Momentos-chave
- Rui Moreira vai "apoiar firmemente" António José Seguro. Ex-mandatário de Mendes também "assume parte da derrota"
- Carlos Guimarães Pinto declara voto em António José Seguro na segunda volta das presidenciais
- CGTP responsabiliza sondagens por resultados e apela à rejeição da candidatura de Ventura
- "Isso é só mesmo para rir." Seguro responde a Ventura sobre ligações a Sócrates
- Seguro avisa que "nada está ganho", mas prevê: "Não vou parar até dia 8 de março de 2031"
- Seguro não recebeu chamada de Marcelo ontem. Ventura contactou-o para o felicitar
- Passos Coelho mantém silêncio para a segunda volta
- Seguro "fica feliz" com apoios vindos da direita e antecipa: "Há outros que estão em vias de ser tornados públicos"
- Carneiro sobre discurso de Montenegro: "Entre a democracia e aqueles que atentam contra a democracia não pode haver neutralidade política"
- José Eduardo Martins e António Capucho anunciam voto em Seguro
- "O país de 2026 não tem nada a ver com o país de 74": Adalberto Campos Fernandes alerta para a divisão do país
- Cristina Rodrigues não acha necessário o apoio dos partidos à direita para Ventura na 2.ª volta
- Seguro mostrou que "o combate se faz por ideias e não por ataques e pela violência verbal", afirma Adalberto Campos Fernandes
- Salvini dá os parabéns ao "amigo André Ventura" pela passagem à 2.ª volta das presidenciais
- PAN apoia António José Seguro na segunda volta
- Pedro Duarte, Júdice, Poiares Maduro e Francisco Rodrigues dos Santos apoiam Seguro na segunda volta
- O resultado das eleições: Seguro e Ventura disputam segunda volta
Histórico de atualizações
-
Bom dia!
Arquivamos este liveblog que acompanhou as principais notícias que marcam a alteração política. Pode continuar a seguir a nossa cobertura nesta nova ligação.
Federação Nacional dos Médicos inicia processo negocial com Governo, Montenegro recebe CGTP
-
Rui Moreira vai "apoiar firmemente" António José Seguro. Ex-mandatário de Mendes também "assume parte da derrota"
O ex-mandatário nacional da candidatura de Luís Marques Mendes, Rui Moreira, anunciou hoje que vai votar em António José Seguro na segunda volta das eleições presidenciais.
“Hoje temos vida nova: estarei com António José Seguro nesta segunda volta”, declarou Rui Moreira.
O antigo presidente da Câmara do Porto disse não estranhar a neutralidade de Luís Montenegro. “Ele é primeiro-ministro, eu sou independente. Não faço parte de nenhum partido e não estou condicionado”.
“Sem nenhum desprimor por André Ventura, André Ventura disse em tempos que não queria ser presidente dos portugueses, queria seria presidente de alguns portugueses. A posição é legítima, mas eu quero um presidente de todos os portugueses”, disse Rui Moreira.
“Considero que António José Seguro é uma pessoa que dá essas garantias e vou apoiar firmemente António José Seguro”, reforçou Rui Moreira.
O ex-mandatário considerou, ainda assim, que Marques Mendes era o “melhor candidato da primeira volta”, mas respeita a “decisão do eleitorado”.
“Democraticamente devemos aceitar essa derrota. Luís Marques Mendes não está sozinho nessa derrota: assumo parte dessa derrota”, frisou Rui Moreira.
-
Cecília Meireles declarou apoio em António José Seguro na segunda volta
No mesmo programa da SIC Notícias, a militante do CDS-PP, Cecília Meireles, também declarou que iria votar em António José Seguro.
“O Presidente da República deve ser um árbitro mais do que um jogador”, considerou a antiga deputada, sublinhando que, “tendencialmente, António José Seguro” cumprirá mais o primeiro papel.
Para mim, é importante que um Presidente da República represente ou faça um esforço para representar todos os portugueses”, acrescentou Cecília Meireles.
Na opinião da militante do CDS-PP, o mais importante é que, quando está a representar Portugal no estrangeiro, o Presidente se preocupe mais com o bem estar dos portugueses que lá vivem ou com as relações comerciais, do que com a “cor política” do chefe de estado — sendo o candidato apoiado pelo PS o mais próximo desse perfil.
“Não me sinto melhor representada. Acho que, apesar de tudo, me sinto menos não-representada”, acrescentou.
-
Carlos Guimarães Pinto declara voto em António José Seguro na segunda volta das presidenciais
O deputado da Iniciativa Liberal, Carlos Guimarães Pinto, declarou que iria votar em António José Seguro na segunda volta das eleições presidenciais do próximo dia 8 de fevereiro.
