Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Bom dia, este liveblog vai ser encerrado, obrigada por nos ter acompanhado.

    Continue a par dos acontecimentos da política nacional neste novo liveblog.

    Portugueses “não confiaram no PS” e partido tem de “mobilizar todas as suas forças” com nova liderança. Autárquicas são prioridade, diz Mendonça Mendes

  • Miranda Sarmento apela à "estabilidade política" e acusa partidos de esquerda de falharem "na mensagem ao seu eleitorado"

    O ainda ministro das Finanças — que não adiantou se continuará no cargo — disse que os partidos de esquerda falharam ao seu “eleitorado tradicional” o Chega aproveitou para somar votos.

    Miranda Sarmento apela à “estabilidade política” e acusa partidos de esquerda de falharem “na mensagem ao seu eleitorado”

  • Ventura: Israel ser "uma democracia não é uma carta branca para a violação dos direitos humanos, para o genocídio"

    André Ventura, relativamente ao conflito israelo-palestino em Gaza, começou por destacar o facto de ter sido o Hamas a “desencadear” o conflito — “Houve um ataque terrorista e temos de ter a capacidade de dizer isso.”

    Porém, apontou que “o Chega defende que em qualquer caso o direito humanitário deve prevalecer”, frisando que quando há crianças e idosos a morrer à fome “tem de haver pressão internacional para que isto acabe”.

    “Portugal deve ser claro neste sentido: o seu aliado é a única democracia da região, que não é o Hamas nem o Irão, é Israel, porém ser democracia ou não ser não pode permitir que isto aconteça. E isto diz um aliado de Israel, alguém que vê em Israel uma democracia que é importante que se alargue a todo o Médio Oriente”, explicou, salientando que “ser uma democracia não é uma carta branca para a violação dos direitos humanos, para o genocídio”.

    “Por outro lado, na Europa e nos EUA não podemos fazer cedências a movimentos terroristas que maltratam as mulheres, os homossexuais, tudo o que é direitos humanos, aparentando que estamos a defender uma causa, mas na verdade estamos a defender outra”, disse, assumindo ficar “incomodado” quando vê pessoas do Bloco e PCP a “defenderem movimentos que tratam as mulheres como objetivos e que decapitam homossexuais”.

  • Ventura não dá caso Spinumviva por encerrado: "É perigoso criarmos a ideia de que as urnas absolvem ou culpabilizam"

    André Ventura, sobre a questão da Spinumviva, salienta que as eleições não absolveram Luís Montenegro. “É perigoso criarmos a ideia de que as urnas absolvem ou culpabilizam”, alerta, sublinhando que “juízo tem de ser feito por tribunais”.

    Acrescentou que ainda não tomou uma decisão sobre uma comissão parlamentar de inquérito, desde logo depois de o Ministério Público ter pedido mais informações. “Há momentos em que um político tem de saber dizer que fez mal, esconder é que não é boa solução”, vincou o líder do Chega em entrevista à CNN.

  • Ventura garante que não retiraria direitos a ciganos: "Nada me move contra a etnia cigana"

    Relativamente à comunidade cigana, e questionado sobre se retiraria direitos a estes portugueses, garantiu que não. Mas acrescentou que “não faz sentido em despachos oficiais dizer que se estão a construir casas para a etnia cigana”.

    “Temos de construir casas para toda a gente, sejam ciganos ou não ciganos. Os ciganos não podem ter mais direitos do que os outros, quero que todos tenham os mesmos direitos e deveres. Nada me move contra a etnia cigana”, assegurou, em entrevista à CNN, frisando que os municípios, “sobretudo por receio, habituaram-se a dar-lhes tudo”.

  • André Ventura teve a "sensação" de que tinha sido envenenado

    Na entrevista à CNN, André Ventura continuou a criticar as sondagens, como fez na noite eleitoral, admite que “o escrutínio tem de ser feito a todos os poderes”. E atirou aos comentadores:

    “[A televisão ou] quer ter pessoas que representam as pessoas ou se querem ter uma bolha de pessoas iluminadas que acham que vivem num mundo qualquer que não é o nosso e não valem nada em termos de representatividade.”

