Momentos-chave
- O que se passou até agora
- Ucrânia convoca reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU
- Zelensky apela aos aliados para que promovam uma “mudança de regime” na Rússia
- Trump diz que o enviado especial Steve Witkoff vai à Rússia
- Trump diz que "é nojento" que a Rússia está a fazer na Ucrânia
- Número de vítimas de ataque em Kiev volta a subir. Há agora 16 mortos e 159 feridos
- UE exige à Rússia que respeite integridade ucraniana após novos ataques
- Mortos no ataque a Kiev voltam a subir. Há 15 mortos, segundo autoridades locais
- Nicarágua reconhece territórios ucranianos ocupados como parte da Rússia
- Vitímas mortais do ataque russo a Kiev sobre para 12
- Putin promulga lei que reforça censura e vigilância na internet
- Sobe para oito o número de mortos no ataque noturno a Kiev. Há registo de mais de 120 feridos
- Von der Leyen saúda aprovação do projeto legislativo que devolve independência dos órgãos anticorrupção ucranianos
- Parlamento ucraniano aprova proposta legislativa que restaura a independência dos órgãos anticorrupção
- Após 16 meses de combate, Rússia anuncia conquista de Chasiv Yar, cidade estratégica no Donbass
- Trump ataca "falhado" Medvedev: "Tenha cuidado com as palavras". Ex-Presidente russo já lhe respondeu
- Volodymyr Zelensky denuncia novos ataques russos no país
- Parlamento ucraniano vota hoje projeto para reverter polémica decisão sobre agências anti-corrupção
- "Manhã horrível em Kiev" com pessoas ainda debaixo dos escombros, revela ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia
- Seis mortos e 52 feridos em ataque noturno contra Kiev
Histórico de atualizações
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O que se passou até agora
- A Rússia lançou um ataque de grande escala em Kiev, resultando em pelo menos 16 mortos e mais de 150 feridos. O ataque devastador causou destruição significativa em edifícios residenciais, escolas e hospitais, com vítimas ainda sob os escombros. Este episódio gerou uma convocação para uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU para discutir a situação.
- O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, condenou veementemente as ações da Rússia na Ucrânia, qualificando-as de “nojentas”. Criticou ainda a abordagem da Guerra na Ucrânia como sendo atribuída ao seu antecessor, Joe Biden, e anunciou o envio do seu enviado especial, Steve Witkoff, à Rússia para conversações diplomáticas.
- O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, instou os aliados ocidentais a pressionarem por uma mudança de regime na Rússia. Argumentou que, sem essa mudança, Moscovo continuará a tentar desestabilizar os países europeus, e apelou a medidas económicas rigorosas contra a Rússia, incluindo a confiscação de ativos russos.
- A União Europeia, através da alta-representante para os Negócios Estrangeiros, Kaja Kallas, exigiu que a Rússia respeite a soberania e a integridade territorial da Ucrânia, citando os Acordos de Helsínquia. A declaração veio após a Rússia proclamar o controlo da cidade estratégica de Chasiv Yar, uma afirmação contestada pela Ucrânia como propaganda.
[Horas depois do crime, a polícia vai encontrar o assassino de Issam Sartawi, o dirigente palestiniano morto no átrio de um hotel de Albufeira. Mas, também vai descobrir que ele não é quem diz ser. “1983: Portugal à Queima-Roupa” é a história do ano em que dois grupos terroristas internacionais atacaram em Portugal. Um comando paramilitar tomou de assalto uma embaixada em Lisboa e esta execução sumária no Algarve abalou o Médio Oriente. É narrada pela atriz Victoria Guerra, com banda sonora original dos Linda Martini. Ouça o segundo episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E ouça o primeiro aqui]
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Bom dia! Este liveblog fica por aqui, mas pode continuar a acompanhar a cobertura do Observador sobre a guerra na Ucrânia neste outro artigo em direto.