Falando na SIC Notícias, o antigo líder dos liberais sublinhou que o seu apoio não era por ser “um mal menor” mas sim devido às característica pessoais do candidato apoiado pelo Partido Socialista.
“Estas são umas eleições presidenciais em que a personalidade, o caráter e o respeito pelas instituições, pela separação de poderes, são tão ou mais importantes que o partido de origem e, por isso, parece-me claro que é esta a escolha”, afirmou Guimarães Pinto.
O políticou sublinhou ainda que Seguro “já demonstrou que, em circunstâncias particularmente difíceis, que consegue colocar o país à frente do seu ego e […] dos interesses partidários”, mesmo que esses venham de “dentro do seu próprio partido”.
“Apesar de ser do PS, quando achou que o país precisava, fez frente a Sócrates, a Soares, até a Costa”, disse ainda. O liberal sublinhou ainda que, para ele, por trás da “aparente serenidade” de Seguro, via “bastante coragem”.
“Pela sua personalidade muito específica, é capaz de manter um perfil discreto”, apontou ainda, tendo considerado essa característica “essencial para preservar a autoridade do cargo e para não banalizar a figura Presidencial e para não se sentir tentado a interferir no funcionamento das instituições, da Justiça e do Parlamento”.
O deputado sublinhou as crenças comuns entre ambos: “democracia liberal, respeito pelos adversários, necessidade de haver decência na política”. “Portanto, nem sequer preciso de justificar este voto no quão mau a alternativa é”, comentou ainda.
-
CGTP responsabiliza sondagens por resultados e apela à rejeição da candidatura de Ventura
A CGTP responsabilizou hoje a pressão das sondagens pelos resultados eleitorais de domingo, considerando que a campanha foi “muitas vezes” desviada para “temas laterais”, e apelou à rejeição da candidatura de André Ventura.
Em comunicado, a central sindical liderada por Tiago Oliveira saudou “os trabalhadores e o povo que exerceram o seu direito ao voto nas eleições presidenciais” e sublinha que os resultados “evidenciam, também, uma derrota do candidato apoiado pelos partidos no Governo”, numa alusão a Luís Marques Mendes, que ficou em quinto lugar.
“A passagem de António José Seguro e André Ventura à segunda volta decorre de um contexto em que as pressões, nomeadamente por via das sondagens relativas às possibilidades das candidaturas que podiam disputar a segunda volta, tiveram um papel central, numa campanha que teve muitas vezes como foco mediático temas laterais”, acrescenta a nota hoje divulgada.
-
Montenegro legitima voto em Ventura ao não apoiar Seguro?
O primeiro-ministro acabou por ir a votos nestas presidenciais e sai derrotado da noite eleitoral. Não apoiar Seguro será um erro que culminará numa “relação difícil”, caso Ventura chegue a Belém. Ouça aqui o novo episódio de E o vencedor é… da Rádio Observador.
-
Cotrim vence nos jovens, Seguro nas mulheres e Ventura conquista cada vez mais quem não tem estudos. Quem votou em quem?
Eleitorado da AD partiu-se e Mendes não segurou nem um terço. Eleitores do Livre votaram em Seguro e no almirante. Socialista recuperou jovens perdidos pelo PS e segurou os mais velhos.
-
Líder do Chega/Açores pede que “toda a direita” apoie Ventura na segunda volta
O líder do Chega/Açores, José Pacheco, apelou hoje para que “toda a direita açoriana” se una no apoio a André Ventura na segunda volta das eleições presidenciais que vai disputar com António José Seguro.
“Eu penso que, independentemente dos partidos, a direita deve-se unir, a população deve-se unir”, defendeu hoje José Pacheco, numa reação aos resultados eleitorais divulgada pelo partido.
Na opinião de Pacheco, “se os dirigentes da suposta direita não se quiserem unir e quiserem apoiar o [António José] Seguro”, a população “deve mostrar esse cartão vermelho e apoiar André Ventura”.
-
Chega e IL podem “sangrar” PSD
Luís Montenegro está em maus lençóis e até pode temer uma CPI ao caso Spinumviva. Ou o Chega pode forçar novas eleições. Resultado de André Ventura vira tudo do avesso. Ouça aqui o novo episódio de Fora do Baralho da Rádio Observador.
-
Seguro soma apoios, mas quem falta "endossar"?
António José Seguro entra forte na segunda volta, a receber apoios da esquerda à direita. E ainda o silêncio de Passos Coelho e a dificuldade de Ventura em somar figuras de peso. Ouça aqui o novo episódio de Caça ao Voto da Rádio Observador.