    Ventura disse que viu em televisões pessoas a “humilhar e gozar com [o seu] estado de saúde até desvalorização pessoal” — “O meu problema não sou eu, o Chega representa 1 milhão e 300 mil pessoas”, remata. “Estratégias mostram tentativa de humilhar e diminuir partido”, realça.

    Sobre a abertura de inquérito do Ministério Público, Ventura afirmou: “Levei com cuspidelas, morteiros que me passaram a centímetros, ameaças à minha vida.” E, questionado sobre o primeiro momento em que teve um problema de saúde, assumiu que lhe passou pela cabeça que pudesse ter sido envenenado.

    “Foi um dos momentos mais dramáticos da minha vida. Houve coincidência infeliz que foi ter bebido água e ter sentido enorme sensação de queimadura, não há explicação, interna. Naquele momento quando caí perdi o controlo de mim próprio, senti um espasmo enorme e tive a sensação de que tinha sido envenenado. Não fui, segundo tido indica, mas tive essa sensação porque sei as ameaças que pesam sobre mim”, contou André Ventura.

    Referiu também que os médicos já tinham visto as imagens e “sabiam o que deviam fazer” e que percebeu imediatamente que não teria sido isso.

  • Ventura: "Teremos revisão constitucional sem o PS, é preciso que não afrouxem"

    Ventura reitera ainda que “o Chega tem de estar preparado para governar”, assumindo que quando o Governo cair “o Chega estará cá para ser governo”. Para isso, vai apresentar nas próximas semanas um “governo sombra”.

    “As legislaturas devem demorar o tempo para que são feitas, quatro anos”, realça, frisando que o partido faz “o que é bom para o país”, nomeadamente aprovando propostas de vários partidos e dando o exemplo das portagens.

    Ventura critica agora Luís Montenegro porque “bateu o recorde em número de tachos políticos, nomeações”. “Se querem governar a sério e cortar em desperdícios

    “Não embarcamos em rejeições que não têm alternativa nenhuma, porém o Governo decidiu amanhar-se com o PS toda a vida. Porque é que não se amanha com o PS?”, questiona, lembrando que o Chega colocou linhas para negociar com o PSD há um ano e que os sociais-democratas não quiseram conversar.

    Sobre a revisão constitucional, Ventura diz que está de acordo se implicar diminuição de deputados e reforma da justiça. “Teremos revisão constitucional sem o PS, é preciso que não afrouxem”, afirma, rematando: “Temos de despolitizar o Estado, acabar com este número de recursos ridículos.”

  • Ventura diz que, entre quem mandou Governo abaixo, "povo penalizou um e valorizou outro"

    André Ventura, presidente do Chega, considera que as eleições legislativas “mudaram o panorama político” do país — “Nunca tinha acontecido que um partido destronasse um dos dois”, diz, alertando que é preciso conhecer os dados da emigração.

    “É uma responsabilidade que o povo português me deu”, sublinha, frisando que “houve dois partidos que provocaram a queda do Governo por suspeitas sob o primeiro-ministro”, o PS e o Chega, apontando que “povo penalizou um e valorizou outro”. “O PS deu a mão no PSD no Orçamento, não ajudou na luta contra a imigração e perdeu. Sem triunfalismo é preciso tirar consequências”, realça, chamando a si a responsabilidade de ser alternativa ao bloco central porque “a AD governou com o PS”.

    Ventura refere que disse ao Presidente da República que o Chega recebeu “mandato para liderar a oposição”, mas que não será para criar “caos”. “Eles entendem-se há 50 anos, porque é que não hão-de entender-se agora?”, questiona, sublinhando que o Chega agora é o “farol da oposição”.

  • Presidente da República ouve PCP, CDS-PP e BE na quinta-feira

    O Presidente da República vai ouvir na quinta-feira o PCP, o CDS-PP e o BE, prosseguindo as audiências aos partidos políticos que obtiveram representação parlamentar nas legislativas antecipadas de domingo sobre a formação do novo Governo.

