Momentos-chave
- PS chama Ana Drago, Fernando Araújo e Graça Freitas para sessões de preparação do programa eleitoral
- Presidente do CDS-PP/Madeira fala em acordo para quatro anos "muito positivo para a Madeira"
- Albuquerque confirma acordo do CDS e José Manuel Rodrigues no governo regional
- Inês de Sousa Real volta a encabeçar lista do PAN por Lisboa
- "Exercício de manipulação". PCP apresenta queixa na CNE, ERC e Comissão da Carteira dos jornalistas devido a entrevista a Paulo Raimundo
- Montenegro reconhece que podia ter tomado outras opções, mas mantém: "Fiz tudo de boa fé"
- Presidente diz que "está por provar" se 39% "é indecisão ou vai ser abstenção"
- Marcelo resiste à "tentação de ser analista" e desafia partidos a serem claros sobre cenários pós-eleitorais
- Miguel Albuquerque adia notícias para a tarde: "Em princípio, vamos fechar o acordo com o CDS esta tarde"
- Conselho Nacional do PSD reúne-se para aprovar coligação e candidatos às legislativas
- Albuquerque consegue acordo: CDS entra no Governo regional e José Manuel Rodrigues fica com pasta da Economia
- Patrícia Gilvaz, deputada da IL, não vai integrar listas às eleições antecipadas
- Criminalidade violenta diminui em Lisboa e sobe a nível nacional
- Miguel Albuquerque convicto de que vai chegar a acordo com o CDS-PP em breve
- PCP acusa RTP de provocação durante entrevista de Raimundo na RTP e aciona meios legais
Histórico de atualizações
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PS chama Ana Drago, Fernando Araújo e Graça Freitas para sessões de preparação do programa eleitoral
Os socialistas voltam a chamar a antiga dirigente do Bloco de Esquerda, Ana Drago, desta vez para um dos painéis (dedicado à Habitação) de preparação do programa eleitoral que levará às legislativas de 18 de maio. Na Saúde o PS terá o ex-CEO do SNS, Fernando Araújo e antiga diretora-geral de Saúde, Graça Freitas.
Drago já tinha estado numa rentrée socialista da era de Pedro Nuno Santos, no último verão, e volta esta quarta-feira, agora à sede do PS, para participar nos trabalhos de preparação da revisão do programa eleitoral que foi a votos há um ano.
No mesmo painel, que vai debater a área da habitação à porta fechada, vai ainda estar o diretor do IHRU que foi afastado pelo atual Governo, António Leitão, e também a ex-secretária de Estado da Habitação, Fernanda Rodrigues e ainda a ex-ministra e atual dirigente do PS Marina Gonçalves. A arquiteta que foi número dois da lista de Fernando Medina nas últimas autárquicas, Inês Lobo, também vai fazer parte do painel, bem como João Reis que, juntamente com Ana Drago, assinou um relatório sobre a crise na habitação para a Associação Causa Pública — um think tank de esquerda onde se tem defendido uma plataforma de entendimentos nesta área política.
Durante a tarde, na sede do PS vai debater-se a área da Saúde, com o ex-diretor executivo do SNS, Fernando Araújo, e também o ex-ministro da Saúde, António Correia de Campos, Graça Freitas, Daniel Sampaio, Eduardo Barroso, Constatino Saklarides, o ex-secretário da Saúde Ricardo Mestre e também a ex-ministra da Presidência e dirigente do PS Mariana Vieira da Silva, que na última legislatura foi coordenadora da bancada socialista na área da Saúde.
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Bom dia, este liveblog fica por aqui, obrigada por nos ter acompanhado.
Continue a par dos desenvolvimentos da política nacional neste novo liveblog.
Montenegro desafia Pedro Nuno a mostrar projeto para o país. “Vamos ver quem está preparado”
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Rui Rocha volta a ser cabeça de lista por Braga. Mariana Leitão avança por Lisboa
O presidente da Iniciativa Liberal, Rui Rocha, vai voltar a encabeçar a lista do partido pelo círculo eleitoral de Braga nas legislativas de maio, enquanto a líder parlamentar, Mariana Leitão, vai ser a “número um” em Lisboa, foi hoje anunciado.