-
Bolieiro diz que respeita decisão do povo e não dará indicação de apoio na segunda volta
O presidente do Governo Regional dos Açores disse hoje que “o povo decidiu” na escolha dos dois candidatos mais votados nas eleições presidenciais e que não dará indicação de apoio na segunda volta.
José Manuel Bolieiro, que também é líder do PSD/Açores, reconheceu hoje o mau resultado obtido por Luís Marques Mendes nas eleições de domingo, salientando que “não se pode negar a evidência”.
Depois de referir que a candidatura “é unipessoal, com o apoio de um partido”, acrescentou que “o dono dos votos dos portugueses e dos cidadãos não é nenhum partido” e “houve, com certeza, militantes e simpatizantes do PSD que votaram por diversos candidatos”.
-
Pedro Nuno Santos diz que posição de Montenegro “legitimou transferência de voto” para o Chega
O antigo secretário geral do PS, Pedro Nuno Santos, criticou a posição do primeiro-ministro, Luís Montenegro, que decidiu não apoiar nenhum dos candidatos na segunda volta das eleições presidenciais.
Na rede social X, o socialista considerou que Montenegro não teve “coragem de endossar o apoio do PSD a António José Seguro”, algo que lhe “criou um problema a si próprio”.
“Ao sinalizar, junto dos eleitores da AD, que o PSD está à mesma distância do Chega que está do PS, legitimou a transferência de voto da AD para o partido de André Ventura”, escreveu Pedro Nuno Santos na publicação, considerando que o primeiro-ministro preferiu “facilitar a vida a Ventura” a aproveitar “a oportunidade de recentrar o PSD”.
“Montenegro acha que não apelar ao voto em António José Seguro o faz cair nas boas graças do eleitorado do Chega. Só não percebeu, que no atual contexto político, mais facilmente se transferem eleitores da AD para o Chega do que do Chega para a AD”, continuou.
“Para já, vá pedindo às alminhas para que André Ventura, na 2.ª volta, não tenha mais votos que os que o próprio Montenegro teve nas legislativas”, concluiu antigo líder dos socialistas.
Montenegro ao não ter tido coragem de endossar o apoio do PSD a António José Seguro criou um problema a si próprio, para além do mal que faz à nossa democracia. Ao sinalizar, junto dos eleitores da AD, que o PSD está à mesma distância do Chega que está do PS, legitimou a…
— Pedro Nuno Santos (@PNSpedronuno) January 19, 2026
-
"Isso é só mesmo para rir." Seguro responde a Ventura sobre ligações a Sócrates
Em relação à campanha para esta segunda volta, António José Seguro garante ser “fiel” e que vai manter a “coerência”.
“Estou preparado para tudo”, assegurou.
Questionado sobre a ligação que ontem André Ventura fez de José Sócrates a António José Seguro, o ex-líder do PS atirou: “Isso é mesmo para rir”.
-
Seguro avisa que "nada está ganho", mas prevê: "Não vou parar até dia 8 de março de 2031"
O candidato presidencial apoiado pelo PS diz que “nada está ganho” numa segunda volta: “É necessário que todos os que votarem voltem a fazê-lo e a esses se somem mais votos”.
“Acredito no bom senso dos portugueses. Tenho muita confiança”, destacou, acrescentando que amanhã já regressa à estrada, numa ação de campanha num centro de saúde da área metropolitana de Lisboa.
“Não vou parar até dia 8 de março de 2031. Pelo menos até aí não pararei”, sublinhou ainda.
Questionado sobre um eventual segundo mandato, António José Seguro não deu uma resposta. Ainda que espere vencer as eleições, recusou comentar o assunto.
-
Seguro não recebeu chamada de Marcelo ontem. Ventura contactou-o para o felicitar
António José Seguro não recebeu uma chamada do atual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. “Vamos lá ver: é muito simples. Isto foi só a primeira volta. É normal que todas as personalidades têm o cargo de Presidente da República telefonem apenas quando há um vencedor”.
António José Seguro garantiu também que recebeu uma chamada do rival na segunda volta, André Ventura. “Recebi os telefonemas de todos os candidatos para me felicitar”, garantiu.
António José Seguro referiu que está também a “fazer o seu caminho” a cada vez mais a somar “apoios à esquerda e à direita” e também de “muitas pessoas que não se reveem em partidos políticos”.
-
Passos Coelho mantém silêncio para a segunda volta
O antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho vai manter-se em silêncio na segunda volta das eleições presidenciais, que vão ser disputadas por António José Seguro e André Ventura a 08 de fevereiro.
“Não desejo fazer qualquer comentário ou declaração sobre as eleições presidenciais”, escreveu o ex-líder do PSD e do Governo em resposta a uma pergunta escrita da agência Lusa.