    De acordo com uma nota publicada no sítio oficial da Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa irá receber o PCP às 11h30, o CDS-PP às 15h00 e o BE às 17h00 de quinta-feira.

    Na terça-feira, o chefe de Estado recebeu o PSD, o PS e o Chega, e anunciou que voltará a ouvir os três maiores partidos na próxima semana, quando forem conhecidos os resultados dos círculos da emigração, que elegem quatro deputados.

  • IL quer uma nova Constituição "às avessas"?

    Cristina Rodrigues (CH), Duarte Pacheco (PSD) e Vitalino Canas (PS) estão em consenso – a revisão da Constituição não é uma prioridade. IL quer dividir e agitar o “papão da neutralidade ideológica”?

    IL quer uma nova Constituição “às avessas”?

  • Ana Martins vai assumir cargo de deputada pelo Chega/Açores na República

    A engenheira Ana Martins vai assumir o cargo de deputada do Chega à Assembleia da República pelo círculo dos Açores, anunciou o líder do partido na região, José Pacheco, nesta quarta-feira.

    “As pessoas votaram no Chega, votaram na nossa lista. Mas, para ficarem descansados e evitarem especulações, quem vai é a senhora engenheira Ana Martins [terceira candidata], uma pessoa responsável, com bom currículo, da nossa confiança, que vai integrar o grupo parlamentar de 60 deputados e que vai representar muito bem os Açores”, explicou o dirigente do Chega, em conferência de imprensa, na Horta.

    Assim, não será nem o cabeça de lista do Chega pelo círculo dos Açores, nas eleições legislativas nacionais de domingo, Francisco Lima, nem a número dois, Olivéria Santos, que vão assumir a função de deputado no parlamento nacional.

    Questionado sobre a razão de o partido ter escolhido dois deputados para os dois primeiros lugares na lista de candidatos pelo círculo dos Açores ao parlamento nacional, sabendo de antemão que não iriam ocupar os cargos, José Pacheco explicou que o que estava em causa era a falta de experiência da candidata.

    “É uma boa pergunta e eu vou responder com toda a verdade. A própria candidata achou que seria muito mais razoável, por uma questão de protagonismo e de visibilidade pública, que devia ser outra pessoa, com mais experiência, que ela não tem ainda, mas que vai ter, e esperamos que seja uma mais-valia para o Chega”, justificou.

  • Líder do PS? "Tudo para depois das autárquicas"

    João Paulo Rebelo assume que é possível o PS eleger já um novo líder, mas confessa simpatizar mais com a ideia de colocar tudo para depois das autárquicas. É contra a rejeição do programa do governo.

    Ouça o novo episódio do “Explicador” da Rádio Observador.

    Líder do PS? “Tudo para depois das autárquicas”

  • Aguiar-Branco disponível para se recandidatar a presidente da Assembleia da República

    José Pedro Aguiar-Branco manifestou-se hoje disponível para se recandidatar ao cargo de presidente da Assembleia da República e afirmou esperar que a próxima legislatura, que poderá iniciar-se entre 02 e 05 de junho, se caracterize pela estabilidade.

    Estas posições foram transmitidas por José Pedro Aguiar-Branco, antigo ministro social-democrata que encabeçou a lista da AD — coligação PSD/CDS pelo círculo de Viana do Castelo, após ter recebido no parlamento o músico e compositor Rui Veloso.

    Questionado se admite recandidatar-se ao cargo de presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco respondeu: “A minha posição é simples, é uma posição de disponibilidade para poder também voltar a ser o presidente da Assembleia da República”.

    José Pedro Aguiar-Branco referiu que a eleição do presidente da Assembleia da República vai acontecer na primeira sessão do parlamento da nova legislatura – sessão que estimou poder ocorrer entre os dias 02 e 05 de junho.

    Nessa primeira reunião plenária do parlamento – e uma vez empossados os 230 deputados – será então o momento em que serão apresentadas as candidaturas ao lugar de presidente da Assembleia da República.