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Ucrânia convoca reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU
Na sequência do ataque de grande escala em Kiev, que fez 16 mortos e mais de 150 feridos, o Conselho de Segurança da ONU vai reunir-se amanhã à noite para debater a agressão russa contra a Ucrânia, avançou o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andrii Sybiha.
Ukraine has initiated an urgent UN Security Council meeting in response to Russia’s latest escalation of terror, which led to the killing of people and damage in Kyiv.
An emergency meeting of the UN Security Council under the agenda item “Maintenance of peace and security of…
— Andrii Sybiha ???????? (@andrii_sybiha) July 31, 2025
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Zelensky apela aos aliados para que promovam uma “mudança de regime” na Rússia
O Presidente ucraniano apelou aos aliados ocidentais para que promovam uma mudança de regime na Rússia, advertindo que Moscovo vai continuar a tentar desestabilizar os aliados europeus.
“Acredito que a Rússia pode ser forçada a parar esta guerra. Foi ela que a começou e pode ser obrigada a acabar com ela. Mas se o mundo não tiver como objetivo mudar o regime na Rússia, isso significa que, mesmo depois de a guerra terminar, Moscovo continuará a tentar desestabilizar os países vizinhos”, disse Volodymyr Zelensky, citado no Kyiv Independent.
O líder ucraniano apelou ainda aos aliados para exercerem pressão económica adicional sobre Moscovo: “Precisamos de bloquear totalmente a máquina de guerra russa… colocar todos os ativos russos congelados, incluindo a riqueza roubada pela corrupção, para defender contra a agressão russa. É altura de confiscar os bens russos, não apenas de os congelar”.
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Trump diz que o enviado especial Steve Witkoff vai à Rússia
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou que o seu enviado especial Steve Witkoff iria visitar a Rússia depois de regressar da Faixa de Gaza, que irá visitar com o embaixador em Israel, Mike Huckabee.
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Trump diz que "é nojento" que a Rússia está a fazer na Ucrânia
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que “é nojento” o que a Rússia está a fazer à Ucrânia, falando no relançamento do Teste de Fitness Presidencial, criado nos anos 50 e extinto durante a Presidência de Barack Obama.
Ao lado do ex-wrestler Paul “Triple H” Levesque, Trump voltou a afirmar que a Guerra na Ucrânia era a “guerra de Biden” e não a sua.
“Deve ser parada. É uma desgraça”, acrescentou.
President Trump: "I think it's disgusting what Russia is doing. This is Biden's war. It's not my war. But I think what Russia is doing is very sad. It should be stopped. It's a disgrace." pic.twitter.com/zzxK74AdK8
— TheBlaze (@theblaze) July 31, 2025
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Número de vítimas de ataque em Kiev volta a subir. Há agora 16 mortos e 159 feridos
O número de mortos no ataque da Rússia em Kiev esta quinta-feira voltou a subir. Registam-se agora 16 mortos, informou o chefe da Administração Militar da cidade, Tymur Tkachenko, no Telegram.
Para além das vítimas mortais, 159 pessoas ficaram feridas, segundo Tkachenko.
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UE exige à Rússia que respeite integridade ucraniana após novos ataques
A União Europeia (UE) exigiu hoje à Rússia que respeite o direito da Ucrânia à soberania, integridade territorial e independência, assim como as alianças que Kiev quer fazer, depois de mais uma vaga de ataques, nomeadamente na capital ucraniana.
“A Rússia quer destruir a Ucrânia e ao fazê-lo também está a violar uma promessa que fez há 50 anos nos Acordos de Helsínquia”, escreveu na redes sociais a alta-representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Kaja Kallas.
Por ocasião dos 50 anos da assinatura dos Acordos de Helsínquia, a representante da diplomacia da UE acrescentou que qualquer nação tem direito à soberania, integridade territorial e que qualquer país devia poder escolher que alianças quer fazer.
“Não vamos deixar a Rússia desfazer estes princípios”, completou Kaja Kallas.