Passos Coelho não fez qualquer declaração sobre as eleições presidenciais até domingo, dia das eleições, devendo manter a mesma postura relativamente à segunda volta.
-
Seguro "fica feliz" com apoios vindos da direita e antecipa: "Há outros que estão em vias de ser tornados públicos"
O vencedor da primeira volta das eleições presidenciais, António José Seguro, está a falar aos jornalistas desde as Caldas da Rainha. O candidato frisou que, para esta segunda volta, o “essencial é o diálogo que mantém com cada português”.
Questionado sobre os apoios vindos da direita — como o de Pedro Duarte, Miguel Poiares Maduro ou José Miguel Júdice —, António José Seguro reconheceu estar “feliz” e antecipou: “Há outros que estão em vias de ser tornados públicos”.
O candidato presidencial sublinhou que estes apoios significam que o apelo que fez “foi bem sucedido”, recordando que fez pediu a “todos os democratas, progressistas e humanistas a juntarem-se” à sua candidatura, “num momento muito exigente do nosso país, da Europa e do mundo”.
-
Deputado do PSD Cristóvão Norte declara que votará em Seguro
O deputado do PSD Cristóvão Norte revelou hoje que votará em António José Seguro na segunda volta das eleições presidenciais, argumentando que optará “pela moderação” e que “o futuro da coesão nacional depende desta escolha”.
No mesmo sentido, o deputado da Iniciativa Liberal Rodrigo Saraiva afirmou no programa “Entre políticos”,da Antena Um, que votará em António José Seguro na segunda volta das presidenciais que o antigo secretário-geral do PS disputará com o líder do Chega, André Ventura.
“Optar pela moderação é optar pela sensatez. É rejeitar os extremos que corroem o tecido social e minam as instituições. É escolher um estilo de exercício do cargo que privilegia o diálogo sobre o monólogo, o argumento sobre o insulto, e a busca de consensos sobre a imposição de vontades”, escreveu Cristóvão Norte nas redes sociais.
O deputado, que apoiou Luís Marques Mendes na primeira volta, sublinhou: “Não sou socialista, nunca serei, mas rejeito contribuir para uma sociedade cujo combustível seja a intolerância e o ressentimento”.
-
Os Verdes apelam ao voto em Seguro em “defesa da democracia”
O Partido Ecologista Os Verdes (PEV) apelou hoje ao voto em António José Seguro na segunda volta das eleições presidenciais, alegando que em causa não está a opção entre esquerda e direita, mas sim a defesa da democracia.
“Não se trata nesta segunda volta de uma opção entre esquerda e direita, mas sim de uma necessidade de defender a democracia, pelo que o voto em António José Seguro é aquele que poderá garantir a derrota do candidato que representa a intolerância, os discursos de ódio, a arrogância e a ameaça aos valores democráticos”, adiantou o PEV em comunicado.
Os Verdes e o PCP apoiaram o candidato António Filipe nas eleições presidenciais de domingo, nas quais obteve apenas 1,6% dos votos, o pior resultado desde 1976 para um candidato apoiado pelos comunistas.
-
Líder PS/Açores apela ao “espaço democrático” para apoiar António José Seguro
O líder do PS/Açores, Francisco César, considerou hoje que os resultados das presidenciais foram “uma grande vitória” para “o espaço da moderação” e apelou “a todo o espaço democrático” para o apoio a António José Seguro.
“Ontem [domingo] foi uma grande vitória, sobretudo para o espaço da moderação, e para quem tem um projeto de diálogo, de união entre todos os portugueses”, afirmou Francisco César, em declarações à agência Lusa, sublinhando que a política “não deve ser exercida de um grupo contra o outro”, mas assente num projeto de quem “tenta unir os portugueses” e que “tem de trabalhar com todos”.
Numa reação aos resultados eleitorais, Francisco César, também deputado na Assembleia da República, afirmou que “o bom dia” alcançado no domingo, obriga agora a “um novo começo” que “é suprapartidário”.
Para o líder socialista açoriano, o confronto da segunda volta das eleições presidenciais “não se trata de um combate entre a esquerda e a direita”, mas entre “a decência, o respeito pelas instituições, o respeito pela Constituição e pela lei e pela manutenção do Estado de Direito, em suma pela democracia”.
“Do outro lado está exatamente o contrário. Está o radicalismo, o divisionismo. E, portanto, parecendo à primeira vista que o caminho poderia ser fácil para António José Seguro não o é, porque este é o combate da vida dos Portugueses, de preservar um regime político que a todos dá o direito de ter uma opinião e de decidir o seu futuro, contra outro que não é nada mais, nem nada menos do que um projeto à semelhança de Donald Trump que cria divisionismo, cria inveja e cria radicalismo. E, não é isso que queremos para Portugal”, sustentou.