    “Os grupos parlamentares terão a oportunidade de manifestarem o apoio a quem possa vir a apresentar-se”, apontou José Pedro Aguiar-Branco, aqui numa alusão à circunstância de o presidente da Assembleia da República, para ser eleito, ter de obter pelo menos 116 votos favoráveis entre os 230 deputados.

    “A verdade é que a formalização [das candidaturas] só poderá acontecer em função das circunstâncias desse momento, que não sei antecipar quais são. Neste momento só posso dizer que há a minha disponibilidade. Se as circunstâncias vão ou não permitir que essa disponibilidade se concretize no dia em que tivermos a [primeira] sessão, logo veremos”, completou.

    Em relação ao novo quadro político saído das eleições de domingo, José Pedro Aguiar-Branco referiu como positiva para a saúde da democracia a descida da abstenção e recusou a ideia que a “expressão eleitoral” resultante do ato eleitoral possa ser caracterizada como “problemática”.

    “Agora, temos de ser capazes de ler o resultado, saber interpretá-lo e ter aquilo que me parece que o povo também deseja, que é a estabilidade para que se entre num ciclo de normalidade democrática, uma normalidade de cumprimento de mandatos”, defendeu.

  • Parlamento tem primeira sessão entre 3 e 5 de junho e prolonga trabalhos até 25 de julho

    A primeira sessão plenária da Assembleia da República deverá ocorrer entre 3 e 5 de junho e os trabalhos parlamentares vão prolongar-se este ano até 25 de julho, calendários estabelecidos nesta quarta-feira indicativamente em conferência de lideres.

    Em declarações aos jornalistas, o porta-voz da conferência de líderes, o deputado social-democrata Jorge Paulo Oliveira, referiu que a reunião se destinou a preparar a primeira sessão plenária da XVII Legislatura que resulta das eleições legislativas de domingo.

    “A primeira data que equacionamos é o dia 3 de junho [uma terça-feira] e a data mais tardia será o dia 5 [uma quinta-feira]. Quanto à ordem do dia dessa primeira sessão plenária, abrirá, como é habitual, pelas 10h00, para efeitos de leitura e votação do projeto de resolução para a constituição da Comissão Eventual de Verificação de Poderes dos Deputados Eleitos”, referiu.

  • Tavares avisa esquerda: deve fazer tudo para impedir Chega de conquistar muitas câmaras, incluindo apresentar listas conjuntas

    Rui Tavares lembra que não se conhece o programa de Governo e por isso não falou com Marcelo Rebelo de Sousa sobre a moção de rejeição do PCP.

    Insiste que a esquerda deve fazer uma reflexão “enorme, de amplitude histórica, mas que não seja longa”, durante junho e no próximo julho, porque as listas autárquicas devem fechar nesta altura. Diz que lançou alertas que não foram escutados e que não se pode dizer que o mapa é alarmante sem “acordar”. “As pessoas estão a encarar estas autárquicas como apenas mais umas”, avisa. “O enquistamento numa base de poder faz-se através do poder autárquico, ou sindical. As legislaturas no Parlamento duram quatro anos ou menos. Quem tem 50 câmaras hoje vai ter 50 câmaras durante muito tempo”.

    Avisa que a esquerda deve ir para o terreno e falar com populações onde possa haver personalidades de prestígio em terrenos em que a extrema-direita está a crescer, para lançar candidaturas autárquicas. Tudo para “reverter ou impedir um possível enquistamento da extrema-direita”.

    Não quer definir “fórmulas finais” para isto, mas a esquerda deve conseguir ser “um pouco pragmática”, porque por vezes não é “pragmática de todo” e pode acordar “numa bela manhã de setembro com o mapa político” radicalmente diferente. Critica a obsessão dos “sectarismos à esquerda”, promete ter uma relação construtiva com a nova liderança do PS e insiste em falar aos eleitores de esquerda “assustados”: “Não há todo o tempo do mundo para debates académicos. É preciso entregar listas”.

