibido e sujeita a bombardeamentos e tiroteios, mesmo quando tenta obter ajuda humanitária”, insistiu Ribera, sublinhando que “não há qualquer humanidade e não são permitidas testemunhas”,
“Se não é genocídio, parece-se muito com a definição usada para expressar o seu significado”, disse ainda.
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Embaixador britânico em Israel diz que ocupação de mais áreas em Gaza é um "grande erro"
Simon Walters, embaixador do Reino Unido em Israel, disse que a planeada ocupação de mais áreas em Gaza pelas IDF era um “grande erro”.
“As Forças de Defesa de Israel alcançaram tudo o que podiam alcançar em Gaza, e prolongar a guerra apenas levará a mais mortes. Mortes de soldados, mortes de palestinianos, mortes de reféns”, disse, citado pelo Haaretz.
“Se querem derrotar o Hamas, não podem conseguir isso através da força militar. Precisam de usar a política e a diplomacia e precisam de dar ao povo de Gaza uma alternativa ao Hamas”, acrescentou.
Para Walters, os objetivos do Reino Unido para a região são “um fim para a guerra, a libertação dos reféns e [a criação de] dois estados, israelita e palestiniano, a viver pacificamente, a viver em paz, tranquilidade, segurança e proteção uns ao lado dos outros”.
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Israel deve aprovar plano para ocupar mais áreas de Gaza ao longo dos próximos cinco meses
Israel deve aprovar, esta quinta-feira, o plano para ocupar de forma faseada “vastas novas áreas” da Faixa de Gaza ao longo de cinco meses, noticiou o Times of Israel.
Segundo o Channel 12 israelita, o plano implica, numa primeira fase de várias semanas, a evacuação da cidade de Gaza, com população estimada de cerca de um milhão de pessoas, para se estabelecer “infraestruturas civis como hospitais e campos” para acolher os habitantes da cidade evacuada a sul, na chamada zona humanitária segura de al-Mawasi.
Numa segunda fase, lê-se, as forças de Israel realizariam uma nova ofensiva militar, durante a qual Donald Trump, Presidente dos EUA, anunciaria o aceleramento da entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza.
A expansão das zonas ocupadas no enclave palestiniano, acrescenta ainda o jornal, seria “financiada por mais de 800 mil milhões de euros em doações dos Estados Unidos e de outros países”.
O plano, explica o jornal, deve ser aprovado na reunião que se realizará às 18h00 na hora local (16h00 em Portugal Continental), apesar do voto contra de “vários ministros” do governo.
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UE alerta que situação melhorou mas continua a haver "fatores de obstrução significativos a prejudicar operações humanitárias em Gaza"
Em declarações à agência Reuters, um funcionário da União Europeia fez uma atualização quanto à situação humanitária na Faixa de Gaza, considerando-a ainda muito grave, apesar de algumas melhorias.
Segundo o mesmo, houve alguns desenvolvimentos positivos em relação à entrega de combustível e à reabertura de algumas rotas, assim como um aumento da entrada de camiões no enclave.
No entanto, e citado diretamente pela Reuters, o funcionário alerta para “fatores de obstrução significativos continuam a prejudicar as operações humanitárias e a entrega de ajuda a Gaza, nomeadamente a falta de um ambiente operacional seguro que permita a distribuição de ajuda em grande escala”.