Estes nomes constam de um comunicado da IL segundo o qual a Comissão Executiva do partido aprovou hoje todos os cabeças de lista às eleições legislativas de 18 de maio, que serão agora submetidos a votação numa reunião do Conselho Nacional que se realizará este domingo em Braga.
Além de Rui Rocha e Mariana Leitão, o partido anunciou ainda que o antigo líder da IL e atual deputado Carlos Guimarães Pinto vai voltar a ser cabeça de lista do partido pelo Porto, à semelhança do que aconteceu nas duas últimas legislativas.
A deputada Joana Cordeiro, que integra a Comissão Executiva de Rui Rocha, volta também a ser a “número um” da IL em Setúbal, assim como o deputado Mário Amorim Lopes, que volta a ser cabeça de lista em Aveiro, à semelhança do que tinha acontecido em 2024, em que conseguiu obter a eleição.
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Presidente do CDS-PP/Madeira fala em acordo para quatro anos "muito positivo para a Madeira"
O presidente do CDS-PP/Madeira, José Manuel Rodrigues, disse, esta tarde, que o acordo firmado com o PSD “corresponde à vontade manifestada pelo povo madeirense, para ter estabilidade política e um governo para quatro anos”.
“É um acordo muito positivo para a Madeira e os madeirenses“, disse o presidente do CDS regional, que deverá ficar responsável pela pasta da Economia no futuro governo. José Manuel Rodrigues referiu ainda que fica aberta a porta a futuras coligações pré-eleitorais com o PSD.
“O acordo salvaguarda a autonomia estratégia e política dos dois partidos mas contempla a possibilidade de negociação de coligações em futuras eleições”, revelou.
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Albuquerque confirma acordo do CDS e José Manuel Rodrigues no governo regional
O presidente do PSD-Madeira, Miguel Albuquerque, confirmou, esta tarde, o acordo com o CDS-PP para a formação de um governo na Madeira. Alburquerque adiantou também que o presidente do CDS-PP na região, José Manuel Rodrigues, vai ficar com uma secretaria regional — uma informação que já tinha sido avançada pelo Observador.
Albuquerque não adiantou de que secretaria regional se trata mas o Observador sabe que em causa está a pasta da Economia.
O também presidente do governo regional explicou que o novo governo não pode ser ainda apresentado uma vez que é necessário que o representante da República na região, Irineu Barreto, oiça os partidos.
“O governo não foi apresentado porque temos diligências a cumprir. Os partidos vão ser ouvidos pelo representante da República e, na sequência dessa auscultação, o senhor representante irá determinar a constituição do governo. Dentro do prazo estipulado, o governo será apresentado”, garantiu Miguel Albuquerque.
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Inês de Sousa Real volta a encabeçar lista do PAN por Lisboa
A porta-voz do PAN, Inês de Sousa Real, vai voltar a ser a cabeça de lista do partido às legislativas pelo círculo de Lisboa e António Morgado Valente mantém-se como número dois, divulgou esta terça-feira o partido.
Em comunicado enviado à agência Lusa, a porta-voz do partido afirma que o PAN avança para estas legislativas “com a consciência de que trabalhou muito por um Portugal mais justo e mais sustentável” e salienta que “foi o segundo partido da oposição com mais iniciativas aprovadas, com 45 propostas legislativas no último ano”.
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"Estou aqui para mais uns anos", assegura Montenegro
Mesmo a terminar, o primeiro-ministro recusa qualquer ambição presidencial e garante que não fará mais nada na política depois disto.
“[Ser primeiro-ministro] é a última missão que quer desempenhar na vida política. Mas estou aqui para mais uns anos”, despede-se Luís Montenegro.
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Montenegro: "Tanto entro numa tasca como num palácio"
Montenegro fala ainda sobre o episódio em que Marcelo Rebelo de Sousa se referiu a ele como “rural”. O primeiro-ministro desvaloriza e diz que sentiu nas palavras do Presidente da República um “elogio”.