    Tavares diz que o Livre vai “avaliar” as posições dos outros partidos sobre uma possível CPI sobre a Spinumviva, frisando que o partido vai priorizar uma CPI sobre a prontidão de Portugal para cenários de emergência.

    Lembra ainda que o equilíbrio do regime depende de que esta legislatura decorra com o maior equilíbrio possível e resolvendo problemas como saúde e habitação, em vez de “inventar a História de que a Constituição é que é o problema. Vimos isso na troika e era irreal. Espero que haja sensatez do primeiro-ministro e não force esse assunto perante uma AR inusitada”.

  • Segurança. Governo responde sobre relatório e diz estar preocupado com movimentos extremistas

    O Governo admitiu nesta quarta-feira estar preocupado com os movimentos extremistas e adiantou, em resposta ao Bloco de Esquerda sobre o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), que as polícias estão a usar inteligência artificial para analisar dados.

    O Bloco de Esquerda fez 12 perguntas ao Governo sobre a eliminação de um capítulo dedicado a organizações extremistas na versão final do RASI e, numa das respostas dadas, o gabinete do primeiro-ministro, Luís Montenegro, explicou que “mostra preocupação e tem estado atento” aos movimentos extremistas.

    “Estão a ser implementadas, por parte das polícias, técnicas avançadas, como o uso de inteligência artificial e a análise de dados em larga escala, que facilitará a identificação de padrões e a interligação de operações criminosas que se desenvolvem em múltiplos territórios”, lê-se no documento publicado hoje no ‘site’ do Parlamento.

    O gabinete de Luís Montenegro voltou a dizer o que já tinha sido explicado pelo Sistema de Segurança Interna (SSI) e pelo diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ), Luís Neves, voltando a sublinhar que “só existe uma versão do RASI, a final, que resulta do Conselho Superior de Segurança Interna” e que a informação divulgada antes da versão oficial fazia parte de versões de trabalho.

    Luís Montenegro referiu ainda que “o documento a que os senhores jornalistas tiveram acesso não foi, nem nunca poderia ter sido, oficialmente divulgado à comunicação social, uma vez que se tratava de um documento de trabalho classificado, de caráter ‘reservado’”.

  • Tavares pede que esquerda "desperte" antes das autárquicas e que Montenegro rejeite revisão constitucional

    Rui Tavares sai agora da sala em que esteve reunido com Marcelo Rebelo de Sousa.

    “Tivemos uma audiência muito concreta sobre os próximos passos e exprimimos duas preocupações principais”, revela, referindo-se a estas eleições como “históricas” e com grande impacto na política e no regime — também com impacto nas autárquicas e possivelmente no regime.

    Quanto ao primeiro ponto, Rui Tavares disse que a reflexão à esquerda deve ser grande mas não pode ser longa. “Não nos podemos dar a esse luxo, é uma ideia errada e perigosa, porque vêm aí umas autárquicas nas quais olhando para o mapa saído destas eleições, o Chega está em primeiro lugar em dezenas de concelhos”. Por isso, Tavares diz que não se pode aceitar que sem nada fazer Portugal acorde com um mapa político “completamente diferente” em setembro. “Teria um impacto que duraria muito mais que uma legislatura”, avisa.

    “Durante décadas podíamos ter boa parte do território nacional dominado pela extrema-direita”. Por isso, perante um sinal de alarme é preciso que a esquerda “desperte para esta realidade e fazer o que estiver ao alcance para que haja listas progressistas nas quais os eleitores progressistas e democráticos saibam que podem votar”.

    Quanto à Constituição, lembra que foi o único partido que avisou que a direita teria uma maioria constitucional e que a IL rejeitou esses “papões”, mas anunciou esta manhã que vai apresentar um projeto de revisão constitucional, após umas eleições “extremadas”.