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Mortos no ataque a Kiev voltam a subir. Há 15 mortos, segundo autoridades locais
O número de mortos no ataque russo à capital ucraniana de Kiev voltou a subir.
Na última contabilização das autoridades regionais no Telegram, o chefe da Administração Militar de Kiev, Tymur Tkachenko, revelou que se registaram 15 mortos no ataque desta quinta-feira.
“Infelizmente, as piores previsões sobre o número de pessoas que podem estar soterradas sob os escombros estão a ser confirmadas”, lê-se.
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Nicarágua reconhece territórios ucranianos ocupados como parte da Rússia
A Nicarágua reconheceu “plenamente” que os territórios da Ucrânia ocupados são “parte integral” da Rússia — nomeadamente as regiões de Donetsk, Kherson, Luhansk e Zaporíjia — numa carta do Presidente Daniel Ortega endereçada ao homólogo russo, Vladimir Putin.
A carta, publicada na imprensa nicaraguense, aplaude ainda a invasão russa e a guerra contra a Ucrânia, ecoando a posição do Kremlin de que está a lutar contra um suposto regime nazi.
“O Governo e o povo da Nicarágua reconhecem e apoiam firmemente a batalha heróica que a Rússia está a travar contra o neonazismo ucraniano, que é apoiado pela NATO”, lê-se na carta.
“A Federação Russa está a levar a cabo esta operação militar especial em defesa da vida do seu povo, em defesa dos territórios legítimos da Rússia, em defesa da sua soberania e integridade territorial”, afirmou ainda Ortega, onde diz que acreditam “na vitória da Rússia “contra essas forças do mal, contra os poderes hegemónicos, contra o fascismo”.
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Vitímas mortais do ataque russo a Kiev sobre para 12
O número de mortos no ataque russo a Kiev foi atualizado para 12, informou Tymur Tkachenko, chefe da Administração Militar de Kiev, no Telegram.
Há ainda 135 feridos, segundo o Kyiv Independent, um crescimento face aos 120 registados na última atualização,
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Putin promulga lei que reforça censura e vigilância na internet
O Presidente russo, Vladimir Putin, promulgou uma lei que pune as pesquisas online por conteúdos classificados como “extremistas”, escreve a agência TASS.
Prevê multas até cinco mil rublos (aproximadamente 55 euro) para as pessoas que pesquisem conteúdo considerado “extremista” online — termo que pode ser aplicado a grupos considerados terroristas ou ultranacionalistas, bem como a opositores políticos ou movimentos religiosos.
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Sobe para oito o número de mortos no ataque noturno a Kiev. Há registo de mais de 120 feridos
O número de vítimas mortais na sequência do ataque russo noturno à capital ucraniana subiu para oito, de acordo com Tymur Tkachenko, chefe da Administração Militar de Kiev, citado pelo Ukrainska Pravda.
Tkachenko avança, ainda, que há registo de, pelo menos, 124 feridos.
Antes deste novo balanço, o número de vítimas mortais fixava-se em seis, incluindo uma criança, e havia registo de 52 feridos, como o Observador noticiou neste liveblog.
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Von der Leyen saúda aprovação do projeto legislativo que devolve independência dos órgãos anticorrupção ucranianos
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, saudou esta quinta-feira a aprovação do projeto legislativo que devolve a independência dos órgãos anticorrupção ucranianos.
Numa publicação na rede social X, von der Leyen afirmou que “a assinatura do Presidente Zelensky na lei que restaura a independência da NABU e da SAPO é um passo bem-vindo”.
President @ZelenskyyUa's signature on the law restoring NABU & SAPO independence is a welcome step.
Ukraine’s rule of law and anti-corruption reforms should continue. They remain essential for Ukraine’s progress on the European path.
The EU will continue to support these…
— Ursula von der Leyen (@vonderleyen) July 31, 2025
“As reformas do Estado de direito e anticorrupção da Ucrânia devem continuar. Elas continuam a ser essenciais para o progresso da Ucrânia no caminho europeu. A União Europeia continuará a apoiar estes esforços”, sublinhou.