“Achei essa caracterização altamente elogiosa. Sou mesmo uma pessoa com múltiplas vivências. Não posso ser mais urbano-litoral do que uma pessoa que vive em frente ao mar. Sou de Espinho, nasci no Porto, estudei no Porto, trabalhei em Lisboa. Mas tenho raízes transmontanas da parte do meu pai, de uma família muito humilde, e do lado da minha família, mais abastada, é verdade. Tenho essas características todas, felizmente.”
“Tanto entro numa tasca como num palácio. Falo com todas as pessoas da mesma maneira. Sou uma pessoa normal. Como pai ou como primeiro-ministro, ponho-me sempre no lugar da pessoa que tenho pela frente”, remata.
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"Estou absolutamente siderado com a força que a minha família me está a transmitir"
Luís Montenegro fala agora sobre a campanha eleitoral que se segue e sobre se teme ou não uma campanha suja. “Espero que tenhamos uma campanha com elevação.”
O primeiro-ministro fala em concreto sobre o cartaz do Chega e insurge-se com a associação que André Ventura com José Sócrates e a palavra “corrupção”.“Nunca tive nenhum ato de corrupção. Nunca fui suspeito, nem posso aceitar a ninguém que diga uma coisa dessas”, irrita-se Montenegro.
Quando Manuel Luís Goucha pergunta sobre como tem lidado a família durante todo este caso, Montenegro não esconde alguma comoção e assume que a família tem sido uma grande suporte. “Têm reagido com uma força que só me dá mais força. Estou absolutamente siderado com a força que a minha família me está a transmitir”.
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Montenegro acusa a oposição de ter procurado eleições
Luís Montenegro aponta agora ao futuro. Em conversa com Manuel Luís Goucha, o primeiro-ministro recusa ter desejado estas eleições antecipadas e mantém que não sabia se o PS iria ou não chumbar a moção de confiança.
Para o primeiro-ministro, a oposição estava empenhada numa “estratégia de degradação” do Governo e, como tal, era importante ouvir o Parlamento para saber se o Executivo tinha ou não condições para continuar a governar. “Foi o Parlamento que disse que não”, atira Montenegro.
“Prefiro dois meses para a clarificar a situação do que um ano para estragar aquilo que foi feito”, sublinha o líder social-democrata. “Não posso temer os juízo dos portugueses.”
Luís Montenegro é ainda confrontado com a falta de soluções do atual Governo em áreas nucleares, como a Saúde. Neste caso concreto, Manuel Luís Goucha pergunta ao primeiro-ministro se a solução passa apenas pelas PPP. Montenegro responde que as respostas não se esgotam aí, mas sublinha: “Não podemos ter estigmas”.
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"Exercício de manipulação". PCP apresenta queixa na CNE, ERC e Comissão da Carteira dos jornalistas devido a entrevista a Paulo Raimundo
Depois de ter anunciado que iria acionar os “meios legais”, o PCP apresentou queixa em três entidades por causa da entrevista de Paulo Raimundo, transmitida ontem na RTP. Em comunicado, o PCP anunciou que formalizou queixa junto da Comissão Nacional de Eleições, da Entidade Reguladora para a Comunicação Social e da Comissão da Carteira Profissional de Jornalista.
Os comunistas consideram “absolutamente inaceitável os termos com que a entrevista foi conduzida” e falam num “desonesto exercício de manipulação”. Acusam mesmo José Rodrigues dos Santos de ter usado a entrevista para fazer “um ajuste de contas”.
“Mais do que uma entrevista, o que ontem se assistiu foi, a partir da oportunidade de ter na sua presença o Secretário-Geral do PCP (supostamente para uma entrevista sobre a situação do País e as legislativas de 18 de Maio), um desonesto exercício de manipulação”, critica o PCP, lamentando que Paulo Raimundo não tenha sido questionado sobre a realidade nacional.
“Basta notar que não foi feita uma única pergunta sobre a situação política e social do País, de quem cá vive e trabalha”, sublinha o PCP, referindo-se à entrevista, conduzida pelo jornalista José Rodrigues dos Santos, e transmitida no final do Telejornal de ontem.