    “Já sabíamos que gostava de motosserras, agora sabemos que gosta de mandar gasolina para o fogo”, diz Tavares, lembrando que agora a revisão pode ser feita apenas com os votos da direita e da extrema-direita e rejeitando que este seja o “momento correto”. A negociação coletiva dos trabalhadores, por exemplo, deixaria de estar abrangida nesse projeto. “Isto não foi tema de campanha e não existe legitimidade para fazer uma revisão que constituiria uma mudança de regime”, diz, avisando para um “abismo”.

    Pede a Montenegro que dê sinais de que esta não é “uma legislatura para fazer uma revisão” ou que não quer uma revisão que abranja três quartos do Parlamento, para contar pelo menos com o centro-esquerda.

  • "Resultado das eleições é o resultado que os portugueses escolheram, ponto". Miguel Maya, do BCP, "otimista" em relação ao futuro do país

    “O resultado das eleições é o resultado que os portugueses escolheram”, salienta Miguel Maya, presidente do Millennium BCP, depois de os jornalistas lhe pedirem um comentário às eleições de 18 de maio, na conferência de imprensa de apresentação dos resultados do primeiro trimestre.

    “Temos é o privilégio de viver num país democrático e que fizeram as suas escolhas, de forma até bastante participada, e ponto”, afirmou Miguel Maya.

    Millennium BCP começa ano de 2025 com subida de 3,9% nos lucros do primeiro trimestre

    “Como gestores, temos de encontrar a melhor forma de, dentro das escolhas dos portugueses, encontrar a melhor forma de ajudar os portugueses a prosperar, respeitando em absoluto as escolhas dos portugueses”, afirmou o banqueiro, reconhecendo que “temos clientes de todos os partidos”.

    O banqueiro diz-se “otimista de que Portugal irá conseguir encontrar um caminho de maior ambição e crescimento”.

    Miguel Maya, presidente executivo do Millennium BCP, durante a conferência de imprensa de apresentação dos resultados do 1º semestre de 2024, em Oeiras, 31 de julho de 2024. ANTÓNIO COTRIM/LUSA

  • Mariana Vieira da Silva: "Há pessoas em melhor situação do que eu para protagonizar" uma candidatura ao PS

    Mariana Vieira da Silva disse à rádio Renascença que considera que “há pessoas em melhor situação” do que ela “para protagonizar” uma candidatura à liderança do PS. Até agora era um dos nomes pressionados para avançar como alternativa a José Luís Carneiro.

    A socialista mantém que essas pessoas “em melhor situação” — que não nomeia — “prestam um bom serviço ao PS se avançarem” para uma candidatura. Numa altura em que já se conhece a intenção de Carneiro em candidatar-se à liderança do partido, Vieira da Silva acredita que “os partidos políticos ganham com o debate e não com inevitabilidade”.

    Sobre Carneiro diz que tem “muito boa opinião” e que o elogiou há um ano quando o antigo ministro entendeu correr contra Pedro Nuno Santos, precisamente pelo debate interno que isso proporcionou.

    Além de Mariana Vieira da Silva, também Fernando Medina tem sido falado com um possível candidato e até agora ainda não descartou a hipótese, recusando-se a falar sobre a sucessão de Pedro Nuno Santos para já-

    Carneiro faz tudo para ser único no PS, mas há socialistas a correr atrás de uma alternativa

  • Montenegro condena situação humanitária em Gaza e pede fim dos bloqueios à entrada de ajuda

    O primeiro-ministro condenou nesta quarta-feira a situação humanitária “absolutamente intolerável” que se vive em Gaza e apelou ao fim de “qualquer entrave” à entrada de ajuda na região para “salvar a vida de milhões de seres humanos”.

    “A situação humanitária que se vive em Gaza é absolutamente intolerável. É imperativo permitir a entrada imediata, segura e sem qualquer entrave de toda a ajuda humanitária, para salvar a vida de milhões de seres humanos, incluindo crianças, mulheres e doentes”, escreveu Luís Montenegro, numa publicação na rede social X.

    Esta posição é assumida no mesmo dia em que pelo menos um diplomata português e outro brasileiro, numa delegação de embaixadores, foram alegadamente alvo de disparos do exército israelita em Jenin, na Cisjordânia ocupada.

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