Está praticamente fechado o acordo que vai garantir a Miguel Albuquerque uma solução de governo na Madeira. O acordo assegura a inclusão do deputado do CDS e até agora presidente da Assembleia Legislativa Regional, José Manuel Rodrigues, no Governo, ficando responsável pela pasta da Economia, apurou o Observador.
Passando a ocupar o cargo de secretário regional da Economia (o equivalente a um ministro da pasta), fica apenas por confirmar a dimensão e alcance que a sua tutela terá, estando em cima da mesa uma secretaria que inclua as áreas da indústria, transportes e comércio neste próximo executivo de Miguel Albuquerque.
Esta segunda-feira, Miguel Albuquerque já tinha confirmado que o acordo com o CDS, que tinha descrito como “parceiro preferencial” durante a noite de domingo, estaria para breve. “Vamos chegar a um entendimento com o CDS”, antecipou em entrevista à SIC, lembrando que os dois partidos já têm um “histórico de coligação”. Durante a campanha, o CDS foi aliás o único partido que não excluiu fazer acordos com o PSD de Albuquerque, mostrando-se disponível para fazer parte de um governo de “centro-direita” que incluísse algumas das 60 medidas apresentadas pelos democratas-cristãos no seu programa.
Depois de ter adiantado que já estava a conversar com o CDS e que pretendia repetir o que já aconteceu no passado — assinar um acordo escrito de governo, “para não haver equívocos”, e assegurar também um acordo parlamentar — esta terça-feira Albuquerque adiantou que o acordo será fechado “esta tarde” e que nessa altura se saberão concretamente todos os seus moldes.
O representante da República, Ireneu Barreto, marcou as audiências com os partidos para sexta-feira, correspondendo assim ao desejo dos partidos da oposição, que nas eleições de 2024 se queixaram da falta de tempo para conversarem e chegarem a acordos que pudessem tirar Albuquerque do poder. Desta vez, mesmo com mais tempo, o caminho está traçado: o PSD-Madeira cresceu em número de votos e deputados (passou de 19 para 23) e, com o deputado do CDS, consegue chegar ao número dos 24 deputados, que dá maioria absoluta aos dois partidos.
A vitória quase-absoluta de Albuquerque, “o desejado”, deixou um PS partido e um JPP em festa