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Parlamento ucraniano aprova proposta legislativa que restaura a independência dos órgãos anticorrupção
Após a promulgação de uma lei que destrói a independência dos órgãos anticorrupção ucranianos (que gerou protestos no país), o parlamento aprovou esta quinta-feira a proposta legislativa apresentada pelo partido de Volodymyr Zelensky no sentido de restaurar a independência destes organismos.
De acordo com o Ukrainska Pravda, votaram a favor desta lei 331 deputados. Nenhum se opôs.
Em causa estão duas agências responsáveis pela investigação e ação penal contra a corrupção: o Gabinete Nacional Anticorrupção da Ucrânia (NABU, na sigla em inglês) e o Gabinete Especializado Anticorrupção (SAPO, também na sigla inglesa).
Zelensky pretendia assegurar que a ação anticorrupção se desenrolava sem interferência russa. Contudo, a medida levou milhares de manifestantes às ruas.
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Após 16 meses de combate, Rússia anuncia conquista de Chasiv Yar, cidade estratégica no Donbass
A Rússia garantiu hoje que reivindicou o controlo da cidade de Chasiv Yar, localizada na província do Donetsk, no Donbass.
O Ministério da Defesa russo afirmou que “libertou a cidade”, ao passo que a Ucrânia recusa e fala em “propaganda”.
O controlo de Chasiv Yar tem uma importante componente estratégica para a Rússia. A cidade pode abrir caminho para novas conquistas na província do Donbass.
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Trump ataca "falhado" Medvedev: "Tenha cuidado com as palavras". Ex-Presidente russo já lhe respondeu
O Presidente norte-americano, Donald Trump, atacou, na madrugada desta quinta-feira na Truth Social, o antigo chefe de Estado russo e atual vice-presidente do Conselho de Segurança russo, Dmitry Medvedev.
Numa publicação ainda sobre as tarifas aplicadas à Índia, Donald Trump disse que “não quer saber o que a Índia faz com a Rússia”: “Eles podem destruir as suas economias decadentes, não quero saber”.
“Temos feito pouco comércio com a Índia, as suas tarifas são muito altas, entre as mais altas do mundo. Ao mesmo tempo, a Rússia e os Estados Unidos quase não fazem comércio juntos”, afirmou Donald Trump, que disse que as coisas “vão manter-se assim”.
Neste sentido, o chefe de Estado norte-americano aproveitou para atacar o antigo Presidente russo “falhado”. “Pensa que ainda é Presidente. Ele que tenha cuidado com as palavras. Está a entrar em terreno perigoso”, ameaçou.
Em resposta, no Telegram, Dmitry Medvedev ridicularizou a “reação nervosa” do “todo formidável Presidente dos EUA”. “Significa que a Rússia está certa e continuará a seguir o seu próprio caminho”, disse.
O atual vice-presidente do Conselheiro de Segurança russa aproveitou ainda para responder às acusações de “economias mortas” da Índia e da Rússia e de terem entrado em “território perigoso”.
“Ele que se lembre dos filmes sobre mortos-vivos e veja o quão perigosos podem ser”, atirou Dmitry Medvedev.
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Volodymyr Zelensky denuncia novos ataques russos no país
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, qualificou como um “espetáculo assassino”, os últimos ataques russos, que mataram pelo menos seis pessoas, incluindo uma criança de 6 anos e a sua mãe, hoje em Kiev.
“Hoje, o mundo assistiu mais uma vez a resposta da Rússia ao nosso desejo de paz, partilhado com os Estados Unidos e a Europa. Um novo espetáculo assassino. É por isso que a paz sem força é impossível”, declarou o presidente ucraniano nas redes sociais.
Since the night hours, our rescuers, firefighters, medics, and all the necessary emergency services have been working at the sites of Russian missile and drone strikes. The Dnipro, Poltava, Sumy, Mykolaiv, and Kyiv regions have been affected. The capital was the primary target of… pic.twitter.com/Cn8VMXoijE
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) July 31, 2025
Zelensky afirmou que os parceiros da Ucrânia têm todas as ferramentas necessárias para “forçar Moscovo a fazer a paz, obrigá-los a reunirem-se numa mesa de negociações a sério”.