O PCP defende que “a liberdade de imprensa não pode ser sinónimo de instrumentalização da titularidade de jornalista para, no uso dessas funções, fazer desaguar as suas concepções ideológicas”. O partido diz que José Rodrigues dos Santos “não pode nem tem o direito, por razões éticas que não apenas deontológicas, de aproveitar um espaço mediático para transformar uma entrevista num ajuste de contas”.
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Montenegro reconhece que podia ter tomado outras opções, mas mantém: "Fiz tudo de boa fé"
Luís Montenegro conversa agora com Manuel Luís Goucha, na TVI. O primeiro-ministro começa por falar da sua “combatividade” e explica que grande parte do seu percurso político se fez na adversidade.
“Estive mais tempo a lutar para conquistar do que a desfrutar do poder. Talvez tenha sido o mais determinante para que me sinta hoje mais habilitado a liderar o país.”
Manuel Luís Goucha, que apoiou Montenegro nas últimas eleições legislativas, desafia o primeiro-ministro a reconhecer se cometeu algum erro ao longo de todo o caso Spinumviva.
“Temos de reconhecer que o escrutínio faz parte. É saudável que seja assim. Uma ou outra coisa podia ter sido enquadrada de uma forma ou de outro. Mas não cometi nenhuma coisa ilícita. Fiz tudo de boa fé e sou acusado quê? Sou acusado de ter trabalhado”, lamenta.
Ainda assim, Montenegro admite que talvez se pudesse ter “lembrado” do facto de estar casado em comunhão de adquiridos, pelo que poderia ter transmitido diretamente a empresa para os filhos. “Talvez pudesse ter sido a melhor opção. Mas achei isto tudo perfeitamente normal.”
Montenegro é ainda desafiado a comentar as críticas de Pedro Nuno Santos. “Tenho ficado chocado com as insinuações que têm sido lançadas. Não pode valer tudo. Pode-se fazer perguntas, não se podem é tirar conclusões na base de raciocínios que são perversos”, atira.
O primeiro-ministro diz ainda ter uma “profunda admiração” por Aníbal Cavaco Silva, não escondendo que se inspira no antigo primeiro-ministro e antigo Presidente da República.
Goucha pergunta a esse propósito se Montenegro, tal como Aníbal Cavaco Silva, tem uma relação tensa com a comunicação social. “Tenho um profundo respeito pela comunicação social”, esclarece o primeiro-ministro, ainda que mantenha alguns reparos à forma como a comunicação social se centra apenas no “tema do dia”.
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Chega não recua e candidatos autárquicos podem estar nas listas de deputados
As legislativas obrigaram os partidos a acelerar processos e a mudar a agulha que estava apontada às autárquicas. Chega recusa criar regra para travar duplicação de candidaturas.
Chega não recua e candidatos autárquicos podem estar nas listas de deputados
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Aguiar-Branco alerta que democracia dá muito trabalho e obriga a intervenção cívica
O presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, alertou esta terça-feira que a democracia é frágil e dá muito trabalho, pelo que é necessário haver atenção e mobilização cívica para que não desapareça.
“A democracia dá muito trabalho, a democracia é frágil, a democracia obriga à mobilização, obriga à intervenção cívica e, portanto, não é algo que outros farão por nós. E se nós não estivermos dispostos a fazer, acordamos um dia com aquilo que não queremos”, advertiu o presidente do parlamento.
José Pedro Aguiar-Branco falava em Seia, na inauguração do Centro de Interpretação da República Afonso Costa (CIRAC), “um homem de história, amada por uns e odiado por outros que teve frontalidade, coragem e coerência” durante a Primeira República.
“Temos de seguir o exemplo de Afonso Costa e sermos intervenientes, mobilizados para a causa cívica, porque a democracia é a única forma de nós podermos levar por diante as nossas ideias”, acrescentou.