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Parlamento ucraniano vota hoje projeto para reverter polémica decisão sobre agências anti-corrupção
O parlamento ucraniano vota hoje uma proposta legislativa apresentada pelo partido de Volodymyr Zelensky no sentido de restaurar a independência dos organismos anti-corrupção da Ucrânia.
Se a lei for aprovada, deverá colocar um ponto final na recente crise que levou milhares de ucranianos a manifestarem-se nas ruas contra Zelensky e que até ameaçou colocar em causa o caminho de adesão da Ucrânia à União Europeia.
Em causa estão duas agências responsáveis pela investigação e ação penal contra a corrupção: o Gabinete Nacional Anticorrupção da Ucrânia (NABU, na sigla inglesa) e o Gabinete Especializado Anticorrupção (SAPO, também na sigla inglesa).
Na semana passada, o parlamento ucraniano aprovou um projeto de lei para acabar com a independência dos dois órgãos, dando ao Procurador-Geral da Ucrânia mais poder sobre eles — isto depois de terem vindo a público suspeitas sobre a infiltração russa nos organismos.
Zelensky pretendia assegurar que a ação anti-corrupção se desenrolava sem interferência russa.
Contudo, a medida levou milhares de manifestantes às ruas e até fez soar os alarmes em Bruxelas, com alertas para o facto de organismos independentes anti-corrupção serem fundamentais numa democracia europeia.
Rapidamente, Zelensky avançou com uma proposta de lei para reverter a decisão anterior, que é votada hoje na quinta-feira.
De acordo com o The Kyiv Independent, são necessários pelo menos 226 votos para que a proposta seja aprovada — sendo que, de acordo com contas internas do partido de Zelensky, há entre 220 e 230 votos garantidos, o que significa que, para já, a bola pode cair para qualquer um dos lados.
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"Manhã horrível em Kiev" com pessoas ainda debaixo dos escombros, revela ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha, descreveu o início desta quinta-feira como “uma manhã horrível em Kiev”, na sequência dos “ataques brutais da Rússia” que “destruíram edifícios residenciais inteiros e danificaram escolas e hospitais”.
“Há civis feridos e mortos. Ainda há pessoas debaixo dos escombros”, disse Sybiha numa publicação na rede social X.
O chefe da diplomacia ucraniana aproveita a mensagem sobre os ataques da última noite para dizer que chegou o tempo de “reduzir para zero todos os prazos que foram dados a Putin para demonstrar uma abordagem construtiva”.
It's a horrible morning in Kyiv. The brutal Russian strikes destroyed entire residential buildings and damaged schools and hospitals. Civilians are injured and killed. There are still people under the rubble.
It is probably time to reduce to zero all of the timeframes that had… pic.twitter.com/BDC8384ygV
— Andrii Sybiha ???????? (@andrii_sybiha) July 31, 2025
“O Presidente Trump tem sido muito generoso e muito paciente com Putin, a tentar chegar a uma solução. Putin faz isto de propósito. Não está preocupado com qualquer tentativa para parar a matança. Só quer destruir e matar”, disse o ministro.
Esta semana, Donald Trump fez um ultimato a Putin, dando-lhe de 10 a 12 dias para chegar a um acordo para o fim da guerra.
Para Sybiha, “a inteira existência deste criminoso de guerra é baseada nesta guerra sem sentido, que ele não poderá vencer, mas que se recusa a acabar”.
Putin, diz o ministro ucraniano, “tem de enfrentar a justiça”.
“Chegou o tempo de o fazer sentir a dor e as consequências das suas escolhas. Chegou o tempo de colocar máxima pressão sobre Moscovo. Chegou o tempo de sincronizar todas as sanções. É tempo de alcançar a paz através da força”, termina.