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"Infamante", "soez", "hediondo" e "ignóbil". Os argumentos de Montenegro contra cartaz do Chega
Segundo providência cautelar apresentada pelo primeiro-ministro, a que o Observador teve acesso, Montenegro exige retirada do cartaz em cinco dias e o pagamento de 10 mil euros por cada dia a mais.
“Infamante”, “soez”, “hediondo” e “ignóbil”. Os argumentos de Montenegro contra cartaz do Chega
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Gouveia e Melo critica “linguagem excessiva” de cartazes do Chega e pede “respeito” entre adversários das legislativas
Henrique Gouveia e Melo comentou também os cartazes com a cara de Sócrates que levaram Montenegro a processar o Chega. Para o almirante é importante que “o respeito entre opositores e concorrentes seja preservado”.
Numa segunda crítica ao Chega, Gouveia e Melo crítica uma “linguagem excessiva, para lá do que é normal”. O potencial candidato presidencial diz que “mesmo que não seja criminalmente reprovável” a “linguagem pode ser ofensiva”, o que contribui para uma indesejada “crispação na política”.
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Albuquerque fecha acordo com CDS. José Manuel Rodrigues fica com pasta da Economia no governo regional
Acordo de governo inclui democratas-cristãos no executivo. José Manuel Rodrigues deverá ser o responsável pela tutela da Economia.
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Presidente diz que "está por provar" se 39% "é indecisão ou vai ser abstenção"
Marcelo Rebelo de Sousa, questionado sobre o número de indecisos revelado por uma sondagem do ICS/ISCTE para a SIC e o Expresso (39%), explicou que há várias formas de olhar para o valor.
Primeiro defende que se esse número de indecisos forem, afinal, abstencionistas “seria uma percentagem de abstenção relativamente baixa”. E alerta que “ainda está por provar se esse número é indecisão ou vai ser abstenção”.
Depois, argumentou que “na última eleição desceu a abstenção graças aos jovens e na Madeira voltou a descer a abstenção”, frisando que “há circunstâncias externas e internas que podem explicar este fenómeno”, nomeadamente a “situação do mundo”, pelo que aguarda pelos resultados para perceber como será.
Mais do que isso, recorda que já assistiu e participou em muitas campanhas para concluir que “a experiência [diz] que nada está definido à partida”. “Tudo o que seja estar a antecipar a vontade dos portugueses é prematuro”, remata.
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Gouveia e Melo diz que políticos devem saber interpretar sinal das eleições da Madeira é que “estabilidade é importantíssima para o país”
Henrique Gouveia e Melo disse esta terça-feira numa visita a uma escola em Fátima que nunca se deve considerar que a população votou mal. Questionado sobre a Madeira e a transposição dos resultados para o plano nacional, Gouveia e Melo diz que “quando a população vota dá um sinal político e os governantes devem saber interpretar esse sinal. E se interpretarem bem esse sinal verão o que a população espera deles. A governação com estabilidade é importantíssima para o país.”
O almirante acrescenta depois que “vivemos num momento crítico para o país. A estabilidade é importante”, mas também acrescenta que “com a estabilidade tem de haver credibilidade”.
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Marcelo resiste à "tentação de ser analista" e desafia partidos a serem claros sobre cenários pós-eleitorais
Marcelo Rebelo de Sousa considera que é “prematuro” pensar em cenários pós-eleitorais, promete não vestir a pele de analista e desafia os partidos a serem claros quanto ao dia seguinte às eleições antecipadas.
“Há tantos cenários possíveis, como havia na Madeira e como havia há um ano, que penso que o Presidente da República tem de resistir à tentação de ser analista e deve esperar por aquilo que é uma incógnita: as propostas dos partidos, a forma como os portugueses vão reagir e o voto final”, aponta o Presidente da República.
Questionado sobre a relevância de os partidos serem claros sobre o day after, o chefe de Esatdo defende que “os partidos devem definir, eles próprios, os cenários“.
Por outro lado, insiste que “o Presidente da República não deve ser um fator de ruído e de perturbação“. E deve, prossegue, “esperar para, porventura no dia de reflexão, na véspera das eleições, olhar para a campanha e poder ir mais longe, ou não”.